quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E agora José?


José era um trabalhador. Um cara de fé que ganhava a vida com o suor na luta diária.
Mas um dia José resolveu acabar com a própria vida.
Escolheu uma tarde de Sábado e foi por jardim, um lugar calmo no final do condomínio onde morava com uma arma na mão.
Só que antes de tomar tal atitude resolveu conversar com o alto, falar das razões que o levaram a cometer esse ato. E quando se preparava pra puxar o gatilho ouve uma voz grave que lhe pergunta o porquê daquela cena. Era sua consciência.
José não titubeou e desandou a falar das coisas que via, de tudo de errado que havia num mundo injusto que o levou a decidir pelo seu fim.
- Não posso conviver num mundo de corrupção, de gente que rouba os outros e aparece de cara limpa na TV – falou.
A voz firme insistia:
“Calma José, você não é o responsável por isso e essa gente terá o que merece em breve.”
Mas José não estava satisfeito e seguia com suas lamúrias.
- Também não é justo que eu veja meus filhos crescerem num lugar onde o medo de acordar é maior que a própria esperança de viver. Onde a gente não saiba se quem a gente gosta não vai voltar pra casa da mesma forma como saiu.
A voz da consciência mais uma vez tratou de demover José de sua angustia.
“José, você é um lutador, e sabe que a vida é feita de desafios e o não saber o amanhã é o maior deles. Entretanto, a sua ausência será pior e sua covardia ficará pra sempre. Pense bem!”
E José estava decidido. Nada o faria mudar de idéia. Havia pensado muito antes de estar ali.
E soltou à última.
- Mas a razão principal de tudo isso é mais forte. Eu tenho um problema grave.
“E qual é?” Perguntou a voz da consciência atenta
José mandou assim
- Sabe, eu tenho um segredo que não posso dividir. Gosto de coisas que de uma forma geral guardo comigo há anos e não estou conseguindo mais viver com isso entalado.
“Mas o que é José? De que se trata?”
- Uma coisa simples, mas que me causa um drama que não sei conviver com ele. Penso nos prós e contras, nas conseqüências se tudo for revelado, na vida que virá e nos dias sombrios que passarão a ficar a minha volta...
“Desembucha homem”, insistiu a voz firme e direta.
- Até pra confessar aqui eu tenho vergonha. A timidez não me deixa nem falar com meu próprio pensamento e só de pensar eu me arrepio. Olha só!
“Fale agora ou cale-se pra sempre”, falou a voz da consciência já sem paciência.
- Esse mundo não foi feito pra mim. Eu sou fetichista.
A voz então foi sucinta.
“Te manda daí Zé!”

Bom, a história do José é mais ou menos como a de muita gente que vive e convive com o velho drama de se assumir fetichista diante do mundo. Claro que a solução não é essa do José e muito menos o conselho, pois tudo não passa de uma piada.
Mas vale refletir e de repente imaginar que a vida tem problemas gigantes a serem tratados, em todos os lados, e convivemos com todos, os justos e os injustos.
Porém, o que se guarda por dentro e não se pode expressar tem uma força tão grande que somente sabendo o que se passa nos corações e mentes de quem sente pra tentar entender.


Fica Zé, e encara de frente!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Guest Gallery


Normalmente os sites de bondage na Internet utilizam o título de Guest Gallery para exibir trabalhos de outros produtores com páginas na rede. Uma troca sadia que o site Bound Brazil vez por outra brinda seus assinantes.
É o chamado vice e versa. Quando se posta cá eles postam lá e assim a roda gira.
Mas através de conversas rolou a idéia de exibir trabalhos não profissionais dentro de um site comercial, algo novo, uma galeria inteira apresentando um trabalho totalmente amador.
Portanto, os interessados podem entrar em contato comigo para tratar do assunto.
E inaugurando esta nova atração, um trabalho que me dá prazer de exibir.
A Becky hoje é modelo do Bound Brazil e o Nauticus produz suas fotos e vídeos. Porém, nem sempre foi assim, e pra quem quer ter o prazer de ver a Becky dando os primeiros passos nesse belo trabalho de modelo de bondage é uma chance única.
Aqui uma breve apresentação do que está esta semana no site. Pra ver o set completo basta assinar o Bound Brazil e ter acesso a galeria.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Amarre seu homem


O que esse espaço tem de bom deve-se a forma democrática como atende aos seus leitores.
Como eu nada tenho de ortodoxo e tão pouco ando com um tal livrinho de regras de conduta BDSM debaixo do braço, acho que a opinião de todos é valida, direta ou não, embasada em conceitos ou simplesmente uma visão paralela qualquer.
E o que mais de me deixa feliz é receber de uma pessoa que pode ser considerada “baunilha” por praticantes fetichistas estar presente no blog, e, além disso, buscar uma mescla de conceitos que retratam a sua visão.
A Ana é uma terapeuta, psicóloga das boas. Minha amiga é verdade, mas aqui, a seguir, ela posta uma visão que o fetiche de bondage, do qual se fala muito nessas páginas.
Ela não reivindica um lado dominatrix, embora pelo título possa parecer algo semelhante, entretanto, como toda mulher inteligente e sagaz ela mostra que está cada vez mais admirando um universo que antes ela via com olhos distantes, um planeta onde a grande maioria dos habitantes é composta de pessoas normais.
Então, melhor deixar a Ana dar o recado. Aspas pra moça!

"Quando li a Saga Os Filhos da Terra, de Jean M. Auel, em que Ayla e Jondalar no caminho de volta a aldeia de origem, eles se deparam com uma aldeia de mulheres que dominavam aquele clã e mantinham os homens enjaulados, mal tratados, amarrados, uni os pensamentos.
Essa historia de um sexo dominar o outro foi desde os primórdios mesmo ora com homens totalmente submissos, despersonalizados, ora com mulheres nulas. To escrevendo isso para falar dos fetiches e especialmente do bondage..., esse assunto que adentrou no meu universo psíquico recentemente em conversas na net. O uso de cordas para viver uma fantasia de submissão, misto de terror, aprisionamento, tesão, coisas da modernidade...
Não posso deixar de dizer que fiquei curiosa e futuquei o site do meu amigo para ver o que me despertava.
Deixei as associações fluírem como psicóloga e lá fui eu... E confesso que me despertou um pouco de tudo, tudo mesmo. Sim porque nós temos todos esses componentes dentro de nós e o que fazemos com eles diante dos estímulos aí eu diria que é a sabedoria de fluir entre o normal e o patológico das relações humanas.
Sim, porque a linha é muito tênue entre o normal e o patológico. Nesse caso, meu querido Nietzsche, diria: “Tudo é permitido, mas na justa medida”. Nunca mais me esqueci disso para analisar os terrenos sadios e insanos que pisamos.
O que me chama a atenção é que sempre colocam a mulher como dominada, aprisionada. Paradoxal com tanta mulher com poder no mundo afora, mas enfim num mundo que podemos criar tudo, então la vai.
Convido a retornarmos a Era Glacial! Isto mesmo! Amarre seu homem... Antes que alguma insana seduza-o e você o perca. Amarre-o de forma a deixá-lo louco de tesão, e quando você perceber que ele está realmente rendido, renda-se você também, ate-se a ele como nunca viu, e não se surpreenda que ele peça pra você repetir a façanha...
Use a corda sim para atar fortemente a relação em amor, carinho, tesão, cumplicidade, amizade e tudo de bom que a felicidade a todos se faça sempre presente."

