quinta-feira, 31 de março de 2011

Maktub


É Pat você tem razão: ninguém tem a segunda chance de causar pela primeira vez uma boa impressão. O melhor é aproveitar e ensejo e subir no pau de sebo sem escorregar.
Então, depois de escrever setecentos artigos aqui vou partir em busca dos mil ainda querendo causar uma boa impressão.
E embora alguns possam pensar que o glossário fetichista tem um limite, sempre haverá um fato novo, algo capaz de ter relevância, de abalar alicerces e causar curiosidade. E já que não há uma segunda chance vou tratar da minha vida fetichista brother!
Engana-se quem pensa que vou sugerir que as damas inventem um bondagista para suas noites solitárias, ou ainda, para afagá-las quando estão à beira de um ataque de nervos – o que pensando bem, não seria nada mal. Minha idéia é fazer a própria terapia, aproveitando a deixa que me chegou como por encanto e de onde eu menos esperava, reúno a trupe no próximo feriadão e vou gravar o novo longa metragem do Bound Brazil 2011.
Até lá, contando os dias e as noites, vou deixar toda a adrenalina possível tomar conta desse escriba incansável e me preparar para viver a aventura de superar o que caiu no gosto de fetichistas e simpatizantes; o filme The Resort.
Dessa vez não vou subir a Serra. Vou deixar a montanha passar ao lado e usar o mar como pano de fundo. Aproveitar as belezas naturais da Cidade de São Sebastião numa trama de ação com a temática de Robbery Slave – “mulheres seqüestradas para se prostituir no primeiro mundo.”
Se o tema é manjado o roteiro não é. Peca sim, pelo excesso de beleza e sensualidade de um elenco que foi escolhido a dedo (nada pejorativo hein?). Mostra o BDSM sem cortes, sem distinção, passando pela captura ardilosa até cenas onde a tortura psicológica e física aparecem com extrema sutileza.
Confesso que esse tipo de produção me agrada. Já me amedrontou um dia é verdade, mas vencer desafios começa por criar autoconfiança dentro de nós. O desejo não é tirar onda com a cara dos gringos lá fora ou simplesmente passar a mensagem muda de que aqui também existe fetiche. Já foi tempo...
Agora é dar segmento, fazer melhor ainda pra não passar recibo.
Por isso acredito nas palavras da Pat quando diz que não há uma segunda chance para se mostrar pela primeira vez. O que vier depois do Resort tem que estar no mesmo nível ou acima. Tem que ultrapassar em vendas, corrigir o que os críticos detectaram como possíveis faltas (não falhas) e achar uma maneira de se mostrar diferente num tema comum.
Aqui não há espaço pra flertes com didáticas distintas. Não há comédia ou love history; é fetiche na veia, pulsando e levando o espectador a acreditar que tudo que está condensado naqueles oitenta minutos pode ser parte de suas próprias fantasias.
Quando for lançado em Julho, exatamente um ano depois do seu antecessor, esse filme tem que estar impecável, pronto pra ser degustado por mim, por vocês e por milhares de fãs do fetiche de bondage de todas as partes do globo. É a novidade que repete o passado, o que deu resultado, o que nunca deixou de ter seu lugar ainda que a tecnologia insista em pregar aos quatro ventos as vantagens das produções curtas ampliando os horizontes desse clichê.

Daí eu vou nessa, com uma idéia no papel devidamente organizada e uma parafernália de equipamentos para filmar o fetiche em alta definição. Rodeado de meninas fetichistas de verdade vivendo a ficção em cenas reais.
Desafiando a lógica, a ordem natural dos fatos, sem patrocínio financeiro e com o apoio promocional do Fetlife, que mesmo lá fora acreditou no trabalho de um cara que convenceu um monte de gente doida como ele a botar fé num sonho, ainda que no lugar onde viva ninguém dê a mínima para o que em civilizações evoluídas as pessoas chamam de cultura.

quarta-feira, 30 de março de 2011

No tempo das Revistas


Os registros mostram que as revistas fetichistas com temática de bondage, os chamados “Detectives Magazines”, começaram a ser publicados nos anos 20. Algumas dessas edições do começo do século passado mostraram o fetiche de forma cômica com imagens de bondage sugeridas através de histórias hilárias onde mulheres eram amarradas, sem muita técnica ou critério, porém, sempre com destaque ao lado Damsels in Distress (Donzelas em Perigo).
Havia um número limitado desse tipo de revista, que ganharam uma conotação fetichista de mais peso alguns anos depois, entre 1946 e 1949, estampadas nas publicações bizarras de John Willie e nos anos cinqüenta pelas páginas da Eneg’s Exotique.
Essas edições desapareceram no final de 1959, época considerada como a derrocada fetichista que só voltaria à moda algum tempo mais tarde.
Com a chegada dos anos setenta e a tão sonhada liberação social alcançada pela luta da geração anterior, algumas revistas especializadas em bondage começaram a florescer nos Estados Unidos. Nessa época surgiram as edições da Harmony Concepts, House of Milan e Lyndon Dsitribuitors Magazine, que anos depois adquiriu todos os direitos e publicações da House of Milan. Essas revistas não tinham uma distribuição através de grandes editoras, eram vendidas em separado nos Sex-Shops que começavam a aparecer ou em sistema de venda de correio.
Tipicamente, esses magazines traziam um layout muito comum, com estórias de rapto seguidas de fotos de mulheres amarradas como ilustração. Uma foto ou no máximo duas para cada conto que preenchiam as cerca de vinte e cinco ou trinta páginas publicadas.
Algumas vezes as fotografias eram substituídas por trabalhos de artistas que desenhavam mulheres imobilizadas e começaram a fazer parte da história do fetiche.
Outro fato comum eram as entrevistas freqüentes com expoentes da indústria que não parava de crescer e tornavam-se famosos no mundo inteiro. Com exceção da Harmony Concepts, a Milan e a Lyndon passaram a preencher suas páginas com propagandas de seus vídeos que anunciavam em catálogo no final da edição.
Devido à pequena circulação, muitas dessas revistas apresentavam um material de pouca qualidade se comparadas à indústria pornográfica, e muitas vezes mais de oitenta por cento das páginas eram em preto e branco, contrastando com excelentes fotografias a cores. Nas décadas seguintes, com o sucesso alcançado e o conseqüente aperfeiçoamento começaram a surgir às revistas totalmente coloridas, sendo que algumas conservaram ainda o projeto “color and black white”.
Esse crescimento levou algumas revistas a mudarem de linha fetichista e as publicações com conteúdo BDSM passaram a tomar conta do mercado. Cada vez mais picantes, deixaram de lado o gênero Damsels in Distress inocente e apostaram numa nova linha alcançando um público ainda maior.

Nos anos noventa com a chegada da internet algumas dessas revistas aos poucos foram perdendo espaço, conservavam, porém, o aspecto BDSM cada vez mais acentuado onde muitas dominadoras tinham suas próprias revistas apresentando seus trabalhos e ainda conseguindo uma boa tiragem. Mesmo com o mundo cada vez mais globalizado, divas dominantes como Be Be LeBadd e Alexis Payne continuavam mostrando em revistas suas sessões de spanking e lançaram o estilo “Men in Bondage”.
Em 2003 todas essas revistas desapareceram pra sempre do cenário e são encontradas em saldos de pessoas que negociam como pérolas através da internet. A única edição remanescente de êxito é a famosa Taschen que conserva toda a tradição das antigas revistas criadas há anos atrás.

(Fotos: Capas das Revistsa Bondage Life/ Harmony Concepts publicadas por Lyndon Distribuitors entre 1977 e 2001)

terça-feira, 29 de março de 2011

Opções e Escolhas


Um dia, ainda menino, sonhei com a colega do colégio sendo seqüestrada por dois mascarados.
Pensei em ser seu herói, libertá-la dos raptores, mas depois analisei com calma e achei melhor ser um dos mascarados e no fim das contas eu já nem sabia ao certo onde estar naquele delírio. A única certeza era de que aquela menina de cabelos longos que sentava do lado esquerdo da sala estaria em apuros...
O tempo avançou e com a maturidade vieram os detalhes. E esses detalhes me faziam perder o sono e traziam o apavoramento de ser diferente dos demais, que contrastava com o êxtase de dormir e acordar com o Zé Mané a postos lá embaixo do calção sem imaginar as lindas bundas que a praia mostrava, só pensando nas mulheres amarradas dos filmes de TV.
A primeira providencia que se pensa é sempre exorcizar o fantasma, tirar o encosto. Porque ninguém quer ser o estranho no ninho e a roda de amigos não perdoa deslizes. A um passo de me tornar um Robinson Crusoé dentro da minha ilha solitária era chegada a hora de fazer uma escolha. Ainda que ficasse guardada, pra mim mesmo, mas não havia outra alternativa.
Onde achar literatura? Como saber se aquilo que te incendeia as entranhas também acontece lá fora? Há alguém nesse mundo como você?
Varri as enciclopédias em busca de uma única palavra: fetiche. Isso após uma longa luta pra descobrir o que era o fetiche. Hoje é simples, basta apertar o botão de busca do Google, mas estamos falando de mil novecentos e lá atrás...
Os estudos me mostraram, enfim, o meu mundo e por conseqüência me apresentaram a outros mundos. Então você descobre que existem combinações possíveis de serem encaixadas vindas de segmentos fetichistas diferentes, e por isso, um leque de novas escolhas aparece à frente. É hora de mais uma decisão: descobrir coisas novas.
A realidade, porém, é outra.
Ninguém pra conversar, pra dividir. As namoradas vão e vêm e se falta coragem de dizer aos amigos a confissão trava na hora de dizer a menina ao lado que você é o Dr. Jekyll, mas lá na frente ela irá se encontrar com Mr. Hyde. Os relacionamentos são efêmeros, transitórios e se você estiver interessado na pessoa por outro motivo ou razão, a culpa é iminente.
Sem mencionar o que sente os anos se arrastam e a opção por uma vida feliz se transforma num martírio em que uma mentira consciente abala qualquer alicerce. Não é difícil enxergar num horizonte próximo o final anunciado. Triste sina, doce ilusão.
Procurar um analista, um médico? Não, minha loucura é sadia, pois ela apenas envereda por caminhos diferentes, que não são tortos. Meu destino foi traçado quando via a menina da escola e tinha meus próprios planos e pra isso não existe remédio.
Nesse instante da vida alguns fetichistas desistem e deixam os sonhos morrer.
Abafam o caso da maneira mais óbvia sepultando o desejo em nome da razão. Apostam numa vida dupla, vivem literalmente o papel do médico e o mostro na vida real. E não há crítica, porque já tive meus dias de viver os dois lados da moeda sem a menor cerimônia. Minhas histórias, assim como a de muitos outros tiveram inicio com as meninas de vida horizontal. Algumas contei aqui e aquelas que por um acaso não mencionei as guardo com o devido carinho.

