segunda-feira, 30 de abril de 2012

Gwendoline (1984)


Um filme totalmente desenvolvido e baseado nos quadrinhos de John Willie, em que o diretor Just Jaeckin (Emmanuelle, 1974 e História de O, 1975) ousou mais uma vez viajando nas hostes fetichistas e lançou nas telas Gwendoline ou The Perils of Gwendoline in the Land of the Yik Yak em 1984. Considerado pela crítica especializada como o filme fetichista do ano, alcançou enorme êxito por onde passou.
Gwendoline (Kitaen Tawny), acompanhada pelo mercenário Willard (Brent Huff) e sua empregada francesa (Zabou), viajam as exóticas e perigosas selvas e desertos para capturar uma borboleta que se tornou a busca científica de seu falecido pai. Lá, descobrem o reino perdido de Yik-Yak, uma sociedade só de mulheres governada por uma rainha que planeja matar Willard depois que ele acasale com uma lutadora campeã do sexo feminino.
O filme tem um ensaio interessante de bondage, muito parecido com os quadrinhos.
A história começa a criar um roteiro tenso logo de cara, quando Gwendoline é capturada por um trio de ladrões e salva por Willard. A viagem ao oriente surge por acaso, uma vez que o mercenário tem uma carga ilegal para transportar através da China e cruza com a heroína que está à procura da borboleta que seu pai buscava.
Seria ilógico não apostar num enredo bem simples e de fácil absorção. Os quadrinhos retratam esse tipo de aventura cheia de intempéries e acidentes que levam a mocinha ao perigo constante. Mas não é esse o real sentido da heroína em apuros?
Lógico que existe a filha do cientista famoso cheia de grana no bolso pra contratar o mercenário e sua empregada para servirem de guia em sua viagem fantástica. Então, fica evidente o aparecimento de tribos de canibais e outros percalços que vão tornar a historinha interessante pra galera que curte a menina em perigo constante.
Sabedor dessa audiência, Just Jackien abusa de imagens em que as atrizes estão nas mãos de malfeitores. E como em toda aventura desse tipo, uma luta final e uma vilã que intensifica seu tesão pelo herói propõe uma diusputa em troca de liberdade e o cenário está montado, sem contar a mudança de comportamento do mercenário que se envolve com a história e no final fica bonito na foto.
Para o povo que se liga em cenas de BDSM algumas torturinhas básicas e pouco convincentes estão no cardápio, mas é bom não se animar tanto porque a fotografia futurista derruba a tese do clima sombrio masmorrento que faz essa galera pirar.
O nudismo é bem concebido e Jaeckin, como sempre, dá uma aula de sensualidade escolhendo as atrizes a dedo. Ele sabe a hora de ousar e descobre o tato fetichista na mente dos espectadores.

Para os amantes de filmes que retratam a mocinha em apuros (damsels in distress) diria que esse filme tem lugar cativo na coleção. Suspense tem de sobra e donzelas em busca de um herói a balde. E para uma obra de quase vinte e oito anos de realização não é tão complicado encontrar vagando pela rede algum link que possa trazer gratuitamente o filme em download, e também não é difícil encontrar o arquivo de legendas.

Porém, pra quem prefere colecionar com direito a capinha e tudo a que tem direito, sites como o Amazon disponibilizam a obra em versão digitalizada.
Pra aguçar a curiosidade posto um pedacinho de Gwendoline.

