terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reciclagem


Se admitir é uma virtude posso dizer com todas as letras que é hora de reciclar.
Reciclar conceitos, padrões e até mesmo idéias. Por que não? Acho digno pra cacete fazer uma análise do que você se dispõe a produzir e encontrar uma brecha onde você vislumbre que poderia estar melhor. Se tudo na vida é assim com o fetiche não é diferente.
Dois anos e meio produzindo fetiche ininterruptamente. Não há como deixar de existir um hiato, uma horrível sensação de que alguma coisa anda em falta.
A Internet não é uma caixa de surpresas. Quem navega tem em mente um destino e se você é o alvo deve estar preparado para ser um lugar onde tudo aconteça de modo a manter o território conquistado. O site Bound Brazil inegavelmente se transformou em dois anos de existência. No começo era uma idéia apenas, virou uma aposta e hoje está sólido, firme, com uma fluência de tráfico e assinantes superior às minhas próprias expectativas.
Mas o problema reside na busca, essa comichão incessante que um bom geminiano não descarta.
Influencias existem e o novo em algum momento é somente uma releitura do passado. Até gosto dessa idéia, porque admiro os conceitos dos antecessores da mesma forma que não descarto novas tendências. E por falar em tendência, na minha ótica aqui está o xis da questão.
O aparecimento das redes sociais criou um universo paralelo que aproximou as pessoas. Todos os segmentos sentiram esse efeito. Porém, ao invés de criar o debate estes nichos serviram como uma vitrine, um imenso painel onde cada um posta seu trabalho exibindo como uma pura propaganda gratuita.
Os sites de busca onde era possível enxergar o fetiche que era produzido na grande rede hoje está em desuso. O sujeito prefere criar uma página no Fetlife, no Facebook, para ter acesso às milhares de imagens que os produtores e modelos atualizam diariamente como forma de atrair consumidores. Em pequenos clipes ou simplesmente fotografias, o amante do fetiche é cobiçado de forma avassaladora. Existem produtores com mais de mil fotos postadas.
Ao mesmo tempo, criou-se uma disputa sem sentido onde somente a construção do fetiche está em voga.
Mas nesse caso nem só a beleza é fundamental. O fetiche é mais que simples amarrações simétricas, desenhos e espirais milimetricamente concebidos. O fetiche é ação, é interpretação e, principalmente, encenação.
Estamos falando especificamente de bondage. E bondage é um pouco mais que uma imagem em que a modelo aparece amarrada. Deve existir uma lógica para que a cena tenha sentido.
Confesso que andei desligado do meu próprio conceito fetichista e, por isso, esse artigo fale em reciclagem. Talvez me tenha escapado um pouco da inspiração, ou o lugar comum esteja sobrepondo meu próprio conceito.
Acho que o fato de reconhecer o deslize é o primeiro passo rumo à retomada.
Quando plantei a semente do Bound Brazil o fiz pensando em sair do trilho em busca da união entre o velho e o novo, entre o igual e o inusitado, ainda que alguém já tenha visto em algum lugar, mas de forma diferente.

Amarrar uma bela garota exibindo conhecimentos de nós perfeitos é uma virtude, mas que tende a ficar indiferente em meio a tanta coisa do mesmo gênero. O sucesso do filme “The Resort” me deixou uma lição: produzir um filme de longa duração em pleno século vinte e um num estilo “mainstream setentão” foi um desafio que deu resultado. Então é hora de mudar o que se faz semana a semana em busca de um elo que a repetição incontrolável simplesmente tratou de esconder.



O artigo de hoje embora possa parecer, não é apenas um desabafo. Serve para todos os fetichistas e seus conceitos, porque mesmo entre quatro paredes sempre é tempo de rever os conceitos do que fazemos, ainda que os espectadores sejam apenas você e mais alguém.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Story of O, the Series


Semana passada recebi um email falando nesse filme. Prontamente passei o link porque já havia falado aqui mesmo sobre a obra. Mas faltava o principal: um endereço eletrônico onde fosse possível baixar 0800. Então, vamos à matéria e ao link.
O ano 1992, o cineasta Eric Rochat e os artistas brasileiros.
É certo dizer que a obra de Pauline Réage rendeu inúmeros frutos nas mãos do diretor Just Jaeckin no clássico História de O, porém, depois disso, várias foram as tentativas de uma recriação do filme de todas as formas possíveis e imaginárias, embora algumas dessas produções terem sido fiéis ao enredo.
Numa trama de quatro episódios, foi rodada no Brasil uma versão do clássico. Atores e atrizes de recente sucesso à época foram convencidos pelo diretor Eric Rochat a participar do filme, com a promessa de que jamais seria comercializado ou exibido por aqui.
O elenco contava com Paula Burlamarqui, Claudia Cepeda, Paulo Reis, Nelson Freitas, Gabriela Alves, entre outros, e mesmo carregado de cenas de nudismo em excesso procurou seguir à risca a obra original desenvolvida dentro de um Roissy Tupiniquim.
No papel principal, Claudia Cepeda interpretou O, a fotógrafa apaixonada que se submete às condições impostas por Sir. Stephen (Paulo Reis) para que alcançasse um desenvolvimento sadomasoquista necessário visando uma futura vida a dois.
Entretanto, a tentativa se tornou um fracasso fora do Brasil e o tiro saiu literalmente pela culatra. Sem um bom distribuidor e já com as contas batendo à porta, Rochat resolveu aceitar uma oferta para que o filme fosse distribuído no Brasil fora do circuito cinematográfico, apostando na ascensão dos atores e atrizes em sua terra natal.
Para quem não se lembra, uma pequena caixa contendo quatro fitas em VHS comercializada em jornaleiros em 1994 espalhou-se pelo país, gerando um contra-ataque rápido dos atores e atrizes que por meio de intervenção legal, rapidamente conseguiram a retirada de circulação das fitas.
Mas o filme não encantou. Cenários pobres, repetidas cenas de lesbianismo e tomadas externas de extremo mau gosto com uma fotografia ruim. Dublagens mal feitas e fora de ritmo com as cenas conseguiram apagar a beleza e até boa participação dos atores e atrizes que empurraram o filme com a barriga.
As cenas de sadomasoquismo pecam pela falta de realismo e soam totalmente fora de compasso com o enredo. Do nada, aparece uma cela e alguém espanca uma mulher sem o menor sentido, sem sequer ter alguém observando ou supervisionando a cena.
De bom, a beleza exuberante dessas Deusas brasileiras em cenas tórridas de sexo (as que pecam pela escuridão, pouco se vê), além de algemas, chicotes, cordas, e outros acessórios fetichistas de boa qualidade.

Dizem que a obra original era composta por dez volumes, mas por aqui nada além de quatro fitas VHS podiam ser adquiridas. Ainda guardo as minhas.
A crítica no exterior teceu péssimos comentários sobre o filme, principalmente à falta de identificação com o original de Just Jaeckin e, ainda, criticou com veemência o ultimo episódio onde deveria haver um fechamento da série que termina tão ruim como começou.
Para quem estiver com folga de tempo para baixar a série aqui vai o link pelo rapidshare: http://tinyurl.com/2986t9k



Para conferir um trecho do primeiro episódio.








sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As Gostosas da Net


Mulher é bom demais…
A Internet está abarrotada delas que nasceram pra virar a nossa cabeça.
Elas montam os blogs, escolhem fotos a dedo, seduzem com palavras e ao admitirem o ponto de ebulição, mostram do que são capazes.
Aí, se até o diabo perde a linha imagine nós mortais?
Alguns mais radicais irão argumentar que muitas dessas moças de bons hábitos, criam os espaços para exaltar o dono, encarnam a submissa e lhes rendem homenagem. Mas e daí?
Sorte a deles, porque têm aquilo que todos estão atrás. Mas ainda assim existem algumas vantagens. Por exemplo, o fato de saber sobre o comportamento do sexo oposto quanto às questões fetichistas. E mesmo que ela não seja para o vosso bico haverá a chance de saber como ela reage diante do fetiche, como encara o fato de “pertencer” sexualmente a outro.
Pô, mas isso é papel de punheteiro!
Nada disso brother, porque é aí que o distinto amigo se engana. Ninguém está sugerindo que um cidadão freqüente uma página que uma mulher faz exaltando seu par na tentativa de furar o olho alheio. A idéia é tentar uma interação, ainda que virtual, mas que sirva para nós como uma base que vai ser útil caso exista a possibilidade de encontrar alguém que reúna as mesmas tendências lá na frente.
A leitura é ótima. Cheia de poesia, contos, crônicas, enfim, dominadoras e submissas a cada dia agregam adeptos e fãs. Os blogs são caprichados, cheios de banners e luzes que lembram uma festa. Postam vídeos interessantes e mandam bem na trilha sonora.
A maioria troca figurinhas e é nesse ponto que mora minha curiosidade.
Imaginem poder ler os emails que essas gatas trocam entre elas? Longe de mim ser “abelhudo”, mas nessas horas a curiosidade aflora e o ser humano exibe seus defeitos. Mas será que é tão escroto saber o que as mulheres falam entre elas? Se permitido talvez não...
A vida virtual sugere muito mais uma masturbação mental do que mecânica.
O cara monta um perfil no Fetlife e começa adicionando as mulheres. Imediatamente tem acesso ao mundo particular que ela exibe. Fotos, algumas com legendas provocando ainda mais a libido, e pra quem contribui com o portal, milhares de vídeos a disposição.
Por ser do “tempo” em que se tocava nas moças eu confesso sentir falta da relação carnal. Entretanto não descarto me inspirar e, algumas vezes, me excitar com o que vejo e leio nesse painel que as gostosas da rede espalham por aí.
Pra quem quiser conferir, aqui no blog no link “me amarro nesses blogs” tem uma lista imensa, basta clicar em mostrar todos. É só comentar que elas sempre te respondem.

