sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sobraram as Marcas


Dizem que o melhor de uma taça de vinho é o último gole.
Dizem também, que o mais gostoso da festa perfeita é a boa lembrança de quem viveu e leva pra sempre. E numa cena de bondage é possível levar as marcas de recordação.
Há quem não ligue muito pra isso, mas a grande maioria dos bondagistas e suas parceiras adoram o desenho que fica tatuado na pele depois que as cordas são retiradas. É como passar um pequeno graveto sobre a areia fina na praia. A trilha, o sulco, não importa o nome, as marcas deixadas pelas cordas mostram a combinação perfeita entre o real e o abstrato.
Nenhum praticante de bondage no momento em que cria o desenho das cordas imagina o resultado, e talvez a surpresa seja o efeito mais contagiante. É como desembrulhar um presente e sorrir diante do conteúdo, ou ainda, apreciar o traço que antes estava encoberto por papel carbono.
As marcas do bondage sempre me chamaram a atenção, tanto nas relações fetichistas como em trabalhos profissionais. É impressionante a reação das mulheres que nunca tiveram contato com o fetiche quando se olham no espelho e observam as marcas pela primeira vez. Nesse um ano e meio criando cenas de bondage para o Bound Brazil, presenciei reações incríveis, desde fotografias particulares com o celular das marquinhas até pedidos para postarem fotos em sites de relacionamento, tipo Facebook ou outros.
Olha que tomamos os devidos cuidados em cada gravação, deixando a mão objetos cortantes para casos de fobia onde as cordas têm que ser retiradas com extrema rapidez, até frascos de creme hidratante para ajudar na retirada das marcas provocadas pelas cordas. Mas a grande maioria quer ficar com elas e levar pra casa.
Talvez o inusitado faça a diferença nesses casos ou então essas marcas despertem um fascínio à primeira vista, como se testemunhassem uma experiência nova fruto de um fetiche que jamais passou pela cabeça existir.
Do lado de cá do muro onde os fetiches são muito naturais, as marcas de cordas disputam a preferência com vestígios de pingos de velas e açoites. Se existe algo que hipnotize as submissas posso apostar que são as marcas. Bondagistas, sadomasoquistas, pouco importa, marcas e submissas nasceram um para o outro e vivem felizes pra sempre.
Nesse universo, algumas marcas de cordas sobrevivem ao tempo. Arrancam lembranças a fórceps quando exibidas em fotos, e são como verdadeiros troféus conquistados que por mais esquecidos sempre voltam para dar um simples “alô”.
As cordas podem marcar a pele, mas só não devem cortar.
Neste caso, se transformariam em cicatrizes. E há entre ambos um abismo de diferenças.

QUANDO O APRISIONAMENTO SEDUZ

Nada a ver com a síndrome de Estocolmo.
A sedução após o aprisionamento aqui tem outra conotação.
Trata-se de duas colegas de trabalho, arquitetas, discutindo após um projeto.
“Bad Job” é o filme que o site Bound Brazil exibe aos seus assinantes na noite de hoje.
Sarah Moon e Débora vivem essa aventura com muita sensualidade, seduzindo o espectador a cada cena entre cordas, mordaças e beijos.
Generosas doses de podolatria e um inesperado final dão a esse vídeo de vinte minutos uma atmosfera de suspense.
As melhores imagens fazem parte de um photoset com as cenas do filme.
Mais um que deu gosto assinar e produzir.

Queria agradecer a todos os amigos, blogueiros como eu, pela força em relação à votação para o Bondage Awards 2010. Estamos na disputa até o dia oito de Maio quando encerra essa segunda fase. Está na hora de colocar o Brasil na rota do fetiche mundial.
Valeu a todos pelo voto.
Se ainda não votou, acesse: http://www.bondageawards.com/stage_two_voting.asp

Um bom final de semana a todos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Fio Terra


A principal função do aterramento é o escape para um local seguro, de energia dispensável. É o condutor cuja função é conectar à terra todos os dispositivos que precisarem utilizar seu potencial como referência.
Bom, esse é o conceito do fio terra normalmente utilizado para o escoamento de cargas elétricas, mas como nosso caso aqui é falar de fetiches temos a obrigação de mudar de pólo, porque o fio terra sexual, embora tenha o mesmo nome, carrega um significado totalmente diferente.
Cercado de lendas e mistérios, o fio terra sexual é a famosa dedada durante um ato sexual.
As lendas a respeito do assunto dão conta de casos nem sempre verdadeiros, onde mulheres especialistas se orgulham de alcançar a próstata masculina em busca do aumento do orgasmo, e os mistérios estão relacionados a grande quantidade de adeptos que via-de-regra não assume de forma alguma essa preferência.
É preciso deixar de fora práticas fetichistas realizadas através da introdução de brinquedos e consolos no ânus masculino, a conhecida inversão, porque nem todos que gostam da penetração com o dedo sentem prazer ao serem invadidos por objetos.
Noutro dia comentando uma ótima matéria sobre assunto da Lady Vulgata, que eu cheguei a postar por aqui, falei da minha opinião sobre o tema. Gerou alguma polêmica quando disse que talvez pensasse em admitir o fio terra em uma nova encarnação. Pra dizer a verdade, não houve desmerecimento da minha parte, apenas o fato de não enxergar prazer nessa prática.
Além disso, não teria o direito de ir de encontro ao fetiche já que admito sentir prazer ao ver uma mulher amarrada. Quer algo mais complicado que isso?
Como em qualquer prática fetichista, o pior momento para quem gosta de fio terra está na hora de confessar a parceira tal preferência. Algumas mulheres são avessas a este tipo de prática e creditam essa busca pelo prazer de alguns homens a atos de homossexualismo.
Mas essa regra não existe e os homens que sentem tesão com um dedo penetrando seu ânus podem não ser homossexuais. A homossexualidade consiste em ter desejo por pessoa do mesmo sexo, e no caso do fio terra quando praticado entre um homem e sua parceira não tem um caráter homossexual.
De acordo com especialistas, a região anal, quando tocada, traz grande carga de prazer para muitas pessoas, sejam mulheres ou homens. A parte externa do ânus humano concentra várias terminações nervosas e, por isso, as carícias feitas ali podem provocar muitas sensações. A parte interna do ânus também produz essas sensações, principalmente porque, nos homens, ali é possível estimular a base interna do pênis, o duto ejaculatório e a próstata.
O grande problema é confessar.
A dedada na hora do sexo tem total conotação de clandestinidade. O anonimato é a palavra de ordem e por conta disso muitos homens acabam recorrendo a profissionais do sexo para escapar do constrangimento de abrir o jogo em seus relacionamentos.