video

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sem consenso


Ele quando chegou jogou limpo. Trouxe o fetiche na bagagem e colocou em discussão.
Gastou o tempo necessário pra convencer uma então mulher baunilha a entrar na dança.
Ela a princípio achou tudo muito esquisito.
Claro que ninguém está imune a tentar uma fantasia aqui e outra ali quando tem intenção de sair da monotonia, inventar dias de glória, de amor intenso e entrega mútua. Mas topar com um parceiro que trazia isso na mente sempre que pensavam em ter relações era uma grande novidade.
Pensou em relatar as amigas mais próximas, mas a vergonha impediu. Ora, se o fetichista às vezes tem vergonha de suas próprias necessidades, imagina quem está no mesmo barco por um mero acaso? Daí resolveu tentar e levou a relação adiante.
E o sujeito era daqueles fetichistas de várias histórias. Switcher por definição e vocação, fazia visitas freqüentes aos sex shops e trazia muitas coisas pra dentro de casa que dividiam. O comando mudava de mão a cada nova transa e ela via surgir fantasias diferentes e às vezes ficava confusa com tanta orientação que ele fazia questão de passar.
Vez por outra ela fazia perguntas sobre coisas que ficavam fora do que tentavam e ele sempre aparecia com a cartilha do consenso, afirmando que tudo devia ser previamente acertado como manda a regra. E assim ela aceitava na boa.
Certo dia ele pirou com uma fantasia nova e falou em vê-la transando com outro.
O resultado da proposta foi o pior possível e custou uma semana de cara feia. Mas ele não desistiu e seguiu com a tentativa toda vez que rolava o papo intimo até chegar aos detalhes.
A pegou com uma ponta de interesse e começou a escrever o roteiro.
Falou em humilhação como uma forma de explicar o tal fetiche.
Ela entendeu em partes e depois de inúmeras tentativas partiram para realizar a sonhada fantasia. Através da internet ele conseguiu o tal parceiro, um podólatra. Havia estreitado a amizade com o cidadão e marcou dia e local.
Partiram para um motel dos melhores levando na mala tudo que ao longo do tempo juntaram nas idas aos sex shops. Ao coadjuvante caberia a podolatria de forma livre e o sexo da forma que ela desejasse. Mas a humilhação pretendida por ele não saia da cabeça dela...
E sua mulher não o quis livre na cena. Usou as algemas e o prendeu próximo a cama. Escapou do roteiro e tomou as rédeas o deixando atônito.
Bebeu um pouco e se sentiu mais solta pra viver tudo de forma bem real e prazerosa.
Abusou das palavras obscenas. Usou seu charme e todo o sex appeal que aprendeu nos filmes onde a mulher era a imagem da sedução. Deu ordens ao podólatra, o fez lamber seu salto e encarnou a dominatrix que ele tanto queria.

Humilhou o parceiro imobilizado com palavras, gestos e atitudes. Seguiu tudo que aprendeu durante os papos madrugada adentro. Se sentiu poderosa e fatal. Transou e gozou como nunca enquanto ele nem podia se masturbar como haviam combinado.
Fez o marido implorar por uma repetição e poder se tocar. Ofereceu uma troca. Queria a todo custo praticar um fio terra que ele tanto renegava. Deixou o sujeito sem saída e ele não tinha escolha. Era pegar ou largar.
Porém, em determinado momento ela decidiu rasgar a cartilha e deixar de ser politicamente correta. Arrancou-lhe as cuecas que ainda mantinha, meteu entre seus dentes e ouviu um urro abafado quando impiedosamente o sodomizou a força.
Cumpriu a promessa e se deitou com o podólatra para uma segunda vez e o viu explodir ejaculando como um louco. Juntaram tudo, curaram o porre tomando uma sopa num lugar qualquer e voltaram pra casa felizes, mesmo tendo praticado o fetiche sem consenso.