Portanto, com ou sem informação a manifestação fetichista por via-de-regra carrega um complexo de culpa. Em lugares onde a cultura e os padrões sociais rejeitam alguns conceitos tudo é mais complexo, e embora a descoberta nos dias de hoje esteja ao alcance dos olhos e fácil de ser decifrada, assumir determinadas atitudes tem um preço alto, principalmente porque o prazer não é hereditário o que obriga ao praticante a busca de auxílio fora de seu nicho.



Ainda que tenha feito as minhas escolhas bem no começo a minha opção demorou bastante e em alguns casos ela fica escondida pra sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mitos e Tabus das Relações no BDSM


Quando se fala em BDSM é impossível deixar de fora um importante detalhe: respeito.
Respeito às regras e à liturgia? Creio que sim, mas, principalmente o respeito às praticas e aos desejos alheios é que deve acima de tudo ser preservado.
Ora se está escrito lá no livrinho de regras que tudo deve pautar pelo princípio do são, seguro e consensual os praticantes teoricamente irão se apoiar nesse conjunto de normas. Porém, é inegável que muitas das vezes a entrega não se resume apenas à consensualidade, ou seja, assumir o papel de dominante ou submisso às praticas dentro de um envolvimento.
Sim, envolvimento, porque BDSM sem ser a dois vira punheta, siririca, coisa virtual.
Dominadores e submissos por muitas vezes violentam seus sentimentos em troca do prazer de realizar uma sessão. A busca aflitiva de alguns em deixar o campo virtual é tão intensa que no período destinado à negociação alguns aspectos importantes são sistematicamente deixados de lado. Há o mito de que fulano é bom nisso, naquilo, e que a fulana é a melhor aqui e acolá. Entretanto, muito disso deve-se ao fato de que alguns praticantes soltam aos quatro ventos o que fazem em suas histórias particulares, alguns por exercício do exibicionismo latente e outros por puramente extravasar egos ou, simplesmente a alegria de ter seus desejos atingidos.
Então tudo se transforma num mito. Cultua-se o óbvio por obrigação de servidão.
Na verdade, o que é extremante necessário numa relação desse tipo, desse quilate, é que os praticantes exerçam aquilo que está dentro dos seus manuais de desejo. É preciso ser autêntico para que as práticas sejam eficazes.
De nada adianta ser extremamente masoquista para realizar desejos sádicos quando não é essa a vocação do praticante. Sabe-se que desde que essas práticas vieram à baila os pares precisam de afinidade, de conforto. “EU NÃO VOU LEVAR TREZENTAS CHIBATADAS PARA AGRADAR AO MEU SENHOR”. Isso é fato, mas é preciso ter coragem pra admitir o erro antes que a relação se torne insuportável.
Como também não é válido expor desejos a alguém e depois simplesmente não aceitá-los.
Não há liturgia que acolha esses casos.
Os praticantes necessitam de estudos. Não só estudos litúrgicos ou leitura de experiências alheias. É preciso acima de tudo analisar seu próprio comportamento no universo fetichista antes de fazer parte de algum grupo ou apregoar virtudes para si mesmo.
A frustração é o pior dos males de uma relação D/S e será um grande aliado do egoísmo para destruí-la. Experimentar parceiros é valido, desde que essa busca fique evidente em cada relação que inicie. O “pra sempre” muitas vezes é bravata, fanfarronice, e lá adiante pode acarretar prejuízos a algumas pessoas que tentam vencer uma barreira terrível para a entrada no planeta fetichista: a timidez.
A regra básica para entender esse universo é saber que ninguém é melhor que ninguém. Ponto.
O que é bom pra mim nem sempre é o que ela espera, e assim sucessivamente.
Um detalhe deve ficar claro: exibir submissa ou exibir dono em festas, na Internet, serve somente para inflar o ego do praticante. O que se faz dentro da relação é muito mais importante do que isso.
Costumo dizer que não há meio mais ladeado de intrigas, fofocas e preconceito que o BDSM. Deveria ser diferente, afinal, lutamos muito contra isso e estar aqui, escrevendo, dando a cara à tapa é a prova cabal de tudo isso. Portanto, deixar essa paranóia de lado, o velho e tenebroso vício de saber da vida do vizinho através de intrigas palacianas é antiético, mesquinho e dispensável.

Sozinhos, somos poucos, um nicho quase sem expressão. Juntos, talvez possamos ter alguma representatividade. Quando aceito participar de alguma entrevista por conta de meu trabalho com o site sinto na pele a aversão das pessoas quando bisonhamente tecem comentários sobre o que viram e ouviram por lá.
Pra essa gente de fora eu simplesmente estou cagando um quilo exato, mas quando gente como eu, que comunga do mesmo sentimento olha de lado, critica sem saber de detalhes do comportamento de pessoas iguais, a decepção é
grande.

Praticar o BDSM sem medo de certos tabus é um começo com enormes possibilidades de um final feliz.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Bom, o Mau e o Feio


Se a vida nos prega uma peça e algo sai errado o melhor é não aceitar. A coisa certa a fazer é encarar, olhar de frente e lá adiante vencer.
Seria a síntese do otimismo exacerbado? Talvez, e ainda que eu faça do otimismo a fonte de inspiração pros meus dias, muitas vezes convivo com bons e maus momentos.
E se o fetiche é parte integral de nossas vidas, às vezes o que é bom pra mim não serve pra você. Na boa, há casos estranhos aos olhos e indiferentes ao que sentimos, mas se toda expressão fetichista é válida, conviver com o óbvio nem sempre é o melhor caminho.
Daí um amigo virtual se expressa via email e me conta um daqueles casos em que a fantasia desafia a lógica. Seria eu o analista de Bagé fetichista? Não, mas quem sabe essas linhas encontram abrigo em algum lugar?
O fato: “ACM, tenho bem claro na minha cabeça que a situação que maior realização íntima me traria seria estar elegantemente "vestida" como uma bela secretária executiva, senhora de si e que sabe que é gostosa. Devidamente "trajada" com um tailleur em tons de bege ou creme, estaria eu "sentada" ou em pé atendendo ao telefone ou fazendo qualquer outra coisa que me distraísse a atenção, e nesse momento alguém (de preferência um homem mais forte do que eu) chegaria por trás de mim e me dominaria. Eu poderia tentar me debater até para que a cena tivesse mais veracidade e não parecesse que eu já esperava o ataque. Mas, no fim, eu seria devidamente "subjugada" pelo meu algoz de ocasião. Depois, evidentemente, eu seria "amarrada" e "amordaçada" ou numa cadeira, ou numa pilastra, ou numa cama. São muitas possibilidades (infelizmente não dá pra passar uma linha férrea no quarto). "Amarrada" de costas numa pilastra, por exemplo, poderia ser simulado um sexo anal forçado contra a minha pessoa. "Amarrada" de frente, alguém viria por trás e apertaria meus "seios"... São situações assim que eu imagino quando penso na hipótese de me ver totalmente à mercê de um "tarado sexual" por algumas horas.
Para mim, são recorrentes os sonhos relacionados a essa fantasia que me acompanha há 26 anos. Penso que algumas das minhas poluções noturnas tiveram relação direta com isso.
Decerto eu já pensei em contratar os serviços de um "profissional" para satisfazer o meu desejo. Mas duas coisas pegam nessa hora: não tenho a princípio vontade de ser penetrado por um homem; e é claro que tenho medo de ser assaltado, de ser seqüestrado ou até mesmo ter minha vida posta em risco. Não seria a primeira vez que isso ocorreria no mundo.”
Seria uma fantasia normal pra ser realizada por uma mulher em busca de uma aventura comum, parecido com um seqüestro lúdico e consentido. Mas neste caso, um homem que afirma não ter nenhuma tendência homossexual quer estar feminizado e devidamente dominado por outro.
Nossas opiniões fetichistas algumas vezes aparecem desencontradas. Mas o critério a ser avaliado é relativo ao desejo de quem quer encontrar parceria para a fantasia. Dane-se o pensamento baunilha que somente separa sexo e nada mais. O fetiche é estranho aos olhos algumas vezes, mas muito leal ao coração.
Meu amigo virtual não quer ajuda, nem precisa, por saber o que quer em detalhes. Se alguém se habilita a suprir esses desejos simplesmente escreva. O email está no link “quem sou eu” a direita do blog.

Captured Secretaries

Sonho de consumo dos bondagistas, as secretárias em apuros vivem na fantasia daqueles que diariamente convivem com a colega de trabalho ao lado, quietos, mas com mil desejos ocultos.
A minha secretária era uma fera! A Scarlet do site foi morar na França, de vez, deixou órfão o site e a mim como patrão.
Aqui, no vídeo de hoje que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes, Jordana e Diana Vidal encenam as secretárias capturadas por um


intrépido ladrão.
Tem self-bondage, hand gag, algemas, hogtie, tudo dentro de um escritório de verdade e trajes perfeitos.
Essas duas garotas bonitas vão bagunçar essa noite fetichista.
Confira esse vídeo curta! E as belas imagens do photoset.

Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Veredicto!