Jamylle Ferrão Week

E por falar em mulher gostosa, nada melhor que mencionar a musa que o site Bound Brazil escolheu para ser homenageada na última semana do mês: Jamylle Ferrão.
Um belo clipe, um vídeo e muitas fotos dessa gata pra marmanjo nenhum colocar defeito.
Pra quem gosta de bondage existem vários motivos pra acompanhar o que preparamos.
Cordas, algemas (com um detalhe: uma parte da algema prendendo dois pulsos), diferentes


mordaças e uma bossa daquelas que podos ou não batem palmas: dedões amarrados.
Por isso, o vídeo de hoje “Jamylle Cuffed & Toes tied” é imperdível.
Vale ficar ligado, principalmente, na identificação que essa linda morena tem com o fetiche.
A galera que gosta de látex deve ficar de olho no vídeo de hoje e apreciar a nossa musa dentro de um vestidinho apertadinho como manda o figurino.

A todos um ótimo final de semana e a nós cariocas o desejo que tenhamos motivos para passar um “weekend” mais tranqüilo.
Obrigado pelo carinho da galera que comentou a matéria de ontem. Nynna e Ternura, thanks!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Caos e Fetiche


Em meio a fogo, violência e balas perdidas soa estranho falar de fetiches.
Não estou próximo ao epicentro do caos, mas por várias vezes já estive e conheço pessoas decentes que vivem por lá. O que fazer? O mesmo que fazem os que estão à distância. Assisto.
E como achar assunto? A noite não pode e não deve ser longa. Os dias ficam tristes e terminam mais cedo numa cidade onde a alegria deveria ser a única sensação possível de haver. Então vou tentar esquecer um pouco do mundo além da minha janela para falar de coisas que daqui a alguns dias se pode pensar em fazer.
Daí me lembrei de uma época em que nada era como hoje. De quando havia respeito à lei e a ordem. O ladrão era um punguista qualquer que acabava levando uma rasteira na rua e entregava o fruto roubado. O cara falava assim: eu vi um três oitão! Agora as armas são de guerra. Pois nesse tempo, que não é tão distante assim, existia o motel das estrelas que era grátis e localizado em ruas ermas, com pouca iluminação. Lá valia embaçar os vidros do fusca para ter privacidade. Claro que os exibicionistas nem pensavam nisso e colocavam a bunda pro alto na maior cara de pau, com o vidro do carro escancarado.
Viver no Rio de Janeiro era bom demais.
Armar pra cima da gata (olha que tinha mulher virgem nessa época) e partir em direção à Floresta da Tijuca, ao Mirante do Alto da Boa Vista, ao Morro do Pasmado ou para uma rua deserta qualquer. Tentar de todos os jeitos e maneiras possíveis. Mão aqui e ali e nada além de um “peitinho” de fora.
Alguém pode dizer: que época chata!
Respondo: tinha seus encantos, aliás, como tudo na vida tem. O grande segredo da vida é achar felicidade no que se tem. Como sonhar com internet, televisão a cabo e liberdade sexual no começo dos anos oitenta? Aí brother, era fazer o suco com as laranjas que havia.
Duas coisas básicas não podiam faltar no carango. Uma caixa de lenços de papel (tem até hoje isso heim!) e uma flanela limpa. Porque a flanela era para dichavar (passar despercebido, gíria da época). E para um fetichista iniciante aquele pano amarelo era o começo de uma grande aventura de bondage. A flanela aparecia do nada e de repente já estava servindo para amarrar as mãos da gata. Uma das formas de começar uma fantasia de bondage é na base da brincadeira inocente juvenil. Anotem a dica, sempre funciona.
Depois era só reclinar os bancos dianteiros de maneira que eles encostassem no de trás.
E tudo acontecia na maior tranqüilidade. Ninguém batia na janela. Nenhum assaltante, nada.
O motel custava uma fortuna e normalmente as garotas não topavam por várias razões: medo de perder a virgindade, uma vez que estariam muito próximas de consumar o ato e também por vergonha. Quando rolava um desses motéis baratos, que carinhosamente chamávamos de Motel do “Oi”, porque sempre tinha um amigo no mesmo lugar, elas escondiam o rosto, ficavam sem jeito e pra voltar era uma merda...
A lição que se tira de tudo isso é única. O prazer de viver num lugar decente, ainda que não existissem os artigos de luxo e conforto de hoje, com alegria e segurança. O melhor de tudo era que quase todos voltávamos pra casa e nos encontrávamos no dia seguinte. Somente um acidente ou um descuido era capaz de nos fazer vulneráveis.
Os tempos mudaram. A vida agora é uma disputa muito louca e ninguém respeita o próximo. A vida não vale um centavo e esta gente brinca com ela todos os dias. Acho que hoje apenas sobrevivemos e antes vivíamos.

E quando tudo começou a mudar, quando o caos deu as caras, um sujeito andou pela cidade escrevendo nos postes uma frase simples: gentileza gera gentileza.
A mesma sociedade que o teve como um louco, hoje dá mostras que jamais aprendeu a lição que ele escreveu numa simples frase que o tempo tratou de apagar.

Ainda bem que o fetiche segue intacto.

Dias melhores virão!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

BDSM no Cinema


O BDSM é um conceito que abarca o SM ou sadomasoquismo, a disciplina erótica e fetichismo sexual, a dominação ou flagelação erótica e o bondage. Como tal, se viu refletido na filmografia de duas formas bem diferentes, tanto na ordem cronológica como no aspecto contextual.
Reproduzindo exclusivamente alguns dos conceitos ou práticas englobadas no BDSM, em especial o sadomasoquismo, mas também a Flagelação, o cinema historicamente, mostrou sua forma de falar sobre o BDSM que começou já no nascer das primeiras obras cinematográficas, a partir de 1920, e vai até princípios dos anos 90. Um bom exemplo desse período e dessa forma de encenar, são os filmes como Martha do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder (1974) ou Belle de Jour, dirigida por Luis Buñuel (1967).
Desde os anos 90, com a difusão do conceito BDSM como elemento integrador da cultura do sexo não convencional, aparecem filmes que relatam palcos generalizados e de síntese, empregando uma visão do BDSM como filosofia de vida, como modelo de atuação pessoal que transcende o meramente sexual. Um exemplo desta filmografia atual pode ser encontrado em 24/7 - The Passion of Life, dirigida por Roland Reber em 2005.
Os critérios dessa relação não são tão simples.
Encontrar obras, diretores e atores que tenham um elo com a cultura BDSM como um todo. Não é válido citar filmes que meramente participam de certa estética superficial ou usam de alguma cena tópica, mas sim, filmes que tratem de forma fundamental ou exclusiva o tema do BDSM ou alguns de seus aspectos parciais, ou ainda, obras que sem se dedicar centralmente à temática, contenham um importante número de cenas da mesma.
Outro aspecto relevante dá conta da metragem das obras relacionadas diretamente ao BDSM (deve superar os 55 minutos de duração), o que faz com que, por exemplo, os capítulos de CSI e do Comissário Rex, que refletem parte da temática BDSM, não figurarem nessa pesquisa. Leva-se em conta também, que esses longas devem ter sido exibidos necessariamente nos circuitos comerciais ou em televisões abertas ou a cabo. Ficam à margem, as séries do tipo "Arquivo X".
Filmes com muitas referências da literatura do gênero, como O último tango em Paris, Emmanuelle, Instinto Selvagem, A Laranja Mecânica ou A História de O, são à base de sustentação de qualquer enfoque sobre o cinema e o BDSM.
As obras não fetichistas, os chamados filmes de aventura ou terror, estariam inseridos neste contexto? Creio que não. Não basta que o enredo tenha uma donzela em apuros amarrada num porão qualquer, ou esteja vestida de branco presa por correntes e pronta para ser sugada por Christopher Lee interpretando o conde Drácula.
Apesar do fetiche de bondage fazer parte da nomenclatura BDSM, qualquer divisão que se faça soa como tendência, não como forma de expressar a cultura. A prova disso é o aparecimento da cena na tela, ou seja, em cinqüenta e cinco minutos de filme somente três são dedicados ao fetiche.

É importante frisar que os alicerces de muitas produções com temática BDSM advém das páginas de livros. Escritores ou escritoras, como Pauline Réage que nos brindou com uma trama incrível a qual resiste ao tempo e sobrevive às tentativas de recriação, funcionam como fonte de inspiração e garantia de sucesso. Se o livro vende o cinema fatura.
A velha ordem capitalista também abriga o BDSM debaixo das asas.
A relação é extensa. O enfoque sempre é muito particular.
Embora alguns possam citar obras como Lua de Fel, A Secretária, O Colecionador e outros, o importante é perceber o filme como um todo, a forma como ele expressa a cultura do sexo não convencional. Se serve como parâmetro, somente o espectador que carregue consigo a veia fetichista, pode analisar de maneira firme e correta.