Porém, todo cuidado é pouco Senhoras Dominadoras iniciantes, porque essa prática deve sempre obedecer o conceito que rege o BDSM: são, seguro e consensual. Nada de imobilizar o parceiro e utilizar o ânus sem prévio consentimento.
O fio terra é bom pra quem gosta, caso contrário pode ocorrer até um trauma irreversível em quem jamais pensou experimentar essa prática.
Resumindo, seria muito simples dizer aqui que os adeptos do fio terra deveriam deixar a vergonha de lado assumindo o fetiche, mas essa música não é tão simples de tocar por conta do preconceito que cerca essa atividade.
Aos que conseguem parabéns, assim haverá mais chances de alcançar o objetivo. Aos que ficam na “surdina” boa sorte no instante de abrir o jogo já com a partida em andamento.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Como nos Velhos Tempos


Com todo esse clima que envolve a votação do Bondage Awards 2010 muita coisa passa ao largo, fica pelo meio do caminho e se bobear não volta.
Mas só o fato de ter plena consciência dessa possibilidade é sinal de que dá pra colocar no lugar algo que está fora do eixo.
A prova dessa tese se consumou ontem à noite.
Um amigo de longa data, fetichista de carteirinha e sócio do mesmo clube bondagista, havia enviado um email pra lá de interessante e minha mente me corneou de tal forma que passei batido sem notar. Não fosse a utilização da invenção de Graham Bell eu pagaria um mico imperdoável e de difícil aceitação futura.
Corri pra abrir minha caixa de mensagem após o telefonema e encontrei nas linhas um pedaço de uma época inesquecível, onde tudo sobre fetiche era improviso e relatávamos nossos casos em busca de conhecimento. O cinema ajudava, mas não instruía. Funcionava como ensaio, um aprendizado que servia para fazer igual ou tentar uma forma diferente e pessoal.
Seguindo à risca a letra de uma música da época que dizia “você precisa de um homem pra chamar de seu, mesmo que esse homem seja eu”, resolvi investir pesado na irmã do Nâna.
Ah! A irmã do Nâna...
Jóia rara. Posso afirmar que era uma das garotas mais cobiçadas naqueles anos pelos lados do bairro do Méier aqui no Rio de Janeiro. Ela passava e não trocava um olhar, apenas um “boa noite” mais seco que um Dry Martini. Chegava sempre num “carrão” diferente dos tantos admiradores que se espremiam pela chance de tê-la por uma noite apenas.
Mas no caminho havia uma festa e foi à coincidência que me levou a supor que o inatingível se tornaria possível quando aquela Deusa tomou suas primeiras doses.
É meu camarada, essa lembrança que você mandou em seu email me fez refletir antes de escrever aqui. Talvez porque tenha ressuscitado um sentimento perdido ou um misto de ousadia e vergonha que fica difícil começar...
Pra dizer a verdade, mesmo passados tantos anos não consigo entender como aquela mulher foi parar num motel comigo, e pra piorar, todo mundo sabia do que estava sucedendo porque ela própria tratou de bradar aos quatro cantos aonde iria, fruto quem sabe de seu estado etílico. Aliás, a irmã do Nâna estava quase em ponto de hipnose.
Como eu já estava também além dos meus limites, admito que a ousadia me fez levar a garota onde eu queria, ao mesmo tempo em que a vergonha fica por conta do que se passou entre aquelas paredes.
A idéia não era só comer a irmã do Nâna, tinha que rolar um bondage caprichado ou a noite não seria completa. Era a única chance, aquela bala solitária no tambor vazio do revólver.
Ela chegou se despindo, jogou cada pedaço que vestia num canto do quarto. Quando a ficha caiu, aquela sereia se encontrava tal e qual veio ao mundo a um palmo do meu nariz. Me disse “vem” e eu tremi como vara verde. Avancei faminto, sem desespero, medindo cada passo na tentativa inútil de convencê-la em sua imaturidade a tentar um sexo “diferente”.
Não dava, ela enfiou minha cabeça entre as pernas tão depressa que nem pude balbuciar uma palavrinha sequer. Saboreando aquele pecado, notei que a dita cuja gemia e cochilava na mesma proporção. Pensei: “essa babaca vai dormir agora?”.
E não deu outra. Ela ia e vinha de minuto em minuto. Mais rápido que um raio, antes da cochilada final que a levaria ao sono inevitável, rasguei a fronha do travesseiro (foda-se o prejuízo) e com uma tira amarrei seus pulsos. Pronto, meu sonho estava realizado...

Quando contei a história ao Marinho veio a pergunta que não queria calar: “ela soube do que se passou ontem?”
Claro, aliás, será que soube de tudo que eu fiz?
Voltando no tempo, me lembro que ela despertou num Domingo de sol, tomou uma bela ducha e nem quis saber de café da manhã. A ressaca era evidente e ela só quis ir pra casa.
Não notou a fronha rasgada e ninguém me cobrou na saída.
Minha consciência não pesa ainda que jamais tenha confessado o que fiz. Nossa aventura teve um dia certo, um endereço e ficou na saudade. Falamos algumas vezes depois, mas sem tocar no assunto daquele Sábado após a festa.
Claro que ela se lembrou do motel, do sexo embriagado e sem jeito, porém a imagem do bondage eu levei pra casa e só o Marinho soube. Deixei tão bem guardado que se ele não me escreve sobre essa loucura eu nem tocaria mais no assunto.

Valeu brother, às vezes é legal lembrar os velhos tempos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Paz e Sossego


“Cansei de tanta conversa mole!
Tudo que eu queria naquela manhã de Sábado era paz e sossego. Esqueci os amigos, a cervejinha e sentei pra ler o jornal e observar a chuva fina que caia pela minha varanda.
Tempo fresco e dia longo pela frente, mas sem aviso prévio minha mulher chegou de mansinho, sentou ao meu lado e começou com uma ladainha insuportável. Falou da minha sogra, dos vizinhos chatos, tudo aquilo que eu não queria ouvir.
Pedi, quase implorei, mas ela não me escutou.
Olhei para o lado e havia uma sacola com um material que eu iria utilizar para consertar a piscina plástica da minha filha que o cachorro da vizinha furou. Notei a presença de um rolo de fita adesiva de cor cinza daquelas que utilizam nos filmes de ação e suspense.
Não pensei duas vezes. Arranquei um bom pedaço, fui na direção da tagarela e selei-lhe os lábios com força. Escutei um mugido, um som abafado que durou poucos e inestimáveis minutos seguido de um grito histérico, afinal ela tirou com tanta força que deu pra ouvir o barulho da fita descolando da pele fina do rosto.
Xingou, me chamou de maluco e quase avançou pra cima de mim.
Então me veio à lembrança de seu blog e resolvi fazer em casa o que um dia cheguei a tentar planejar encontrar pela rua. Nunca assumi o fetiche, embora tivesse certa tendência de gostar de algumas coisas estranhas. Falar, me confessar, nem pensar.
Só que aquele Sábado de descanso desenhou um novo horizonte que se tornou impossível não experimentar a sensação de viver pelo menos uma vez o que tantas outras vezes pensei em fazer.
Peguei minha mulher pelo braço, na “marra” mesmo, sem dar a mínima chance.
Joguei-a na cama (estávamos sozinhos, minha filha só voltaria da minha sogra de tarde), desenrolei outro pedaço da fita e amordacei-a sem dó. Juntei seus pulsos acima da cabeça e atei-os com mais fita.
Nesse instante, ao ver sua cara assustada com minha volúpia, tive a certeza absoluta de que ela sabia o que eu queira, só não tinha a idéia de até onde eu iria chegar.
Daí em diante arrancar-lhe a roupa com força e saboreá-la com jeito foi tudo que me veio à cabeça e de tanto ler sobre fetiches por essa Internet afora me senti seguro para chegar até o fim.
Pra minha sorte tudo acabou em festa. Ela gostou mais do que eu e a todo o momento me pergunta quando será nossa próxima aventura.”

