quarta-feira, 31 de março de 2010

Comissário Rex (A Série)


O Comissário Rex foi uma popular série televisiva co-produzida pelas TVs alemã e austríaca, entre 1994 e 2004. Em 2008, a série regressou sendo co-produzida pelas televisões Italiana e austríaca. Neste retorno, foram produzidas duas temporadas. Na primeira delas, Rex tem um novo dono, Henry, um agente Italiano. O primeiro e últimos episódios decorrem em Viena, todos os outros em Roma.
O herói desta série é o cão da raça Pastor Alemão Rex. Os vários episódios, com locações em Viena na Áustria, tratam da investigação de crimes por um detetive de polícia e seu parceiro canino. O cão é sempre o principal responsável pela descoberta dos criminosos, seguindo pistas incríveis ou apontando erros cometidos pelos assassinos, dando razão ao velho ditado "nenhum crime é perfeito".
O primeiro parceiro de Rex foi o Detetive Richard Moser; quando o ator que o interpretava (o austríaco Tobias Moretti) resolveu deixar a série, Rex passou a trabalhar com Alexander Brandtner (Gedeon Burkhard, alemão nascido em Munique). Com a saída de Burkhard, o cachorro ganhou um novo time, formado pelos policiais Mark Hoffmann (Alexander Pschill) e Niki Herzog (Elke Winkens).
Em Portugal esta série com o nome de “O Cão Polícia” foi transmitida no canal de televisão privado SIC e no Brasil, estreou no canal por assinatura Multishow no dia 8 de janeiro de 1998 (com legendas) e na TV aberta, em 25 de março de 2007, na Rede Bandeirantes, dublada em português.
Em 1996, foi produzida uma temporada da série spin-off de Kommissar Rex, Stockinger, estrelada por Karl Markovics (o Ernst Stockinger de Rex) e com locações na cidade de Salzburgo, também na Áustria
Hoje, na décima terceira temporada, não há indícios de que os episódios venham parar por aqui, o que é uma pena, já que essa série além de conter inúmeras cenas de garotas em perigo, um verdadeiro banquete para os bondagistas amantes desse tipo de atração, é de extremo bom gosto nas locações e, conta também, com roteiros muito bem desenvolvidos e de final imprevisível.


Elenco

Rex
Tobias Moretti como Richard Moser (1994-1998)
Gedeon Buckhard como Alexander Brandtner (1998-2002)
Alexander Pschill como Marck Hoffmann (2002-2004)
Kaspar Capparoni como Lorenzo Fabri (2008 - )
Karl Markovics como Ernst Stocklinger
Wolf Bachofner como Peter Höllerer
Heinz Wixelbraun como Christian Böck
Martin Weinek como Fritz Kunz
Elke Winkens como Nikki Herzog
Gerhard Zemann como Dr. Leo Graf
Fritz Muliar como Max Koch