Que a sétima arte continue trazendo aquilo que queremos assistir.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Coquetel de Loucuras


Nunca é fácil deduzir. Cada um sabe onde reside seu desejo secreto.
A dica contribui, e pode ser que tenha alguma interferência, pelo menos em ajudar a liberar pequenos momentos de doces loucuras que cada qual tem adormecido prestes a explodir.
Mas ninguém está interessado em escrever uma obra de Fellini. A idéia é transpor a linha imaginária entre o real e o abstrato, a fantasia e a lógica. Não é necessário chegar aos cinqüenta para cometer uma dessas loucuras, ainda que seja preciso ter bagagem pra tanto.
Daí o sujeito diz: sou o cara mais feliz do mundo. Tenho uma mulher linda, meiga e que topa tudo. Ela vai transar com uma amiga, eu vou assistir pelo buraco da fechadura e com uma câmera ligada gravando poderei assistir as cenas que perdi por falta de ângulo.
Verdade seja dita. Nove entre dez homens têm o fetiche de ver duas mulheres se comendo. Mas mesmo assim, negam veementemente serem fetichistas. Ok. Vá lá que eu acredite...
E esse mesmo cidadão que acha todos os fetichistas um bando de tarados malucos, gosta de ver esse tipo de cena e ainda por cima com o uso de lingeries, meias de seda e saltos. E os loucos somos nós.
Alguns analistas dirão que para ser considerado um fetichista o cara tem que admitir a dependência absoluta de sentir prazer com o que ele considera a sua preferência. Entra em cena a velha e conhecida teoria do feitiço, origem da palavra fetiche. Para muitos, ao estar enfeitiçado por alguma particularidade erótica, o individuo se apega a determinadas práticas.
Embora eu não tenha base didática para entrar nesse mérito, posso garantir que as pessoas que não admitem fazer uso de fantasias sempre que possível em suas relações resulta em pura falta de quorum. Se houvesse estariam sempre praticando.
Há algum mal nisso?
Outro amigo do facebook manda essa: “leio seu blog, gosto das matérias e queria experimentar o fetiche de bondage com minha namorada. Só que na hora dá uma trava. Não consigo imaginar como apresentar todo um aparato sem me denunciar por premeditação”.
Trazer pessoas não identificadas com assuntos fetichistas para dentro desse universo é complicado se não houver uma introdução decente. O melhor a fazer é tentar mostrar a fantasia aos poucos, sem muitos aparatos. Usar algemas que vendem em sex shops torna a brincadeira inocente e menos agressiva. Gosta de amordaçar? Use uma gravata, um lenço de seda, alguma coisa que não seja fita ou Ballgag.
Aos poucos a coisa toma forma e a chegada de cordas e outros materiais mais apelativos deve ser feita devagar, sempre buscando a participação da parceira de modo consensual.
As fantasias sexuais consideradas mais simples são mais fáceis de serem aceitas por pessoas de fora do contexto. Coisas mais complicadas necessitam de apelo pessoal para se tornarem efetivas. Como convencer a alguém que nunca teve tendência a ser masoquista que você é um sádico? Convenhamos brother, o caminho é bem mais espinhoso.
Só que ninguém está a salvo de tentar experimentar algo novo e toda loucura sadia deve ser perdoada. O negócio é não desistir.

Eu nunca desisto dos meus sonhos. Pode ser que não tenha condições de realizá-los nesta existência, quem sabe na próxima, mas sempre os deixo guardados para um dia tirá-los do armário, sacudir a poeira e fazê-los reviver.
Temos ou tivemos um dia fantasias no subconsciente. Publicáveis ou impublicáveis.
Pra encerrar uma historinha hilária, porém objetiva. Durante uma viagem a trabalho à Espanha há quinze anos, um amigo de Lisboa me confessou a sua fantasia: introduzir uma pastilha de sal de frutas na vagina da parceira. O camarada me jurou que o efeito era infalível, e ao começar a derreter no liquido vaginal da garota, a pastilha provocava um efeito e tanto.
Era tesão na certa!
Contestei: mas e se ela tentar arrancar a pastilha?
Ele disse: impossível. Eu ato-lhe as mãos.
A nossa conversa a partir desse dia foi muito proveitosa...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Melhor Admirar


Às vezes é complicado escrever. Os dias são longos e o trabalho parece que nunca termina.
Aí eu fico aqui pensando: por que não postar fotos interessantes e deixar que os olhos encontrem as palavras certas?
Então deu a lógica. Apreciem algumas amigas intrépidas e suas fotos ousadas, de bondage é claro. Basta olhar e se quiser comentar o espaço é livre.
Vale desejar uma boa semana.

As “gringas” na ordem: Chrissy Daniels, Isobel Wren, Kendra James.
Todas são minhas parceiras no Fetlife e a publicação está devidamente autorizada.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Quando a Nudez é Bem Vinda


Sou contra a exibição da nudez forçada, mas admiro quando a nudez é espontânea.
Sempre tive como conceito básico que o fetiche enquanto meio comercial tem diversos atrativos além da nudez absoluta.
Pois quando você decide caminhar por um segmento onde roupas e acessórios significam a preferência, o fato de abdicar destes utensílios te deixa capenga. A nudez não mostra roupas de couro, vestidos de alça, tão pouco meias de seda ou sapatos, ela é solitária como a modelo em meio à cena. Mas a nudez também representa um fetiche, e neste caso, a Terps é fetichista.
Tá legal. É preciso ter desprendimento para encarar uma câmera sem nada por cima. Concordo. É necessário ter a mente aberta, ousadia e confiança própria para mostrar o que para muitos é proibido. A censura normalmente desafia as pessoas, sempre foi assim.
Junte a tudo isso o fato de ter que abdicar da vergonha. De si e dos outros.
É como o cara que entra num puteiro no qual está acostumado a freqüentar e do nada uma prostituta bêbada levanta e fala em alto e bom som: “fulana, chegou o cara, teu cliente de sempre, aquele que gosta de levar dedada no rabo”.
Tem que ter peito pra segurar a barra, brother! Ou o cara some, desaparece e nunca mais mostra a fuça ou encara tudo na maior cara limpa com um sorriso amarelo. Assim é a sensação de mostra-se nua num lugar onde todos podem falar alguma coisa.
Exibir os dotes e os defeitos para o crivo de perfeccionistas de plantão. Só que a Terps nasceu perfeita, de corpo e alma, e gosta muito de fetiche. A exibição e o BDSM são partes presentes em seu currículo, do qual ela não abre mão. Topa as paradas e ainda compõe as cenas. Por isso sempre digo: não é a toa que ela ganhou a medalha e não duvidem se ela no ano que vem levar mais uma pra casa.
E o que fazer com a Terps pelada com um piercing espetado no clitóris?
Calma, estou me referindo a uma cena de bondage. É bom que fique claro...
Bom, resolvi zipar a Terps. Foram quinze fitilhos, ou zippers aos que preferem uma nomenclatura dúbia desse material plástico que alguns também denominam algemas americanas. Fetichista é assim, gosta de dar nome pra tudo!
Mas não é fácil realizar a cena. Engana-se quem pensa que a pressão das abraçadeiras é idêntica a das cordas. Aquilo estrangula na medida em que os movimentos se acentuam e muitas vezes é preciso interromper o trabalho para afrouxar os fitilhos e recomeçar. E a Terps não abriu o bico. Levou a cena toda na maior tranqüilidade. Porque quando um vídeo aparece finalizado com dez minutos, estejam cientes que na edição alguns minutos a mais foram pro saco, e devem contar os períodos de pausa. No frigir dos ovos um filminho de dez minutos leva pelo menos vinte em cenas brutas.
Portanto, apresento-lhes o vídeo “Terps Naked & Zipped”.
Tirando a cena em que a Natasha amordaça a nossa heroína com um “stuff” coberto por silver tape, a Terps conduz o vídeo com energia até o final. Vale a pena ver essa musa internacional de Bondage, sim, porque a Terps apesar de ser um produto genuinamente tupiniquim, reúne um número imenso de seguidores pelo planeta.

Os detalhes fotografados captados pela competente Lucia Sanny estão reunidos num photoset exclusivo para os assinantes do Bound Brazil. Posto aqui de lambuja uma amostra do excelente trabalho dessa menina descolada que não conhece a palavra preconceito.
Valeu Terps, você é realmente “diferente”.
Bem vindos a “Terps Week”.

Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Traição e Castigo


Não há como prever limites para a submissão das pessoas enquanto fetiche.
O sentimento de se sentir humilhado na presença alheia excita o fetichista submisso. Ele cria roteiros, inventa personagens e vive sua peça teatral na sua relação afetiva desde que haja comprometimento consensual.
Dentre tantas fantasias a traição por parte da pessoa amada é uma delas. Os que se autodenominam cornos submissos deliram quando dominados e obrigados a assistir de perto sua mulher subjugá-los deitando com outro.
Mas não é uma fantasia tão simples assim. Alguns requintes são fundamentais para realizar estas pessoas. Açoites diante do amante de sua dona, humilhações verbais e outros elementos são comuns quando o casal pratica este tipo de fetiche.
Amarrados e amordaçados, trancados no armário ou até dentro de lixeiras, esses fetichistas realizam suas fantasias vendo sua parceira se derretendo em prazer com um desconhecido. Normalmente contratam garotos de programa bem dotados para compartilhar o fetiche. Tratam de explicar cuidadosamente a cena para que não haja rejeição ou espanto. Sei de casos, reais, de mulheres que colocaram cintos de castidade em seus parceiros submissos para que não conseguissem se masturbar diante da cena, por pura crueldade, consentida é claro.
Alguns submissos assumem o fetiche publicamente no meio, outros escondem e deixam que tudo aconteça apenas entre os dois.
O que se pode analisar relativo a este assunto é o aspecto humilhação. Ora, se a cena não for observada por um terceiro participante o humilhado não se sente plenamente satisfeito com a fantasia. O exibicionismo fala alto e ele precisa que assistam ao ato para ter cem por cento de prazer.
O fato em si – outro homem beijando, transando e acariciando sua parceira – representa a humilhação com todas as letras. Misturado a impulsos de bondage e sadomasoquismo significa a química perfeita para estes praticantes. O problema está na dependência absoluta de obter prazer sempre à sombra do mesmo enredo. O fetiche é sadio enquanto não se transforma em parafilia.
Alguns submissos procuram lésbicas para participar de suas fantasias. Existem motivos que os levam a buscar essa opção. Os que não querem ter a masculinidade afetada pela invasão de outro macho em sua vida privada, sobretudo em contrair relação íntima com sua parceira, aqueles que têm o desejo de ver duas mulheres se tocando e têm sua submissão atendida pela proibição de participar, ou ainda, os que buscam satisfazer o desejo de suas próprias parceiras com tendências homossexuais.
Não se pode ignorar os que sentem prazer em “perder para uma mulher”. Neste caso, a humilhação ocorre através do sentimento de perda, de incapacidade que ele mesmo, o submisso, faz questão de criar.
Escondendo o rosto, borrando fotografias, é comum navegar pela Internet e encontrar farto material de homens se auto-intitulando cornos submissos. A parceira, também exibicionista, delira expondo suas partes íntimas e o sujeito faz questão de dizer que tirou a foto na espreita, como um comportado e obediente voyeur.
Os clubes de casais (casas de swing) são a primeira opção desses fetichistas em busca de aventuras.

Conhecem pessoas e trocam contato quando vislumbram a possibilidade de estar diante de um futuro promissor. Não é difícil haver essa interação entre casais. Basta que tenham desejos ao menos semelhantes.
Claro que o fetiche tem um aspecto complicado, aliás, quase todos têm. Mas se duas pessoas conseguem chegar a um denominador comum é muito mais fácil alcançar o objetivo de ter uma terceira ou quarta pessoa disponível para aceitar a idéia, ou pelo menos, pensar a respeito.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lógica


Existe lógica nas manifestações fetichistas?
Claro que sim, mas é preciso ir além. Ver onde, como e quando elas apareceram na vida daqueles agraciados com tais sensações.
Quando eu era adolescente alguns demônios habitavam meu pensamento. Bastava estar num lugar coletivo como na sala de casa, e ao topar com alguma imagem que envolvia o fetiche de bondage na televisão, qualquer comentário de alguém me deixava inibido. A vergonha era interna e imperceptível aos demais que nunca perceberam qualquer reação nas minhas atitudes. Tudo era silêncio e nada mais.
Na tela a mocinha em perigo amarrada e amordaçada por algum vilão. Ao redor, todos torcendo pela salvação, pelo aparecimento do herói e eu prestes a sucumbir numa iminente crise aguda de paudurecência permanecia mudo, ou pior, envergonhado quando alguém falava no assunto. “A garota foi raptada”. Pronto!
Parece incrível, mas é a pura verdade. Só de pensar que todos estavam atentos à cena era broxante. Imaginava sempre que olhavam pra mim, que sabiam dos meus segredos e a qualquer momento eu estaria na berlinda. Isso me fazia crer que jamais contaria o que sentia pra ninguém nesse mundo. Tudo que eu queria era estar sozinho.
Mas e a lógica? Ela estava comigo, porque mesmo diante de tanta recusa em aceitar o que sentia tinha total convicção de que aquilo iria me acompanhar pelo resto da vida. Embora existissem as dúvidas relativas ao meu próprio comportamento, a lógica me fazia entender que o fetiche caminharia ao meu lado.
Naquele tempo não era preciso dividir. Ter em mente era tudo que havia.
Mas não é fácil se sentir a síntese da contrariedade. Ir a um cinema poeira – nunca tive a certeza porque eram chamados assim – ver todos os meus amigos adolescentes como eu, descabelando o palhaço a cada cena do Carlo Mossy ou David Cardoso e não gostar tanto. Os caras comiam todas e todos queriam ser eles. Peitos e bundas em abundancia e nada de fetiche. Aliás, essa era uma pergunta que eu matutava: porque no exterior se mostrava o fetiche e aqui só trepadas?
Hoje eu talvez saiba a resposta para todas aquelas indagações juvenis porque entendo a lógica.
Quando você consegue perceber a lógica em seguida vem à essência e juntas acabam com seu maior inimigo: a inibição. É possível dar os primeiros passos ainda que solitários, sem ninguém ao seu lado pra te dizer: eu também gosto disso!
E não me venham dizer que hoje é mais fácil. Podem existir mais possibilidades, ter conhecimento que outros como você caminham no mesmo sentido, mas nossos segredos ainda são guardados a sete chaves e ao primeiro sinal de que alguém entrou no local onde você está a primeira providência é deletar a página na qual estava navegando.
Isto também tem lógica.

Hello Crazy People!

Amanhã é dia de festa.
Os criadores da Rio Fetish Night resolveram re-editar a festa que foi um grande sucesso em Setembro e prometem emoções fortes nesta segunda edição.
A festa rola no Satisfaction Rock Bar, na Rua do Riachuelo 18, na Lapa, aqui no Rio de Janeiro.
Uma chance para encontrar seu par perfeito e se esbaldar praticando seu fetiche favorito.
Por que não? Tem lógica.
E pra quem quer guardar uma graninha para o fim do mês vale colocar o nome na lista amiga do Orkut que ainda dá tempo, afinal o desconto é bem atraente.
Olha o link: http://tinyurl.com/269u8zk

E boa festa!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fetiche por Balões


O fetiche por balões, em Inglês ”Balloon Fetish”, é um fetiche sexual onde o praticante se excita ao ver e tocar balões de látex (bexigas, bolas de festa).
O fetiche por balões é derivado da Inflatofilia que é o fetiche sobre infláveis e o ato de inflar. O amante deste fetiche se excita com a forma, volume, movimento e cheiro dos balões. Os balões podem ser usados individualmente para masturbação ou com a parceira sexual.
É observado neste fetiche que seus adeptos têm ou tiveram medos de balões e bexigas na infância. Costuma se manifestar no início da adolescência. É mais comum em homens que em mulheres.
É considerado um fetiche obscuro e pouco conhecido, mas tem crescido em popularidade na Internet nos últimos anos. Sites comerciais vendem o acesso a galerias de fotos e vídeos de mulheres nuas interagindo com balões maiores que o habitual de tamanho grande. Há também o comércio desses balões maiores para quem deseja adquirí-los.
O ciclo de vida de um balão tem quatro fases: quando inflado (daí o desejo de explodi-lo por algum meio), admiração, interação (tocar ou mover-se com ele) e destruição. Qualquer uma ou todas essas fases podem constituir o principal interesse dos fetichistas por balões.
As práticas do fetichista alcançam dois campos distintos, poppers e não-poppers, e seus focos são vistos como radicalmente diferentes.
Poppers são os que sentem prazer em estourar os balões.
Não-poppers são os que sentem prazer em manipular os balões, mas sem estourá-los.
A semelhança clara nas práticas desses grupos é a preferência geral de envolver uma parceira sexual em sua atividade preferida, seja como observador ou como um participante ativo. Muitas vezes, com uma parceira, um evento sexual que envolve balões torna-se secundário para o ato sexual em si e é restrito simplesmente a preliminares.
O filme italiano L'Uomo dei Cinque Palloni de 1965 é a primeira referência cultural conhecida deste fetiche.
Em 1974, o americano Buster Bill enviou a uma revista erótica um anúncio perguntando quem se excitava com balões de festa e pediu que lhe mandassem cartas. Ele recebeu centenas de cartas de resposta e montou um clube de correspondência com pessoas do mundo inteiro. Em 1994 o clube abriu uma lista de discussão por e-mail que funciona até hoje o Balloon Buddies. Desde então milhares de pessoas do mundo inteiro já passaram pela lista. Com o advento da Internet, esse fetiche se tornou mais conhecido estimulando a criação de muitos sites e comunidades especializadas.
Um desejo fetichista de muitos combina na medida certa com o Balloon Fetish: a BBW.
Centenas de sites especializados exibem mulheres com curvas acentuadas sentadas em enormes balões. Ora em atos provocativos simulando sexo ou mesmo estourando gigantescos balões com seu peso avantajado, essas gordinhas fazem a cabeça dos adeptos do fetiche.
Neste momento existe uma discussão infinda nos Estados Unidos sobre o fetiche por balões e sua ligação com a pornografia. Alguns insistem em ligar os dois pólos, enquanto outros sequer admitem este tipo de discussão e apostam na inocência do fetiche.