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sobre Fetiche e Sentimento


Claro que a regra diz que há duas formas de lidar com o fetiche.
Na prática, pura e simples, ou se envolver com ele de vez com sentimento, CPF e identidade. Parece simples, mas às vezes o raciocínio complica.
Porque é fato que existem envolvimentos e envolvimentos. Tudo se difere por detalhes. A fantasia é o alvo, ainda que seja simplista, e quem atua como coadjuvante tem seu papel.
É bem verdade que tudo quando é bem costurado tem mais chances de ser bem sucedido. Basta apresentar os planos e seguir o traçado. Você está dentro da fantasia e conhece os riscos, porque foram devidamente calculados.
Desassociar sexo de envolvimento é complicadíssimo quando o que está em jogo é um sentimento raro, uma fantasia, um fetiche. Aqueles que conseguem tal façanha são tão raros quanto anões negros. Lógico que há casos extraconjugais, mas isso é papo pra outra conversa.
Ainda assim o cinto aperta.
A lógica começa lá atrás. O fetichista ao longo da vida sofre um processo solitário de exclusão social. Pois é, não pensem que é fácil ser diferente, ter gostos raros e andar no meio de quem numa simples conversa os renega. Ouvir críticas de pessoas próximas ao que é importante pra qualquer um é extremamente ingrato. E pra piorar, o enxovalho diz respeito a algo que se guarda em segredo.
O fetichista nato, de berço, recebe porradas de todos os lados. Fica de pé porque não se confessa a qualquer pessoa. Prefere o isolamento pessoal à própria exclusão. A única saída está na busca e no esperado encontro. E a tão esperada luz no fim do túnel cria um elo forte entre a razão e a emoção. E isso se chama sentimento.
Unir as duas pontas é tão complicado quanto andar na água. Existem casos solitários em que esse negócio dá certo, porque normalmente alguns fatores inexpugnáveis atravessam esse caminho. Por mais que o fetichista tenha atração pela poligamia ele vai avaliar os riscos de perder o que foi tão difícil conseguir.
A tal busca da cena perfeita se encerra. Cabe ao fetichista depositar suas fichas onde foi acolhido. Hora de desfazer as malas e ter a certeza que a viagem chegou ao fim.
Claro que nada é tão simples como possa parecer. O fetichismo através de algumas práticas abre espaço para relações de todos os tipos, as mais esquisitas aos olhos de pessoas que não costumam ter contato estreito com esse universo. É um fato comum encontrar sadomasoquistas que aceitam a pluralidade de parceiros de forma natural. A tal cadeia que se costuma chamar de irmãs de coleira ou submissos de ocasião corrobora com esse processo.  
Nesse caso, o tal plano de conduta dito aqui é fundamental, o que não isenta qualquer praticante de sucumbir diante do sentimento e mudar de postura.
Em casos como o bondagismo e outros fetiches, principalmente os bizarros, a monogamia é mais latente. Por mais que seja um desejo talhado no tempo, o bondagista sabe que não terá a diversidade das chamadas bondagettes que ele assiste nos filmes.

Eu tenho uma posição bem simples quanto a isso: creio que quando há total cumplicidade na relação o fetichista fecha a conta. Mas isso é o que eu penso o que não significa uma sentença transitada injulgado. E penso dessa forma porque aposto na teoria dos detalhes.
A simplicidade da fantasia depende da realização plena dos pequenos detalhes que compõe um todo. Isso intensifica o envolvimento de tal forma e cria uma relação solida o suficiente pra decretar o encarceramento definitivo da procura.


Quando não há a entrega plena e total sem segredos ou desejos escondidos por medo ou timidez, a relação tende a ficar a deriva, provocando a inevitável volta ao começo do caminho.
Mas, como dizia o poeta, tudo na vida depende de fatores que juntos comandam dois corações. Por isso, é bom ficar atento às intempéries da vida e botar as barbas de molho pra segurar o que foi conquistado.
Se o lance é não abdicar de unir sentimento e fantasia dar valor a relação é fechar com o certo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pra aguçar os sentidos


Um fetichista precisa de estímulo.
Novidade? Claro que não, mas sempre é bom colaborar pra que isso seja uma tendência.
Então, nobres bondagistas de plantão, vos apresento Maíra.
Novidade na tela do Bound Brazil em lindas poses hogtied.
Precisa de estímulo maior?
Apreciem sem moderação.