Somente um comentário: Ana, a visão das mulheres aprisionadas as quais você se refere no belíssimo texto é uma conseqüência dos impulsos de um bondagista e de seus seguidores que amam essa página e se deliciam com as nossas heroínas.
Embora existam os que gostariam de ser aprisionados por elas, as moças em perigo ainda têm cadeira cativa em nossos subconscientes.

Obrigado por escrever pra nós!
E volte sempre...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bondage na Cama


Ignore a posição preferida, pense apenas no lugar perfeito para uma boa prática de bondage.
Se este local for uma confortável e aconchegante cama de casal, bem vindo ao paraíso.
Não que seja um lugar único, mas posso garantir que é ideal.
Nada de ser exigente ou buscar contornos fotográficos para uma cena imaginária, pois basta a simplicidade, mãos e pés abertos atados à cabeceira e ao pé da cama.
Está pronta a receita...
A partir de então vale o poder de criação e você e sua parceira podem fazer tudo a que têm direito. Vá lá, anote umas dicas: roupa de colegial na menina. Sempre funciona, dá um clima de seqüestro retrô, daqueles que vagaram pela imaginação nos tempos da adolescência.
Se o ambiente estiver com a temperatura elevada, infernal mesmo, uma lingerie vermelha, rosa, branca ou negra, salto alto, meia de seda e umas velas para criar uma atmosfera sensual é a grande pedida. Seria a parceria perfeita entre a sexualidade e o fetiche, um encontro mágico capaz de gerar a pura energia.
A conclusão que se chega é a seguinte: mulher amarrada na cama é uma tentação e o clímax do fetiche de love bondage. É inegável. Se o distinto cavalheiro optar pela namorada pelada, como veio ao mundo, fique a vontade, porque em nada muda o cenário. Trajes sensuais apenas colocam mais lenha na fogueira.
Agora um conselho, se me é permitida a intromissão na fantasia alheia: viva o momento com tudo, sem pensar na realidade que existe e estará de volta assim que tudo terminar. Deixe os problemas do lado de fora do quarto, haverá tempo de sobra pra tratar de qualquer coisa depois.
Mergulhar na fantasia é a única maneira de obter um resultado perfeito.
De que adianta buscar a perfeição se o pensamento está voltado a fatos que nada têm a ver com o que se passa entre quatro paredes? Fantasia, o nome já diz tudo e é por causa disso que se monta todo um clima para sair da rotina.
Os mais ousados e com alguma experiência em posições de bondage, poderão optar por amarrações mais complicadas e eficientes, porém se a intenção é saborear o momento como um todo, creio que não faria tanta diferença assim.

Jamais se esqueçam que uma fantasia de bondage deve ser precedida de uma faca afiada ou tesoura sempre perto de quem está imobilizado. É um procedimento seguro e que deve ser encarado como essencial. Se alguma coisa anormal acontecer, haverá a possibilidade de reverter o quadro por quem está aprisionado.
Comece a conversar, bolar um roteiro e ponha a imaginação pra trabalhar.
As opções são inúmeras e quando duas pessoas adultas resolvem se embrenhar por esse caminho é o começo de uma grande aventura que viverá pra sempre na lembrança, sem importar o que venha acontecer.

Viver o presente é a melhor maneira de encarar o futuro sem medo e uma chance muito grande de ser feliz por longos anos.
Basta tentar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TPM


O sujeito tinha tudo planejado. Se apressou em ir mais cedo pra casa, mas antes deu uma passada num sex shop e levou alguns brinquedos pra dar uma temperada nas fantasias que estava acostumado a dividir com a esposa.
Recém casados, tudo correndo as mil maravilhas.
Ao chegar encontrou a mulher com um bico de pelicano. Cara emburrada, com um jeitão tão esquisito que parecia ter perdido o ultimo trem. Mas o cara não se fez de rogado e tratou de mostrar as coisinhas que trouxera.
“Ah, mas hoje não dá” – ela disse num tom suplicante. Porém, a cabeça do cidadão estava totalmente voltada para o que havia planejado e, por isso, insistiu.
“Quer saber, vai se fuder!” – encerrou.
Atônito, viu ela bater a porta do quarto e não dar a mínima para ele. Alguns dias depois ela confessou docemente constrangida que estava de TPM.
Pois desde que essa pequena sigla passou a fazer parte do nosso vocabulário esse tipo de atitude das moças é comum. Que me perdoem as leitoras e amigas, mas esse negócio de TPM já encheu o pote, passou da conta. Não afirmo que são todas, mas existem mulheres que se baseiam nisso pra cometer as maiores sandices dentro de uma relação. É o mal do século vinte e um, do novo milênio.
As mulheres se dizem irritadas a ponto de mandar qualquer um se fuder. Há algumas que afirmam que cometeriam assassinatos e seriam julgadas inocentes por conta dessa tal de TPM. Engraçado que tempos atrás ninguém falava nisso, mas agora virou moda e TPM é desculpa pra todas as demonstrações de irritação e grosseria que se tem noticia.
Para os fetichistas TPM é o maior dos vilões. Porque não dá pra fazer um planejamento que se preze tendo em conta que pode coincidir com algum dia em que sua parceira esteja atacada. E é atacada mesmo brother, porque a mulher valoriza tanto esse negócio que chega a perder a noção do prejuízo que pode colher com algumas atitudes que ela toma nesse período.
Lógico que não são todas, mas uma grande maioria alega sofrer desse mal.
Se houver complacência de quem está ao lado ela sobrevive. Entretanto, deveria existir um tratamento da conscientização que fosse capaz de fazer a mulher enxergar que um ato impensado mesmo baseado num fator médico, até certo ponto comprovado, pode trazer prejuízos incalculáveis mais tarde.
Um amigo me disse outro dia que esse negócio de TPM significa cara feia e pernas fechadas. Concordo que todos têm seus dias de fúria, quando se está brigado com o mundo, principalmente se os problemas do cotidiano são envolventes demais, mas o fato de existir um período mensal como uma regra em que a mulher se transforma são outros quinhentos.
Qualquer dia vai haver passeata na Atlântica ou na Paulista contra a TPM. E eu vou estar lá de bandeira em punho, assim como tantos outros que como eu já andam sem paciência com esse negócio.
Só falta colocar a TPM num calendário marcado de vermelho dizendo os dias que elas vão estar soltando fogo pelas narinas. De tal dia a tal dia tem a regra e nesses aqui a TPM, portanto, evite se aproximar ou vir com propostas indecentes. Dieta zero amigos. Esse é o resultado que a TPM causa em nós simples mortais.