Por aqui pouco ou nada se sabe dessas práticas. Não há um feedback suficiente para apontar grupos de adeptos do Balloon Fetish. Andei pesquisando pela rede e tudo que se consegue captar vem da terra do Tio Sam.
Fica então uma dica.
Para aqueles que desconheciam o assunto e também para os que têm esse fetiche na veia e guardam a sete chaves. O Fetish Balloon existe sim e caminha amparado por inúmeros praticantes.

Dica de site: http://www.balloondirectory.com/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Asfixia Erótica


Faz muito tempo, mas me lembro muito bem que ao assistir ao filme “Império dos Sentidos” de Nagisa Oshima, fiquei impressionado quando Takuma Sato usa um pedaço de tira de pano para asfixiar Tatsuya Fuji. A primeira impressão era de que o filme acabaria ali, mas era apenas mais uma das muitas formas da expressão do amor total que o filme mostrou.
O Fetiche por Asfixia começa como mais uma brincadeira erótica, mas que exige imensa responsabilidade por parte de quem pratica. Há tantos fatores físicos que concorrem para a segurança de quem pratica asfixia erótica que vale consultar livros ou até especialistas, porém, o mais importante é o bom senso.
Praticar asfixia é bem diferente de amordaçar a boca da parceira ou parceiro com a mão durante o ato sexual. Muitos gostam disso, as mulheres chegam a antecipar orgasmos ou multiplicá-los quando têm a boca tapada na hora do sexo. Entretanto, os praticantes de asfixia buscam a euforia. Muitos submissos procuram o estado eufórico causado pela redução de oxigênio no cérebro (ou hipóxia), mas nem todos os dominadores estão dispostos a satisfazê-los. O risco é elevado e nem toda a experiência do mundo credencia alguém a conduzir uma prática assim.
Um caso recente de asfixia erótica virou notícia e já causa desdobramentos.
Aos 72 anos, o protagonista da série "Kung Fu" David Carradine, foi encontrado morto dentro do armário de um quarto de hotel em Bangkok. Estava nu, tinha uma corda em volta do pescoço e outra amarrando seus órgãos genitais. A polícia tailandesa a princípio suspeitou de suicídio. Mas um patologista forense contratado pela família confirmou que a asfixia tinha sido a causa da morte, e descartou a hipótese de ter sido voluntária. Só esta semana é que o Dr. Michael Baden, que investigou casos de grande repercussão como a morte do presidente dos EUA, John F. Kennedy, e do vocalista dos Sex Pistols, Sid Vicious, vai divulgar as conclusões finais. Em 2003, a ex-mulher de Carradine já o acusara de "comportamento sexual desviante potencialmente mortal". Está no processo de divórcio divulgado pelo site The Smoking Gun.
Devido a pouca reciprocidade em conseguir parceiros para práticas de asfixia, é comum ter conhecimento de fetichistas que procuram de todas as formas realizar suas fantasias. Como em outros casos, a masturbação é o caminho mais curto.
É quando o fetiche por asfixia erótica torna-se mais perigoso. Sem o auxílio por perto, muitas pessoas morrem todos os anos com essas práticas solitárias, e para piorar, muitas vezes a causa é atribuída ao suicídio.
Onde está o tesão na “self” asfixia erótica?
É uma situação rara e que consiste na indução, pelo próprio, de um estado de asfixia cerebral enquanto se masturba. Este estado é conseguido através da constrição do pescoço por um cinto, ou um laço, ou por suspensão numa árvore ou num suporte de toalhas no banheiro.
O fluxo sanguíneo cerebral é restringido parcialmente, resultando em falta de oxigênio, o que diminui a inibição cortical normal. Isto resulta num orgasmo mais intenso, mas também num risco de morte acidental, se o praticante desmaia antes de poder alargar o laço.
Normalmente a tendência de gostar da asfixia erótica cabe a quem deseja ser asfixiado. Não há relatos de casos com conseqüências graves que tenham partido do desejo de quem comanda sessões sadomasoquistas.

As práticas fetichistas perigosas merecem muita reflexão de quem busca prazer com elas.
Utilizar travesseiros, cordas ao redor do pescoço, mãos na garganta, tapar o nariz e a boca ao mesmo tempo, pode trazer momentos de prazer a quem se arrisca na prática da asfixia. Diferentemente de outras práticas de risco elevado, o perigo é imediato e irreversível. Basta um segundo a mais e o retorno torna-se impossível.
Consulte um especialista. Verifique as condições físicas e procure estabelecer um limite com folga para que tudo não acabe em tragédia.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

As Fantasias e os Números


Reza a lenda que sete entre dez adultos gostariam de viver fantasias durante atos sexuais.
Isso é fruto de uma pesquisa, não sou eu quem diz.
E por que gostariam? Porque numa outra pesquisa, nesse universo de adultos propensos a realizar fantasias sexuais, somente trinta por centro se atreve a tentar.
Alguns conceitos sociais advindos de séculos atrás ainda perduram nos dias de hoje. A geração do século XX que viveu sobre essa sombra não consegue achar espaço para expressar seus próprios sentimentos, ainda que tudo isso aconteça entre quatro paredes. Vergonha? Timidez?
Uma amiga na faixa dos quarenta me disse há bem pouco tempo que se sente suja diante de suas filhas ao lembrar de cenas libidinosas praticadas num passado recente. Talvez se fosse permitido ao ser humano viver por mais de cento e cinqüenta anos esse sentimento não seria o mesmo. Quem sabe o tempo tivesse relevância suficiente e servisse para afastar certos fantasmas e demônios.
Poderia também ser pior, e uma longa existência atuaria de forma inversa, proporcionando um maior apego a questões preconceituosas. É sempre bom lembrar que o preconceito por mais disseminando que seja não se compara a uma doença contagiosa. Ele habita nosso próprio interior. Ninguém nos obriga a agir de forma preconceituosa, apesar dos exemplos e convivência. Nós optamos por ser assim.
Acho que a questão exige uma dura reflexão de parte a parte. No meu modo de ver ter coragem para admitir a si mesmo certas preferências está acima de sentimentos como vergonha e timidez. Não sou filho de chocadeira. Tenho família, filhas moças e não me imagino sujo diante delas porque me exponho aqui nessas páginas. Também não espero reconhecimento e sequer quero servir de exemplo. Sou o que sou e não nego o que assumo com dignidade e total conhecimento de causa.
As pessoas costumam comparar simples fantasias sexuais inocentes a aberrações. Um fetichista não é um psicopata, apenas pensa de forma diferente quando o assunto é sexo. Ao longo dessa estrada de vida no nicho fetichista já convivi com tudo e com todos. Desde simples desejos por pés até cenas bizarras deselegantes de descrever. E não é porque não gosto de algumas fantasias que vou criticá-las ou aos seus praticantes. Desde que essas pessoas sigam um modo de conduta sadio e possam conviver de forma agradável no meio social eu os convido para a minha casa.
As fantasias fetichistas e os números travam uma luta interessante. Fazer parte de uma minoria tem as suas vantagens. Seria como torcer para o Madureira enquanto seus amigos são Flamengo, Fluminense, Vasco ou Botafogo. Desde que isto te traga prazer nada contra, afinal ser masoquista é ser fetichista...
A pesquisa citada é por amostragem. Se ficasse restrita a países nórdicos europeus onde estas práticas têm um significado maior, porque lá nunca houve pressões religiosas e patrulhamento social tão intenso, os números e as fantasias sexuais estariam mais próximos.
E assim caminha a humanidade...

Semana da Natasha

E já que a nossa proposta é falar de fetiches sem preâmbulos, vamos ao que interessa.
A semana do site Bound Brazil no mês de segundo aniversário foi dedicada à bela Natasha Warsack.
No vídeo de hoje (Firegirl Attack) ela contracena com a Terps em trajes de bombeiro. Imaginem essa musa num micro short barbarizando a Natasha? Nada melhor que mostrar a essência do fetiche e suas doces conseqüências.



Um photoset com mais de sessenta tomadas completa a brincadeira.
Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Melhor Cativeiro