terça-feira, 24 de abril de 2012

Quando o Resultado é o Fetiche


Engana-se quem pensa que é dono dos segredos da mulher.
Elas lidam muito bem com seus mistérios. Sabem a hora de colocar em prática seus desejos e na primeira brecha escancaram o que querem, uma vez que se sintam seguras.
E foi assim, de mansinho, que alguém de forma anônima me pediu pra escrever sobre um determinado assunto: o esperma.
Muitos diriam que o esperma é o resultado. Alegariam que funciona como o final do filme. O epilogo de uma trama perfeita. Porém, há que se respeitar desejos e algumas mulheres também se satisfazem com o esperma e conseguem momentos mágicos com isso.
E os exemplos são tantos que caberiam num glossário.
A simples visão.
Várias mulheres têm enorme prazer em ver o parceiro ejaculando. Umas alegam que a imagem seduz pelo fato de ver estampada a satisfação do sujeito diante delas, outras afirmam que é uma forma de se sentirem poderosas diante do fato.
E pra quem anda pensando que isso seria um desperdício, saibam que tal fantasia tem adeptas aos montes. E por que não dizer, adeptos.
O contato com a pele.
Essa forma talvez seja a preferência entre as que curtem esse fetiche. A riqueza de detalhes é imensa e elas abusam nas viagens que costumam fazer sobre o tema. Pescoço e seios são os alvos preferidos das moças. Muitas se sentem atraídas pelo calor do esperma nessas partes do corpo. Há casos em que elas preferem no cantinho da boca, no rosto, no cabelo, mas costas, pernas e barriga.
O capítulo a parte dessa preferência são os pés. Porque há uma galera que curte isso e, por sua vez, as mulheres acabam aderindo a essa prática e se tornam habitues.
Conheço uma dominadora que gosta muito de receber jatos nos pés e depois, segundo ela, obriga seus submissos a lamber o próprio esperma. Bom, há gosto pra tudo...
E existem aquelas que esfregam o esperma pelo corpo e chegam a ter orgasmos com tais fantasias. Você pode achar exagero, mas isso acontece.
E, por fim, aquelas que gostam do sabor do esperma.
Claro que nessa etapa todo cuidado é pouco porque a incidência de doenças sexualmente transmissíveis se dá por essa via de contato também. Mas uma vez diante de uma relação monogâmica ou tendo conhecimento suficiente do parceiro torna-se um fetiche que às vezes satisfaz homens e mulheres.
Principalmente se falarmos de relações de BDSM. Porque muitas práticas fetichistas têm esse final através da fantasia de ser forçado, tipo goela abaixo mesmo. Tanto pelo lado de quem infringe quanto de quem se submete. De forma consensual é claro.
Mas nem sempre se lida com BDSM quando o papo é ejaculação através do sexo oral.
Algumas mulheres apreciam isso, independente de serem subjugadas a fazer. O fazem por livre e espontâneo prazer. Algumas cospem e outras retêm o liquido por um tempo antes de engolir.

Certamente esse é um assunto delicado. As mulheres preferem manter esse desejo em total sigilo e cabe ao homem uma grande parcela de contribuição para ajudar a parceira a se abrir em busca do seu objetivo. Muitos se calam, acham um absurdo essa forma de prazer e acabam tolhendo as moças antes mesmo que elas esbocem qualquer vontade de realizar a fantasia.
Basta à conversa aparecer num papo descontraído para que os caras metam o malho e a mulher a partir de então se fecha.
Portanto, toda fantasia por mais estranha que possa parecer existe na cabeça de alguém.
A repressão é injusta e hipócrita.

Não se deve vetar a entrada do fetiche numa relação por nojo ou preconceito.
Cabe às moças fazer valer a vontade.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os Cheiros


Em pensar que o tema de hoje me veio através de alguém que me mandou “um cheiro”.
Algo bem comum no nordeste que pode servir de base pra um assunto pra lá de interessante.
Sim, porque há os cheiros e odores que nos embriagam, enfeitiçam e, por usa vez, provocam sensações. Porém, qual o aroma responsável por tudo isso?
Quando o papo é fetiche não há uma definição única.
Cheiros considerados desagradáveis podem fazer parte de um cardápio bizarro altamente apreciado por uma platéia distinta. Claro que aos olhos do mundo, ou da grande maioria, cheiros tidos como indesejados são banidos com facilidade de qualquer relação com o prazer. Entretanto eles compõem a trama perfeita que enfeitiça habitantes de um planeta singular. São os feromônios capazes de construir uma estrada entre o tesão e a razão.
Tal fato ocorre com freqüência em atividades fetichistas aonde os praticantes têm atração por odores fortes nas axilas, mau cheiro dos pés e órgãos sexuais carentes de higiene.
Como diz um grande camarada que conhece bem o assunto, cecê, chulé e bacalhau formam uma tríade imbatível pra essa galera que se agarra nos odores pra fazer a festa.
Mas os feromônios não são estimulados apenas por cheiros considerados ruins.
Eles são substâncias que funcionam como mensageiros entre seres da mesma espécie, desencadeando respostas fisiológicas e comportamentais previsíveis. O papel do olfato, em seres humanos, é inegável. Basta olharmos a milionária indústria dos perfumes. Entretanto, parece claro que as relações humanas são governadas por muito mais do que sinais químicos. Assim, o papel dos feromônios nas relações entre homens e mulheres tem sido alvo de grande controvérsia entre os pesquisadores.
Porque bom ou ruim, os aromas fazem parte do despertar da libido em todos nós.
Algumas pessoas, fetichistas ou não, quando têm desejos ofaltivos costumam esconder suas preferências e se agarram a sensações em pequenas gotas que sugam de maneira oculta. Não é difícil encontrar mulheres que se dizem atraídas por homens suados e, em alguns casos, o odor forte provocado pelo suor é uma fonte de desejo que ela alimenta até mesmo sem saber a origem. O fenômeno se repete com os homens que agregam prazeres por mulheres com a vagina sem higiene alegando que o cheiro das fêmeas os excita.
Aparentemente, o olfato parece ter uma implicação importante no comportamento sexual humano. Foram descobertas várias substâncias presentes em secreções corporais que poderiam atuar como feromônios sexuais, como por exemplo, a androstandienona do suor masculino e as copulinas da secreção vaginal.
Fato comum no fetichismo, a atração por cheiros de couro e velas atrai os praticantes.
Talvez por serem objetos que compõem o cenário preferido dos que se dedicam a estas fantasias, passam a exercer fascínio a partir dos primeiros contatos que se obtém com as atividades, ao contrário de manifestações ofaltivas que tramitam na nossa sexualidade sem prévio aviso ou relações paralelas.