Não pense que é fácil se chegar a um veredicto.
Culpados ou inocentes, isso sempre circula em nossas cabeças. Onde eu errei? Nem a gente sabe.
Essas histórias de entregas definitivas e relações no meio fetichista têm dois caminhos irremediáveis: ou dá certo ou vai pro ralo.
Na hora que o mundo acaba dá vontade de arrancar as calças pela cabeça, xingar todo mundo e se cogita até o abandono à causa. Foda-se o prazer!
Depois, com calma, a cabeça esfria e o corpo padece. Vem o juízo, necessário e sábio.
Porque nesse mundo louco e relegado a poucos habitantes todos vivem em busca de espaço e emoções. Talvez, pensando bem, experimentar seja válido, sensato e até benéfico. Como? Ficou louco ACM?
Não ainda. Mas já vi tanta água cruzando debaixo dessa ponte que cada fio de cabelo branco testemunhou incríveis histórias que o BDSM revelou. O certo que deu errado, o errado que deu certo. Nessa paranóia absoluta onde cresce a agonia de sentir prazer a roda gigante nunca termina, ela gira de forma infinita até onde nossos sonhos nos levem.
E os sonhos que às vezes parecem realizados de uma hora pra outra viram um samba descompassado. O sádico que virou masoquista, o submisso que deu um tapa na cara da domme e a devassa que botou a bíblia debaixo do braço, virou santa e mandou os ex-confrades pro inferno!
E tudo isso é possível num universo onde a emoção sobrepõe a razão.
Toda loucura tem perdão quando o fetiche pulsa mais forte. Há limites? Claro, porque a lógica jamais abandona a quem dela se utiliza e abdica da insanidade.
Todas as vezes que abracei o BDSM o fiz em beneficio próprio. Aliás, quem não fez? Dizer que está aqui pra dar uma força à imensa comunidade reprimida é papo pra boi dormir.
Meus lamentos se resumem à saudade que tenho de pessoas caras, queridas, que por uma razão qualquer tocaram um belo foda-se pra tudo isso. É brother, o tempo não volta atrás e imaginar um mundo perfeito sem certas pessoas ao lado é como comer jujuba de dentadura!
Só que eu gosto dessa porra desde pequeno e se cheguei até aqui foi por obra e graça de um negócio que se chama ousadia.
Então falei essa gloriosa pasmaceira toda pra simplesmente dizer uma coisa bem clara: o BDSM não é de ninguém e nem síndico tem.
Cada um faz o que quer, o que bem entende e depois assume as suas conseqüências.
Só não vale xingar a mãe e inventar histórias. Daí eu fico puto e esculacho quem me esculhamba.
Portanto, ficar escrevendo besteiras a respeito dos outros tem um limite de aceitação. E ler é ainda pior.
Não vou dar nome ao artista – ou à artista – porque gosto sempre de achar que babaquice se ignora, se deleta.
Tenho mais de cinqüenta nas costas, vinte de história no BDSM e mais uns cem anos de sereno pra aturar bobagem sem nexo. Ler merdas a meu respeito é fácil: cago e ando.
Mas insinuar calúnia envolvendo uma pessoa que eu gosto, junto ao meu nome é putaria.

Daí, em bom português vale repetir só pra deixar as coisas claras: a Terps é minha amiga, sou mentor dela. Sou um dos responsáveis pelo crescimento dessa moça no mundo do BDSM. Ela é medalhista do Bondage Awards 2010. Conhecida no mundo todo, amada pela turma do bondage. E você? Quem é?
Não como a Terps, porque não como amigas ou meninas as quais eu dedico minhas instruções.
Peço desculpas às pessoas que me seguem e me lêem por ter respondido através de um artigo que não deveria conter certas palavras.
Tudo que eu falei a respeito do BDSM serve pra dirimir qualquer dúvida sobre o que eu penso desse assunto. Que fique claro pra quem acha que minha história começa aqui e se dá ao trabalho de escrever merdas na rede.
Não gosta de mim? Foda-se de novo. Então, faça um grande favor: fale mal só de mim.
R.I.P

quarta-feira, 23 de março de 2011

Comendo com os Olhos


Vem de longe essa expressão: comer com olhos.
Normalmente associada a comidas, doces e guloseimas, esse jargão também pode ser aplicado a fetiches. Dizem por aí que a grande maioria dos homens enlouquece quando assiste duas mulheres – digamos – se tocando. E duas mulheres numa relação de dominação e submissão?
Um colírio? Talvez, pra muitos, pra mim.
Confesso que exploro bem essa temática no Bound Brazil. Por dois motivos: o primeiro a necessidade de atender aos pedidos dos assinantes. Todas as histórias que enviam como desejos ocultos, têm no enredo uma mulher amarrando a outra. Isso é inegável. A chamada pule de dez. Quer agradar ao assinante, coloca uma garota capturando a outra!
Por outro lado, tal tipo de fantasia afasta qualquer problema que possa ocorrer lá fora, nos Estados Unidos, que tende a violar qualquer artigo da resolução 2257. Os caras são rígidos e engana-se quem imagina que essa resolução regula somente a maioridade. Ela é abrangente e cria um hiato estranho entre cenas exibindo mulheres se tocando e homens tocando em mulheres.
Parece incrível, mas homem agarrando mulher pra eles é pornografia, e mulheres se beijando é arte.
Claro que nada impede que se produzam homens e mulheres em cenas, mas desse modo a coisa passa de expressão fetichista a pornografia em um segundo. Daí as exigências aumentam. Passam a exigir um contrato independente por cada vídeo ou set de fotos exibido onde conste uma autorização específica para aquela produção, devidamente acompanhada de uma fotografia em três por quatro com a modelo exibindo o documento de identidade ao lado do rosto.
Pra evitar isso eu passo...
E apoiado no gosto da imensa maioria – e meu também – a cada dia que passa as garotas tornam-se especialistas em seqüestrar as colegas. Já dão os primeiros nós e sabem diferenciar os tipos de mordaça. É a prova viva de que o mundo baunilha tem uma queda pelo fetichismo.
Alguns dirão que não é tão complicado assim realizar determinadas cenas. A equação parece simples e amarrar, no caso, seria como dar nó em sapatos, afinal, ninguém cobra de uma menina comum a habilidade de ser uma bondagista. Só que entre a realidade e a ficção existe uma luz vermelha que acende e uma voz que fala forte: gravando!
É preciso ter um lado artístico pra encarar brother.
Se no universo fetichista existem mulheres loucas pra viver esse tipo de fantasia e alguma coisa inexplicável as faz travar, embora tenham bagagem suficiente para saber dos desafios, imaginem as despreparadas meninas que antes de estarem ali, em pleno cenário, nunca escutaram alguém falar que cordas eram sinônimo de tesão?
O melhor de tudo isso é ver uma cena destas e criar a nossa própria fantasia entre quatro paredes, no real, sem luz vermelha ou gente em volta. Aí o bicho pega!

Self-Bondage

Alô galera do gargarejo. Bondagistas de todos os lados: Shinobi, Jonas, VH, João Lucas, José Luiz e outros tantos.
Uma amiga bacana resolveu atender aos meus e aos vossos apelos e postou umas imagens de self-bondage com o todo carinho.
Então, vocês que se queixam da falta de espaço e impulso das damas da rede, aqui vai o link.
http://tinyurl.com/4olrwnp
É sempre bom quando os fetiches aparecem e se juntam na rede.



Vamos aplaudir a iniciativa e com todo o respeito que ela nos merece dar uma audiência ao blog que tem um excelente conteúdo.
Valeu Angelike!

terça-feira, 22 de março de 2011

Em Homenagem ao Clássico “História de O”


Em 2007 Hila Davidson gravou isso aqui.
Vamos falar da moça.
Hila Davidson é uma mulher jovem, quente e sexy de Israel.
Ela tem uma voz doce e suave, que vale a pena escutar com muita calma. Em conjunto com o produtor Inglês Barry Gilbert, fez esse trabalho o qual foi publicado em CD através de um selo independente.
Segundo Barry Gilbert, a música, letra e o vídeo de Satisfactions Guaranteed são em homenagem ao clássico “A História de O” de Pauline Reáge.
As canções do CD falam de sexo e BDSM em sua maioria e estão repletas de letras provocantes.
Em seguida ao sucesso repentino passou a assinar pela gravadora israelense Anana Records.
Perguntada numa entrevista sobre fetiches ela respondeu da seguinte forma:
“Você fica muito sexy amarrada, o que seria necessário para um bom rapaz te seduzir pra te levar a ter uma cena verdadeira como à do clipe?
A gatinha respondeu:
“Eu estou muito feliz que você fez essa pergunta por que através dela que eu posso explicar a mensagem por trás do vídeo. O clipe mostra uma expressão artística. A mulher tem o direito e pureza para ser o que quer e precisa de habilidade para tomar uma decisão sobre sua intensidade, sobre a prórpia vida. Isso significa que ninguém te governa, ninguém pode dizer quais são as suas necessidades. E cada coisa que eu faço vem da minha própria escolha . Gostaria de fazer isso sim, com alguém muito especial que ainda está por chegar à minha vida.”
Então? Alguém se candidata?

Ternurinha, esse é pra você!

Assista o clipe, as imagens e a excelente música de Hila Davidson.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os Especialistas


Sábias as palavras de um grande amigo que se considera um verdadeiro especialista na arte do sexo anal. Diz ele que o ânus por ter um formato redondo é o lugar perfeito para a introdução do pênis, e ao contrário do que muita gente pensa, se o pênis fosse criado para ser utilizado em vaginas teria um formato de peixe...
Certo ou não esse sujeito que esbanja bom humor gosta de carregar um “título” que ele próprio se concedeu. Da mesma forma que muitas mulheres se consideram as rainhas do boquete, ou alguns marmanjos apregoam aos quatro ventos serem experts no ato de massagear o clitóris com a língua.
O sexo atrai estes especialistas de plantão.
Ninguém fala de escorregadas, todos contam vantagens. O cara nunca broxou, a mulher jamais ficou de TPM, e por aí vai. Mas se essa ordem for transportada para o universo fetichista a quantidade de praticantes especializados em determinados segmentos é um espanto!
Claro que por conseqüência as atividades no campo do BDSM são divisíveis. Nem todos comungam do mesmo pensamento, e embora haja um consenso comunitário aquilo que é do agrado de alguns não desperta interesse em outros. Valem exemplos?
A amarração que não fecha, o chicote que desmonta na primeira chibatada, a vela que apaga no momento exato de entrar em ação. Quer mais? O podólatra que detesta chulé e louco de vontade de beijar os pés de sua musa ao tirar-lhe as botas encontra um cheirinho com o qual não contava.
Isso acontece? Claro, muitas vezes...
Mas alguns especialistas dirão que é questão de competência, que suas imobilizações são planejadas, etc... Porém é aí que o distinto confrade se engana. Porque erros sempre aparecem. Comigo é assim, com todos sempre será. E olha que por força do compromisso do site faço isso toda semana, e em certos casos é preciso refazer.
Exemplos há aos montes e só não se convence quem não quer.
Outro fator que pode atrapalhar um especialista é quando o seu desejo esbarra na vontade de quem com ele divide a cena.
Por exemplo, a submissa que se diz avessa a ser imobilizada durante a sessão por se considerar fóbica a qualquer tipo de cordas ou algemas em contato com seu corpo. Ok! Haverá sempre um dominador que considere sua fobia e concorde em realizar práticas sem o uso de imobilização. É possível? Claro, ninguém precisa ser um especialista em bondage pra dominar alguém. Entretanto a cena nunca será completa, sempre ficará a impressão de que alguma coisa está fora do lugar, porque se um dia este dominador decidir criar algo diferente vai esbarrar na fobia de sua submissa.
Seria esse dominador um especialista em realizar desejos alheios?
Outro fato que foi real e que causa certa apreensão: um amigo que conheço de longa data, submisso de carteirinha, flertou durante meses com uma dominadora na intenção de conseguir uma sessão até então restrita ao mundo virtual. Nunca notou qualquer problema em sua relação sempre pautada nos conceitos do BDSM.
Pois quando se encontraram cara a cara ele se viu em apuros. Aprisionado por algemas, assistiu a mulher espancá-lo com uma vara rígida e na medida em que aumentava os açoites entrava numa transe total de histeria. Aos berros, insultava e batia sem cerimônias e sem se importar com a saúde física e mental do sujeito.