Esses casos do cotidiano, dos primeiros passos na direção da descoberta e prática do fetiche são interessantes de ler, guardar pra depois dividir. Às vezes crio personagens, mas não invento o conteúdo, embora admita que em algumas ocasiões possa haver certos exageros.
Mas se o que importa é ler sobre fetiches, suas aventuras e possíveis conseqüências eu me rendo aos amigos que me confiam suas estórias ou histórias.
Essa do Sérgio deu vontade de viver ou assistir como um bom voyeur comportado. Ou não?
Sobrou apenas uma pergunta: se a idéia antes do fetiche acontecer era amordaçar a mulher para aproveitar algumas horas de paz e sossego, será que não valeria à pena deixá-la um bom tempo amarradinha num canto do quarto e seguir com a aventura do rapto forçado algum tempo mais tarde?
Bom, pelo menos fica aqui uma dica do blogueiro acostumado a criar os mais inusitados roteiros fetichistas que agradem Gregos, Troianos, Brasileiros, Ingleses, etc.
Quem tiver vontade de contar suas estripulias aqui nessas páginas basta escrever: boundbrazil@gmail.com ou acm@boundbrazil.com
Conto tudo, detalhe por detalhe.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Agora é pra valer!


A vida tem as suas particularidades.
O que para alguns passa quase sem notar, para outros tem extrema relevância.
Para um site fetichista concorrer em posição de igualdade com feras e lendas desse segmento ao prêmio de melhor entre os melhores, já pode ser considerado motivo de orgulho.
O Bondage Awards está para o mundo cibernético assim como o Oscar está para o meio cinematográfico. Responsáveis diretos por esta indicação, os amigos e assinantes do site Bound Brazil merecem da minha parte não só o agradecimento, mas o prazer de dividir essa chegada até este degrau.
Por que o degrau? Porque agora o “bicho pega” como se diz na gíria. Para ficar entre os dez mais é preciso ter garrafas pra vender. Entre os três primeiros então, é um sonho.
São mais de três mil sites fetichistas concorrendo ao prêmio e graças ao voto dos muitos que nos ajudaram até aqui, estamos indicados nas quatro categorias que postulamos.
Começa agora a segunda fase e mais uma vez preciso de todos e alguém mais.
Não é preciso escrever em quem se deseja votar. Os indicados aparecem em lista.
A nossa chapa:

Best Pay Website: o Bound Brazil está concorrendo ao prêmio de melhor site comercial.

Best Rigger: é muito estanho pedir votos quando existe uma aversão pessoal com as questões políticas, mas levando-se em conta que é por uma causa justa, quando se pensa em elevar a própria condição fetichista de nossa gente, então eu vou mandar ver e pedir o voto de melhor diretor bondagista.
















Best Photographer: Lucia Sanny. Gosta e conhece fetiches. Começou tímida e hoje dirige cenas, ensaia modelos e mostra nas páginas do Bound Brazil a incrível marca de mais de quatorze mil fotos e setenta e sete vídeos, tudo registrado por seus olhos e sua lente fiel e competente. Não sabe quem é a Lucia? Confira e comente!
















Best Model: quatro modelos do site estão entre as indicadas: Anna, Daniela, Monique e Terps.
Ainda não reconhece as quatro candidatas?
Vá lá, é só escolher nas fotos abaixo a sua preferida.


Anna













Daniela


















Monique














Terps














Essa etapa de votação começou ontem e vai até a meia noite do dia oito de Maio e é possível votar uma vez ao dia.
Finda essa segunda fase, um júri de cem pessoas escolhidas por indicação entre todos os sites participantes com pelo menos dois trabalhos fetichistas nos últimos dois anos, irá ratificar o resultado da votação popular e escolher os premiados.
Portanto, vale a participação de todos para mostrar que desse lado de cá dos trilhos gostamos de praticar e de produzir bondage tanto quanto no hemisfério norte.
Que esta escolha seja isenta e correta.
É tudo o que se pede.
Muito obrigado a todos pela votação na primeira fase, por votar nessa segunda etapa que começa e por torcer junto com a gente, para colocar esse selo de vencedor do Bondage Awards no nosso site.

Para votar acesse: http://www.bondageawards.com/stage_two_voting.asp

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Papergags


O cara mandou um email pedindo, como assinante do Bound Brazil, o seguinte: uma bela mulher sendo capturada, amarrada a uma cadeira, com cada pulso preso nos braços da mesma, os pés amarrados na parte inferior e na boca um tipo raro de mordaça, com uma folha de jornal enfiada na boca e uma fita adesiva transparente prendendo os lábios.
Esse é o estilo “Papergags”. Muito apreciado por uma leva de bondagistas que costumam utilizar jornal, guardanapos e até papel higiênico, limpo é claro, para amordaçar suas parceiras.
Atendendo a solicitação do nosso assinante, apresentamos o vídeo “Papergags” que será exibido na noite de hoje.
Milena está em casa lendo seu jornal com muita tranqüilidade.
Carolina, a ladra, surpreende Milena e com uma arma a intimida para que entregue todos os valores que possui em sua residência. Não satisfeita, amarra Milena numa cadeira enquanto sai à procura de jóias por toda a casa.
Aproveitando-se do descuido da assaltante que a deixa sozinha, Milena consegue se arrastar atada a cadeira até a janela onde começa a gritar por socorro. Indignada, Carolina aparece e amordaça Milena com uma folha do jornal e cobre seus lábios com fita adesiva transparente.
Relegada a própria sorte, Milena consegue aos poucos se livrar das amarras até remover a mordaça para deleite de quem adora esse tipo de fetiche.
Acompanha esse vídeo, um photoset com as melhores imagens dessa donzela em apuros.
Vale lembrar aos assinantes do Bound Brazil que acompanham as atualizações aqui pelo blog que os pedidos para vídeos devem ser enviados ao email de contato do site: contato@boundbrazil.com

Normalmente uma antecedência de trinta dias é necessária para que todos os pedidos sejam aceitos.
A coincidência dos pedidos para realização de clipes e vídeos é maior que a quantidade de solicitações. É impressionante como pessoas de lugares totalmente diferentes têm as mesmas tendências fetichistas.

Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Miss Feet 2010


O Miss Feet 2010 – Edição Especial, competição organizada pelo clube fetichista Dominna, que elege os pés mais bonitos do Brasil. O concurso já acontece há sete anos, e terá sua edição oficial no dia 18 de setembro nas dependências do clube. No último domingo, a competição foi realizada em caráter especial, exclusivamente para a Erotika Fair.
Nove jurados podólatras são os que têm poder de voto.
Antes da eleição, eles se reúnem, ansiosos, na esperança de encontrarem pés dignos de serem coroados. Os fetichistas estão um pouco tristes, pois foram informados que nesta edição especial do Miss Feet não poderão tocar os pés, apenas olhar. Segundo eles, isso pode até comprometer a decisão, pois os critérios adotados são muitos: maciez da sola e da pele, simetria dos dedos, formato do pé e unha bem cuidada são alguns deles.
A decisão começa, e cada uma das oito concorrentes desfila no palco para os eleitores. São mulheres dos mais diferentes tipos, tamanhos e pés.
Algumas, mais tímidas, seguem a regra à risca. Outras entram no clima, e claramente se divertem com a brincadeira, deixando que os homens toquem seus pés e até arrisquem alguns beijos tímidos, mas tudo é sempre muito respeitoso. Cada homem só vai até aonde lhes é permitido.
Após o desfile, em uma área com o chão macio, três podólatras se deitam e são pisados pelas competidoras. A excitação é evidente, os olhos arregalados e o suor na testa não deixam dúvidas. Elas pisoteiam seus corpos por inteiro, não deixando escapar nenhuma parte.
Com o fim do "Trampling" (fetiche de fazer das pessoas tapetes) os jurados se reúnem e, rapidamente, chegam a um veredicto.