A atração sexual pelo olfato é incidente. A indústria ao longo dos anos tem investido no ramo lucrativo da atração sexual entre homens e mulheres. Mesmo sem comprovação científica eficiente sobre a existência e o real papel dos feromônios nas relações humanas, centenas de perfumes, óleos e essências já foram lançados no mercado, arrebanhando milhares de pessoas com a promessa de se tornarem atraentes e irresistíveis.
Muitos desses aromas perderam espaço pela pouca confiabilidade ou por saírem de moda.
Em resumo, se existe atração por um olfato em

particular o melhor é fazer disso um canal entre os desejos e sua eficácia na prática, e ainda que a ciência siga procurando e pesquisando sobre o assunto, o ideal é seguir em busca do cheirinho perfeito.
Por que não?

Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Revanche do Personagem


É incrível como o ser humano tem a douta capacidade de inventar personagens.
E isso não se limita a aventuras e fantasias sexuais. Há pessoas que criam seres imaginários e através de vidas inventadas conseguem admitir a existência de duas vidas em paralelo.
Mas criar personagens no universo fetichista é bem legal. Desde que a idéia não seja obsessiva e a questão surja bem trabalhada. É bom deixar isso claro por conta de alguns detalhes. Porque há pessoas que se cercam de grupos e criam perfis destrutivos com intuitos dos mais imbecis que se pode supor. Alardeiam intrigas, inventam fatos em busca de discussão e apostam em atitudes infames pra simplesmente chamar a atenção. Seria um caso médico, toque, escrizofenia, sei lá.
Mas vamos virar a página pra esse tipo de personagem e falar de coisas mais interessantes.
Difícil não é criar esse personagem dentro de um mundo de fantasias. É como um teatro, uma peça em que você escreve, dirige e atua. Aposta no desejo e traça o perfil do personagem de acordo com sua própria vontade. As características são estabelecidas com seu critério, com senso critico e você procura uma forma de inserir esse personagem dentro de um contexto onde inexistam formas de rejeição a quem você acaba de dar vida.
Pois bem, você agora faz parte de um circulo que antes era fechado, mas que lhe abre as portas. Porém, com o passar do tempo você ouve, vê e estuda outros elementos de personagens distintos que já transitam ao seu redor.
O mundo não se resume mais a você e seu personagem. É necessária a convivência porque você com o tempo saiu do mundo virtual e emprestou seu rosto a quem antes era apenas um avatar solitário numa pagina de internet.
E vida que segue...
Mas quando você pensa que está tudo cem por cento descobre que precisa rever alguns conceitos e necessariamente seu personagem carece de ajustes. E não são pequenas arestas a serem aparadas, porque a sua permanência no universo em que habita exige uma desconstrução do personagem por conta de um novo papel que ele precisa representar.
Você se sente inseguro e precisa de apoio.
Entretanto, se seu começo foi linear e autêntico você pode começar a ousar. Porque admitir mudanças não significa demérito ou compõe um rosário de culpas. O fetichismo permite descobertas, das mais tolas as mais significativas, e desde que você saiba lidar com tudo isso nada é motivo de desespero, afinal, lembre-se sempre que por mais lúdico que pareça seu personagem depende única e exclusivamente de você.
Não haverá revanchismo capaz de te tirar o sono uma vez que exista cumplicidade total entre o que você quer e o que te move. Afinal de contas personagens representam, nesse caso, o desejo explícito, escancarado e que deve ser um retrato daquilo que você desenha pra ele.
No entanto, se você pecou ao esconder suas fantasias quando criou seu personagem haverá problemas com essa mudança quando se fizer efetiva. Tudo é tolerável, menos a mentira, por mais sincera que seja a retratação.
Em resumo, ninguém cria um personagem pra viver só. Há o claro intuito de procurar a parceria que possa justificar a existência dos planos que foram traçados quando você escolheu o caminho. Portanto, nesse momento de desconstrução e a conseqüente reconstrução das hipóteses nada escapará ao crivo dos que junto com você criaram as regras do lugar onde você depositou seus sonhos.