Lá pelo décimo encontro o cara resolveu abrir o jogo.
- Olha, tem esses brinquedinhos aqui e eu queria usar contigo.
- Mas o que é isso?
O cara abriu a caixa de ferramentas cheia de cordas, chicotes, mordaças de vários modelos, enfim, o circo estava armado e ele decidido a dar o bote.
- É minha tara meu amor. Sou fetichista e adoro essas brincadeiras.
A mulher, ainda que relutante, topou na boa. O cara a levou direto para o banheiro e escolheu que ali seria o melhor cativeiro para sua prática. Ela estranhou, aliás, estranhava tudo, mas foi sendo conduzida e até por curiosidade foi consentindo.
Ele fez o dever de casa como manda o figurino. Com chance zero de escapar, a mulher se deu conta de que estava toda amarrada peladona dentro de uma banheira. Antes que ele colocasse a mordaça resolveu ponderar.
- Me explica melhor. Pra que essas cordas tão apertadas?
- Tem que parecer real.
- Ok, mas por que aqui dentro da banheira? Não seria melhor na cama?
Ela tinha razão, afinal, sexo costuma ser praticado numa cama macia, ainda mais de motel, com toda a estrutura possível. Mas ele insistiu e tinha argumentos.
- A brincadeira é assim: você está presa e deverá permanecer dessa forma como se fosse um seqüestro. Daí eu como um bom seqüestrador, me apaixono por você e te liberto, mas sempre depois de muita insistência, sabe como é, aqueles pedidinhos especiais...
- Sim, mas por quanto tempo?
- Pô, sei lá! Talvez uma hora, hora e meia...
- Você está louco? E se me der vontade de ir ao banheiro?
- Mas você já está no banheiro.
- Você sabe, xixi, essas coisas.
- Pra isso te coloquei na banheira. Tens toda a liberdade do mundo de fazer o que necessitar aí mesmo.
- Porra me tira daqui Zeca! Desamarra essa merda porque estou vendo que vai acabar mal.
- Vai nada, você vai gostar do resultado.
- O cacete! Você vai me levar pra cama toda mijada? Pára com esse negócio.
O tempo fechou, mas nosso ilustre fetichista estava mesmo decidido a tirar a prova dos nove. Houve consenso, é claro, mas até certo ponto. O ideal a fazer era contar a história toda, sem surpresas e deixar que ela aceitasse do começo ao fim.
Mas o pior ainda estava por chegar. Foi quando ele tirou da bolsa onde estava seus brinquedos uma máquina fotográfica digital.
- Você vai tirar foto disso? Você é um demente Zeca. Vira essa merda pra lá!
- Vou esconder seu rosto. Só vale suas costas e sua bunda meu amor. Lá na comunidade todo mundo posta assim e faz o maior sucesso.
- Você vai colocar na Internet? Minha bunda na Internet? Alguém me ajude...
O grito foi abafado pela mordaça e o Zeca tirou as fotos. Mas a fantasia durou exatos dez minutos, porque depois disso ela começou a chorar e já engasgava com os soluços. O cara ficou com medo e a libertou.

A noite foi uma completa cagada.
Apagou todas as fotos na frente dela, mostrou que os arquivos tinham sido cancelados, mas mesmo assim ela quis ir embora e o Zeca ficou só na vontade.
Boa pinta, hoje percorre os classificados atrás de uma nova aventura. Espero que faça a coisa certa, que leia, que ouça conselhos e, principalmente, aprenda como se faz.
Fantasias sexuais são uma delícia, quando ambos estão de pleno acordo.
Fica a lição.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Fetiche no Espelho


Certamente você já esbarrou com esse tipo de fetiche por aí, mas na verdade, sequer se deu conta de que milhares de pessoas utilizam o espelho durante o ato sexual e tiram da própria imagem refletida um combustível a mais para elevar os decibéis da relação.
Aliás, não fosse assim os motéis não teriam suas suítes cercadas por espelhos por todos os lados. De frente, de lado ou acima da cama. O espelho funciona como uma tela que retransmite aos olhos aquilo que acontece em tempo real.
Aqueles que jamais admitem ser fetichistas se esbaldam na frente do espelho e assistem suas transas sem qualquer preconceito. Às vezes às escondidas, outras deixam rolar e nem se importam se estão dando bandeira. A onda é se divertir.
O espelho já foi meu parceiro. Já havia tentado de tudo atrás de uma fantasia de Love Bondage e ela nada. Achava graça, não via graça e, por fim, ficava sempre na dúvida, literalmente em cima do muro. Não dizia nem que sim, nem que não, e aquele “vou pensar” soava como se ela quisesse ir levando pra não acabar com a festa de vez.
Nessas horas ser um bom observador tem as suas vantagens. Porque bastou notar que ela dava infinitas olhadas para o espelho na hora “H” e entrar de sola na brincadeira. Aceitei o fetiche e aos poucos fui introduzindo o meu. Batata! Foram dias memoráveis...
Não ousaria chamar essas pessoas que fantasiam transar diante do espelho de narcisistas. Acho que seria arrastar demais esse papo e, por isso, prefiro chamar apenas de fetichistas, afinal elas se divertem muito mais do que se admiram e nada melhor que se divertir fazendo sexo.
Já escutei coisas incríveis nessa vida. Desde mulheres que gostariam de ser filmadas ou fotografadas durante o orgasmo para ver sua expressão facial no momento sublime, a outras que multiplicam as suas emoções quando se masturbam diante do espelho.
O ideal seria se essa vontade de se olhar no espelho durante o ato sexual viesse acompanhada de doces fantasias, como se ver amarrada e amordaçada por exemplo. Por que não? Os espelhos apenas refletem aquilo que acontece na realidade e não seria exagero nenhum querer que a nossa fantasia seja real.
“Olha como você fica linda com essa mordaça entre os dentes”. Já é um grande começo, mesmo à meia luz. Dá um tesão brother!
De repente elas começam a se masturbar de frente para o espelho e colocam algumas fantasias nesses enredos. A masturbação não é mecânica, ela acontece sempre guiada por alguma fantasia, seja ela ligada a algum fetiche especial ou não.
É aí que o espelho deixa de refletir somente a realidade e passa a mostrar nossos sonhos mais loucos da forma que queremos. O fetiche aflora nesse instante, o fetiche pelo espelho.
É preciso controlar a intensidade. Porque como em qualquer outra manifestação fetichista esses momentos devem ser maravilhosos, mas não essenciais, como se viver sem ele nada mais existisse ao redor. Caso isso aconteça, você vai andar por aí com um espelho debaixo do braço e estende-lo na sua frente para poder alcançar o prazer.

Há uma grande diferença relativa ao uso do espelho durante o sexo. Os homens gostam de ver suas parceiras no espelho, admitem também admirar seu próprio desempenho, enquanto elas, na grande maioria, gostam de admirar a si mesmas.
Isto não é regra, apenas fruto de resultados de conversas. Vale esclarecer.
Resumindo, abusar do espelho e suas incríveis conseqüências é muito gostoso.
Ajuda a acabar com a timidez e, pra quem gosta, aumenta a libido de forma incontestável.


Na sua próxima parada num desses motéis super espelhados aproveite para tirar uma casquinha e reparar nesses detalhes. Pois se o fetiche cultua os detalhes e você passar a admirá-los, bem vindo ao nosso clube.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que você faria?


As linhas a seguir reproduzem de forma exata o que diz essa gata.

Meu nome é Abbey, eu sou jovem, sexy, loura, uma submissa em Londres. Eu tenho 21, bem vividos... Já me disseram que eu sou o sonho do verdadeiro mestre...
Sou a submissa Abbey.
Gosto de todos os castigos corporais e também de bondage. Gosto de ser amarrada, provocada sexualmente e realizo sua fantasia com serviço pessoal completo.
Eu sou uma jovem que cresceu fantasiando sobre espancamento desde a adolescência. Meu desejo é a punição disciplinar por razões muito reais. Eu costumava assistir a vídeos online de castigo antes de mesmo de completar a maioridade... Sempre flertei com alg
uma coisa que pudesse despertar a necessidade de ser punida. Não vai demorar muito para você me ver contorcendo e lutando, pois o que fica claro para mim é que suas cordas e chibatas tenham tudo a ver...
Se você tem predileção por deixar marcas em vermelho escuro, eu tenho certeza que você vai adorar a minha bunda. Firme, redonda e pronta pra receber as suas marcas. É tudo quase perfeito, exceto meu matiz vermelho. Mas eu tenho certeza que você vai saber como lidar com isso.
Eu gosto de começar descobrindo, testando, sendo testada, mas depois, eu realmente gostaria de ser empurrada para dentro dos meus limites. Gosto da surra em níveis diferentes, de um spanking lúdico, e da mão firme para punições disciplinares. Meu fetiche favorito é ser amarrada e surrada um pouco acima dos joelhos.
Vestir-se em diferentes trajes e fantasias através de dramatizações submissas é algo que eu gostaria muito de fazer! Ser uma colegial travessa que faltou a aula e provocou um problema, e, por isso, mereceu o castigo,
esfregou a bunda dolorida e disse: senhor, sinceramente, acho que eu aprendi a "lição”. Me excita muito.
Eu gosto de usar meias brancas até o joelho e uma saia curta sem calcinha, mas muitas vezes eu preciso lembrar que a insolência, atitudes e um desrespeito saudável pela autoridade vão me levar à punição ...
Eu tenho um grande aparato de utensílios para castigos corporais e uma vasta coleção de uniformes e roupas para todas as fantasias submissas.
Visite-me na Baker Street aos sábados.


Pra conferir aqui vai o link dessa garota travessa: http://tinyurl.com/246mkr4
Claro que assim como tudo que é bom nessa vida, essa aventura tem um preço, aliás, um preço bem salgado, em Libras. Por mais prazer que ela demonstre no que descreve como gosto sexual, ela atende a estas práticas para faturar. Entretanto, deve ser bem avaliado porque nem todas as mulheres que se dispõem as práticas de prostituição aceitam ser castigadas, e muito menos descrevem com tanta riqueza de detalhes.
Ainda que estejamos falando de “coisas do primeiro mundo” essa fantasia tem sempre um risco. Psicopatas existem em todos os lugares e Londres não seria uma exceção. A história está aí pra provar.
Talvez um dia essas novidades desembarquem por aqui. Quem sabe as meninas que optam por este segmento descubram que o fetiche é um filão a ser explorado e, que seus praticantes, se forem verdadeiros, dão muito mais valor a detalhes do que os baunilhas viciados em bundas e corpos sarados.