E nem pense em pular a cerca durante a TPM da sua parceira. Ela já anda irritada e se te pegar com as calças na mão é melhor nem imaginar. Portanto, é ir se acostumando com a abstinência forçada durante a tal da TPM e se a fome for de leão em meio a uma iminente crise de paudurescência aguda repentina, o certo a fazer é descabelar o palhaço.
As alegações femininas serão extensas e as mais revoltadas me enviarão mensagens de repúdio ou reclamação. Contudo, é difícil imaginar enfrentar esses dias sem ao menos esboçar o nosso nítido descontentamento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lipstick (1976)


Se você tem fantasias sexuais de estupro consentido esse filme funciona como um verdadeiro manual de instruções de como realizá-las. Mas é sempre bom lembrar que aqui tratamos de fetiches, e, por isso, ninguém deve sair por aí em busca de uma aventura deste tipo com uma desconhecida.
E nessa mesma tocada, vale recordar que os filmes sempre foram um estimulante para o fetichista que encontra em determinadas cenas o combustível para aditivar suas fantasias.
Muitos fetichistas têm no estupro consentido um alvo a ser alcançado em suas fantasias. Pode até parecer simples quando dois adultos resolvem criar um jogo onde exista uma cena desse tipo que irão interpretar, porém, não é fácil de realizar se ambos não estiverem cem por cento entregues à trama.
O filme Lisptick dirigido por Lamont Johnson embora tenha no elenco as irmãs Margaux e Mariel Hemingway, foi duramente atacado pela critica cinematográfica da época que o classificou como uma obra de baixa qualidade. Levou cacetadas de grupos feministas devido ao desfecho do caso em tribunal, ou seja, a não condenação do estuprador. Banal, sensacionalista, estes foram alguns adjetivos que classificaram Lipstick, de bom apenas o desempenho de Mariel Hemingway foi ressaltado.
Entretanto, pra galera fetichista o script tem serventia.
As curvas perfeitas da super modelo que cai na armadilha de um professor de música e é violentada por ele em sua própria cama. Amarrada, incapaz de se defender ela é sodomizada com força. Aqui o fetiche fala alto e se realizado consensualmente dá liga.
Mas o filme parece mostrar um estupro a sério, embora o tipo de estupro em que a vítima não tenha sido ferida com gravidade seja duvidoso perante as pessoas em geral. Mas o roteiro pretende superar os preconceitos de uma sociedade que sempre suspeita de que uma vítima de estupro tem o que ela pediu. A única vez que Lipstick é crível é durante a seqüência de julgamento, quando Anne Bancroft, aparecendo como a advogada ferozmente determinada em provar que a vítima foi violada, representa o caso não só para Miss Hemingway, mas também para todas as mulheres. É quase como um filme de reportagem forense, mas é eficaz.
Eu costumo dizer que não me baseio tanto pela critica quando resolvo assistir a um filme. Muitas vezes há exagero da parte de críticos que têm tendência a achar que os filmes considerados por eles como “B” não prestam. E as obras com um punhado de fetiches no enredo normalmente levam esse selo, que no meu entendimento nada tem de depreciativo.
Lipstick não tem muita lógica. Não há argumentos excessivos que levem o espectador a imaginar cenas diferentes das que o diretor procurou colocar em seqüência. Apenas o julgamento é capaz de criar o tal hiato que a sétima arte gosta tanto de introduzir em suas produções.

Diria que bem editado tem lugar garantido na coleção de quem gosta de assistir atrizes famosas vivendo a heroína indefesa nas garras de um vilão sem escrúpulos. De resto não acrescenta tanto.
A nota triste fica por conta do suicídio de Margaux Hemingway vinte anos depois de interpretar essa história.
Pra quem gosta de guardar cenas de relevância fetichista segue abaixo uma edição da cena de estupro que trouxe Lipstick pra matéria de hoje.


video


terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Perfeita Imperfeição


O imperfeito é tolerável, muita gente pensa assim.
Mas se for levado em conta que a própria busca da perfeição tem início a partir de alguma coisa imperfeita, é hora de dar uma olhada no que parece imperfeito com outros olhos.
Não é insano buscar a perfeição, é legitimo, mas renegar o imperfeito é obtuso.
O fetichismo muitas vezes se mostra por imagens e algumas delas realizadas de forma totalmente amadora apresentam traços de imperfeição, principalmente quando são produzidas por pessoas de pouca, ou quase nenhuma, identificação com o assunto.
Algumas manifestações fetichistas pegam, apesar de não serem doenças, principalmente quando pessoas alheias a tudo que acontece por essas bandas tentam os primeiros passos. O resultado é muito mais emocional do que plástico. Porque observar a destreza e boa vontade da parte de quem se dispõe a realizar uma cena é muito mais importante do que andar atrás de toda plasticidade perfeita que possa existir.
E melhor que realizar as imagens é dividi-las com os interessados em ver os tais detalhes que norteiam a visão fetichista. Até aqueles grupos que essas imagens talvez não digam tanto hão de reconhecer esse tipo de iniciativa. O Fetlife está transbordando de imagens fetichistas, produzidas, porém, por pessoas envolvidas diretamente com o fetiche, seja através de sessões solitárias ou com a participação de parceiros.
Entretanto, minha idéia ao montar esse artigo é enaltecer quem chegou outro dia, quem passou vários anos de vida sem ao menos saber que toda essa loucura que existe ao redor é capaz de mover pensamentos de um segmento. E da mesma forma que é complicado explicar como tudo isso funciona em nossas cabeças, é prazeroso ter em mãos algo preparado com tanto carinho que chega a saltar os olhos.
Nessas horas não me sinto um pervertedor. Pessoas adultas, donas do seu nariz, têm total capacidade de julgar participar ou não desses jogos, ainda que de forma indireta, totalmente virtual. Até que um dia a porta se abre e elas se vêm envolvidas com toda a magia que esse universo é capaz de despertar.
Mas isso o tempo dirá, assim como a própria participação de quem se aventura, que pode ser como uma forma de agradar a alguém ou a si mesma pra se ver como tantas outras pessoas que já têm seu lugar cativo do lado de cá.
Me confesso um apaixonado por esse tipo de imagem. A vida inteira foi assim, e nos dias de hoje onde a tecnologia é capaz de resolver esses casos num clique, e fazer aparecer uma imagem tão esperada embutida numa mensagem de email, dá uma sensação de imediatismo tão grande que faz a vida parecer simples como dar dois passos à frente.
E não deixa de ser, porque simplificar as coisas ainda é a melhor forma de viver.
As imagens que ilustram o artigo de hoje e que fui autorizado a dividir com todos que me dão a honra de passar por aqui, vem de uma pessoa que até bem pouco tempo não tinha conhecimento do tanto que o planeta fetiche evoluiu. Não diria que se trata de um self-bondage perfeito – daí a razão pela qual insisti tanto em falar em perfeição no texto – porque a pessoa que gentilmente realizou esse desejo além de não possuir a técnica do bondage, sequer sabia como fazer pra se atuo-fotografar. Deu no que deu e o resultado está aqui.

Pra mim está irretocável. Por se tratar de um ensaio prematuro apenas baseado em fotografias que ela tem acesso por estar por aqui e por ela não possuir material básico que pudesse retratar uma imobilização completa, eu dou a nota máxima.
Claro que se a Ro insistir outras imagens vão aparecer de uma forma mais clara e, talvez, aos poucos ela chegue a alcançar a própria perfeição, já que se trata de uma pessoa inteligente e, principalmente, observadora.
Quem sabe lá pelo quinto ensaio eu não comece a achar defeitos? Por enquanto a perfeição está na forma gentil com que ela nos brinda com uma cena de bondage recheada de pureza.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Proxeneta Fetichista