Passando a limpo, essa história lhe cabe meu brother e amigo de longa data. Jamais admita que existe um senso de revanche de um símbolo que você mesmo construiu lá atrás. Ele é seu espelho e somente você pode daqui por diante abrir caminho para que ele possa de novo aparecer nos lugares aonde seus planos foram coerentes e corretos.
Mudar é preciso quando há a elegância de admitir que o que foi escrito já não faz mais parte de suas idéias e você tem um capitulo novo a escrever de uma história que só pertence a você.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os Efeitos do Tantra


O sexo bem praticado e por usa vez desenvolvido pelos parceiros precede de minúcias.
Pode não haver um especialista em técnicas apuradas que leve alguém ao delírio, isso são favas contadas, mas pode existir esmero, entrega e cuidado com a prática.
Porque se falamos em fetiches jamais podemos esquecer que a introdução de fantasias visa aumentar o prazer e evitar cenas monótonas de relações desfeitas. E se juntamos às fantasias algumas técnicas conhecidas e aperfeiçoamos o chamado coito fica bem mais prazeroso.
E por que não introduzir massagens em seu cardápio erótico?
O tantra está aí pra provar que é possível a junção de elementos na busca do prazer.
O significado do tantra já traduz um pouco disso, uma vez que fala em expansão e libertação.
Então vamos aos preceitos do tantra.
Tantra é uma filosofia hindu muito antiga cuja natureza comportamental lhe faz linear, tendo por características ser matriarcal, sensorial, naturalista. Também é o Tantra um complexo sistema de descrição da realidade objetiva tornando-o assim uma ciência prática e aplicável, sendo à base do pensamento de um povo muito antigo que até hoje faz ecoar sua influência sobre a sociedade contemporânea.
Ora, através de um conceito básico do tantra é possível justificar sua presença em base a experiências corpóreas que aumentem a libido de quem se interessa pela própria performance sexual e da parceira.
Por isso, é muito complexo admitir a expressão sexo tântrico. Entretanto, em combinações efetivas com as sensações corporais colhidas através de toques que essa ciência ensina, é possível chegar a desenvolver técnicas de massagens em determinadas partes do corpo que cooperem na busca do prazer. Independente de toques no Lingam (pênis) e no Yoni (vagina) a massagem chamada de tântrica auxilia no aumento do interesse sexual, desde que haja interação entre quem se arrisca a esse tipo de experiência.
Uma vez em combinação com o fetichismo, quando este é responsável pelo prazer de quem se dedica a introdução das massagens, pode haver um largo convívio tornando a experiência factível de excelentes resultados.
Faz tempo escrevi aqui no blog sobre a combinação entre o fetiche de bondage e as massagens tântricas. Se os praticantes souberem unir os dois enfoques existirá a garantia do prazer através de detalhes que compõem os dois elementos.
Quem não aceitaria receber uma boa massagem tântrica tendo os olhos vendados ou até os movimentos restritos? Sim, porque a essência de uma sessão de bondage é pautada na paciência e na busca do prazer pleno e absoluto a quem está em posição desfavorável, ou sem ação no momento.
Porém, é mister procurar alguém com base que seja capaz de ensinar ou transmitir o conhecimento da massagem tântrica através de cursos ou mesmo de práticas repetidas. Claro que existem até mesmo cursos virtuais e muita literatura a disposição na rede, entretanto é chegada a hora de valorizar os profissionais que se dedicam a essa técnica comumente desrespeitada pela sociedade lotada de hipocrisia.