terça-feira, 30 de março de 2010

Um Piauiense em Antuérpia


Não. Um masoquista não sente prazer quando acerta uma martelada no dedo ou prende a mão numa porta fechando. É necessário todo um contexto para que tal tesão aconteça.
Mas é melhor ficar por aqui quanto a esse assunto, afinal já estou cansado de levar cacetada de psicólogos e não tenho nada de masoquista pra ficar apanhando.
Nosso papo de hoje é pra contar as aventuras de um sujeito com um parafuso a menos na cabeça, que um belo dia resolveu juntar o que tinha pra se arriscar pelo Velho Mundo.
Em plena virada do século, esse nordestino com jeitão carioca, soube por um amigo que vivia em Paris da abertura do Fetish Café na bela Antuérpia, e resolveu se entregar aos caprichos de uma dominadora dos Países Baixos que lhe desse todas as surras que cabiam na sua imaginação masoquista.
Arranjou um daqueles vôos de promoção que parece um trem parador. É tanta escala que não se percebe o momento da chegada ao destino. Mais amassado que tomate em fim de feira perambulou por um aeroporto imenso sem falar uma palavra de Francês, e contou horas intermináveis até dar de cara com o amigo no saguão de espera.
Nunca se viu tão feliz.
Experimentou Paris e suas delicias, tentou convencer o amigo fetichista que ir ao Fetish Café era melhor que ganhar na loteria, mas o máximo que conseguiu foram duas noites grátis no pequeno apartamento que o colega alugava com o pouco que recebia de um emprego secundário e uma carona até a estação ferroviária.
Partiu, com a mesma coragem que o levou a viajar tão longe na direção da sua terra prometida.
Batendo cabeça aqui e ali, conseguiu se hospedar numa espelunca de segunda categoria e à noite bateu na porta do Fetish Café. Trazia nas mãos um pequeno dicionário daqueles se usa em viagens, com frases feitas, onde normalmente quem pergunta alguma coisa nem imagina o significado da resposta. Tentou sem sucesso aproximar-se das dominadoras, sempre com as perguntas marcadas nas páginas de seu livrinho de bolso.
Já cansado em sua busca inglória de se fazer entender, encontrou um Espanhol que com muita paciência e devido à proximidade do idioma conseguiu compreender o que queria o viajante. Mesmo com a ajuda providencial foi impossível descolar uma cena e ele voltou ao hotel desolado.
Sua grana agüentava mais dois dias em Antuérpia e ele insistiu em tentar. No final, já sem se importar com a cena perfeita debaixo das botas de uma domme qualquer, ele resolveu desafiar as regras munido de uma máquina fotográfica para registrar sua presença no Fetish Café em seu currículo.
Corrido pelos seguranças por pouco não vive uma sessão de spanking na saída forçada e foi embora sem realizar sua fantasia, embora tivesse vivido uma grande aventura.
Ao amigo em Paris contou as mais incríveis mentiras que se podia supor, e claro, devidamente comprovadas pela seqüência fotográfica que quase lhe custou hematomas e outras escoriações.

Fez o caminho de volta e aos que deixou aqui resolveu contar a verdade. As fotos lhe valeram o cartaz de estar num lugar onde os sonhos de muitos fetichistas se tornam reais, e isso já era o suficiente para justificar o tamanho da aventura que esse Piauiense destemido resolveu viver em apenas uma semana.
Nos encontramos há algum tempo atrás e por isso resolvi contar essa história, tão verdadeira quanto as fotografias sacadas numa noite de outono, dentro de um dos lugares mais badalados da Europa.

Para quem quiser conhecer o Fetish Café anote o endereço eletrônico: http://www.fetish-cafe.com/
As fotos que ilustram esse artigo são das dependências do Fetish Café e devidamente permitidas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cadernos BDSM 2010


Cheio de orgulho, recebi o convite da organização dos Cadernos BDSM 2010 para participar como colaborador dos temas que farão parte dos ensaios desse ano.
E o que significa os cadernos BDSM e sua utilização pela comunidade fetichista?
Bom, em primeiro lugar um avanço considerável no intuito de desmistificar as práticas, levando os conhecimentos de determinadas questões aos iniciantes, através de pessoas experientes em vários assuntos.
“O discurso social reflete o conjunto de idéias, opiniões, crenças e expectativas da sociedade no que diz respeito a esse tema, no caso o BDSM. Como é conhecido o BDSM dentro da nossa sociedade? O que se fala? O que é interessante destacar? Quais os prejuízos e estereótipos relacionados com o BDSM? É legal o que se pratica? Se é legal, por que tudo que se pratica fica sobre suspeita? Os praticantes se preocupam com o que se diz a respeito? Até onde os praticantes de BDSM informam o que praticam, como e quem são?”
Todas essas perguntas fazem parte do ensaio anual que a comunidade BDSM Latina quer saber sobre cada fetichista, e está aberto a todos que quiserem participar e contribuir com um pouco do conhecimento adquirido em favor dos que iniciam essa jornada.
A participação de brasileiros e portugueses significa escrever esses ensaios em nossa língua, pois o que se consegue está em Espanhol, porque o interesse da coordenação visa à aproximação com os praticantes latinos.
Para participar e colaborar é fácil.
Basta enviar um email para: ensayobdsm@gmail.com e escolher um tema ligado às práticas nas quais você tem conhecimento.