A vencedora foi a stripper Taty Oliveira, 21. Feliz com o prêmio e claramente emocionada com a vitória, a sorridente Taty vai à manicure toda semana para cuidar dos pés, mas confessa estar surpresa com o resultado: “Pelo meu pé ser grande, não imaginei que as pessoas fossem gostar, sou uma verdadeira sapatão”. Ela calça 39, o maior número do evento.
Entre sorrisos, ela admite ter sido seu primeiro contato com a podolatria: “É a primeira vez que faço algo do tipo”, e pelo jeito, não deve ser a última, “adorei (o fetiche) é sensacional, muito divertido. Quem sabe não começo a praticar fora daqui depois disso”.

Fiquem com as belas fotos do Miss Feet 2010 Edição Especial da Erotika Fair.

terça-feira, 20 de abril de 2010

É Sempre Bem vindo


Uso este espaço pra falar de fetiches, mas todo mundo sabe que bondage corre nas minhas veias e que pago dez para uma bela imagem ou um filme de qualidade.
Aprendi ao longo dos anos que é sempre bom olhar com bons olhos o que vem da casa ao lado, o que os vizinhos andam fazendo, porque afinal a essência é a mesma. Muda o idioma, as modelos, mas o fetiche é igual em qualquer lugar.
Nesse um ano e meio a frente do Bound Brazil, tive a felicidade de colecionar novos amigos que falam a mesma língua, embora em idiomas distintos. Gente que já conversava comigo desde outras épocas, nas quais me espelhei para exibir na Internet um pouco do que eu entendo de bondage.
O fruto dessa conversa é a estréia hoje da Guest Gallery.
Um lugar reservado para expor aos assinantes do site um pedaço do que acontece fora de nossas páginas, com uma galeria de fotos produzida para ser exibida por nós e assim, estender esse elo entre os continentes quando o assunto é bondage.
Meu primeiro convidado é uma pessoa com quem troco figurinhas há muito tempo.
Adie, ou Sabrebound, como é mais conhecido, realizou um trabalho gratuito há mais ou menos uns cinco anos, dando a oportunidade a todos de conhecer sua filosofia do fetiche. Os que têm algum tempo de estrada sabem ao que estou me referindo e ainda guardam as belas fotos apresentadas no sabrebound.com.
O Adie queria mais e não sossegou enquanto não voltou à cena fetichista criando o site British Damsels (http://www.britdamsels.com). Com um trabalho de nós irretocável e revelando lindas jovens inglesas aos apaixonados, está conseguindo ótimos resultados e também debuta na grande rede da mesma forma que o Bound Brazil.
Muita gente pode estranhar o fato de um site estar há mais de um ano visível aos internautas e ser chamado de debutante. Porém, a esmagadora maioria de sites tem dez anos ou mais, por isso, apesar de possuirmos um acervo invejável ainda estamos dando os primeiros passos.
A regra para quem lança uma galeria fotográfica de um convidado é simples: vento que venta lá venta cá, portanto, haverá em breve no British Damsels uma galeria do Bound Brazil com o mesmo objetivo. É o princípio da reciprocidade.
O mais legal de toda essa história é saber apreciar a prática fetichista alheia sem meter o bedelho, achar que ficaria melhor assim ou assado. É preciso ter a ótica de um assinante que está ali para saborear uma linda garota indefesa, em perigo, fazendo do fetiche um momento único em que só seus olhos podem capturar a mensagem exposta pelo mestre em questão.
O bom trabalho de bondage visto pelo aspecto profissional, deve terminar com dois pedaços de corda de quinze centímetros aproximadamente, para que o nó final tenha a eficiência devida. Quanto às voltas que serão dadas nas cordas e o desenho imaginado pelo artista, cabe observar, admirar ou procurar fazer da maneira que lhe for conveniente.
Saber conjugar o verbo é fundamental para quem entende que ter um concorrente não significa ter um inimigo.

Que as modelos do British Damsels, do Day13 ou do British Bound Damsels sejam bem vindas, sempre, amarradas e amordaçadas como de costume, assim podemos desfrutar dessas belezas que chegam às páginas do Bound Brazil desde o velho continente.
Quem sabe um dia, os sites americanos possam romper as duras barreiras da lei 2257 e voltem a ter o direito de trocar galerias, ter o privilégio de fazer parte de uma imensa esfera global que cresce a cada dia e nos enche de orgulho de fazer parte dela.
Valeu Adie, ela é o número que eu calço...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PainStation


Um “game” pra masoquista nenhum botar defeito.
Não imagine que esse jogo é praticado por duas pessoas adultas, consensualmente, numa masmorra a luz de antigos castiçais onde as velas escorrem e perfumam o ambiente.
Nesse jogo a dominadora é eletrônica, e pode ser praticado em qualquer lugar onde a regra é simples: perdeu o pau comeu!
Portanto, para os que sentem prazer através da dor, apresento-lhes o PainStation.
Claro que nada substitui o calor humano e a brincadeira passa longe de sexo, mas essa máquina criada para castigar quem está perdendo é a sensação da Internet. Ela é capaz de torturar com requintes de crueldade através de ondas de calor, choques elétricos e muita chibatada.
O jogo só termina quando há desistência de quem está perdendo e não suporta mais a punição. A safeword é simples: tire a mão e saia rápido dando a vitória ao seu adversário.
Essa máquina torturadora criada em 2001 pelos “gênios” Volker Morawe e Tilman Reiff faz um grande sucesso e após alguns anos de lutas pelos direitos autorais de comercialização elas foram para o mercado, sempre apresentando sofisticações recentes.

Algumas fotos de mãos castigadas ao extremo circulam pela rede o que deixa a certeza absoluta de que o jogo não é uma brincadeira inocente. Tem que haver prazer em ser castigado para praticar, caso contrário a desistência é imediata, na primeira chicotada ou descarga elétrica.
Fica aqui a dica pra um masoquista aprimorar sua resistência a dor antes de se submeter ao fetiche.
Passando no teste é só conseguir lugar na agenda de sua dominatrix favorita.









video

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As Aventuras de um “Ex-Mané”.