Essa vem de Portugal.
Vendo suas contas acumularem e não tendo outra saída, Alice resolveu cruzar o Atlântico atrás de uma vida fácil em Lisboa. Ouviu conselhos de algumas amigas que haviam estado por lá, juntou o pouco que tinha para partir em busca de seu próprio El Dorado.
Um ano depois ao desembarcar por aqui refez as contas chegando à conclusão que o pote de ouro não era tão grande, mas mesmo assim trouxe na bagagem muita coisa além da estabilidade financeira que ela tentou encontrar.
São tantas histórias que ela deveria escrever um livro relatando as experiências que colecionou e, claro, algumas dessas passagens são tão interessantes que vale a pena dividir aqui. Como o caso do proxeneta (leia-se cafetão) com quem conviveu por mais de oito meses.
Na verdade a Alice foi mais uma das tantas Brazucas que caem no conto do Vigário. Pegam um avião esperando tirar a sorte grande, pensam que haverá um comitê de políticos corruptos e ricos empresários a espera com o bolso forrado de Euros, mas se deparam com um apartamento chinfrim no meio de um bairro afastado qualquer onde outras iludidas dividem as esperanças. Trepam quase dez vezes ao dia e recebem quarenta por cento do que “a casa” faturou. Daí se desconta despesas e outros afins encurtando ainda mais a grana.
Nesse apartamento que ela chama de “local de convívio” um simpático quarentão dava as cartas. Dono de um possante carrão ultimo modelo, ele fazia visitas diárias aos seus quatro ou cinco apartamentos espalhados pelo centro antigo de Lisboa. Justo nas contas, mas quando o assunto era sexo fazia questão de pagar os quarenta por cento da garota para evitar envolvimentos mais íntimos.
Num fim de tarde de verão, chegou com a cara alegre de quem vinha de um almoço festivo. Depois de uns copos a mais, olhou para Alice de forma diferente e a levou para o quarto de mãos dadas. Recém chegada, trazia na bagagem um lindo conjunto de lingerie negro que pareceu enfeitiçar o proxeneta. Com os olhos vidrados em suas pernas, arrancou-lhe as meias e a calcinha e num impulso danou a cheirar e beijar as roupas íntimas de forma incontrolável até ejacular com força e cair quase desfalecido ao seu lado.
Assustada a principio com a volúpia do cafetão, Alice não lhe cobrou explicações e esperou apenas que ele lhe dissesse alguma coisa. Para sua surpresa, o sujeito se confessou fetichista oferecendo uma boa soma pela roupa usada. Ela prontamente aceitou, precisava da grana e estava lá pra isso, mas concordou em guardar segredo perante as outras meninas da casa.
De tempos em tempos ele a chamava para um encontro dentro da própria casa. Trazia lindos conjuntos de lingerie e sapatos. Mandava que ela colocasse as roupas até o fim do expediente quando se deitavam para uma nova sessão fetichista. Ele recolhia tudo, as meias, a calcinha e até a palmilha do sapato para levar de lembrança.
Até que um dia ele não a procurou mais. Talvez outra garota fosse à nova guardiã dos seus segredos, Alice chegou a apostar em alguém, mas lamentou apenas o fato de não contar com as boas gorjetas que ele fazia questão de pagar.

Ela tem outras lembranças de cenas fetichistas pra contar e se sente em casa ao ler esse blog que reacende fatos que adormeceram em seus pensamentos.
Obrigada a retornar ao Brasil depois de um ano na clandestinidade ela sonha em regressar a Portugal para, segundo suas palavras, completar um ciclo que ela ainda persegue mesmo após desencontros e dúvidas. Se nada do que imagina der resultado, Alice levará novas peças de lingeries e buscará trabalho com o mesmo proxeneta ou outros que ainda cruzarão o seu caminho.

 Alice promete aprender sobre fetiches e se aprofundar no assunto, afinal, ainda existe algumas histórias a serem contadas. Boa sorte!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tempos Modernos


Quando eu era garoto a idéia que se tinha de um cara de cinqüenta era a de um sujeito broxa sentado no sofá ao lado da patroa, então denominada “do lar”, assistindo programa Silvio Santos metido num pijama listrado, linha zebra, da Casa José Silva e coçando os culhões.
Só que as coisas mudaram. Ainda bem.
O cidadão cinqüentenário hoje esbanja energia, não se aposenta no velho sofá e a esposa não cuida apenas do lar como antes e tem seu espaço.
São os tempos modernos. E o que o fetiche tem a ver com isso? Tudo ora, porque as pessoas que hoje se encontram tramitando por essa faixa etária estão mais vivas e pulsantes como nunca, com a energia em dia, aproveitando a experiência acumulada com o tempo pra ditar o rumo de suas aventuras.
E eu estou nessa. Firme e forte como se ainda estivesse nos trinta.
Porque se a mente comanda o corpo é bem provável que a pujança sobreviva. Começa a valer então o quesito imaginação, capaz de mover até almas com a cor baunilha pra dentro do circulo que se abre mostrando o sinal do caminho dos que saboreiam a idade adulta.
Outro dia disse aqui: toda mulher ao chegar aos quarenta deveria experimentar levar um fetichista pra cama, e vice e versa. Porque isso implica em multiplicar sentidos, soltar as amarras da hipocrisia e alcançar a plenitude.
Na verdade, pouco importa se isso aconteça aos trinta ou aos cinqüenta. O que vale é estar habilitado e ciente de que olhar a novidade com bons olhos faz bem pra pele, pro espírito.
O melhor estimulante sexual de todos que já inventaram é estar de bem consigo mesmo. É achar tesão onde antes talvez fosse um canal para o qual nem se movia os olhos. É andar na contramão da própria sabedoria que por anos a fio imperou em seu subconsciente. Ou o distinto cavalheiro cinqüentão ainda acha possível bombar quatro menininhas de vinte numa saída noturna sem Viagra? Não dá brother, e não me venha com essa conversa de que pendura uma toalha molhada no bicho porque tudo é artificial, ou seja, sem o sonho azul já era. Portanto, o melhor a fazer é mudar a linha de pensamento, abraçar outra cultura, procurar espaço onde você ainda é bem vindo e não se exporá ao ridículo.
O resumo da ópera é simples: não precisa ser fetichista ou praticar fetiches esporádicos pra seguir em atividade. Basta ter energia, vontade, e não se entregar ao óbvio. A rotina é o pior dos males que assola as relações. Ninguém resiste a isso, nem mesmo aqueles que se julgam os senhores da perfeição, ou melhor, homens e mulheres maduros que ao verem seus relacionamentos indo pro saco por conta de uma rotina ingrata passam a pensar que a culpa é daqui ou dali sem fazer uma autocrítica, e com isso, levam esse ranço vida afora estabelecendo uma cumplicidade mórbida com um flagelo que se negam a admitir.
Não existe verdade absoluta, nós escolhemos o caminho.
E já que a vida brindou essa galera romântica dos anos setenta e oitenta de chegarem até aqui firme e forte, é hora de mostrar equilíbrio e estarem atentos as sensíveis diferenças.
Deixar a porta aberta a novas experiências é uma dica aceitável. Pouco importa o que lhe atraia, porque o importante é estar de bem com a vida e sempre acelerando. Outro dia falava com uma amiga, a Ana, uma mulher culta e inteligente na casa dos quarenta e ela me disse que ao ler meu blog alguns fetiches a aguçam, e ela anda pensando seriamente em levar algumas dessas coisinhas pra seu dia-a-dia.

Ponto pra ela, porque é sinal que a minha amiga não está nem um pouco interessada em ver a vida passar na janela.
Como o poema da Zélia Gatai que a Lili me mandou outro dia sobre os homens maduros. O texto é longo, mais há um trecho que reproduzo aqui encerrando o assunto: “Por que o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias e sim os raros valores de suas personalidades. O importante é perceber que os seus corações permanecem jovens...”


Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Limite do Medo


Ela é masoquista. Se diz escrava de um fulano qualquer a quem se entrega sem reservas.
Um dia desses quis experimentar uma sensação nova, algo raro dentre todas as experiências que sua mente fetichista havia ousado. Curvou-se a ela mesma, quis ser sua própria escrava.
Procurou seu parceiro e lhe fez uma proposta: queria ser violentada por estranhos e estranhas.
Mas a fantasia tinha requintes, não era tão simples. Ela não aceitava ser penetrada, por nada, não queria ter a visão facultada, devia estar imobilizada e as pessoas participantes deviriam usar as mãos em todo seu corpo, desde que nenhum orifício fosse violado.
Ele topou. Sabia que havia uma boa dose de exibicionismo na fantasia da parceira, mas o gatilho estava no medo, na sensação de impotência e na vulnerabilidade diante de pessoas as quais ela não teria nenhum conhecimento de quem se tratava.
A solução mais viável era buscar pessoas no meio que topassem participar da realização da fantasia de sua parceira. Por mais que pareça uma tarefa fácil sempre existem barreiras. Fetichistas de uma maneira geral não gostam de entrar numa cena pra ver apenas o prazer alheio. Ao primeiro contato com a fantasia a fagulha de quem está no cenário dá liga, e a história era tão clara que quem estivesse no momento da cena não poderia se envolver.
As respostas negativas não o desanimaram.
Ouviu contrapropostas que não lhe agradaram, mas insistiu. Um amigo chegado lhe deu uma dica valiosa. Argüiu sobre a possibilidade de tocar a idéia em frente com oito mãos, as deles, dos machos alfas e de duas moças de vida horizontal. Pois é brother, nessas horas as primas sempre aparecem como solução.
Se fosse perceptiva no toque ela saberia que ali se misturavam mãos masculinas e femininas no louco frenesi que estava sedenta para experimentar. Ele conhecia seus sentidos, estava acostumado a brincar com seus desejos e levá-la ao nirvana fazia mais de um ano.
No dia marcado seu amigo apareceu com as duas amigas. Tudo aconteceria em sua casa e ela aquela altura já estava devidamente vendada e atada a um cavalete que ele tinha guardado.
Bastava o sinal.
Geralmente as prostitutas preferem este tipo de atendimento a ter que se atracar com clientes ávidos por trepadas monumentais. Elas procuram dar o melhor, sabem que no fundo será uma graninha fácil de defender porque tudo havia sido tratado em detalhes pelo contratante.
Partiram.
A mulher palpitava. Dava pra sentir seu corpo latejando diante da aproximação de todos. Não era mais jovem, estava na casa dos quarenta, mas conservava um corpo atraente e bem cuidado. Completamente nua sentiu o toque das mãos lhe percorrendo cada parte do corpo.
Os que a subjugavam combinaram não trocar palavras. Qualquer mudança de atitude deveria ser feita em sinais pra que a mulher imobilizada e possuída apenas tivesse as sensações que estava sendo submetida.

E assim foi. Os orgasmos se sucediam e as meninas começaram a se interessar pela brincadeira. Talvez por estarem acostumadas a gerar prazer em pessoas as quais se entregavam de forma totalmente diferente, aquela cena nova começou a despertar o chamado “algo mais” e a partir de então foi um tal de mulher sair tirando roupa, se esfregando na escrava do sujeito e se masturbando em meio a sessão.
Elas gemiam mais que a protagonista da cena. O dono da festa desesperado não sabia mais como sinalizar porque as mulheres estavam num transe total. Deixou rolar. Sentiu que os gemidos das meninas seguiam aguçando ainda mais sua escrava que seguia imobilizada no cavalete.
Quando tudo terminou as meninas se arrumaram, pegaram seu pagamento e partiram perguntando pela próxima. O amigo meio sem jeito acompanhou as moças e ele foi retirar sua parceira do suplício. Ao sair e perguntada como tudo tinha ocorrido ela sorriu e disse:
- Vamos pra cama, acaba comigo de vez e marca outra!
Se houver uma próxima eu conto outra vez.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Paz e Sossego


“Cansei de tanta conversa mole!
Tudo que eu queria naquela manhã de Sábado era paz e sossego. Esqueci os amigos, a cervejinha e sentei pra ler o jornal e observar a chuva fina que caia pela minha varanda.
Tempo fresco e dia longo pela frente, mas sem aviso prévio minha mulher chegou de mansinho, sentou ao meu lado e começou com uma ladainha insuportável. Falou da minha sogra, dos vizinhos chatos, tudo aquilo que eu não queria ouvir.
Pedi, quase implorei, mas ela não me escutou.
Olhei para o lado e havia uma sacola com um material que eu iria utilizar para consertar a piscina plástica da minha filha que o cachorro da vizinha furou. Notei a presença de um rolo de fita adesiva de cor cinza daquelas que utilizam nos filmes de ação e suspense.
Não pensei duas vezes. Arranquei um bom pedaço, fui na direção da tagarela e selei-lhe os lábios com força. Escutei um mugido, um som abafado que durou poucos e inestimáveis minutos seguido de um grito histérico, afinal ela tirou com tanta força que deu pra ouvir o barulho da fita descolando da pele fina do rosto.
Xingou, me chamou de maluco e quase avançou pra cima de mim.
Então me veio à lembrança de seu blog e resolvi fazer em casa o que um dia cheguei a tentar planejar encontrar pela rua. Nunca assumi o fetiche, embora tivesse certa tendência de gostar de algumas coisas estranhas. Falar, me confessar, nem pensar.
Só que aquele Sábado de descanso desenhou um novo horizonte que se tornou impossível não experimentar a sensação de viver pelo menos uma vez o que tantas outras vezes pensei em fazer.
Peguei minha mulher pelo braço, na “marra” mesmo, sem dar a mínima chance.
Joguei-a na cama (estávamos sozinhos, minha filha só voltaria da minha sogra de tarde), desenrolei outro pedaço da fita e amordacei-a sem dó. Juntei seus pulsos acima da cabeça e atei-os com mais fita.
Nesse instante, ao ver sua cara assustada com minha volúpia, tive a certeza absoluta de que ela sabia o que eu queira, só não tinha a idéia de até onde eu iria chegar.
Daí em diante arrancar-lhe a roupa com força e saboreá-la com jeito foi tudo que me veio à cabeça e de tanto ler sobre fetiches por essa Internet afora me senti seguro para chegar até o fim.
Pra minha sorte tudo acabou em festa. Ela gostou mais do que eu e a todo o momento me pergunta quando será nossa próxima aventura.”

Esses casos do cotidiano, dos primeiros passos na direção da descoberta e prática do fetiche são interessantes de ler, guardar pra depois dividir. Às vezes crio personagens, mas não invento o conteúdo, embora admita que em algumas ocasiões possa haver certos exageros.
Mas se o que importa é ler sobre fetiches, suas aventuras e possíveis conseqüências eu me rendo aos amigos que me confiam suas estórias ou histórias.
Essa do Sérgio deu vontade de viver ou assistir como um bom voyeur comportado. Ou não?
Sobrou apenas uma pergunta: se a idéia antes do fetiche acontecer era amordaçar a mulher para aproveitar algumas horas de paz e sossego, será que não valeria à pena deixá-la um bom tempo amarradinha num canto do quarto e seguir com a aventura do rapto forçado algum tempo mais tarde?
Bom, pelo menos fica aqui uma dica do blogueiro acostumado a criar os mais inusitados roteiros fetichistas que agradem Gregos, Troianos, Brasileiros, Ingleses, etc.
Quem tiver vontade de contar suas estripulias aqui nessas

páginas basta escrever:acm@bound-brazil.com
Conto tudo, detalhe por detalhe.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sem Platéia