Para ilustrar este artigo, envio os links dos Cadernos BDSM do ano de 2009, em Espanhol.
Não é complicado entender.
Para os meus amigos bondagistas, peço atenção ao caderno de número nove, onde tudo sobre o fetiche foi muito bem elaborado pelos colaboradores.

Boa leitura.









CuadernosBDSM 10
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM10.pdf

CuadernosBDSM 9
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM9.pdf

CuadernosBDSM 8
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM8.pdf

CuadernosBDSM 7
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM7.pdf

CuadernosBDSM 6
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM6.pdf

CuadernosBDSM 5
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM5.pdf


CuadernosBDSM 4
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM4.pdf


CuadernosBDSM 3
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM3.pdf


CuadernosBDSM 2
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM2.pdf

CuadernosBDSM 1
http://sites.google.com/site/cuadernosbdsm/Home/CBDSM1.pdf

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mais Uma Dose


O sujeito chegou ao balcão do Bar e ordenou: “manda outra”.
Contando as doses anteriores já estava pra lá de Bagdá. Aliás, se havia alguma coisa que ele nem se lembrava era de quantas tinha devorado até aquele momento.
E pra piorar, o sol estava ainda esquentando próximo ao Meio-Dia, e ele, já num estado de total abandono, tipo assim: pode encomendar o corpo que a alma já foi...
De repente, um amigo aparece do nada para saborear a sua cervejinha de Sábado e encontra o bebum com o pensamento tão distante quanto o Planeta Júpiter. Fetichista de carteirinha e sabedor das taras e manias do amigo tratou de se aproximar para saber qual a razão do cidadão estar àquela hora no bar ainda com a roupa preta da véspera.
A resposta foi rápida e surpreendente:
- Sabe a Comadre?
É bom esclarecer que uma festa de fetiches havia sido realizada na véspera e a Comadre era uma submissa assumida que freqüentava a balada.
- Claro que sei. O que houve?
- Passei a noite com ela...
Era realmente impossível de compreender, sendo os dois submissos e sem nenhuma tendência dominante, o que os havia levado a ficar juntos, ao menos por uma única noite.
- Cara, como é que vocês conseguiram? Quem dominou quem?
- Nada disso, não rolou nada disso. E tem mais, se boquete é fetiche a partir de hoje serei adepto. Um brinde!
O amigo sóbrio começou a desvendar o enigma, mas ainda assim ficou sem entender o porquê da bebedeira. E insistiu:
- Agora eu entendo a razão do porre, ou seja, o melhor mesmo é esquecer uma noite baunilha depois de uma festa fetichista.
- Nada disso, estou bebendo desde ontem pra comemorar. Posso ser sincero? Jamais existiu fetiche na face da terra que me fizesse ter a noite que tive. Fui a Lua brother, literalmente, e se quiser me chamar de baunilha de hoje em diante eu assumo, ou então arranja um nome de fetiche para o boquete da Comadre.
O amigo se ajeitou na cadeira do bar, colocou a cerveja no copo e quando levou o copo à boca para o primeiro gole foi interrompido pelo já inconveniente beberrão:
- Quer saber? No final, depois de engolir tudinho ela tomou um gole de cerveja...
O cara quase devolveu o que acabara de beber.

ACERTO DE CONTAS

Vale à pena contar essa história.
Era uma noite de Quarta chuvosa. A Erika Telles (diretora de elenco do Bound Brazil) chegou aqui na empresa pra montar o elenco de um vídeo que só seria exibido no final de Abril.
Até aqui nada demais, fato corriqueiro. Mas deu um estalo e resolvi apostar num enredo inédito, aliás, eu nunca deparei com esse tipo de roteiro em toda a minha caminhada como produtor de vídeos.
Pedi que a Erika escolhesse três meninas, daquelas que colocam fogo no circo e trazer um gay para a contracena. Ela não entendeu nada, aliás, nem o Carlos, o Evandro, a Korva ou Lúcia, ninguém poderia supor o que eu tinha em mente.
Sábado passado entramos no estúdio para gravar o filme “Reckoning: Who will pay the bills” ou em bom português “Acerto de Contas”, simplesmente.
Os quase dezoito minutos aconteceram praticamente sem cortes, o trabalho de edição foi mínimo, pouca coisa além de calibrar o áudio e a imagem. E o resultado pra nós, foi tão satisfatório que não deu para esperar um mês inteiro para ver essa obra no ar. Conclusão: furou a fila e será exibido hoje no Bound Brazil.