Introvertido. Assim era possível definir aquele cara pacato com jeitão de lenhador e um coração maior que o planeta.
Só que gaguejava pra todas, engolia a vontade de falar de sacanagem e guardava pra ele todas as orgias que cabiam em seus delírios íntimos.
“Porra, trinta anos e nada de namorada ou casamento?” Muita gente soltava essa bomba ao pé do seu ouvido e ele reagia apenas com um sorriso amarelo e as orelhas vermelhas. Os amigos o tinham como punheteiro ou viado.
Numa noite voltando do aniversário de uma amiga, parado no sinal fechado, descobriu uma morena que a distância guardava ares de Deusa. Deixou o pensamento voar, sentiu o coração bater a mil por hora e se achou o máximo quando ela lhe mandou um beijinho de onde estava.
Ela veio de mansinho, sentiu o cheiro da grana e topou com aquele cara de um e noventa espremido ao volante de um Pálio. Ele abriu a janela do carro cheio de vergonha pronto pra escutar a proposta que vinha da calçada.
- Cinqüenta pratas rapidinho ou Cem por uma hora. Você vai gostar, até hoje ninguém reclamou.
Papo manjado, coisa que ela tinha na ponta da língua para usar como “approach”. Mas bateu como um combustível nuclear para ligar as turbinas do sujeito que nem imaginava estar vivendo aquele momento. Encostou o carro e partiu apressado para entrar na espelunca que ela carinhosamente chamou de Motel.
Profissional com boa bagagem nas costas, a mulher começou a executar o serviço e notou que ele não tirava os olhos dos seus pés. Sabiamente ela os ofereceu ao nervoso cliente que abocanhou com tanta sede a ponto de causar espanto a uma experimentada meretriz.
Beijava, cheirava e mordia com a voracidade de um retirado faminto. Devorou cada pedaço como se fosse o único, o último.
Na tentativa de tocar-lhe o membro para encapar com a camisinha, brotou uma ejaculação tão precoce quanto os anos que ele se manteve às escuras, vendo a vida passar como um filme.
Saiu de lá sentindo os efeitos da mudança. Mudou as roupas, aparou o cabelo, deixou que o rio tomasse seu curso largando a vergonha em alguma página a qual ele nem quer se lembrar mais.
Esse, como muitos relatos, são enviados todas as semanas por ilustres desconhecidos, pessoas que sentem orgulho de contar as suas histórias, mesmo que comecem tristes e terminem felizes, ou ainda, que tristes permaneçam.
Se existe uma fórmula de dar um gás a essa gente bronzeada que me enche de alegria é escrevê-las aqui, para que esses amigos anônimos leiam seu próprio relato e vejam em cada linha o quanto é legal assumir qualquer tipo de mudança.

CAPTURED FOR TRAFFIC

Em quantos filmes de ação você já escutou falar desse tipo de roteiro? A menina jovem, bonita, bem educada, seqüestrada para ser vendida como escrava sexual em lugares luxuosos.
E como não dizer que o fetiche de bondage quando apresentado no estilo “Damsels in Distress” – meninas em apuros – fica muito melhor quando encenado num clima de suspense?
Como a gente adora esse tipo de situação, o Bound Brazil exibe hoje aos seus assinantes o vídeo “Captured for Traffic”, um verdadeiro filme de ação condensado em cenas de bondage com duração de vinte minutos.
A bela Barbara Lopez que faz sua estréia no site é capturada por uma rede internacional de traficantes de mulheres. Levada a um cativeiro, tem como algoz a eficiente Sarah Moon que a tenta convencer a se acostumar com a nova vida que lhe espera dali por diante.
Porém a raptora se revolta ao receber do traficante de mulheres um envelope cheio de papel em lugar do dinheiro prometido, e ao tentar reagir torna-se vitima de seus próprios desvios, quando é algemada e amordaçada junto com Barbara para ser negociada.
O vídeo é daqueles imperdíveis para os amantes desse gênero fetichista. Vale colecionar.
De quebra, um pohotoset com as melhores imagens das duas belas modelos amarradas.
Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mais Atrações


O Bound Brazil não pára.
Vem aí mais um “caminhão” de atrações que em breve estarão sendo exibidas pelo site aos seus assinantes.Uma simples amostra é motivo de perder o fôlego e aguçar a vontade de ver por inteiro, foto a foto, vídeo a vídeo.
Aos amigos e amigas aqui do blog, mais uma canja das estrelas que levam o bondage brasileiro pelo mundo afora, quebrando barreiras e acabando com qualquer fronteira.
Enjoy it!

Terps (Foto Clipe)


Milena (Vídeo: "Papergags")


Barbara Lopez (Foto Clipe)


Sarah Moon (Vídeo: Seduction)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prato Predileto


Muita gente me pede a receita ideal para uma cena de bondage.
Na verdade, vale muito mais o gosto pessoal de cada praticante do que posições mirabolantes e nós complicados.
E como o lugar de toda boa receita é na cozinha, fica valendo essa grande sugestão: armar o circo onde por raras vezes se pensa em sexo. E tem que ser na base do improviso. Bancada vira cama, pia funciona como cadeira só não vale em cima do fogão, porque aí a coisa esquenta demais.
Existem cenas de bondage realizadas na cozinha em muitos sites pela Internet, inclusive no Bound Brazil. O que mais chama a atenção é a criatividade na hora de fotografar ou filmar o fetiche. Alguns chegam a utilizar alimentos como adornos para dar uma impressão real às imagens.
Na minha visão pessoal, a cozinha deve funcionar como pano de fundo. Um quadro que vai emoldurar a seqüência que você cria numa mesa ou até no chão. Quanto maior a imaginação mais efeito dará ao fetiche, porque são como duas estradas que caminham lado a lado indo ao mesmo destino.
Não é demais repetir que realizar uma fantasia sexual requer preparo e total atenção aos detalhes para que provoque a sensação que se busca. Não adianta fazer pela metade, funcionaria como o que muitos chamam de um serviço mal feito. Se é pra causar impacto tem que chutar o balde e deixar a realidade pelo menos nos momentos dedicados a aventura.
Então não existe limite, tudo que couber na cabeça deve ser discutido e aprovado por quem se dispuser a participar da fantasia, e convenhamos, não há nada demais em brincar de bondage na cozinha.
Vá lá, dou aqui umas dicas pra começar: uma comida que não tenha saído a gosto. Já é uma razão pra rolar um aprisionamento que resultará em torturas sexuais das mais tórridas e impublicáveis. A mulher dominadora prepara a comida e manda seu parceiro lavar a louça. Conclusão: fica tudo engordurado e a punição é inevitável.
Vale lembrar que quando o assunto é cozinha algumas posições de amarração que ligue os dois temas podem ser exploradas. O famoso frango assado, com os tornozelos amarrados nas coxas, de barriga pra cima. Como brinquedo sexual para colocar mais tempero, alguns alimentos como cenoura, pepino e até uma lingüiça congelada, podem participar da festa. Sempre com camisinha, pra preservar a parceira, não o alimento.
Existem pessoas com fetiches específicos por alguns desses alimentos, portanto, esse é o momento exato de praticar.
O fetiche de bondage pode ter início num inocente jogo de cartas, numa brincadeira de detetive e terminar na cozinha, na sala, no quarto ou até no banheiro. Tudo depende de como os praticantes encaram a situação e posso garantir com conhecimento absoluto de causa, que é uma das melhores brincadeiras que existem.

Mas há um porém: tomar cuidado com os excessos que podem machucar, como água fervendo, facas ou outros objetos cortantes. Qualquer prática fetichista que ponha em risco a integridade física de alguém deve ser realizada cercada de todo zelo possível, com a supervisão de pessoas experientes e conhecedoras do assunto.
Faça até onde se sinta seguro para que a festa não acabe em tragédia.
Postei duas fotos que podem aguçar a mente de quem estiver lendo esse artigo, cheio de vontade de entrar pela cozinha com sua parceira amarradinha, pronta para o prazer.
Só não vale pecar na hora da receita, errar a mão no sal ou azedar a comida.
Capriche.
Está na hora de servir seu prato predileto.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sábado à Noite