Ele conta: “a vontade que tive quando tudo terminou foi arrebentar a cara daquela louca. Me arrancou sangue, e me espancou até que eu quase perdesse os sentidos”
Essa, com certeza jamais será uma especialista...
A melhor maneira de se mostrar um especialista quanto a questões fetichistas é controlar os impulsos, seguir os conceitos do BDSM e, simplesmente deixar que sua prática seja assimilada e comprovada pela parceira ou parceiro, a quem realmente importa a sua aptidão.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Mundo de Zé do Caixão


Não há neste país quem não conheça o Zé do Caixão.
José Mojica Marins nasceu em São Paulo, em 13 de março de 1936. Ainda muito jovem Mojica desenvolveu apreço pelo cinema, sendo que aos 12 anos de idade ganhou sua primeira câmera. Desde então não parou de capturar suas idéias e transformá-las em filmes.
O personagem Zé do Caixão nasceu de um pesadelo de Mojica. Através de trajes que misturavam Entidades de religiões Afro-Brasileiras e uma cartola que foi símbolo de uma marca de cigarros, criou a fantasia de um agente funerário para dar o ar funesto que a imagem merecia. Isso sem contar as unhas cultivadas que causavam espanto na época.
Zé do Caixão é um gênio. Seu trabalho solitário atraiu cinéfilos viciados em filmes de terror. Sua obra é abrangente e extensa, onde vários clássicos são considerados obras primas, aqui e lá fora.
Mojica criou mais que um tema ou um cenário. Criou um mundo. Na minha adolescência assistir um filme de Zé do Caixão era a garantia de ter cenas pra serem reverenciadas de forma intelectual e física. Zé mostrava as primeiras donzelas em perigo real. Em longos vestidos brancos, amarradas e atormentadas por aranhas venenosas, me levavam a ter implacáveis crises intensas de paudurescência toda vez que podia entrar num cinema que não cobrava documento comprovativo de maioridade. Era a punheta garantida!
Convenhamos que era difícil para uma pessoa imatura numa época de intenso patrulhamento a favor de conceitos moralistas enxergar que tinha gostos diferentes daqueles que o cercavam. Só restava, então, admitir ser um amante de filmes de terror extremo, no que ninguém sentava o sarrafo. Vem daí então a minha adesão ao mundo do Zé do Caixão e suas belas mulheres torturadas por aracnídeos e presas em calabouços.

Assisti a seu primeiro filme onze anos depois do lançamento: À Meia Noite Levarei Sua Alma. Interpretado pelo próprio Mojica, criação e criador passaram a se confundir e compartilhar da mesma identidade. O filme se tornou um grande sucesso comercial projetando a carreira de Mojica e por conseqüência também a carreira do personagem Zé do Caixão.
Apesar do sucesso comercial de seus primeiros filmes, infelizmente o personagem nunca teve o reconhecimento devido no nosso país.

Embora a figura Zé do Caixão seja muito conhecida, poucos assistiram alguns de seus filmes, sendo que a grande maioria tem a imagem do Zé do Caixão como um personagem cômico, graças a sua participação como apresentador nos programas de filmes de terror do canal Bandeirantes onde rogava pragas aos telespectadores.
Curiosamente no exterior Zé do Caixão (onde é conhecido como Coffin Joe) ganhou o status de cult, sendo ovacionado por um público bem maior que em seu país de origem.
Diversos produtores norte-americanos de sites fetichistas comerciais que conheço se rendem ao trabalho de Mojica e lotam os lugares onde vez por outra ele é convidado para participar de eventos.
Listar as principais produções do Zé do Caixão e falar em demasia de seu trabalho é redundância. Qualquer um pode acessar o site oficial ou as milhares de resenhas espalhadas pela Internet para saber detalhes desse cara ousado, intrépido e genial.
Rever “Encarnação do Demônio” é como voltar ao passado e encontrar em cada cena um pouco do muito que naquele tempo me levou a entender a mim mesmo e pesquisar a manifestação fetichista em toda a sua extensão.

Hotfoot Fetish

Para os fetichistas viciados em Hotfoot (aquele joguinho interessante no qual a menina em perigo tem os pés torturados por fósforos acesos) as cordas são detalhes.
Mas se a idéia é apresentar este tipo de fantasia num site específico de bondage, as cordas têm por obrigação e lógica lugar de destaque.
Existe muita gente pelo mundo interessada em


hotfoot. Não são podólatras comuns, pois anseiam pela tortura dos pés através de fósforos que queimam até o limite extremo.
Pensando nisso, produzi para o Bound Brazil o segundo vídeo curta nessa linha. O site hoje exibe aos seus assinantes Hotfoot Fetish com Jamylle Ferrão e Cinthia enfrentando todos os perigos do hotfoot devidamente amarradas e amordaçadas.
Um photoset com os detalhes dessa pequena trama também estará na tela.

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 17 de março de 2011

WiP


Talvez pouca gente saiba o significado destas iniciais, mas essa linha fetichista reúne milhares de seguidores fiéis, aficionados colecionadores dos filmes chamados WiP (Women in Prison).
WiP é um subgênero de filme da chamada linha “exploitation” que apareceu em produções no final dos anos sessenta e continua até os dias atuais.
Suas histórias basicamente apresentam mulheres presas que são vítimas de abusos sexuais e físicos, onde normalmente sádicos guardas prisionais do sexo masculino ou feminino figuram como algozes. O gênero também abrange muitos filmes em que as mulheres presas se envolvem em sexo lésbico.
Antes dos anos sessenta, filmes sobre as mulheres atrás das grades eram dramas sérios e realistas que mostravam as misérias da vida na prisão. Eles também levavam uma mensagem implícita moralista ou de advertência sobre as conseqüências de violar a lei.
Os filmes que se seguiram ao estilo “exploitation” denominados de WiP, descartam todas as pretensões moralistas. Em vez disso, eles são obras de pura fantasia, destinados apenas para divertir o público com uma mistura de sexo e algumas cenas de BDSM. Algumas vezes taxados de violentos, têm o formato flexível, e o afrouxamento das leis de censura permitiu que cineastas escolhessem um cenário para um extenso menu de tabus misóginos. De voyeurismo (interrogatórios, cenas de sexo no chuveiro, lutas de mulheres) para fantasias sexuais como lesbianismo e estupro. Quanto ao fetichismo é comum haver cenas de bondage e humilhação e de exacerbado sadismo como espancamentos e torturas cruéis.
Antes desses filmes, a única expressão de material relativo a essa fantasia sexual foi encontrado em revistas masculinas de “true adventures" como Argosy na década de cinqüenta e sessenta, embora existam argumentos plausíveis que indicam a obra de Denis Diderot “The Nun” como sendo o embrião do gênero. Nazistas atormentando donzelas em perigo eram os temas favoritos para os entusiastas de “WiP”. Considerado um gênero sub-pornográfico quando de seu aparecimento, o “WiP” se tornou mais popular através de capas de revistas sensacionalistas que no final dos anos sessenta estavam em declínio.
Hollywood produziu filmes ambientados em prisões de mulheres nos anos trinta, mas geralmente, apenas uma pequena parte da ação ocorria dentro da prisão. Na verdade, esses filmes foram desenvolvidos como melodramas em que heroínas jovens mostraram o caminho para uma vida digna por meio da prisão. Sob a influência das revistas taxadas de segunda linha e folhetos de propaganda comuns essas produções se tornaram os populares filmes “B” dos anos cinqüenta. Normalmente apareciam em sessões de cinemas de segunda categoria, quase falidos, porém encheu o bolso de muita gente.
Os filmes americanos sempre estiveram no topo. Obras como The Concrete Jungle (1982), Chained Heat (1983) com a conhecida Linda Blair, Cell Block Sisters (1995), Caged Hearts (1995), Bad Girls Dormitory (1985), Under Lock & Key e Caged Fear (1991), são consideradas as melhores do gênero.

Produções italianas e asiáticas apareceram nos anos setenta e algumas ficaram famosas, sendo inclusive exibidas por aqui nos famosos cinemas “poeiras”. Hoje os filmes asiáticos são a grande maioria em cartaz, entretanto fincaram bandeira em sites especializados e são vendidos em DVD.
Alguns filmes WiP renderam inúmeras séries, com alguns chegando a nove ou dez produções. De inusitado apenas o fato de algumas séries serem produzidas em outro país e em idioma diferente.