Duas meninas que gostam de sair à noite (Terps e Débora) dividem casa com um gay (Thiago, que faz sua estréia). O jovem se irrita com a vida que levam as amigas e as espera chegar em casa impaciente com as contas vencidas na mão, cansado de arcar com tudo sozinho.
Elas reprovam a atitude de Thiago e resolvem dar uma lição no rapaz que é amarrado e amordaçado pelas duas amigas e induzido a gostar do que nunca teve vontade. Mulher.
Recheado de cenas sensuais e muito quentes, o filme ganha contornos de aventura e revanche quando Carolina aparece para ajudar o amigo gay e livrá-lo das mãos das duas garotas.
Com um final explosivo, “Reckoning” estréia essa noite para os assinantes do Bound Brazil acompanhado de um photoset exclusivo com muitas imagens da trama.
Nem precisa recomendar.

Um ótimo fim de semana a todos!
Que saudades da Comadre...

quinta-feira, 25 de março de 2010

As Próximas Atrações


Dando segmento à série “lambuja”, uma seqüência das belezas que em breve estarão em destaque no site Bound Brazil.
Nessas horas dá pra ter certeza de que o fetiche vale muito à pena...


Nany (Photoclip)


Thais & Thayani (Vídeo)


Milena (Photoclip)

Sarah Moon & Débora (Vídeo)

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Cara que Gostava de Pelos


Ela andava desgostoso da vida devido aos costumes do novo milênio.
Viveu nas décadas de setenta e oitenta o fascínio adquirido em revistas masculinas, quando contemplava belas mulheres famosas exibindo a genitália coberta de pelos. Se pudesse, mudaria o rumo da prosa e através de um ato institucional mandaria fechar todos os centros de estética e salões de beleza onde as moças se depilam.
Divorciado, passou anos em um casamento em que a esposa jamais admitiu deixar os pelos crescerem.
O sujeito, entretanto, seguia sua peregrinação quase solitária como se estivesse à procura de alguma coisa que havia deixado no passado e, certo dia, surtou de vez, partindo decidido a encontrar o seu fetiche a qualquer preço.
Meteu a mão no bolso e recorreu ao caminho mais rápido: o sex delivery.
Navegou em todos os sites possíveis e imaginários dando com a cara na porta quando insistia em ter uma mulher peluda para sua noite perfeita. Por mais prestativas que fossem as “atendentes” elas não tinham em catálogo nenhuma que pudesse suprir suas necessidades.
Num começo de noite saindo do trabalho, recebeu uma ligação no celular de uma mulher se dizendo de um site onde ele buscou a mulher não depilada. Esfregou as mãos e combinou ligar assim que chegasse em casa para acertar os detalhes finais.
Animado, decidiu que o evento merecia algo muito especial e marcou num motel de alto luxo para brindar seu sonho saboreando cada pedaço.
O telefone tocou e ele foi até a porta esperar por uma mulher em cima de um salto de vestido curto e olhar provocante. Pra sua surpresa, uma garota magrinha, jovem, de pele branca e cabelos negros escorridos, trajando uma calça jeans e uma blusa de malha de alça morta de vergonha por estar ali, lhe deu um “olá” mais seco que uma dose de Gim com Dry Martini.
Encabulado e sem ter o que dizer àquela menina com jeito de vendedora de livros, ele se ajeitou no sofá da suíte e tratou de oferecer uma bebida para descontrair o ambiente.
“Coca-Cola”. Ela disse sem esboçar um sorriso e ele pensou: “fudeu, isso aqui vai ser uma merda!”.
O jogo de xadrez foi intenso e a tensão só começou a diminuir quando rolou uma aproximação na base de um verdadeiro ataque soviético e a garota encabulada sucumbiu aos seus carinhos. Embora estivesse ali por questões profissionais, era flagrante sua inibição e notadamente ela estava envolvida naquele caso pela primeira ou segunda vez, porém passou a comandar a cena quando deixou cair às calças e ainda de roupa íntima seus pelos ficavam à mostra.
O sujeito havia pedido um milagre e alcançado a graça.
Aquela garota tinha um baú contendo todos os seus desejos, realizando um sonho que vinha de tanto tempo que ele nem se lembrava mais como era ver aquilo ao vivo, diante de seu nariz.
Tentou de todas as formas ter a mulher pra sempre. Seduziu, marcou encontros sucessivos gastando boa parte de sua renda em motéis e bares na ilusão de conseguir arrancá-la daquela vida sem rumo e chegou a ignorar a diferença de idade entre ambos.
Ela tinha outros planos e ele não fazia parte de sua lista de desejos. Naquele momento ela estaria ali, disposta a ter apenas “um cliente” que seduzia ao deixar seus pelos crescentes.