A porta do elevador já estava fechando e escutei: “sobe?”
Apertei o botão e segurei.
Aquela mulher montada, vestida para matar, roupa justa num corpo perfeito e a quantidade exata de tinta nos longos cabelos, marcou o sexto andar, eu ficaria no quinto.
O elevador é moderno, mas lento, tempo suficiente pra sentir o bom perfume francês e olhá-la de cima abaixo enquanto ajeitava o cabelo.
Nunca a tinha visto por ali, aliás, morar num flat há três anos e meio não dá o direito de saber quem reside, quem passa ou quem simplesmente habita por uns dias.
O salto a deixava com quase um e setenta e cinco, uma bela sandália e os pés bem cuidados.
O vestido cinza com tons de preto, a boca marcada por um brilho suave.
Ela estava séria, nem olhava pra trás e parecia encantada com a cor metálica do elevador frio, sem vida, que subia e a deixava ansiosa por chegar.
Aonde iria? Havia uma festa? Era cedo demais pra alguém voltar pra casa e se estivesse rolando uma simples desistência, aquela mulher carregava uma desilusão. Era intrigante.
Pensei nos fetiches possíveis de serem imaginados com aquela criatura feita sob medida para alguém naquele lugar, naquela noite de Sábado, que não era eu.
Dizem que o “se” não entra em campo, mas ali parado num elevador voltando pra casa depois de um dia perfeito com a pessoa ideal, só me restavam dúvidas e curiosidade. E se ela chegasse para ver seu namorado? Se ela fosse garota de programa? (Não levava jeito não!). A mulher tinha o pecado tatuado nas costas pra chegar na casa de alguém atraída por um joguinho de cartas qualquer. (Bola fora!)
E se ela fosse uma dominatrix levando na bolsa chicote, velas e algemas para esquentar a noite? (Grandes chances, submissão passava longe...). Embora em alguns casos as aparências enganem a primeira impressão é mesmo a que fica quanto mais num plano totalmente criado pela imaginação.
A vida nos minutos que passam dentro de um elevador tem suas particularidades. Se você está apertado para chegar em casa e ir ao banheiro demora uma eternidade, mas se ao seu lado uma linda mulher exibir seus encantos, tudo acontece em preciosos segundos que se perdem num estalar de dedos.
E como tudo que é bom dura pouco, era minha vez de ir embora e deixá-la sozinha em busca da sua história. Pedi licença, ela chegou para o lado sem dar um sorriso, um olhar e continuei pensando nos fatos e possíveis conseqüências daquela noite. Meu destino estava traçado e um bom filme até chegar o sono era meu alvo.
Tentei esquecer o assunto, mas foi inevitável deixar de pensar na cena perfeita que já se formava em meu subconsciente. Então bolei um roteiro, pensei nela chegando com um sorriso largo na porta do felizardo que a esperava impaciente.

Bebeu uns drinques, foi se despindo e enchendo a cama com o cheiro de seu perfume.
Beijou, rolou sobre os lençóis e foi amarrada com as mãos abertas na cabeceira da cama.
Experimentou o fetiche pelas mãos de um eficiente bondagista que a fez ter certeza absoluta de que cada momento valeu as horas de preparo para ser a mulher fatal naquele Sábado.
Despertei num Domingo bonito e saí cedo pra aproveitar o dia.
Quando toquei no botão do elevador me veio à lembrança do que eu havia me permitido sonhar.
Daí percebi que devo estar tão ligado nesse tipo de trama que meus delírios viram histórias reais num vídeo bem feito, quem sabe no mesmo elevador, um dia desses qualquer.
Mas a mulher não tinha jeito de dominatrix?
Só se for em outro enredo. Esse já foi planejado.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ecos da Erotika Fair 2010


A primeira fase da décima sexta Erotika Fair terminou e sem duvida o grande sucesso do evento foi à participação do Dominna.
Como sempre, a Bela e seus colaboradores chutaram o balde, fizeram a diferença num lugar que fala de sexo o tempo todo, sem refresco.
Entretanto, melhor que falar de fetiche foi mostrar o que rola dentro do Dominna num stand da Erotika Fair, e nesse aspecto as imagens que vou postar aqui traduzem as minhas palavras.Para quem quiser conferir o show de BDSM preparado pelo Dominna na segunda fase da Erotika Fair, nos dias 16, 17 e 18 deste mês em São Paulo, está feito o convite.
A seguir, os melhores momentos da participação do Dominna na Erotika Fair.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Décimo Terceiro Dia


Sinceramente, não sei por que cargas d’água o Gary colocou esse nome no site, nunca perguntei o motivo, mas levando-se em conta a tendência do cara em fotografar meninas com maquiagem e trajes alternativos, talvez exista uma razão.
Noves fora o nome do site, vale falar sobre o trabalho desse Alemão da Bavária que se tornou um amigo virtual muito chegado, proprietário do site http://www.day13.net.
O bondage do Gary vem de muito longe. Há quase dez anos no mercado mundial (vale lembrar que este mesmo site chamava-se” homeintruders”), Gary utiliza uma forma simples para expor o fetiche, com amarrações retas e objetivas, o que dá uma aparência de total inocência ao conteúdo.
No Day13 as meninas passam a impressão de estar em perigo devido à aparição com os movimentos restritos, mas o espírito “Damsels in Distress” em que o apuro é condição principal não é o enfoque do site. Os vídeos exibem belas alemãs ou garotas do Leste Europeu amarradas e amordaçadas, com ótimos e diversificados cenários.
Todo trabalho exibido por um site de bondage mostra a interpretação de quem dirige em relação ao fetiche, por isso deve ser analisado de uma forma singular, de outro modo, todos seriam exatamente iguais.
É importante destacar a visão do Gary sobre o fetiche de bondage e o BDSM de uma maneira geral na Europa e nos países de cultura latina. Segundo ele, as diferenças estão em algumas particularidades com enfoque distinto nesses dois mundos. “Enquanto aqui na Alemanha existem mais de cem sites fetichistas, pode-se encontrar um na Espanha, outro na Itália e um no Brasil”. Segundo seu conceito, a religião e o preconceito social da cultura machista latina travam o desenvolvimento fetichista nessas regiões.
Embora concorde em alguns pontos quanto ao preconceito social, em minha visão a questão religiosa fica em segundo plano, porque fora fanatismos exacerbados, as pessoas por aqui são livres para cultos e credos que lhes forem convenientes.
Acho que a desinformação por conta do afastamento desses países vitimas de anos em regimes autoritários contribuiu para um atraso que agora se manifesta, devido, principalmente à globalização.
Mas tudo isto faz parte do debate que é muito útil quando duas culturas se encontram num mesmo destino. Na verdade nossos desejos e sonhos são idênticos, embora tenhamos visões e aparência diferentes.
Que o Gary siga mostrando sua visão de bondage no excelente Day13.
Isso é o mais importante.

PLAYING BONDAGE

Um “jogo de bondage” pode começar de várias maneiras.
Uma delas é através de um simples jogo de cartas, onde duas parceiras discutem e uma delas fica irritada achando que sua amiga está trapaceando.
Qual o remédio escolhido pra terminar com a trapaça? Cordas e mordaças? Bingo!
Louise e Yolanda Moretti travam essa disputa que começa num jogo de baralho e termina com ótimas cenas de bondage. O vídeo de dezesseis minutos conta com a participação de Samyra que vem em auxilio de uma amiga e resolve virar a partida.
Portanto, esse roteiro cheio de energia está no filme “Playing Bondage” que o Bound Brazil exibe hoje aos seus assinantes. Destaque para a estréia de Yolanda Moretti, modelo fotográfico em três cenas de bondage diferentes. Numa delas, uma amarração chamada “Hojojutso”, em estilo oriental feita com uma única corda de 20 metros toda em enlaces, com um único nó ao final.