Um fato curioso sobre os filmes de WiP: Uma série de filmes permanece proibida pela BBFC no Reino Unido. Entre eles estão “Love Camp (7)” (rejeitado em 2002) e “Cell Block Sisters (9)” (rejeitado em 2004), com o fundamento de que eles contêm cenas explícitas de violência sexual e, também, porque numa das produções uma atriz era menor de idade na época da realização, tinha dezesseis anos, tornando o filme passível de figurar como pornografia infantil sob a lei britânica.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Rainha da Siririca


Reza a lenda que Carlota Joaquina (ela mesma, a Rainha de Portugal, depois Princesa do Brasil) era viciada em tocar siririca. Trepava três a quatro vezes por dia e quando por alguma desconhecida razão não achava o que desejava, se esbaldava em siriricas diante de serviçais sem a menor cerimônia.
Sexo era a sua primeira necessidade. E o que era pior, poderia ter sempre os homens que desejasse, mas sua compulsão tinha um exagero que ninguém na época podia explicar ou mesmo compreender. Para ela sexo era de uma importância tão crucial que ficava doente quando não tinha alguém para aplacar a fúria de seu apetite descomunal. Isso ela transferiu sem dúvida para o seu primogênito, Dom Pedro I. Não se importava com a quantidade de homens que poderia ter, mas a virilidade de alguém que pudesse contentar a sua tenebrosa ânsia sexual.
Quando se via obrigada a manter relações com alguns homens que escolhia a dedo, procurava sempre saber qual deles realmente tinha o poder de fazê-la chegar ao extremo prazer. Ninfomaníaca, tinha orgasmos sucessivos e apavorantes, chegando mesmo a morder violentamente seus parceiros, tirando sangue com suas dentadas bastante doloridas. Certa vez, no Rio, mordeu tanto um escravo diferenciado que este morreu dias depois de septicemia. Por causa disso procurou controlar os seus excessos convulsivos, tornando-se menos agressiva, ganhando sobremaneira com isso.
Certamente a dama mais importante da corte imperial não sabia, mas era portadora do chamado DSH (Desejo Sexual Hiperativo). Claro que os tempos eram outros, seu marido Dom João era broxa e ninguém se dava conta da exacerbada quantidade de orgias promovidas pela Princesa que tal qual uma lenhadora não podia ver um pau em pé!
Mas o que é o DSH?
Ocorre quando a pessoa espontaneamente apresenta um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Em geral não apresenta disfunções sexuais (como ejaculação precoce ou impotência), funcionando relativamente bem como um todo. Engaja-se em atividade masturbatória ou no coito, mesmo sob risco de perder os seus relacionamentos amorosos (busca de alta rotatividade de parceiros) ou a própria saúde (Hepatite B e C, HIV). Quando tenta evitar e controlar o impulso para o sexo, a pessoa pode ficar tensa, ansiosa ou depressiva. A pressão para a expressão sexual retorna e a pessoa sente-se escrava de seus próprios desejos. A ansiedade pré-atividade sexual, a intensa gratificação após o orgasmo e a culpa após o ato não são raras.
Mas voltando à nossa primeira Princesa vale ressaltar também que Carlota Joaquina era fetichista. Tinha fetiche por sapatos. Gostaria também de podolatria? Não se sabe ao certo. Porém, sabe-se que os sapatos confeccionados em seda eram considerados eróticos nessa época e a compulsiva Princesa usava e abusava deste tipo de calçado.

O então amaldiçoado “Quinto dos Infernos” como era chamado o Brasil em Portugal, serviu de palco para as loucuras de Carlota Joaquina durante o tempo em que ficou por aqui. Vários são os historiadores que citam fatos e nomes em cada episódio que envolvia a Princesa e seus escândalos.
Morreu aos cinqüenta e cinco anos já em Portugal. Só, esquecida e amargurada sucumbiu aos seus próprios devaneios deixando um legado que deve servir de parâmetro para qualquer pessoa avaliar seus conceitos e conduta.

terça-feira, 15 de março de 2011

Noites Eróticas


Alguns marmanjos já passaram recibo para esse fenômeno: ejaculação noturna.
A ejaculação noturna ocorre durante o sono, à noite, é geralmente associada a sonhos eróticos. É também conhecida por polução noturna.
Qualquer um está sujeito a ejacular de forma solitária durante o sono e com fetichistas as chances aumentam consideravelmente. Essa disfunção sexual acarreta alguns problemas de difícil convivência. O cidadão casado fica em maus lençóis para se explicar em quem ou no que estava pensando quando da ocorrência do fato.
O gozo durante o sono é exclusivo dos homens? Não, algumas mulheres também têm orgasmos noturnos. Entretanto, com conseqüências bem mais amenas já que não existe prova contundente do que ocorreu debaixo do edredom.
Mas o homem tem que se explicar mesmo brother, porque o efeito é visível a olho nu. Normalmente comum na adolescência, a ejaculação noturna também pode se manifestar na fase adulta. Daí, como explicar o fato a parceira? Sim, porque a cagalhopança é geral! Salvo em alguns casos em que o sujeito consegue esconder e com muito cuidado coloca a roupa em dia após o evento.
Como diz um amigo, é como batom na cueca...
Cientificamente o que é a polução noturna?
Resulta de uma excitação física genital que se manifesta nas fases REM (Rapid Eye Movement, ou movimento rápido dos olhos). Essa fase ocorre de uma a nove vezes por noite, variam de um minuto à uma hora e são as mais propícias ao sono. Se os homens tiverem sonhos eróticos durante esse período, tais manifestações involuntárias podem ocorrer.
Elas são normais, saudáveis e não causam nenhum mal ao organismo. A polução noturna ocorre em todas as idades, mas é disparadamente mais comum dos 12 aos 20 anos, justamente no período de maior inexperiência sexual e energia sexual reprimida ou insatisfatoriamente resolvida. Com o aumento da freqüência de atividades sexuais, elas tendem a diminuir e até cessar.
O fenômeno parece ser uma maneira do organismo "se livrar" do excesso de sêmen acumulado, já que é menos freqüente em quem ejacula regularmente por masturbação ou relação sexual.
O sonho molhado, como é conhecido, costuma causar o despertar imediatamente após a ejaculação, mas em alguns casos somente é percebido pela manhã.
Portanto, caso não haja quorum para suas experiências fetichistas e fantasias, o negócio é botar a mão na massa, literalmente, e descabelar o palhaço. Dessa forma algumas explicações desagradáveis serão evitadas, porque não é fácil falar para a menina ao lado o motivo de tanto tesão reprimido.

Mais Selos

Esse aqui eu recebi de várias amigas a quem desde já agradeço a lembrança.
Antes de responder, vale deixar o registro para a Ternura_LB, Princess Kitty e Angelike Diabolike.
As perguntas são simples e a resposta é rápida:
1- Existe um livro que você leria muitas e muitas vezes sem se cansar? Qual?
Resposta: Cem anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez)



2- Se você pudesse escolher apenas um livro para ler o resto de sua vida, qual escolheria?
Resposta: A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera)
3- Indique um livro para que outros possam ler.
Resposta: O Português que nos Pariu (Ângela Dutra de Menezes)
Pois é, existem muitos outros que ficaram na lembrança e enfeitam a estante, mas estes garotas estão na cabeceira...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Na Manhã Seguinte...


Parecia que um trator lhe esmagara as costas. Doía tudo.
Uma bela espreguiçada, o olhar que percorreu o teto espelhado até notar aquele corpo perfeito ao seu lado. Esfregou os olhos e relembrou cada minuto de uma noite longa.
Fazia tempo, muito tempo.
Deixar o fetiche guardado e esquecido causa angústia que se transforma em dores.
Foi como ver a ferrugem ir embora aos poucos. Mas de onde vinham as dores? O fetiche era bondage e ela tinha sido amarrada a noite toda... E de onde vinham as dores?
Ela olhou de banda, respirou forte e sorriu. Naquele momento o prazer foi tamanho que doses de endorfina liberaram metade das dores.
Aquela garotinha com cara e olhar de mulher vinte anos mais jovem era a causa das dores. Destravou todas as energias e liberou os músculos aprisionados pelo tempo sem prática. Uma fêmea fetichista de coração e comportamento baunilha. Vai entender...
- Posso tirar uma foto tua acordando? – foi direto.
- Não, tenho vergonha. Deixa eu me ajeitar – ela disse.
Ducha, beijos e sorrisos. A felicidade morava ali.
Mas pairava a dúvida cruel. Ele tinha que colher impressões, afinal, o que ela tinha achado daquilo tudo? Um cara doidão, maduro, experiente e com um mundo totalmente oposto ao que ela entendia como prazer. Era preciso saber.
Pensou: “melhor perguntar. Ela é só sorrisos e não estranhou a manhã seguinte. Tocar no assunto ou cagar e andar?”
- Quer almoçar comigo? Hoje é Sábado – foi à única coisa que conseguiu falar.
- Tenho que ir em casa, trocar de roupa, colocar algo mais dia. Dá pra ser?
Sem jeito pra tocar no assunto do fetiche tocou-lhe as marcas que as tiras de roupão tinham deixado, e embora quase imperceptíveis elas ainda estavam por lá como um troféu conquistado depois de tanto esperar.
Ela notou que ele olhava as marquinhas e apenas sorriu. Continuou tomando o café.
Pensou pela segunda vez: “quer saber? Deixa essa porra pra lá. Melhor não dizer nada e deixar o barco seguir seu rumo.”
A ansiedade trouxe de volta as dores nas costas. Insinuou uma tentativa de arrastá-la pra cama outra vez e ela pediu pra ir embora. Encucou. Mas pensando bem, eram quase onze da manhã e se iam almoçar era hora mesmo de deixar a maloca e seguir em frente.
- Tá sentindo alguma coisa? – ela notou que as costas o incomodavam.
- Nada, só uma dorzinha de nada nas costas. Estive gripado semana passada. Te disse, lembra? E acho que por ter ficado dois dias deitado meu colchão me pregou uma peça...
Começaram a se vestir, mas não desgrudavam os olhos um do outro e muito menos perderam o sorriso constante. Ele terminou primeiro, acendeu um cigarro e ficou estático admirando cada detalhe de como ela se aprontava pra tomar o rumo de casa. Martelava a cabeça a vontade de tocar no assunto, falar do fetiche improvisado, argumentar que podia ser ainda melhor, falar de técnicas, experiências, qualquer coisa que pudesse ajudar a manter a chama acesa e dar a certeza de que era possível começar tudo outra vez.
De repente ela deu falta do relógio. Procurou aqui e ali e nada.
Num segundo ele lembrou que lhe havia tirado o relógio do pulso para evitar que a tira pudesse machucá-la. Correu até a cama, revirou o lençol, travesseiros e encontrou o que ela já aflita buscava.

Mostrou-lhe o relógio e pediu que ela esticasse os pulsos para que ele o colocasse no lugar.
Novamente as marquinhas deram o ar de sua graça. Alisou-as com carinho e outra vez ela sorriu. Naquele instante viu que não tinha como ser diferente e perguntou:
- A cordinha machucou você?
Ela lhe olhou séria e disse:
- Vou contar pra minha mãe!

Sorriram e foram embora para viver felizes até hoje...