Não sei se de tanto lutar por algo inatingível, a verdade é que aos poucos o cara foi perdendo o encanto e os encontros ficaram esparsos, quinzenais, até terminarem sem ao menos dizer adeus.
Sequer imagino que fim levou a mulher, mas o cidadão hoje anda loucamente à procura de uma mulher que tenha pelos nas axilas. Através de incursões em salas de bate-papos fetichistas ele tenta a sorte, e também insiste em achar nos sites de garotas de programas.
É brother, ninguém esquece o fetiche, ainda que deixe de lado por algum tempo ele sempre volta a incomodar. O melhor mesmo é saber lidar com tudo isso.

terça-feira, 23 de março de 2010

Made in China


Existem diversas formas de conceber uma boa receita e a melhor maneira de escolher é experimentando, ainda que essa degustação ocorra de um jeito visual.
Quem gosta de algum alimento com um péssimo aspecto?
O mesmo exemplo se aplica a uma cena fetichista. E já que aqui falamos mais de bondage, que tal uma viagem ao oriente para conhecer os segredos de um negócio da China?
Com os mesmos preceitos básicos extraídos de filosofias orientais oriundas do kinbaku como no Japão, os chineses estão descobrindo a Internet apresentando trabalhos fetichistas com algumas características singulares.
Embora exista esse parentesco com os vizinhos nipônicos, os chineses utilizam as cordas amarradas por etapas com o intuito de provocar posições dolorosas nas meninas que figuram como modelos de seus ensaios.
Não há uma preocupação excessiva com o alinhamento das cordas e tão pouco buscam desenhá-las através de amarrações simétricas, eles procuram imobilizar de todas as formas e maneiras possíveis, impondo alguns castigos incomuns para nós que vivemos em meio a uma cultura fetichista distinta.
Uma mulher pode aparecer em pé com um salto muito alto tentando se equilibrar com os braços colados ao corpo e as mãos às costas, ou em determinadas cenas, alguns tijolos são colocados entre os pés imobilizados e a tábua que os apóia, com a nítida preocupação de causar situações de desconforto absoluto de quem está sob domínio. Mais cordas e mais tijolos, ao mesmo tempo, até que haja um ponto de saturação.
Outro aspecto próprio é o cuidado de exibir através da seqüência filmada ou fotografada, sorrisos que vão desaparecendo de rostos com aparência juvenil, sempre, terminando em suplícios quase insuportáveis nas últimas tomadas. Também é comum a busca pela ruborização das extremidades, quando mãos e pés arroxeados passam a impressão da impossibilidade de escapar aos laços bem elaborados.
Como não possuo um contato direto com essa cultura fetichista, o que me chega são as produções possíveis de acompanhar pelos portais chineses. Daí é possível traçar um parâmetro entre o que é exibido e o desejo de quem o faz.
Não há esmero com os cenários ou a preocupação de apresentar uma linha cinematográfica condizente. Existe uma filmadora fixa em tripé que mostra tudo à volta, inclusive os flashes e ruídos da câmera fotográfica. Não há enredo, nem uma explicação plausível ao espectador do por que da realização da cena. As coisas acontecem do nada, e sem cortes de edição as cordas aparecem e sobrepõem as linhas traçadas inicialmente em nome de uma imobilização completa e eficaz.
A impressão que se tem é de que se o vídeo terminasse na metade o bondage ficaria melhor, preservaria a linha imaginada pelo bondagista que é muito bem concebida nos primeiros passos. Porém, o vídeo segue, desafiando o mentor da tarefa de aprisionamento a utilizar toda a metragem de corda que ele tem a seu dispor.