Exemplos já mencionados aqui mesmo, em matérias passadas, dão conta de que bem perto daqui, no nosso terceiro mundo, em lugares como Argentina e República Dominicana essa prática já aparece em destaque.
Por aqui, algumas dessas garotas ensaiam alguns passos como dominadoras e apesar da pouca habilidade com a nomenclatura fetichista, encontram sucesso por este caminho. Quanto às submissas, se alguém souber me mande notícias.

(As fotos são da Abbey)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Simbiose


É aquela velha história: existem coisas que nasceram umas para as outras.
Dentro do mundo fetichista a simbiose se acentua com mais evidência do que no universo ao redor. Quer exemplos?
Sei que vou levar cacetada de todos os lados, mas mesmo assim, sem essa de ficar em cima do muro. Se ficou no pensamento é melhor assumir.
Salto alto nasceu para os pés das damas. Sei que existem milhares de adoradores de pés que babam por havaianas, sapatilhas, mas nada melhor que uma mulher e seu salto. Assim como é fácil afirmar que elas, as mulheres, têm jeito de vítima. Calma senhoras dominadoras, por favor, não confundam vítimas com submissas. O personagem ao qual me refiro faz parte da fantasia do bondagista por heroínas em perigo. Ninguém pensou em açoitar uma dominatrix, mas ela não está imune a ser o alvo da fantasia de um fetichista.
E assim se move a comunidade fetichista, sempre encontrando relações que sejam mutuamente vantajosas. Por que não? Ou seria exagero dizer que todo submisso precisa de uma dominadora? E vice e versa, é claro.
Dentro das paredes do underground fetichista para toda a ação corresponde uma reação.
Fora deste circuito é mais complicado saber sobre a personalidade alheia. Você pode estar num bar, numa casa noturna, onde for. Uma olhada daqui e outra de lá, pronto, rolou a química. Desse ponto em diante começa uma batalha silenciosa na tentativa de descobrir quem é quem. Onde aquece a pólvora para disparar o gatilho e coisa e tal. Por maior que seja a interação entre estes ilustres desconhecidos leva tempo pra saber as coisas mais simples.
São as inevitáveis diferenças.
Num ambiente fetichista é fácil descobrir quem combina e quem dá choque. Sim brother, tem mulher que só no olhar você sabe que se enfiar o dedo naquela tomada vai morrer torrado. Não precisa ter sexto sentido ou brincar de mago adivinhão, porque está escrito na testa.
Mas ter uma vida a dois sadia no mundo fetichista não é tão simples como possa parecer. Há que combinar sonhos e fantasias e nem sempre o que é o desejo de um alcança a ansiedade alheia. Além disso, também pesa o caráter, a conduta dentro e fora desse clubinho fechado cheio de vantagens e cercado de armadilhas. Quem nunca caiu numa dessas?
Enfim, para que a simbiose seja perfeita não é preciso apenas que haja conjunção de interesses e taras. Há muito mais fatores a serem descobertos para que se possa chegar próximo a plenitude.

O Zé Luiz pediu e o link segue abaixo.
Leitor do blog desde o começo, o Zé tem a mesma mania que eu e outros tantos: um perdigueiro pronto a encontrar pegadas que nos levem a descobrir cenas interessantes, sempre na direção do fetiche.
Hoje a dica do Zé nada tem de damsels in distress. Aqui o buraco é mais embaixo.
Estamos falando da série CSI Las Vegas, segunda temporada, oitavo episódio, chamado “Slave of Las Vegas”.

http://www.megaupload.com/?d=NREJFS47


Noves fora a retórica da série CSI sempre enfocando dois casos, um importante e um segundo nem tão relevante, o episódio engata a quinta e apresenta um enredo interessante. Se não é rico em cenas é altamente elucidativo e traduz em detalhes tudo que acontece num clube sadomasoquista de alto nível. Desde a capacidade da proprietária em desvendar os desejos de quem chega através de atitudes e olhares, até os termos corretos do BDSM.
A morte de uma das dominadoras do local é o mistério a ser desvendado desta vez.
Vale ficar antenado e baixar o seriado na íntegra em ótima resolução de som e imagem. Com legendas em português.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Festa do Reco


Tinha tudo pra ser uma daquelas festas de jovens em busca de aventura.
Desculpa pra namorada, sexta-feira de lua cheia, calor e muita disposição. O Reco ia se mudar e armou uma social na casa vazia.
Bebidas rachadas, vinte e poucos anos, seis amigos e pelo menos dez garotas. Algumas conhecidas e outras recém chegadas. Musica boa rolando e muita adrenalina.
As pessoas foram “se achando” quando o álcool começou a fazer efeito. Me lembro que rolou até lança perfume. A luz era quase imperceptível já que por precaução tratamos de sumir com as poucas lâmpadas que restavam, e nesse vai e vem, embolado com alguém num solitário sofá que deixaram na casa porque já não suportaria o transporte, notei um camarada do meu lado esquerdo com os pés da garota enfiados dentro da boca.
Devido a pouca luz (quase um breu) era impossível ver quem era.
O cara lambia, cheirava, fazia miséria e ela chapada era só gargalhadas. Cócegas? Talvez.
Mas o fato é que fetiche naquele tempo (olha que estamos falando de oitenta e qualquer coisa) era assunto proibido. Gostar de fetiche era coisa de tarado, maníaco sexual e outros predicados. E o cidadão não estava nem aí pra qualquer um que desse de cara com aquilo.
Fiquei tão ligado na imagem que meu tesão se multiplicou. Seria algum instinto de voyeur correndo nas veias? Sei lá, mas que a visão de uma cena pouco comum provoca a libido eu não tenho dúvidas.
Pois com o fetiche rolando ao lado tratei de me embolar com a garota de forma voraz. Era um beijo aqui e o olho grudado ali. A mulher já estava totalmente entregue e eu me embalava a cada olhada no podólatra se esbaldando à minha esquerda. Era um olho no gato e outro no peixe, uma paulada aqui e uma olhada pra lá.
Quando o cara mudou de posição pude ter certeza de quem era. Um parceiro, amigão, que jamais tinha confessado sua preferência por pés.
Fiquei com a cena na cabeça e pensei: vou amarrar essa mulher!
Tirei o cadarço do tênis e ela me deu um fora. “Nada disso. Que porra é essa?”
Insisti mas no máximo só rolou amarrar um pulso. Ficou parecendo uma rabiola de pipa mal feita. Um lixo. Mas o circo estava armado e parti com tudo, mesmo que o bondage comparado a podolatria do meu amigo tivesse a marca da imperfeição.
A festa foi rolando e as horas passando até chegar à irmã do Reco e acabar a brincadeira.
Mas engana-se quem pensa que foi ela quem acabou com a festa.
O bafafá melou quando o Reco pegou o Sérgio comendo a irmã dele...
Nunca tive coragem de tocar no assunto com o meu amigo. Fingi que não vi e ele talvez nem estivesse interessado em saber se alguém tinha notado sua podolatria.
Os tempos eram outros e a cabeça também.
Valeu a festa e, principalmente a lembrança.
Tempos difíceis. Hoje seria mais fácil. Porém, vai saber?

Diana Vidal Week

Falei dessa musa aqui essa semana.
Mas esse é um daqueles casos em que falar é quase nada perto do que se pode ver.
A Diana deu um show nos ensaios desta semana do Bound Brazil.
Sente o olhar.
Sempre relembrando que neste mês de Novembro, quando o site completa dois anos, cada semana é dedicada a uma modelo em especial.
O vídeo de dez minutos é um colírio pra quem gosta de bondage e silver tape. Não custa lembrar que é um dos materiais utilizados para imobilização mais pedidos por bondagistas.
Junto, o site exibe um photoset com as melhores cenas.
Um prato cheio. Imperdível!