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Rochedo Contra o Mar


Circulou pela Internet essa semana em vários blogs um manifesto contra fotografias retiradas sem a devida autorização dos proprietários e, imediatamente, re-utilizadas em espaços alheios.
A interligação mundial das comunicações representou um avanço. É inegável. Possibilitou também a chegada da ousadia generalizada. Por um lado, se enfileiram àqueles que querem expor o que fazem, mostrar ao que se dedicam, e por outro fez nascer uma praga, uma doença que parece não ter cura. Porque não depende de pesquisa científica ou qualquer outro método. É uma questão de comportamento, de foro íntimo e, principalmente, de cultura.
Reparem que por conta dessas ações impensadas de piratas de plantão o meu site tem que arcar com o custo de três e meio por cento do faturamento mensal na contratação de empresa especializada em caçar esses fantasmas que se utilizam de sites com distribuição de links e espaços gratuitos (megaupload, rapidshare, etc...) para postar aos parceiros de fóruns o que a outros pertence de fato e de direito.
Tenho amigos que freqüentam esses fóruns e me avisam quando alguma coisa aparece por lá.
Tal e qual uma gripe asiática, essa doença está concentrada numa parte do globo terrestre que todos dão o nome de países latinos. Sabe-se que brasileiros e vizinhos de idioma castelhano não pagam nada na internet. São os espertos, que nasceram pra se dar bem. Verdadeiros adeptos da famosa lei de Gérson, de levar vantagem em tudo, e se esbaldam com as migalhas colhidas em sites como Bastardo, Chicas Atadas e outros menos populares.
Claro que a equação é simples. Enquanto um babaca paga as meninas para serem modelos, assume custos de produção, impostos, taxas e outros, os que conspiram entre apelidos sugestivos e sem graça se vangloriam em postar material de propriedade privada e comprovada em troca de benesses dos parceiros anônimos que dividem senhas com eles. Já existem programas que limitam mais de um acesso para as senhas vendidas também, mas tudo isso gera um custo alto que me aborrece de tal forma porque obriga que tarifas sejam repassadas aos que pagam todos os meses para ter o acesso.
É chato isso? É claro que é. Assim como também é um extremo desprazer quando uma menina encontra uma fotografia pessoal, e às vezes íntima, num blog ou fotoblog que nada tem a ver com ela.
Não me importa que utilizem as minhas fotografias. Dependendo do local e do conteúdo é uma forma de promoção. Sempre e quando os créditos sejam publicados de forma devida.
Mas não pensem que este tipo de atitude e comportamento é exclusivo do anonimato. Em 2009 o Jornal Meia Hora aqui do Rio de Janeiro, o qual pertence à respeitada empresa O Dia Comunicações, publicou uma fotografia ampliada para a primeira página sem autorização da então participante do BBB9 Priscila Pires enquanto modelo do Bound Brazil. Pior do que isso, esta gente removeu a logo do meu site e postou a foto em busca de sensacionalismo barato.
Famoso por publicar histórias do “mundo cão”, este jornal através de seu editor chefe apenas buscou uma retratação. Alegou que algum funcionário desavisado “achou” a fotografia espalhada pela Internet e imaginou ser de domínio público.
Precisa falar mais alguma coisa? Poderia ter ido além, buscado retaliar, mas de que adianta colher tostões quando a mentalidade segue sempre igual?
Só me resta concordar com um grande amigo: filho da puta e poeira tem em todo lado...

Forced Orgasm

O Forced Orgasm (orgasmo forçado) talvez seja o efeito “after bondage” mais apreciado pelas meninas. Não é exagero tal afirmação. Afinal, qual gatinha fetichista em sã consciência e de forma consensual não gostaria de ter um orgasmo provocado pelo parceiro, ou parceira, enquanto imobilizada? No vídeo de hoje que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes a lindíssima Terps é forçada a um orgasmo real devidamente enquadrada no princípio de bondage.


A parceira pegou pesado e só libera a menina indefesa depois de obter dela todas as sensações de um orgasmo prolongado.
Cenas reais e sem cortes, inclusive no photoset com as melhores imagens do vídeo.
Uma ótima idéia para esquecer os dias de folia. Não acham?

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Manual Para Dominadoras


Qualquer boa menina pode aprender as técnicas básicas para se tornar uma eficiente dominatrix. Não sou eu quem tem essa fórmula mágica, mas segundo o “The Mistress Manual” publicado pela experiente Lorelei, as moças estão convidadas a ler todas as instruções necessárias para assumirem o controle durante as suas brincadeiras fetichistas.
Pequenas regras de conduta e controle da situação, tipo aquelas coisas íntimas que as meninas sempre tiveram curiosidade de perguntar, mas por alguma razão não o fizeram.
O compêndio está à disposição da mulherada interessada e o link para download no final deste artigo.
Para quem não tem domínio de inglês será necessário buscar a tradução e vale à pena dar uma paquerada nas dicas da Lorelei.
Entretanto, alguns itens devem ser observados por quem está disposta a entrar nesta aventura, e o principal ingrediente é a aptidão, a vontade de assumir o lado dominante na cena. Para algumas dominadoras por excelência, acostumadas com esse lado fetichista vale como uma leitura gostosa e comparativo de técnicas. As novatas, por sua vez, podem desfrutar dos conselhos que a Lorelei publicou.

Fetiche Amador

Desde há muito tempo sou um daqueles viciados por imagens de manifestações fetichistas amadoras. Daquelas que se faz em casa, num Motel, ou seja, onde nada é programado com riqueza de detalhes e tudo acontece em forma de impulso.
Todos nós fetichistas temos um pouquinho de exibicionista e voyeur dormindo ao lado.
As minhas melhores cenas amadoras ficaram guardadas e foram substituídas por imagens retocadas, que são comercializadas. Claro que o fetiche fica explícito, o entendimento, os conceitos e tudo que o cerca, mas o espírito empreendedor do amador sai de foco.
E se existe alguém que eu considere um mestre na arte de produzir cenas amadoras de excelente resultado esse cara é o MrZ, ou melhor, Mr. Zemaneco.
Este sujeito de Brasília há um longo tempo encanta as platéias com cenas de bom gosto dentro dos conceitos fetichistas que ele e sua escrava Raiane se dispõem a praticar. É inegável que a exposição, a exibição de sua idéia fetichista é o foco. E essa semana, as cenas de bondage realizadas e devidamente fotografadas me chamaram a atenção.
As amarrações são seguras e firmes, o corpo da Raiane é apresentado como deve ser numa cena amadora; sem tratos, ao natural, como todo amante de imagens deste cunho deve apreciar.
Eles formam a chamada dupla perfeita. Se encaixam, se aceitam. Alguma coisa do tipo “na rua, na chuva e na fazenda.” A disciplina da prática segue um calendário rigoroso que fica à disposição de todos em seu blog. MrZ não poupa as idéias e se arrisca com segurança. Numa estrada deserta com uma ponte famosa no fundo ou na varanda de um conhecido Motel. Tudo é festa e válido, respeitando regras e apurando todas as técnicas.
Faz oito anos que nos esbarramos pela grande rede postando imagens amadoras.
Eu dava vazão ao fetiche com minhas modelos amadoras que escondiam o rosto e as tatuagens e ele com sua escrava Paola já tinha uma legião de seguidores. A vida deu voltas. Me tornei um produtor e o MrZ seguiu sua rota até encontrar a parceira ideal.

Por mais que alguém nos chame de Dinossauros Fetichistas de plantão jamais perdemos o elo principal que é capaz de desafiar o tempo e a lógica: a vontade de realizar.
Hoje vejo nos blogs das meninas várias imagens desfocadas e rosto ocultos e me lembro dos tempos em que mesmo às escondidas, o fato de mostrar pequenas gotas de um universo significava o delírio de ter uma pequena máquina digital que deletava o risco de ter as fotos copiadas em revelações.
Para conferir o trabalho desse espadachim fetichista é só acessar: Escravas Brasilerias


Link Manual: http://www.megaupload.com/?d=XAEJZGAD

quarta-feira, 9 de março de 2011

Linha Reta


Há quase três anos muitas pessoas não fetichistas lêem meu blog.
Algumas por curiosidade, outras por amizade e os que vêm parar aqui através de pesquisas.
Claro que muita coisa salta os olhos, soa estranho, porém, alguns termos e conceitos chamam mais atenção e são alvos de perguntas infindas. Dois deles são os chamados campeões de audiência: a submissão e a palavra negociação.
Semana passada conversei com uma amiga sobre estes temas. Vá lá que consegui explicar as diferenças básicas entre a submissão como forma de atração sexual apenas, mas o termo negociação deixou algumas lacunas. Porque aqui há um detalhe: a negociação seria uma paquera quando comparado a uma conversa baunilha?
Não. Isso eu afirmo. Embora alguns fetichistas atuem em negociações quanto a ter uma relação submisso-dominante e considerem encerrada esta etapa quando se unem no sentido de realizar as fantasias pretendidas, esse espaço de tempo entre entendimento e realização corresponde a um período que deve ser dedicado a perguntas diretas e sem subterfúgios.
A intenção é fazer com que o fetiche caminhe em linha reta, sem curvas, até atingir ao objetivo principal de ambos. Devem estar explícitos todos os prós e contras, e claramente estabelecido que onde o direto de um dos parceiros começa o do outro termina, sem importar se existem diferenças litúrgicas entre dom e sub.
É preciso deixar bem claro que a negociação não termina no instante que ambos resolvem se entregar a uma relação fetichista. Ela segue com a mesma importância dentro das práticas que farão parte do desenrolar da fantasia que os fetichistas resolvem viver.
Criar um perfil ou um blog com as iniciais da pessoa dominante ao lado para alguns é sinônimo de status. Aqui no Brasil se adotou essa prática, que não é comum no universo fetichista como um todo. Porém, antes de pensar em dar nome aos bois é preciso ter plena consciência de que todas as etapas foram vencidas com êxito, que não haverá arrependimento e muito menos uma regressão de atitudes. Fetiche deve ser encarado com seriedade e boa conduta para que a reputação no meio seja sempre cartesiana.
É muito bom ver pessoas felizes realizando seus desejos e vivendo suas fantasias. Isso é o mais importante enquanto prazer pleno e absoluto. Se será eterno ou não ninguém sabe ou é capaz de supor, porque em se tratando de vida a dois tudo é possível, dentro e fora do planeta fetiche. É imprescindível, entretanto, que o fetichista saiba que a tal “negociação” nunca termina. Sempre haverá novas práticas em mente e novas tentativas de vivenciar coisas inéditas, aprendidas no dia-a-dia, na busca frenética por fortes emoções.
Esse conceito básico serve como exemplo a qualquer tipo de prática que exista no glossário fetichista, sem discriminação ou preconceito.
Exemplos há aos montes, desde gente que quebrou a cara a pessoas que alcançaram seus principais objetivos.
A negociação auxilia os indecisos, prepara iniciantes e serve como parâmetro aos mais experientes. Durante esse período nada pode ser omitido, nem mesmo em detrimento da realização dos desejos do parceiro Top.
O termo pode ter uma conotação diferente. Pode ter um sentido estranho a quem nunca teve acesso a certos significados. Seria o fetiche um negócio? Não, claro que não, porque o termo negociação, neste caso, se resume a apresentação dos argumentos, onde os fetichistas colocam em questão aquilo que mais lhes agrada quando se preparam para uma nova aventura.