De positivo, a beleza natural das meninas, sem apelos de maquiagem em excesso ou guarda roupa fashion demais. A intenção de mostrar o entendimento do fetiche segundo a ótica chinesa e boas imagens externas quando solicitadas.
Para os que adoram mordaças os sites chineses ficam devendo, embora fique evidente que isso acontece de modo proposital devido às raríssimas cenas em que as bocas não estão impedidas de sorrir ou expressar a dor.
Os que quiserem conferir o que se produz onde o sol nasce mais cedo, aqui vai uma boa dica de um site parceiro do Bound Brazil: http://www.chinabondage.com
Boa viagem!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Diferenças Iguais


Você sabe o que é um transgender?
Embora a grande maioria saiba que a mudança de sexo é o significado do termo transgender, nem sempre essa transformação acontece de forma perfeita, mas em certos casos, a alquimia fica tão irretocável que as diferenças não parecem iguais.
Encarei como um desafio realizar um trabalho de bondage num transgender.
E como costumo dizer que nessa vida só não morro de medo ou de parto, topei a parada e o resultado está nas fotos que ilustram esse artigo, dando um significado a todas as letras aqui escritas, porque se eu não tocasse no assunto o gato passaria por lebre.
Aonde esse ensaio pode chegar ainda é uma grande interrogação, e como dentro da minha cabeça existe uma ebulição de idéias fetichistas, um dia destes isso pode parar nas manchetes.
Conheço a modelo desse ensaio há muito tempo, talvez isso tenha contribuído para que houvesse a possibilidade de tal experiência. Já falei dela aqui mesmo numa matéria sobre a vida dos travestis e as dificuldades de conseguirem se afirmar numa sociedade hipócrita e preconceituosa.
Hipócrita? Por que não, se alguns homens têm relações sexuais com transexuais na calada da noite e são os primeiros a descer a lenha? Isso é hipocrisia, e não há outro significado.
Preconceito? Por que não, se as mulheres freqüentam salões de beleza e se derretem em elogios ao trabalho profissional de um travesti, mas nas conversas com as amigas acham um absurdo um homem se transformar em mulher?
Talvez todos precisem ser uma Roberta Close, arranjar um casamento com um europeu milionário, fazer uma operação de mudança de sexo, ganhar na justiça o direito de trocar de nome e, ainda ter uma música em sua homenagem.
Acho que se houvessem mais oportunidades a grande maioria não buscaria a prostituição para sobreviver, mas isso é uma matéria complexa e precisa ser discutida por pessoas com capacidade e liderança para tal, porém não me impede de ter apenas a minha própria opinião.
Dentro da cadeia fetichista o transformista já é um fetiche por aparência e atitude.
A leitura que faço do ensaio em questão está ligada a dois aspectos importantes: a vontade de realizar a fantasia e a identificação com fatos fetichistas no dia-a-dia.
Ser modelo de um site ou blog fetichista é um trabalho artístico como outro qualquer, existe um contrato profissional, discussão sobre o conteúdo e aceitação de ambas as partes.
Por outro lado, quando o desejo de posar é latente e de cunho totalmente pessoal, existe a satisfação do desejo realizado.
Como tenho a mente completamente aberta e nela jamais existiu lugar para preconceitos ou afins, apresento-vos Larissa. Em poses de bondage como qualquer modelo dos mais variados sites que existem por toda a rede.
Tal e qual um jogo dos sete erros, vale procurar defeitos ou acertos, tanto no fetiche quanto na modelo.