É gozado quando é necessário explicar a alguém um assunto o qual essa pessoa nunca foi apresentada. No início é complicado fazer fluir, mas se for adiante tudo sai com tanta naturalidade que até ajuda a quem se dedica a conversar a entender cada vez mais daquilo que fala.
Com o fetiche não é diferente.
Normalmente as pessoas de mente arejada têm maior capacidade de lidar com temas novos, adultos, de pouca divulgação, e isso facilita a tarefa. Agora a pouco conversava com a Beth sobre fetiches. Ela é dessas pessoas que a natureza esculpe a mão, daquelas que nascem a cada cinqüenta anos, por isso, gastaria a saliva que fosse e esfolaria a ponta dos dedos pra que ela pudesse entender como tudo se processa desse lado dos trilhos.
Portanto Beth, fetiches sexuais são as fantasias que se cria na hora do sexo e se intensificam tornando-se repetitivas. A necessidade de praticar essas fantasias torna-se um fetiche sexual.
Parece uma coisa fácil, mas tem seus aspetos complexos.
Em primeiro lugar está a aceitação de parte a parte do que decidem praticar. Uma vez chegado a esse acordo que alguns fetichistas chamam de negociação entre praticantes, haverá a execução da brincadeira, porque fantasia sexual nada mais é que um jogo de adultos que serve pra apimentar uma relação e evitar que o desgaste natural provocado pela rotina da convivência leve este relacionamento a limites inaceitáveis de convívio.
Portanto, aquilo que se apresenta como fato consumado, como um acordo bem costurado entre parceiros, se não primar por uma boa realização estará fadado ao descrédito deles mesmos. Porque a fantasia deve funcionar como um teatro sem platéia, aonde os próprios idealizadores vão se incumbir de qualificar o que produziram. O crivo não vem de fora, eles próprios levarão adiante se tudo o que foi pensado teve o propósito atendido.
Você poderia argüir da seguinte forma: “tudo que muito se combina vira robótico, sem adrenalina”. De fato, mas isto também é parte da fantasia, porque caberá a ambos estabelecer um limite o qual não poderá ser ultrapassado, deixando sempre uma reserva de emoção capaz de despertar a surpresa na cena.
Salvo em casos raros onde impera o exibicionismo, quando praticantes de fantasias necessitam do olhar de terceiros para saciarem seus desejos, mas num geral o teatrinho dentro do quarto ainda é a melhor receita.
E nessas horas a única brincadeira que deve ficar de fora chama-se esconde-esconde. Não deve haver vergonha ou timidez de confessar o mais íntimo segredo, até porque no momento em que há a revelação deixou de ser segredo. O ideal é combinar tudo antes com riqueza de detalhes, jamais se esquecendo que fetiches se apegam aos detalhes e não podem ficar de fora da festa.
Risadas fora de contexto, expressões de demérito na hora da cena podem arruinar de uma vez por todas qualquer tentativa de fazer ressurgir a fantasia mais adiante, porque o fetichista nato, aquele que tem o desejo pulsante tem por característica a inibição imposta por uma sociedade recheada de hipocrisia, e num momento desses, ele pode se voltar contra a parceira ou o parceiro, descontando nele anos de opressão e ostracismo.

Dizem que se conselho fosse bom não saía grátis, valeria pelo menos um Real.
Então eu classificaria esse artigo de hoje como um toque. Um tipo de recado pra galera que está começando a dar os primeiros passos num mundo onde a confiança e credibilidade são os primeiros degraus a serem vencidos. A seguir o fator consensual e os riscos que algumas atividades fetichistas representam, mas depois é só aproveitar de bons momentos que na certa virão se houver identificação com o que foi proposto.


Agora é escolher a fantasia que agrade em cheio e partir com confiança.
E Beth, uma última observação: sem cabeça boa e sem tesão a fantasia não serve pra nada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Expressão de Perigo


É inegável que as revistas fetichistas de bondage foram pioneiras na introdução de imagens com atrizes ou modelos interpretando o perigo através de expressões faciais.
Talvez a mais antiga das revistas de que se tenha notícia, as chamadas “detective bondage magazine” foi a "Magazine Detective Real", cuja primeira edição apareceu em novembro de 1937.
As primeiras fotos coloridas que apareceram numa capa destas revistas data de fevereiro de 1939 e foram exibidas na revista “True”. E a edição de Fevereiro de 1940, aparentemente, foi a primeira a apresentar uma donzela em perigo amordaçada.
A época áurea dos magazines foi entre 1959 e 1986. No final dos anos oitenta houve um renascimento das revistas tipo “detective” que perdurou até a virada do Milênio quando elas praticamente desapareceram.
Claro que não é exagero afirmar que a Internet sepultou as revistas, entretanto muito do glamour que é até hoje apresentado pelos trabalhos de bondage em fotos e vídeos é oriundo desse período. E a expressão de perigo nos olhos das primeiras modelos que figuraram nessas capas de revistas ainda é o segredo da história, a chamada cereja do bolo.
O fetiche denominado nos Estados Unidos de DiD (Damsels in Distress) que traduzido para o português seria meninas em apuros, significa a exibição de mulheres em perigos reais, produzidos por capturas e raptos. O conseqüente aparecimento de posições de bondage vem desde essa época, assim como o aperfeiçoamento das imobilizações criadas pelos riggers, também conhecidos como bondagistas.
A construção dos nós delimita o aprisionamento perfeito dessas heroínas e o publico que busca esse tipo de imagem em fotografias ou filmes, é especialista em admirar estes detalhes. Como eu sempre escrevo por aqui o fetiche é detalhe, e, neste caso, o DiD é rico e abrangente.
O que nós produtores de clipes e fotos na rede reproduzimos nos dias de hoje é a continuidade do que foi proposto pelos pioneiros que apresentaram suas obras em páginas de revistas. O fetiche cresceu, é fato, mas houve apenas uma evolução tecnológica que os dias de hoje permitem, ou seja, as mudanças surgiram com o passar dos anos e o aparecimento de recursos que num tempo remoto não estavam disponíveis.
Entretanto, o feeling permanece intacto e o que se faz em pleno século vinte e um é a reprodução do óbvio, que muitos anos foi estampado em páginas a cores ou ainda em preto e branco. A expressão de perigo da conta do significado do tesão de quem é espectador deste tipo de cena e não seria leviano admitir que esses mestres dessa arte apenas levaram para o deleite de todos o que sempre existiu. Ou será que alguém tem em mente que o fetiche nasceu com esses caras no começo do século vinte?
A diferença básica entre uma cena perfeita de bondage e uma não muito eficiente está na interpretação da modelo. Algumas se descaram ao longo do tempo por este aspecto, outras pela ousadia que representou posar em tempos difíceis, como foi o caso de Bettie Page.

Page não era a musa perfeita e pouco de verdadeiro perigo se encontra em seus trabalhos sempre bem dirigidos pelo mestre deste assunto Irving Klaw. Ela foi ousada, desafiou o preconceito e topou levar adiante um trabalho que um segmento sempre sonhou assistir. Por isso, ela levou todos os merecidos louros e deixou tanta saudade.
Existem centenas de sites espalhados pela rede onde é possível ter acesso as capas dessas revistas que foram citadas no artigo de hoje, assim como, alguns colecionadores expõem seu acervo na rede e costumam buscar por trocas com alguns de interesse relevante.
É possível colecionar imagens em HD dessas capas, o que recomendo aos interessados em ter guardado um pouco da história do fetiche de bondage e o aspecto DiD. Na América onde estas edições foram lançadas é mais fácil encontrar exemplares, mas por aqui, onde tudo começou bem mais tarde a melhor jogada ainda é a coleção virtual.