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Bondagista Feliz


Acho bacana postar algumas histórias que recebo por email.
Primeiro vale esclarecer: pra quem ainda não sabe, do lado direito aqui do blog tem um link chamado “quem sou eu”. Ao clicar aparecerá minha cara simpática e abaixo em azul a palavra “email”. Basta clicar e mandar uma mensagem.
De lá chegam essas historinhas como a que vem a seguir. O legal é a não necessidade de se identificar e, ao mesmo tempo, me faz pensar se o que chega é fruto da imaginação ou realidade. Ainda que essa incógnita perdure não muda o sentido da coisa e tão pouco causa desmerecimento de quem enviou. Porque mesmo sendo uma grande fantasia, há motivos de sobra para aplaudir a iniciativa de quem se desprende a incrementar esse espaço.
Dentre tantas, procuro escolher sempre a que mais se assemelha a realidade.
Então vamos a ela.
O sujeito é apaixonado por criar fantasias sexuais que envolvam o aprisionamento na hora do sexo (bondage para os íntimos). Pra ele, não importa se ela é a vitima ou ele próprio. Como um bom switcher, curte a fantasia da forma que vier, e como afirma, fica por conta de quem se habilita primeiro.
Como esteve em tempos de vacas magras, vivia a escassez de namoradas, decidiu se aventurar pela internet até descobrir uma clinica de massagem. Ora, não é de hoje que se sabe que esses lugares oferecem aos clientes muito mais que simples massagens corpóreas.
Se confessando sem jeito ao chegar ao local, foi levado a um dos quartos com uma maca rodeada de retratos do corpo humano e diplomas. Uma simpática atendente lhe falou das condições e aos poucos meninas entravam naquele lugar acanhado onde ele estava e se apresentavam de maneira formal. Dois beijinhos, sorrisos e uma pequena volta para mostrar os dotes.
“Me senti um sultão”. Assim ele definiu a cena.
Escolheu a massagista de sua preferência, tomou uma boa ducha e ficou a espera.
Ela reapareceu com um roupão de seda em cima de um belo salto pronta para a sedução. A massagem? Aquela altura, peladão na maca só pensava nos “finalmentes”.
Deitado de bruços percebeu que a moça deixou o roupão escorregar e uma linda tira de seda caiu primeiro. Ligado no desejo, imediatamente sugeriu que a brincadeira fosse diferente. Pediu para ser amarrado à maca e ser massageado daquele jeito. A moça sorriu, atendeu seu desejo, e ao atar suas mãos de forma carinhosa e gentil escutou nosso nobre bondagista pedir que fizesse como deveria ser. “Amarra direito!”.
Ela atendeu - “quase estrangula meu pulso “- e começou a comandar a festa.
Com óleos aromáticos e cremes o cara se viu nas nuvens. Uma hora de sacanagem bem feita por cem pratas. Realmente ele não tem que reclamar da sorte.
Depois desse dia, conta que experimentou com todas as meninas da casa e ainda foi além, tentando a sorte em outros estabelecimentos. “Quase vira um vício”.
Nosso amigo termina o relato afirmando que nem todas às vezes foram perfeitas. Algumas das moças não entenderam a mensagem, chegaram a achar ilógico e lhe pregaram algumas peças. Mas num cômputo geral esses encontros nos fins de tarde lhe renderam ótimas transas fetichistas.

Resumo da ópera: o ingrediente principal para uma boa receita de fetiches é a tentativa, ou se preferirem a ousadia. O contexto de quem não arrisca não petisca é politicamente correto para quem tem em mente uma fantasia.
O bondagista do relato recorreu às meninas de vida horizontal para por em prática seu fetiche, já que não gozava de parceira afetiva. De forma direta se arriscou numa aventura sem medo e foi feliz.
Talvez esses raros momentos lhe sirvam de experiência para vôos mais complexos.

Eu também tentaria. E vocês?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bondage na tela: o que evoluiu?


Dizem que a Internet existe a mais de 20 anos. Começou como um projeto de estratégia militar norte-americano e acabou se transformando no atual meio de comunicação, que possibilita a troca de informações entre milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas foi nos anos noventa que tudo evoluiu.
Dessa época em diante, durante o “boom” da Internet, as produções comerciais de bondage saíram das páginas de revistas e das fitas de vídeo em VHS para se espalhar de vez aos quatro cantos do mundo. Claro que tudo evoluiu, o fetiche em si se propagou, mas a evolução das produções é evidente tanto pelo lado tecnológico como pelo aspecto fetichista.
As primeiras musas que aceitaram o desafio de posar imobilizadas como vitimas de raptos, marcaram época, vivem até os dias de hoje na lembrança daqueles que navegam desde o começo por esse universo e, embora tenham se retirado do cenário, suas obras tornaram-se raras nas mãos de colecionadores.
Hoje, quase quinze anos depois do aparecimento dos primeiros sites especializados, diversas modelos ou atrizes tomaram de assalto a grande rede e multiplicam-se a cada dia que passa. São novos talentos em busca de espaço. Amparadas por toda uma estrutura tecnológica capaz de gerar recursos de melhoria e edição das imagens, as novas heroínas tentam conservar o que suas precursoras criaram para o grande público. Instruídas por diretores que se baseiam sempre no que foi produzido lá atrás e na própria essência do fetiche, as meninas de hoje não têm mais a missão do desbravamento, porém, lutam contra uma concorrência que anos atrás simplesmente não existia.
Se comparado as artes o fetiche se revigora, mas não reinventa talentos.
A capacidade de representar o fetiche de bondage na Internet vem do âmago. A modelo leva jeito pra coisa ou não. Esse batimento cardíaco que rege o coração fetichista é posto à prova quando a imagem inunda a tela e leva o selo do espectador.
Não se pode criar uma nova musa. Ela apenas aparece e ganha seu espaço.
Também não é justo comparar uma menina que ensaia os primeiros passos dentro do mundo fetichista com alguém que durante anos reinou absoluta. Há que haver concessões, deixar que ela própria alcance seu momento e tenha o talento das divas do passado somente como exemplo, jamais como espelho, como a obrigação de fazer da mesma forma.
É possível para nós produtores de cenas de bondage fazermos uma releitura do que deu certo, desde que sejam respeitadas as devidas diferenças. O “remake” é bem vindo, por quem viu ou quem não teve a oportunidade de assistir. Sem exageros, porém.
É importante estender o debate. Creio que ele não pode ficar restrito aos criadores de cenas ou posições. O público que gosta, que delira, que paga pra ver, deve ser convidado a dar opinião, a tirar dúvidas e deixar claro o que deseja.
Em dois anos produzindo o site Bound Brazil coloquei na grande rede quase cento e trinta mulheres brasileiras apresentando cenas de bondage. Um recorde. Talvez existam sites com este acervo, ou até maiores, entretanto com mais de dez anos de existência o que gera um vasto arquivo.
Destas cento e trinta meninas somente parte delas assumiu a batalha, fincou bandeira e marcou território. Muitas delas chegaram, provaram e acharam melhor nunca mais voltar.

Como diz meu amigo Sabre, um Inglês pra lá de conhecedor do assunto, elas vêm e vão com tanta rapidez que sequer dá tempo pra avaliar o desempenho.
Mas este é o teor do desafio. Quem está na chuva...
O velho e o novo sempre foram passíveis de comparação, isto é fato.
Pra mim o antigo serve de inspiração para tentar fazer o melhor e apresentar a novidade de forma correta.
Nas fotos duas musas de ontem: Andrea Neal e Tyler Scot. Inspiração.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Restrictive Footwear


Já ouviram este termo antes?
Restrictive Footwear é um fetiche. Traduzido ao bom e velho português diria que trata-se de castigo através de sapatos apertados, ou seja, uma pessoa que normalmente calça sapatos trinta e oito ser obrigada a utilizar sapatos trinta e seis.
Existem praticantes. Claro que este tipo de fetiche via-de-regra se enquadra com bondage, afinal, se a idéia é forçar uma pessoa a utilizar um calçado menor, nada melhor que restringir também os movimentos.
O mais intrigante desse fetiche é o feedback. As mulheres são a maioria esmagadora dentre os praticantes, aqui e lá fora. Existem mulheres masoquistas que se auto castigam com o uso de sapatos apertados. Já cheguei até a ajudar na construção de cena nesses casos.
Criei um cenário muito louco para uma amiga que pratica self-bondage e também restrictive footwear.
A instrução foi à seguinte: numa forminha de gelo colocar as chaves das algemas e cobrir com água para congelar. Em seguida, retirar o cubinho de gelo com as chaves congeladas dentro deixando ao alcance. Calçar os sapatos, com uma corda atar os joelhos e os tornozelos bem apertados. Se for do interesse uma mordaça. Prender as algemas com as mãos para trás. Daí é só esperar o gelo descongelar para sair do suplicio.
Dependendo das condições de temperatura e da época do ano o castigo será duradouro. Se for verão, as coisas tendem a acabar mais depressa. Porém, para quem gosta de sentir o aprisionamento e tirar prazer de situações doloridas é uma boa dica.
O fetiche por sapatos apertados desperta interesse em alguns praticantes de podolatria também. Embora se saiba que tudo que diz respeito a sapatos e pés faz parte de seu universo, somente um grupo de podólatras admira alguns detalhes que sobressaem após o uso desses calçados menores que os pés. As marcas deixadas nos pés e o suor proveniente do desconforto são alguns dos aspectos.
Não sei ao certo se as mulheres que gostam de ter os pés e o corpo totalmente restritos de movimentos podem ser chamadas de masoquistas. Talvez o uso do calçado apertado neste caso funcione como uma forma de restrição apenas, e assim como as mãos, os braços, pernas e pés seriam parte de um todo. Diria que tem um apelo muito mais fetichista do que masoquista, embora existam opiniões em contrário.
Existem fetichistas praticantes de bondage que não utilizam amarrações durante o ato sexual. Gostam de praticar antes do ato, ou até depois. Criam situações capazes de satisfazer seus desejos. Imaginam a parceira capturada e as libertam. Figuram em cena como vilões e as aprisionam. A fantasia é livre e ninguém está obrigado a seguir regras ou protocolos.
Por isso, numa fantasia de captura vale imaginar a posição ideal para restringir os movimentos da parceira, enquanto que durante o ato algumas dessas posições seriam descartáveis, principalmente com respeito às pernas e pés.

O fetiche chamado de restrictive footwear deve ser encarado com naturalidade, por fetichistas é claro. Se o desconforto é capaz de gerar energia e tesão em algumas pessoas, vale praticar, independente se existe bondage ou não.
E se alguma das musas que visitam este espaço quiser entrar na onda vá em frente. Pecado é não tentar e morrer de vontade de fazer.
Aproveite a dica do cubo de gelo.
A vantagem: você pode fazer sozinha, e depois, quem sabe, dividir essa delícia com alguém.

(Foto: Miranda - cortesia David Knight)