A todos um excelente final de semana e o pedido para continuarem votando no Bound Brazil para o Bondage Awards 2010: http://tinyurl.com/bdgbwf

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Gel, Lama e Glamour


Elas podem estar amarradas ou não, mas a grande sacada de muitos adeptos é ver duas gostosas medindo forças numa piscina inflável ou num ringue melado de gel ou sujo de lama.
Existem centenas de sites espalhados pela Internet exibindo esse tipo de conteúdo. Alguns apresentam apenas lutas, uma mulher contra a outra e, conseqüentemente abusando da vencida ao final do confronto.
Porém, alguns portais utilizam piscinas plásticas meladas de gel onde duas mulheres têm as mãos e os pés amarrados e lutam para se equilibrar e pela vitoria. Outros utilizam lama e duas lindas garotas limpinhas entram num ringue com biquínis cavados para saírem imundas de tanta sujeira acumulada.
Muitos desses eventos são exibidos em vídeos, mas existem os sites que vendem lutas em sistema pay-per-view. É possível comprar o direito de assistir a luta com antecedência e torcer por sua heroína favorita.
Conheço um sujeito que é louco para arranjar uma mulher que tope transar com ele num dia chuvoso, talvez num sítio, onde tenha um charco enlameado. Se você também tem essa vontade ou essa fantasia considere-se a partir de hoje muito bem vindo ao clube dos fetichistas.
E qual as vantagens de fazer parte desse clube?
Acho que a principal é não aceitar a banalização do sexo.
Outro dia em conversa com amigos, esse papo surgiu de repente. A falta de glamour causa a generalização do sexo e torna as relações retas, sem as curvas necessárias que façam a diferença. É preciso reinventar e colocar lenha na fogueira gerando uma atmosfera capaz de energizar o relacionamento.
E o fetiche é um elemento que cria a possibilidade de ter sempre algo novo numa noite a dois.
Tudo que sugere uma mudança de atitude diante de um quadro frio e repetitivo numa relação sexual é um fetiche. Basta lambuzar a parceira com chantili para se ver diante de uma prática fetichista. Não precisa haver chicotes, velas ou máscaras, fetiche é tudo aquilo que enfeitiça pelo desejo intenso de fazer outra vez.
Hoje há um mundo de opções para apreciar a fantasia preferida através da Internet, talvez um dia existam por aqui canais a cabo ou por assinatura, como em países desenvolvidos, onde além da pornografia o fetiche brilhe na televisão. Pois é, enquanto isso não acontece, um bom monitor de computador é o seu aliado mais próximo e intimo.
É sempre bom repetir: fantasia sexual é um assunto muito particular que pertence à própria pessoa, mas por razões óbvias, um dia esse segredo terá obrigatoriamente que ser compartilhado para que exista a possibilidade de realização, caso contrário, ficará restrito a generosas doses de masturbação pelo resto da vida.

Pensar que transar na lama é imundice é uma grande bobagem. Que diferença faz rolar numa poça de lama aos beijos apaixonados ou na areia da praia? O lugar, o cheiro, o tipo de sujeira?
Mas cuidado, a lama ou gel escorregam, enquanto a areia...
O grande segredo para sair do anonimato e começar a pensar em realizar qualquer fantasia é aprender tudo sobre o fetiche, repartir informações com quem já tem na bagagem conhecimento suficiente que possa servir de ponto de apoio e orientação. A Internet permite essa aproximação, essa troca de opinião que há algum tempo atrás era muito restrita e, por isso, custou muito tempo a alguns que abandonaram o barco antes de zarpar.
Coragem, confiança e atitude.
A partir daí vale tudo, como num ringue cheio de gel com duas gostosas lutando só pra você.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

On Time


Desta vez deu pra chegar a tempo.
A escolha para o prêmio Bondage Awards 2010 começou dia quatro de Abril e vai até o dia dezessete. Durante esse período, serão escolhidos os sites participantes que concorrerão na segunda etapa a um lugar no hall da fama.
No ano passado chegamos um pouco tarde, mas mesmo assim conseguimos ficar entre os cinqüenta melhores sites de bondage do planeta. Nossa intenção é conseguir espaço entre os dez mais votados e, pra isso, precisamos dos amigos para nos ajudar nessa tarefa.
Estamos concorrendo em quatro categorias:
Best Model: (A melhor modelo de bondage)
Best Rigger: (O melhor bondagista)
Best Pay Website: (O melhor site pago)
Best Photographer: (O melhor fotógrafo)
E qual a importância de figurar entre os melhores?
Claro que o site Bondage Awards é um veiculo formador de opinião, e embora haja controvérsia quanto aos premiados em edições anteriores, muita gente acessa o Bondage Awards em busca de dicas e acompanha os contemplados pelo hall da fama durante o ano.
Devido a alguns resultados contestados, houve uma repaginação na premiação desse ano e só podem concorrer os que apresentaram ou apresentam trabalhos nos últimos dois anos.
Dessa forma, o aparecimento de modelos retiradas das cenas e sites inativos nas indicações não será aceito, o que aumenta consideravelmente as chances de quem está em cartaz.
O que mais me chama a atenção nesse quase um ano e meio de atividades é a integração total entre os sites concorrentes. Diferente de uma visão que eu fazia enquanto assinante, a exposição do trabalho acaba criando um vinculo maior e o conseqüente respeito mútuo.
Portanto, essa disputa a qual considero sadia, visa apenas à divulgação em busca de um lugar ao sol, numa vitrine que a cada mês apresenta um crescimento impressionante pelos lados do hemisfério sul.
Basta um passeio pelos principais sites de busca e novos sites são apresentados ao publico, alguns de uma mesma “família”, que ocorre quando um site dá origem a outro do mesmo proprietário.
Só é permitido votar uma vez ao dia e, por isso, precisamos de vocês.
Escolha a modelo de sua preferência, dê um voto de confiança ao bondagista que vos escreve e eleja a Lucia Sanny como a melhor fotógrafa e cinegrafista, afinal são mais de quatorze mil fotografias, setenta e quatro vídeos e quatorze clipes. Modéstia a parte, existem sites com cinco anos de atividades que não chegam à metade desse número de material em exibição.

Existem outros campos para votar.
Best Free Website: (O melhor site de buscas, grátis). Minha escolha foi pelo Black Fox, por merecimento e amizade com o Rob.
Best Writer: (O melhor roteirista. Eu votei na Sasha Cohen (Danger Theatre). Acho que não existe melhor.
Best Retailer: (O melhor revendedor). Por conhecimento de causa eu cravei o Verotel.
Best Product: (O melhor produto no mercado) Essa eu deixei em branco. Vale qualquer tipo de material fetichista vendido na Internet.
Best Company: (A melhor empresa). Passei. Mas pode escolher a melhor empresa que produza material fetichista, fotográfico ou manufaturado.
O voto é secreto, claro, mas quem quiser declarar, pode fazê-lo aqui pelo comentário ou por email, afinal sempre existe uma ponta de curiosidade...
Para votar basta acessar o Bondage Awards: http://tinyurl.com/bdgbwf

Obrigado a todos!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Como Um Americano em Paris