Um bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vox Populi


O universo fetichista é um segmento social. Uma cultura, ou sub-cultura, tanto faz.
E dentro deste segmento existe um tipo de casta que se movimenta e faz com que esta espécie de gueto tenha vida própria. As pessoas gastam com fetiches. Seja em sex shop, em assinatura de sites pela Internet, roupas, calçados e assessórios, a roda se move e se houvesse um levantamento alguns índices seriam consideráveis.
Como também seria importante levar em conta determinados aspectos dentro deste universo, como por exemplo, os fetiches mais populares. A idéia não seria excluir minorias, todos são participativos no cenário, mas entender como tudo se move num meio onde se coabita.
É inegável que algumas manifestações fetichistas significam uma preferência.
O fetiche por pés, por exemplo, é responsável pelo aparecimento de pessoas de fora do meio dentro desse mundo com freqüência. Mulheres que se especializam em construir espaços na rede dedicados a fotografia de seus pés surgem num cenário repleto de admiradores que passam a segui-las ampliando o planeta fetiche na rede.
No rastro dessas mulheres de pés bonitos e cuidados que postam suas fotos em blogs ou rede sociais, uma centena de adeptos curte todos os detalhes e chegam a opinar sobre o que deve aparecer na tela, criando um clima surreal, kafkiano, onde tudo é possível no campo virtual. Qual mulher não gosta de ter sua beleza cultuada por muitos, ainda que sejam apenas seus pés em total evidência?
Muito comum, o fetiche por pés chamado de podolatria é praticado entre casais ainda que fora do circuito de eventos e festas fetichistas. Os pés se tornam eróticos no momento que há a participação efetiva dos mesmos para criar a energia do sexo.
As moças sabem disso. Então se ocupam em cuidar do que desperta a atenção dos marmanjos.
Aí vale tatuagem bem colocada, unhas impecáveis e todos os cuidados que se deve ter. Entretanto, vale observar que nem todos os admiradores dos pés femininos comungam dum mesmo pensamento quando esse assunto está em pauta. Se o negócio aqui é quantificar os fetichistas atuantes deve ser considerada a galera que curte pés sujos, maltratados, com calosidades e com mau cheiro.
O fetiche é mesmo singular. E podolatria é um campo vasto que chega a ser inimaginável.
Querem exemplos? Mulheres que não são lésbicas e gostam de pés femininos. Elas assumem que vidram os olhos na rua diante de pés femininos bonitos. Algumas ficam só no olhar enquanto outras se arriscam em ter os sintomas da podolatria. Beijam, acariciam, mas não admitem ter relações sexuais com as donas dos pés. É possível isso? Elas garantem que sim.
Mas as moças não estão apenas interessadas em pés femininos.
Por isso, é bom os cidadãos colocarem suas barbas de molho para ir a uma podóloga e cuidar dos pés. As meninas andam assumindo que gostam de homens que se cuidam e passam a inverter os papeis admirando os pés masculinos. Fora do nicho fetichista, na parte do planeta que se chama de baunilha essa preferência sexual aumenta a cada dia e é fácil medir pelas interlocuções que tenho com certa freqüência através da net e de pessoas não fetichistas que acessam o blog.

Vários escritores há anos definem os pés como uma zona erógena do corpo humano, capaz de provocar uma atração muito forte quando parceiros se encontram para o sexo. Entretanto, para ser considerado de fato um fetiche, é necessária que esta atração se transforme numa espécie de vício, uma tara com a importância suficiente e fundamental para despertar a libido.
O tesão por pés pode aparecer noutras tendências fetichistas, como as dominantes e submissas. Nas dominantes o bondage surge como fator preponderante. Vários bondagistas se rendem a pés amarrados, indefesos. Nas

manifestações submissas o trampling é o principal elemento de interesse dos fetichistas.
Resumindo, a mulherada que esteja atenta, pois é hora de pegar os caras pelo pé, literalmente.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Paris, France (1993)


Diria que foi uma grande cartada.
O diretor Jerry Ciccoritti queria filmar algo bem sensual e atrativo e depois de flertar com o BDSM descobriu que estava ali o fôlego que faltava pra fita decolar.
Duas décadas antes alguns diretores tinham passado a receita, baseado nisso, Ciccoritti seguiu a trilha e filmou Paris, France.
Ora, se não é possível liberar as suas fantasias sexuais dentro de um casamento sem graça é melhor sair pra tentar. Lucy, interpretada pela eficiente Leslie Hope, finalmente encontra um jovem capaz de desbloquear o lugar erótico escondido dentro dela própria. A concupiscência desinibida deles libera a adrenalina necessária em seus atos que culminam em cenas vigorosas de sexo e paixão.
Este filme tem a marca de Leslie Hope, não só por ela seduzir o espectador com suas palavras, mas também através da nudez bem aplicada no enredo. Na verdade, ela comanda as ações, principalmente nas cenas de BDSM que é o que nos interessa aqui na resenha.
Há algumas partes do filme que são muito boas e outras que são muito ruins. Às vezes é um drama e às vezes é uma comédia, o problema é que muitas vezes é engraçado quando não deveria ser, e, por isso, e só por esse detalhe, nota-se que o diretor perdeu um pouco a rédea.
Basicamente é a história de uma mulher que tem um caso em Paris e decide escrever sobre isso. Se envolve com um bissexual arrogante que havia escrito uma novela sobre um “Serial killer” que ela conheceu através do próprio marido, dono de uma editora. Mas ela quer mesmo é viver todas as experiências eróticas possíveis antes de se aventurar a escrever, então resolve se envolver em relações de sexo intenso e selvagem com seu novo amante, aproveitando o clima de uma cidade como Paris para dar vazão a sua volúpia, descobrindo aos poucos todos os fetiches possíveis.
Paris, France, é uma produção do Canadá e claramente nossos amigos do norte sempre colocaram alguns produtos quentes no mercado na área de cinema independente.
O fetiche se apresenta em trajes de gala no filme. Ora através de comportadas cenas de bondage realizado com toalhas e venda daquelas que se usa em avião pra dormir, ou em tomadas de dominação realizadas com trajes de couro onde Leslie Hope mostra toda a sua exuberância como dominatrix. Os amantes da podolatria são atendidos com excelentes cenas.
O mais importante, porém, é a introdução das cenas fetichistas dentro de um enredo até certo ponto pobre, porque o brilho que os atores emprestam aos personagens é intenso, assim como a excelente fotografia e posicionamento de câmeras nas tomadas.
Jerry Ciccoritti não apresentou um clássico do BDSM no cinema na década de noventa, mas o filme é eficiente num aspecto geral e não deixa cobranças indevidas em espectadores ávidos por cenas fetichistas. Talvez a concorrência com Basic Instint de Sharon Stone lançado quase de forma simultânea tenha apagado um pouco o brilho desse filme, mas quem gosta da telona vai recordar de algumas das cenas de Leslie Hope em Paris, France.

A versão em DVD é muito bem feita e se houver possibilidade eu recomendo que você busque alugar em alguma loja especializada ou se arriscar a baixar na Internet a versão na íntegra. Lembrando que encontrei em alguns sites de download a versão fracionada em quarenta a um links. Será preciso muita paciência pra baixar tudo.
Entretanto, pra quem gosta de fetiche bem feito exibido pelo cinema esse filme não pode faltar na sua coleção.