Claro que assim como em qualquer situação existe a atração, a coisa de pele, a química, o olhar, mas devido ao alto grau de risco de algumas práticas faz-se necessário que as pessoas fetichistas deixem tudo claro no momento em que se preparam para a entrega. Lembrando sempre que a entrega é mútua e um (a) dominador (a) que não se doa a causa de uma submissa (o) não deveria se intitular assim.

Este artigo expressa apenas uma opinião pessoal, assim como todo o conteúdo deste blog.

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu Quero Ver Bondage


Pra quem está brincando o Carnaval fica a idéia pra uma boa fantasia.
E pra quem não está nem aí pra folia de Momo, umas dicas de como aproveitar bem esse último dia de feriadão.
Na ordem: Diana, Jamylle e Luana. Todas no Bound Brazil.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Argumentos Fetichistas


Essa é interessante.
O site Bound Brazil funciona da seguinte forma: uma galera produz, outra cuida da parte técnica e um terceiro time toma conta da relação com os assinantes e curiosos.
Solicitação de assinantes é sempre a mesma. Os caras querem as cenas de preferência com a modelo que lhes convém. O discurso dificilmente muda. Fora um caso aqui e outro ali, mas num geral as coisas caminham tranqüilas e serenas.
Porém, o que chama a atenção são as perguntas dos curiosos. Um pelotão de prontidão formado em sua grande maioria por brasileiros lança diariamente no correio eletrônico do site as mais diferentes e variadas perguntas que alguém tem noticia. As meninas que cuidam deste setor me reenviam diversos casos exóticos e esquisitos e deixam de lado as cantadas que normalmente recebem dessa turminha. (Ainda bem!)
E os sujeitos são tão caras de pau que têm o devido cuidado de rasgar elogios antes de mandar as bombas. “Acho o trabalho de vocês magnífico, jamais imaginei que um dia pudesse existir um site brasileiro fetichista. Mas me diga uma coisa: as modelos topam programas?”
Outro manda assim: “pergunta pro ACM qual delas tem mais chulé.”
Antes de seguir com os exemplos vale responder, é claro.
As meninas – até onde eu saiba – não fazem programas, ou se fazem, não avisam ao site e sequer deixam cartão de visitas. Por outro lado, não costumo cheirar os pés das modelos para saber se alguma delas tem chulé ou não, ou ainda, quem tem esse tipo de problema (?). Muito embora já tenham existido reclamações entre elas quanto ao assunto, afinal, alguns vídeos contêm cenas de podolatria entre as moças.
E os curiosos não param por aí. Querem saber se a modelo geme de dor quando as cordas lhe apertam e se costumam ter orgasmos enquanto presas. Bom, aqui há que ter uma pausa. Porque mesmo não sendo fetichistas as garotas gemem num momento de dor e se é a essa dor que o sujeito está se referindo eu admito que sim, pois quando a mão fica pesada a bichinha reclama mesmo e costuma soltar um “ai”. Quanto a ter um orgasmo a Terps disse em entrevista ao Sexy Hot que sim, que várias vezes conseguiu orgasmo quando foi amarrada. Agora, se isso acontece à coisa rola no sigilo, ou seja, nem eu ou alguém percebeu o que estava ocorrendo entre ela e as cordas. E mesmo em cenas mais ousadas acho que não rola. A única exceção fica por conta da cena do filme “The Resort”. Lá a cobra fumou...
Perguntas menos complicadas também fazem parte deste cardápio de curiosidades que os fetichistas postam por email. Se elas chegam a discutir após certo tipo de cena um pouco mais violenta (apenas uma vez rolou desentendimento, mas foi breve), se os calçados pertencem a elas ou ao site, se podem presentear as garotas com um tipo de sandália, enfim, as questões abrangem desde tipo e tamanho de cordas até os pés das meninas.
Quando a problema é mais agudo eu mesmo respondo do meu email pessoal, caso contrário, as atendentes dão conta do recado e já têm fã clube, com promessas de assinaturas futuras caso elas aceitem posar para o site.
Noves fora aquele cidadão que pode ser considerado um “pentelho”, já que todos os dias têm sempre alguma pergunta repetida pra fazer, os fetichistas não perturbam e acho bacana que o site produza esse tipo de sentimento de curiosidade nas pessoas que estão chegando.
É, ainda, incompreensível que o número de brasileiros assinantes não chegue a dez por cento do total de membros mensais que possuem acesso ao site, mas com o tempo pode ser que estes fetichistas entendam que assistir a um vídeo em seu próprio idioma, encenado por meninas oriundas de um mesmo lugar é muito melhor que ver gringas dizendo “help!”.
Pode ser que o portal não esteja de acordo com o que muitos procuram. Quem sabe a linha do bondage estilo DiD não seja o que eles buscam, mas se a idéia de roteiro estiver próxima do que se escolheu como segmento, basta pedir e sendo assinante a gente produz.

E por falar em Bound Brazil, hoje os assinantes têm a disposição o vídeo “Mysterious Feet” com a bela Jackie de volta ao batente. Uma aventura para bondagistas podos não colocarem defeitos. Como sempre, um photoset com as melhores cenas vem no pacote.
Por algum tempo o Bound Brazil não vai contar com uma protagonista.
A razão é simples: a minha querida comadre Lucia Sanny é mamãe. A Manuela nasceu ontem e a Lucia vai ter muitas fotos pra produzir da minha afilhada.


Daqui eu mando o que já desejei pessoalmente. Um beijo na Mama e no Papai Saulo!

Um bom carnaval a todos!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Desejos Submissos


O legal do BDSM é que as amizades, de uma forma geral, são sinceras.
A gente se conhece do nada, mas não é um “nada” qualquer. Porque tem significado, porque é parte de um todo.
A Ternura é uma dessas pessoas as quais é muito bom chamar de amiga.
Parceira de um amigão que tem muita afinidade com meus conceitos, ela desfila no artigo de hoje todas as emoções e desejos que seu fetiche pode alcançar. Uma aula, um brinde ao fetiche em toda sua extensão.

Com a palavra a Ternura e sua visão da submissão

Com a devida permissão e colaboração do Dono de mim, iniciei-me em devaneios sobre nossa relação D/s. Pensei sobre as práticas em si, a sessão, o uso ou não da safe, as tarefas, os castigos/punições, hummm...tenho uma opinião meio diferenciada em relação a eles especificamente, ainda acho que eles de alguma forma representam minha falha como submissa perante os gostos, desejos e expectativas do Dono de mim, assunto meio complicado, entretanto como aprendiz de um Dom muito experiente, por meio de seus ensinamentos e sua condução já começo a mudar os antigos pré-conceitos, hummm..hora das revelações..rsss - falando baixinho -, porém continuo com a idéia de ser um sacrilégio falar safe na hora da punição, não por vergonha, pois entendo que a safe seja uma ferramenta pra lá de importante e não tenho vergonha alguma em dizê-la, vergonha pra mim é errar mesmo...opss!
Mas um dos assuntos que me instiga o ser e me chama a atenção, são os Limites, visto que, pra essa humilde e honrada propriedade a superação destes, tem grande e fundamental importância para o sucesso de uma relação D/s com história verdadeira e duradoura, a qual estamos Dono de mim e eu dia-a-dia construindo.
É assim, em minha maneira de vivenciar o BDSM, não tem nada mais gostoso, mais instigante, mais aprazível do que vencer e/ou superar limite. Sinto que é em momentos assim que a essência da relação se manifesta e precisamente nesse momento a confiança, a condução, a orientação, o comando de quem tem o Poder sobre o outro toma forma de uma maneira intensa, porém o Dom necessita estar ciente, consciente, lúcido e ponderado, pois será o responsável e responsabilizado pelo sucesso ou não da “manobra”.
Eita, ficou doida {ternura}???? Está responsabilizando apenas o Dom? Não, claro que não, pois para chegar nesse momento importante da relação, ambos devem ter a certeza das escolhas, de suas responsabilidades, da importância de seus papéis na relação, e diante disso, mais uma vez em meu humilde entendimento aponto seguramente para o Dom, pois os caminhos para isso são muitos. Nossa, nesses milésimos de segundos a grande “viagem” rumo ao intenso prazer segue caminhos inimagináveis! Os desejos se afloram a certeza e a indecisão por suas fantasias se digladiam, ao mesmo tempo em que a submissa inebriada de tanta emoção, muitas vezes está impossibilita de se mexer (hum, tomara que seja envolta por mil voltas de cordas mágicas...*pisc) nas mãos de quem escolheu e foi escolhida para dar forma aos desejos de ambos. Ah, não tem como esse não ser um dos meus momentos preferidos, pode até brotar alguns medos e receios, porém recheados de desejos e confiança!
E nessa relação tão gostosa que é a relação D/s, o grande desejo é ir um pouquinho mais longe a cada sessão, tanto o TOP quanto a submissa, devagar e sem pressa, aos poucos mesmo e nesse caso, a quebra e a superação de limites teria que ser uma das regrinhas, (adoroooo isso de regrinhas...arrepios aqui...rs), assim o crescimento e evolução da submissa e o verdadeiro desempenho do Dominador se tornarão real, além do mais, na realização de uma prática assim, a submissa, principalmente, terá certeza da exata decisão por livre e prazerosa escolha da condição do Dominador...*pisc
Humm,e os meus limites quais são? Bem acho que a lista é grandinha..(uiii), vamos a ela: existe o pavor dos clamps, já superamos os prendedores com cordinhas, e um pouco do medinho da cane, pode ter e ser um jeito diferente de spanking, de posição, ou a utilização de um novo acessório, uma amarração diferente, ....enema...hehehe, ahh sim...tarefas, novas dietinhas e por ai vai..... (humm)....