Algumas profissionais excelentes são erroneamente comparadas com prostitutas por se envolverem com atividades que envolvem o toque corporal. Mas não é de se estranhar numa terra onde o subdesenvolvimento coletivo é denso e inconseqüente.
Admitir esse tipo de experiência acumulada entre sessões de massagem tântrica para futuras práticas dentro da relação é um exercício crucial de confiança entre parceiros.
Com o conhecimento pleno, os efeitos do tantra em comunhão com algumas práticas fetichistas

são altamente benéficos para qualquer relação onde haja cumplicidade e desejo de evolução.
E tentar a introdução de novidades que evitem o cansaço e a rotina maléfica corrosiva é obrigação de quem sabe o quer.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Do Not Disturb


Certamente você já viu essa frase em Inglês em alguma porta de um quarto de hotel.
Quem sabe em outras situações também, mas é certo que normalmente se usa esse termo para avisar que a pessoa em questão não quer ser despertada por nada.
No entanto, há casos em que o não despertar se transforma num fetiche.
Existem pessoas vidradas em ter relações com a parceira ou o parceiro dormindo. Nada a ver com contos de fadas e historinhas da bela adormecida, porque no primeiro beijo ela desperta. A coisa é mais séria e é preciso ter total confiança em quem se apresenta pra praticar essa fantasia.
Porque a sonofilia algumas vezes é provocada através de soníferos. Isso quando a prática atinge níveis onde exista até penetração durante o sono da moça. Normalmente quem possui esse fetiche se conforma em se masturbar velando o sono da pessoa ao lado, mas em casos onde exista a vontade de se excitar por sexo oral ou até penetração a vera mesmo, só entubando um sonífero forte para que não haja o temido despertar na hora H.
Esse fetiche não está listado dentro das regras do BDSM porque não se tem noticia da interação da sonofilia com outra prática. Se houver o desejo de imobilizar a pessoa adormecida poderá existir a ligação de fatores que criem esse vínculo com os fetiches que compõem a sigla BDSM.
Não é difícil achar literatura sobre casos de sonofilia em contos eróticos, porém, na grande maioria das vezes o sono é fingido. O cidadão chega em casa e a moça está lá nos braços de Morfeu. Ele a toca com cuidado, acaricia, provoca a libido em quem está sonhando. E por conta do prazer e sabendo que isso agradaria ao parceiro, ela simula continuar dormindo e assim a fantasia é plenamente atendida.
Fico imaginando alguém com essa tara propondo o fetiche àquelas pessoas que não suportam ser despertadas. Pois é, todo fetiche é uma ciência em analise. Apresentar uma tara, uma mania a alguém exige cuidados. A porradaria é certa na maioria dos casos, pode anotar. Isso em se tratando de fetiches passíveis de serem atendidos fora do circulo. Porque ninguém convence qualquer ser humano a ser masoquista, concordam?
Mas se o envolvimento suportar tal atitude não é complicado concordar. Tudo isso desde que haja total harmonia entre os praticantes que suporte o avanço da brincadeira, do jogo. Seria patético imaginar que o fetichista se resolve com a fantasia atendida em partes. Pode ser que no começo haja esse entendimento, mas aos poucos, ele proporá a aventura por inteiro.
Isso em qualquer caso. Portanto, é básico trabalhar a cabeça pra paradas mais complicadas.
A introdução do sonífero traduz uma entrega total e irreversível pra quem está no jogo. Lembrando sempre que qualquer desvio durante a prática, ou seja, a realização de atos não permitidos soa como estupro e isso dá cana dura.
Avaliando a sonofilia como prática bem sucedida pode funcionar de forma plena quando há esse entendimento entre quem se dedica a fantasia. E pensando bem, algumas mulheres em qualquer fase da vida já andaram tendo sonhos eróticos com um parceiro sonâmbulo cheio de más intenções. Já li sobre isso.

O melhor a fazer é preparar a fantasia como deve ser e colocar as cartas na mesa.
Se houver a convenção sobre a utilização de soníferos fortes nada melhor que consultar um médico e obter a receita segura após a análise de quem vai se submeter ao medicamento.
E não custa lamentar que nesse caso, o prazer ficará apenas de um lado, já que do outro apenas um sonho distante poderá aparecer na manha seguinte com vagas lembranças.
Resumindo, se você conhecer alguém nos próximos dias que comece com um papo 

estranho de te acariciar enquanto dorme fique ligada, porque na certa algo diferente virá como proposta. E agora que você minha amiga já sabe que alguns marmanjos curtem a sonofilia, basta estar atentar aos conceitos e ditar as normas.
Um fetiche bem feito, seja lá qual for, sempre ajuda a preservar a relação.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Champagne on Ice