Assistam ao trailer oficial do filme.



video

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Cara de Pau


Conheço o André faz tempo, desde um tempo em que ele colecionava fotografias de mulheres nuas de revistas masculinas. Até então esse hábito era o único fetiche do André.
Mas o sujeito evoluiu. Porque diz o ditado que quem coleciona não vê limites e cada nova peça que por acaso lhe chame a atenção é o incentivo que falta para começar uma nova coleção.
O André pirou com o fetiche lá pelo final da década de noventa.
Primeiro flertou com as calcinhas das moças, as que ele saía e das que não saía também.
Um dia me mostrou uma caixa que parecia gaveta de loja de lingerie. Haja calcinha! De todas as cores e formas, até que ele escutou falar que no Japão existia um tal fetiche chamado de Burusera. O bicho endoidou de vez, porque o Burusera se caracteriza por colecionar a calcinha e um vídeo da dona da veste íntima portando o objeto.
Nessa época ele deu uma parada com os amigos.
Apareceu algum tempo depois meio desolado. Confessou que andava desestimulado porque havia fincado pé numa relação séria e por conta disso havia desfeito grande parte de seu acervo. Indaguei sobre o fato de esconder da nova namorada tudo o que havia juntado até então, e ele disse que lhe faltou cara de pau pra chegar na boa e confessar.
Foi aí que dobramos o cara. Convencido, o André abriu o jogo com a namorada. Chutou o pau da barraca e não quis saber de qualquer conseqüência desastrosa. Pra sorte do colecionador a moça nem ligou muito e o André seguiu seu rumo.
Anos mais tarde encontrei com o cidadão numa festa fetichista.
Achei estranho o cara passar a freqüentar este tipo de ambiente que tanto renegou tempos atrás. Mas ele estava na boa. Completamente enturmado e foi até complicado chamar o cara pra um papo, mas deu.
Disse que não havia desistido de colecionar. Simplesmente encontrou parceiros com quem trocava alguns artigos que o convenceram a freqüentar festas fetichistas em busca de objetos de desejo. Havia se tornado um especialista em colecionar peças do guarda roupa feminino e naquela época andava atrás de calcinhas, meias de seda e outros utensílios, e ao mesmo tempo, conseguia ver as mulheres usando as peças de roupa em cenas fetichistas, o que o deixava bem próximo daquilo que era seu sonho.
A história do André combina com muitas.
O universo fetichista está apinhado de colecionadores que não medem esforços pelo objeto de desejo. Já vi de tudo brother, coisa do arco da velha. Os sujeitos são acima de tudo caras de pau, pedem até encher a paciência alheia ou até que as moças acabem cedendo. Não há limites, e nem se importam com o que dizem, vale tudo mesmo.
Colecionar é um fetiche. Desde simples fotografias a vídeos e peças de roupa. É impressionante o repertório dos caras. Eles vão atrás mesmo. Tem assinante do site Bound Brazil que paga por meias usadas em vídeos, mordaças babadas e sapatos das modelos. E elas perderam a vergonha e hoje negociam com esses intrépidos colecionadores o preço justo.
Fora desse circuito virtual, há um batalhão a postos pronto pra na cara dura andar atrás de uma garota qualquer pra pegar uma peça de roupa ou até uma foto ousada. Não se contentam com o que conseguem na rede e partem para o mundo real em busca de objetos palpáveis.

Haja espaço pra guardar tanta coisa e ainda lembrar depois da história de como aquele objeto chegou até ali. Uns sujeitos que eu conheço apostam que lembram como conseguiram cada peça que tem guardada.
Não dá pra duvidar da astucia dessa galera.
Um colecionador de verdade não se contenta com armazenagem em HD ou com fotografias digitais. O tato é o gatilho que dispara a onda fetichista que lhe move até a próxima busca.

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por que Provocar?


A teoria do incentivo acompanha qualquer manifestação fetichista que se preze.
E não deixa de existir uma teoria quando a intenção é provocar em alguém uma faísca que na certa vai se tornar um incêndio.
O ser humano precisa de estimulo. E em práticas fetichistas essa regra também se aplica. Porque a pessoa quando tem tendências fetichistas parte do principio de que logo ali vai encontrar um oásis no meio do deserto, mas sem estar devidamente estimulado ele não dá um passo sequer. Não é verdade?
O estimulo pode estar dentro dele mesmo, ou numa imagem, num pensamento, enfim, todos os caminhos o levam ao que ele deseja. Mas se este incentivo vier de onde ele espera que venha ele vai ao céu sem precisar de foguete. Já vi gente pirando com isso!
E não é pra menos.
Este tipo de provocação pré-sessão fetichista pode vir de várias formas. Desde um simples telefonema a uma fotografia enviada por email mostrando o que deseja pra próxima noite. Parece complicado, mas é simples. As pessoas de uma maneira geral é quem complicam.
Acham a provocação um pecado, associam a ação a princípios moralistas sem nexo, e acabam por não aproveitar o que poderia ser um encontro perfeito, até mesmo entre parceiros que já se juntam faz tempo.
Todo fetichista tem por bem o estímulo visual, auditivo ou olfativo. Isso é certo. O cara pode pirar com uma visão de sua fantasia, com uma voz ao pé do ouvido falando coisas que ele quer escutar ou por sentir o aroma que lhe causa frisson. Daí, basta estar atento a um desses detalhes e a cena tem tudo pra ser perfeita.
E partindo do principio de que uma boa fantasia é legal pra todo mundo vale a pena pensar numa forma de atrair o parceiro ou a parceira pra uma noite perfeita. Vale tudo. Vale usar de todas as artimanhas que façam com que a idéia tome corpo e se transforme numa cena real.
Conheço um cidadão que se dizia especialista em criar fantasias com a namorada que deu pisada tão grande capaz de desmenti-lo das próprias bravatas. Contou que armou um lance com a mulher vestida de colegial, mas quando chegou em casa e topou com a roupinha de menina num corpo adulto chamou a parceira de ridícula. Ora, se o negócio é fantasia – o nome já diz tudo – não importa se o resultado não condiz cem por cento com o que se imagina. Ninguém é perfeito e, neste caso, vale o esforço.
Na hora de provocar o desejo do outro lado da linha é melhor se despir de todas as vergonhas e preconceitos enraizados ao longo da vida pra tudo funcionar como deve ser. E a coisa funciona mesmo. Já aconteceram tantos casos comigo que pra enfileirar o artigo seria pequeno. Desde simples sacadas visuais, auditivas e até olfativas a demonstrações que me chegaram por fotos ou toques bem baixinho no ouvido.
Não tem como duvidar. A coisa pega. E quem quiser experimentar basta seguir essa linha de raciocínio e da próxima vez levar o assunto a sério.
Há fetichistas que fazem verdadeiro malabarismo pra provocar a parceira, quando na verdade deveriam apenas dar asas a imaginação pra perceber que o erotismo é efêmero e cabe nos nossos pensamentos, principalmente aqueles que costumamos chamar de mundanos.

Portanto, na sua próxima aventura procure não economizar nas preliminares, nos momentos que antecedem o encontro. Cada fagulha atirada é a garantia de poder saborear mais tarde um coquetel de desejos que você tanto anda em busca.
Capriche nos detalhes, porque fetiche sem detalhes é nulo, vazio.
Lance mão de seu poder de sedução e seduza bastante até obter aquilo que anda rondando o pensamento nas noites sem sono. Num mundo como o nosso, ladeado de desconfiança, encontrar a pessoa certa é um achado, e ter

nessa pessoa a parceria perfeita é pra guardar à sete chaves e beber da fonte sem derramar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Bondage da Terra da Rainha


A canja da semana vem da terra da Rainha.
Os Ingleses estão provando que produzir boas imagens de bondage não é privilégio da América do Norte.
Que diga meu amigo Sabrebound do British Damsels.
Um show na véspera do feriado.
Divirtam-se