Pensemos assim, em uma nova relação, sobretudo Dono de mim e eu, que estamos construindo nossa história, somos dois virgens a procura de novos desafios, novas descobertas, novas reinvenções e tudo pode ser considerado um limite a ser superado. Prestenção! Isso vai se voltar contra mim ainda...ahhh, então acho que vai do Dominador querer avançar ou não, até que dessa eu me saí bem, pois eu disse querer do Dom né?



E é sempre bom lembrar que se passamos pela fase da negociação e escolhemos mais que isso, resolvendo nos ENTREGAR, então é curtir. E um dos pontos fundamentais, já que sou submissa e por esta minha condição vou ADORAR fazer algo novo para agradar ao Dono e nada melhor que uma superaçãozinha para isso. Delícia!*pisc

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pintando o Sete


Tudo bem garota, você quis assim.
Foram sete perguntas, e conseqüentemente, você quer sete respostas.
Mas não pense que vou ser direto e sair me entregando sem antes tentar te ludibriar. Pra isso, vou deixar umas pegadas, as quais espero que você saiba seguir e achar as respostas.
Quando alguém te pergunta sobre seu último desejo é bem diferente de saber quais as coisas que você faria antes de entrar no trem pra eternidade, mas há um porém: vou responder dentro do BDSM. Tá legal? Podem ser coisas que se fez, faz ou ainda fará. Nisso tudo rola uma lógica: tudo tem seu tempo. Então, fica melhor um resumo.
Um bondagista sempre sonha em amarrar alguém. Trazer pra sua fantasia uma pessoa na qual ele pensa ou pensou. Já trouxe muita gente pra minha cena, só no site pra mais de cento e quarenta, imagine. Fora do trabalho em outras tantas exerci meu direito líquido e certo de ser fetichista. Mas falta sempre a cena perfeita. Aquela que sai do sonho e vira realidade, que não vire pesadelo, que dá sentido ao valor das cordas, que tenha complemento, que traga sinceridade, que não seja só um contra-argumento e que fique na lembrança sem causar estragos.
Nesta cena ainda devida eu não falo “corta!”. Mas ordeno que ponha as mãos pra trás, que feche a boca, que tape os olhos, que levante os pés quando atados aos pulsos num belo hogtie, que me olhe com o temor do que ainda está por vir e que no final, eu possa soltar um delicioso “puta que pariu, ficou do cacete!”.
Daí ela não precisa dizer que eu sei amarrar muito bem, que meus nós ficaram bonitos, que dali ela jamais escaparia, que nunca se sentiu tão presa ou que as marcas lhe caíram muito bem. Ela precisa saber que tremeu na base, e embora não se entregue facilmente, tenha a plena convicção que gozou como louca.
Ainda que eu saiba que foi bom demais sempre haverá a certeza de que da próxima vez poderia fazer melhor. Ah, essa mania de perfeição que não cessa! Essa incerteza absurda de procurar achar pelo em ovo, a vontade louca e desenfreada e tentar decifrar se o que ela sentiu era verdadeiro ou não. Junte-se a isso a insana mania de me achar tão intenso, de imaginar que o limite era raso demais e me aprofundei ou de supor que se não acontecer outra vez eu fui um grande babaca.
Mas fazer o que se eu amo tudo isso?
Amo tanto que não me canso de escrever sobre tudo e todos. Amo poder ajudar, amo fazer amigos e amo as minhas cenas como se fossem filhos pródigos recém saídos do ninho.
Amor é um sentimento tão grande que deveria constar da carteira de identidade quantas vezes a pessoa amou na vida. E eu amei muitas, várias, todas, mas ainda insisto em achar que quem eu amo deve entender o que eu sinto.
Sim, porque quem ama de verdade ama os defeitos e virtudes. Defeitos são iguais, todo mundo tem e quem está ao lado renega. É fácil de ver. E enxergar as virtudes? Alguém o faz facilmente? Nesse mundo de hoje onde tudo é desconfiança achar virtudes alheias é cada vez mais complicado.
Mas eu tenho as minhas, da quais não abro mão. E ser fetichista é uma delas. Assumidão, de carteirinha e cara na tela. Demorei? Claro, mas cheguei lá. Assim como não nego que ver o fetiche alheio bem praticado me fascina. Tem algo mais bacana que assistir um podólatra admirando um pé? O cara olha, deseja e baba, nele ou fora, mas baba... E eu babo por batatas de pernas carnudas. E como!

Por isso digo e repito: dentro do BDSM eu gosto de tudo e de todos, embora não seja afeito a algumas práticas as respeito e sou sempre a favor.
Acho que deu pra ter uma idéia de como pintar o sete sem ser direto.
Agora é contigo Dog Pet.
Beijo Enorme, muito grato pelo presente e pela lembrança.

Essa foto ao lado é da gata Dominique Estrela, grande parceira, durante um set do Bound Brazil.

terça-feira, 1 de março de 2011

Viciados em Bondage (Sasha Cohen)


Por Léo Vinhas

É altamente improvável que qualquer leitor deste blog não conheça o Danger Theatre, blog que posta fotos, clipes e ilustrações bondagistas de grande qualidade (tanto técnica quanto fetichista), acompanhado por comentários breves, sensíveis e bem-humorados. E se você conhece, provavelmente já se sentiu familiarizado com sua criadora e gestora, a enfermeira norte-americana Sasha Cohen (ou Babygothgirl, ou BBG, ou Babyg). Seus textos tratam o bondage no estilo DID (damsels-in-distress, ou donzelas em perigo) com carinho e paixão, sem passar perto da pieguice ou da chatice monotemática de alguns aficionados.
Por que uma enfermeira se dedica a um blog tão completo – e que certamente demanda muito esforço – sem visar qualquer lucro? Por que uma mulher bonita (pelo que se pode ver nas raras fotos que ela publica), que teria um público cativo, não se atreveu a produzir seu próprio material? E por que uma lésbica assumida se preocupa em manter um blog cuja maior audiência é homens heterossexuais?
Perguntas tolas, é verdade, mas que certamente passam pela cabeça de quem acompanha seu Teatro do Perigo. Perguntas que podiam ser respondidas nas “Mondays Q’s & A’s” do site, mas que decidimos fazer diretamente a ela, via e-mail.

Por que você decidiu criar o Danger Theatre?
Eu o considero mais um passo em meu longo amor pela arena do bondage e a mitologia das donzelas em perigo. Ainda há alguns sites no ar, mas apenas uns poucos são gratuitos e NENHUM deles parece ter qualquer consideração pela história que leva às cenas que eles postam. Eu realmente vi uma necessidade de dar ao público um contexto a ser entendido em vez de apenas deixá-los às cegas,especialmente com o material que não é muito conhecido. Em outro nível, havia um desejo de superar os rapazes também.
Embora você tenha as Fetish Tuesdays, o que mais encontramos no Danger Theatre são cenas de filmes mainstream. O que há nesses filmes que torna o bondage mais excitante (ou pelo menos mais atraente)?
Creio que é simplesmente a sensação de desejo realizado pelos fãs deste gênero – isso é o mais próximo de qualquer trabalho fetichista que essas atrizes podem vir a fazer.Também há uma certa “honestidade”crua à tais cenas no cinema e na TV, onde não há riggers que se certificam de que tudo está perfeitamente amarrado.
Suas postagens já lhe renderam problemas legais?
Com meus clipes de filmes e TV nunca houve qualquer problema. Em relação ao material fetichista, houve apenas um produtor que me disse para postar nada dele e desde então eu evito postar clips ou fotos de produtores “sensíveis” aos seus direitos autorais. Por outro lado, aparecem sites menores que não têm muita exposição e que oferecem voluntariamente material para que eu os publique como propaganda gratuita.
Manter atualizações semanais é difícil, e você faz isso de graça. Não é a coisa mais comum nesses tempos materialistas. De onde vem a motivação?
Nem sempre é fácil, mas se eu não curtisse, eu não faria. Gosto do desafio que é rastrear clipes raros e obscuros para as pessoas apreciarem. É como uma caça ao tesouro esquisita. Também não sou fã de sites que te cobram para ver clipes extraídos da TV ou de filmes. Eu não vejo como pode ser legal cobrar as pessoas por clipes que você na verdade não possui.
Você sempre trata o tema de forma leve, gentil. É porque o bondage deve, antes de mais nada, ser divertido?
Não estou certa sobre o “antes de mais nada” mas acho que não precisamos levar tudo tããão a sério.Se você pode encontrar alegria de fato em algo, por que então se incomodar com isso?
A propósito: uma vez, quando você postou um video do YouTube em que garotas brincavam com silver tape, você escreveu algo como “rapazes, sejam legais nos comentários e elas podem ter vontade de fazer outros vídeos. Não sejam babacas”. Uma sugestão adorável – mas sabemos que babacas sempre serão babacas (risos).
A garota da brincadeira de amarrar do YouTube de hoje pode ser a diva do fetiche de amanhã ou só outra pervertida. Ou pode ser só uma fase boba que ela está passando. Quem sabe? Mas isso rola o tempo todo. Acho muito saudável que a molecada brinque desse jeito, é bom saber que o que eu fazia quando criança ainda acontece. É simplesmente uma pena que as pessoas tenham que projetar suas fixações sexuais adultas em algo que é essencialmente uma atividade inocente.
Se um garoto ou garota– como todos fomos um dia – sente que gosta de bondage, como ele pode descobrir um espaço na web sem achar que ele é um pervertido demente?
Dando um Google? Procurando no YouTube por vídeos de brincadeiras de amarrar também.
Já são três anos. Para onde o Danger Theatre vai?
Além de mais material, e melhor organizado, planejo seguir em frente. Gostaria de apresentar mais material DID Amador, feito em casa. Apenas pessoas se divertindo com cordas e mordaças.
Qual a maior conquista que você já teve nesses três anos?
Justamente a de que são três anos em que nunca, nem por um momento, pensei em abandonar o barco.

Você nunca pensou em entrar na indústria de bondage? Afinal, você tem bom gosto e imaginação para histórias, e um grande grupo de fãs. Por que não tentar?
De coração, já tenho um emprego que me paga muito bem e embora eu tenha brincado com a idéia e tenha feito umas investidas furtivas nessa seara, eu tenho essa garota que me ama muito e que prefere que eu não faça isso, e ela é a consideração mais importante.

As Fotos que ilustram essa super entrevista do Léo são do site da Vesta (Bondage Divas)