Ninguém sonha tragédias ou tem vocação pra imaginar perdas. Nosso sonho é perfeito.
E todo sonho bom começa com um rabisco. Traços que a vida nos coloca diante dos olhos.
Nesse final de semana recebi aqui no Rio a visita da Lady Vulgata.
Claro que tínhamos projetos a elaborar, mas tem vezes que o certo se torna cirurgicamente preciso quando se consegue alcançar aquilo que a vida nos oferece de presente.
Rabiscamos um sonho em conjunto, mas, além disso, confesso: é tão bom trocar palavras com ela porque sobrepõe àquilo que entendo como conhecimento da própria causa.
Explico: essa moça nasceu com a incrível vocação pra inteligência.
Parece simples, é claro, basta devorar meia dúzia de livros e viver sentada nos bancos escolares, mas não é bem assim que a banda toca. A Lady sabe de tudo um pouco e me sinto em casa quando ela pensa diante dos meus olhos.
Interpretar as pessoas não é uma coisa simples. Até àqueles que blasfemam contra o azar e excomungam a própria sorte ficam fáceis de entender na longa e apaixonante visão da Lady.
Tivemos nossos dias, vários por sinal, mas cada vez que nos sentamos pra trocar palavras à coisa se estende por horas e é necessário clamar pela realidade pra saber que a vida existe.
Porém, o que mais me espanta e enternece é a expressão de mim mesmo. Pois é, parece coisa de doido, mas se louco não sou curado estou. Talvez eu encha a paciência dessa dama com falácias pouco concorridas dos meus tempos idos, ou quem sabe eu discorra fatos e versões que ela nem esteja interessada em saber, mas é verdade que ela me dá ouvidos, e nessa eu fico prostrado como se estive diante de um jogo de búzios.
E como é confortante saber o que essa mulher consegue agrupar em sua volta.
Ouso dizer que poucos conhecem a causa fetichista e suas conseqüências nos pensamentos dos seres que compõem esse universo como ela. Conhece todos os atalhos, inclusive os meus e está sempre de antena ligada ao que rola em cada esquina.
Dizem que algumas pessoas pensam parecido e até existem teorias mais densas sobre reencontros, entretanto, acredito em tudo que possa explicar como é bom estar ao lado de quem enche meus olhos de luz.
Isso não é uma babação de ovo qualquer e muito menos ela precisa inflar seu ego com algo que possa ler por aqui. A realidade é ululante e não faz distinção alguma. Nosso projeto vai dar samba.
Da mesma forma em que caso uma aposta que esse projeto do BDSM/SC que ela conseguiu agrupar em torno dela e de seus próprios pares um dia será exemplo. A postura é muito correta pra estar no meio de várias iniciativas desse tipo. Porque as pessoas passam do abstrato ao real em pouquíssimo tempo e não medem esforços pra juntar e interagir.
Isso é o BDSM, ou deveria ser o BDSM. O BDSM da Lady Vulgata.
Quisera eu tivesse mais tempo de lidar com todo esse povo além das linhas onde tento passar experiências através de historias de fatos verídicos ou casos contados.
Na minha vida ligada as questões fetichistas tenho fartos agradecimentos a diversas pessoas que com o passar dos anos, contribuíram pra minha formação e caráter dentro do contexto. Desde os tempos em que engatinhava babando de inveja de quem dava as cartas aos anos de comunhão total com idéias de artífices que desenharam o que hoje muitos têm em mãos.

Procuro fazer disso uma caminhada reta, pessoal. Lógico que erros existem, vacilos que a nossa própria consciência não perdoa, mas num cômputo geral as coisas se enquadram.
Por isso, a Lady Vulgata veio se juntar e correr atrás de uma realização pessoal. Dela e minha, ou minha e dela. Tanto faz! A ordem dos fatores aqui jamais determinaria o resultado correto.
De tudo isso sobra essa final de semana numa tarde de reencontro e uma noite linda debaixo das estrelas e um vento fresco.



Se faltou a champanhe no gelo é apenas um detalhe, dentre tantos que vamos discutir como sempre, de posse de uma cartilha que diz no primeiro capitulo: Lady, como eu gosto de você!