Mais perdido que cachorro em dia de mudança, me sentindo um americano em Paris.
Já faz um tempão, aproximadamente no final de década de oitenta. Eu, um garoto sonhador fetichista sedento de encontrar eco do outro lado da gruta, cheguei a São Paulo por meras razões comerciais e aceitei um convite para uma festa, afinal havia outros compromissos no dia seguinte que me obrigava a pernoitar por lá.
Festa de gente comportada, tudo no lugar. Copos e pratinhos usados não ficavam cinco minutos sem serem retirados. Nada melhor a fazer do que encher o pote do bom whisky que havia por lá.
Se havia três ou quatro convidados que eu conhecesse era muito e àquela altura estava doido pra tomar o rumo do hotel, ligar a TV até o sono chegar. Mas como sempre existe uma surpresa, apareceu uma garota chamada Márcia, uma loira esbelta de cerca de um metro e setenta totalmente fora do padrão estabelecido pelos anfitriões.
A mulher falava mais alto, queria dançar, estava alegre demais e o ambiente não combinava com ela. E depois de tentar de todas as formas dar um pouco de vida ao recinto, veio parar sentada num sofá ao meu lado. Dava pra notar seu descontentamento.
Mas de repente ela entrou na conversa, que pra falar a verdade, nem me lembro muito bem, pois já estava em outro lugar pensando na vida. Então passei a prestar a atenção ao que rolava a minha volta e notei que ela fazia perguntas diretas às pessoas a tal ponto de causar certo constrangimento aos que estavam por ali.
Me peguei gostando da situação e dando risadas da desenvoltura da garota.
Até que ela notou a minha humilde existência e resolveu ser direta na pergunta: “o que você mais gosta de fazer?”.
Sem titubear respondi direto: “sexo”.
Claro que meu teor alcoólico foi responsável direto pela pronta resposta que causou mais embaraço em quem estava por perto. Mas quem não gosta? O problema é falar, ainda mais em público, e pra piorar onde ninguém sabe quem você é, apenas um convidado de um convidado.
Como não me senti avermelhado ou me achando pagando mico, encarei de frente e me preparei para continuar no pequeno “talk show” que a menina transloucada havia criado naquela sala. Ela tentou de tudo, cavou por todos os lados enquanto eu escapava com respostas evasivas que só criavam confusão e polemica, até que a metralhadora da loira apontou em outras direções.
A roda aumentou e outros participantes entraram em cena. É aquela velha história: quando um boceja todo mundo abre a boca...

Como eu já contava algumas participações em discussões do fórum da revista “Ele e Ela” joguei o fetiche na conversa, fiz valer a minha opinião e algum conhecimento. Alguns devem ter me achado um chato, um maluco beleza ou me taxaram de bêbado, mas o importante foi olhar nos olhos de pessoas indiferentes ao meu mundo e falar abertamente do assunto sem importar com o que eles pensariam a meu respeito.
Penso que comecei a escrever minha história fetichista naquela noite no Jardim Paulista. Daquele dia em diante comprei a briga e pude me olhar no espelho sem medo ou censura.
Talvez houvesse chegado a hora, ou a ajuda do whisky tenha sido fundamental, mas a Márcia foi meu maior incentivo e produziu o efeito desejado: foram duas noites maravilhosas em São Paulo de puro fetiche e algumas outras aqui no Rio de Janeiro.
A vida seguiu seu curso e a Márcia desapareceu em silêncio deixando essa lembrança gostosa de uma noite que passado tanto tempo não dá pra esquecer.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Arte "Fetichista" do Burlesco


O burlesco ou simplesmente a arte do burlesco, se refere a um tipo de apresentação teatral que consiste em uma paródia ou sátira (que muitas vezes implica uma apresentação de strip-tease).
Alguns autores definem o teatro burlesco como descendente direto da Commedia dell'arte, "farsa" ou "burla" para uma paródia ou comédia de costumes que surge aproximadamente ao mesmo tempo em que se tem conhecimento da primeira aparição da Commedia dell'arte.
Hoje, o termo burlesco ou “dança burlesca” se refere comumente a números de strip-tease onde as dançarinas utilizam roupas com estilo retrô e fazem exibições extravagantes, imitando dançarinas do teatro burlesco original ou uma stripper de cabaré.
E onde está a proximidade do Burlesco com o fetiche?
Seria simples definir a arte do strip-tease como uma manifestação de exibicionismo, mas em se tratando de caracterização dos personagens que se exibem em público a própria atmosfera tem uma conotação fetichista.
Assim como as pinups dos anos cinqüenta apareciam em trajes íntimos, meias de seda e luvas, as atuais dançarinas burlescas através da paródia promovem cenas que despertam um interesse maior de uma platéia crescente e cativa.

Um exemplo de sucesso é Dita Von Teese, uma atriz e modelo americana que usa e abusa da estética da pinup dos anos quarenta e cinqüenta e do termo burlesco, cercada de muita sensualidade.
Em seus shows de strip-tease, o ponto alto é o famoso banho no copo de Martini gigante, onde ela deixa a platéia hipnotizada com essa mistura entre sensual e burlesco.
Os números mais famosos – com as penas de pavão, os trajes reduzidos, e a introdução do strip-tease no burlesco – nascem na década de 50 e tornam-se espetáculos da moda. Atualmente o burlesco renasceu das cinzas e foi reinventado. Os bailarinos – também chamados burlesquers – têm formação em artes tão variadas como dança pós-moderna, dança clássica, neo-circo e cabaré.
Trajes e fantasias em geral costumam despertar interesse em pessoas com esse fetiche, e quando acompanhadas de uma generosa dose de glamour ficam muito mais atrativas.
Essa combinação gera a percepção de outras fantasias que se acoplam ao tema principal, assim como as fotografias da famosa pinup do novo século (Dita) em suas poses lindas e ousadas de bondage.

A atriz entra em cena com um estilo mais sombrio, tons de cinza e a imagem do corpo seminu. De olhos vendados, com uma capa recobrindo-lhe os ombros e, precisamente, os mamilos. Ela aparece com chicotes e luvas de couro, vestidos justíssimos e saltos-altos quase impossíveis de calçar; amarrada em lingeries sensuais, com o corpo pintado em cores metálicas, indo de Anjo a Demônio, de Dominatrix a Escrava.
No Brasil, a dançarina paulista Fascinatrix faz um grande sucesso. Confira: http://blogfascinatrix.wordpress.com/
Existem cursos de dança burlesca espalhados pela internet. Basta usar os buscadores ousar e tentar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Meu Presente


Se por acaso alguém lembrar do amigo escriba, companheiro de todos os dias, peça ao “coelhinho” que me traga bem embrulhadinhas belezas como essas que ilustram a matéria, afinal se é tempo para esperar que o coelho amigo deixe um presentinho, então quero tudo isso e muito mais.
E por que não querer?
Se for verdade que tudo que agente deseja com vontade acaba se tornando realidade, acho que vale à pena querer para ter.
My wish list:



CLINIC ASSAULT

Amanhã devido ao feriado não haverá matéria, por isso, fica um aviso aos assinantes do Bound Brazil: a atualização do site ocorrerá normalmente e o filme em cartaz que será exibido é “Clinic Assault”.
Uma trama perfeita para os amantes de Damsels in Distress.
Duas belas garotas (Thayani e Thais) trabalham numa clinica de estética e sofrem com a invasão repentina de Carlos que está atrás do dinheiro arrecadado após um dia de funcionamento.
A captura é perfeita e as colegas de trabalho tornam-se prisioneiras do vilão sendo obrigadas a entregar toda a quantia disponível. Ótimas cenas de diferentes amarrações dão um toque de qualidade neste vídeo de quinze minutos.
Um photoset com as melhores imagens estará disponível aos membros do site.

Um excelente final de semana prolongado a todos e Feliz Páscoa!