O mais importante nesse trabalho, como em qualquer outra exibição de uma imagem fetichista, é que consiga alcançar a sua proposta, ou seja, que desperte em alguém o efeito desejado. Para muitos um transexual amarrado e amordaçado não significa o objeto de seu desejo, porém, como o sol nasceu pra todos, sempre haverá quem faça desta cena um grande acontecimento, ou simplesmente, o impulso necessário para o começo de uma incrível aventura.
A Larissa queria posar para uma câmera envolta em cordas, em total perigo, como as meninas do Bound Brazil. Realizei sua fantasia com alegria e satisfação.
Fica aqui meu agradecimento por sua atitude, por gostar de bondage e ser o que é.
Valeu!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fascínio Singular


De uma coisa eu já sabia ao abrir os olhos na maternidade: o fetiche estava no sangue de tal forma que apareceu no teste do pezinho...
Cresceu e floresceu, até o dia que comecei a interagir e passei a conhecer pessoas com o mesmo DNA.
Embora nunca tenha tido nenhuma tendência a submissão, me confesso apaixonado pelo fascínio do olhar de uma mulher dominadora.
Cruéis quando devem ser, carinhosas e amigas, essas mulheres mandonas e suas mentes perversas, exercem sobre mim uma admiração singular. Comportamentos distintos, mesclando dor e alegria em doses certas, elas roubam a cena quando o assunto é fetiche.
Nutro por elas respeito e amizade, recebendo em troca a mesma moeda, como se eu fosse merecedor de tanta generosidade sadia e sincera.
Perdi as contas de quantas dessas mulheres indomáveis passaram por minha humilde escola bondagista. Vidradas em amarrações perfeitas e simétricas, aos poucos conseguem entender a mensagem do bondage e a canalização da energia de uma cena perfeita.
Imagine a quantidade de súditos que sofreram pacientemente em suas mãos quando elas partiram em busca da imobilização perfeita? Eu tenho modelos, elas têm a servidão absoluta. Talvez seja mais adequado, quem sabe.
Elas insistem, jamais desistem e com orgulho apresentam seus nós em fotos ou na minha frente, sem jamais perder a compostura que as faz ser o que são.
Muitas foram minhas “vitimas” e se viram prisioneiras dos meus nós, embora de brincadeira, porque essa troca é como colocar a coleira numa fera que na primeira chance te arranca o braço. Bom, se é verdade ou mentira nunca vou ter certeza, por conta disso acho que fiz bem em não arriscar.
Seria imbecilidade extrema da minha parte negar o orgulho de ver a Scarlet apresentar seus nós equilibrados diante das câmeras de um programa de televisão, da mesma forma que eu seria um perfeito babaca ao não admitir que a Lady Vulgata desenvolveu seu bondage no olhar, a um palmo do meu nariz abelhudo, e hoje exibe com prazer suas habilidades e técnica apurada nas páginas de seu blog.
E assim se contam vários exemplos que já não me atrevo em lembrar.
Durante toda a minha vida fetichista só colecionei bons momentos ao lado dessas mulheres malvadas e suas chibatas de couro, verdadeiras Damas de Ferro.
Portanto meus caros amigos submissos nas mãos dessas Rainhas: se o nó apertar, liga não, porque a festa delas estará apenas começando.
Vida longa a todas essas grandes amigas!

Hot Foot

Vocês sabem o que é hot foot?
Já que é um assunto novo por essas páginas, vale uma explicação a quem nunca foi apresentado ao tema.
Bom, pega-se o pé da parceira, coloca-se os dedos bem juntinhos, de preferência amarrados com um cordão bem fino ou uma tira de fitilho. Entre os dedos apertados, insira palitos de fósforo e acenda até a chama chegar perto da pele.
Maldade? Nada disso, suspense apenas.
Atendendo a pedidos dos assinantes do Bound Brazil, produzi um vídeo de ação, onde duas meninas estreantes (Elisa e Suelly) são assaltadas em seu local de trabalho pela também novata Amanda.


As duas sofrem o diabo nas mãos da ladra até terem a chance da revanche (essa galera adora quando tem forra...). Pra se vingar, as duas aterrorizam Amanda com uma cena de hot foot, exatamente como expliquei aqui.
O vídeo com dezessete minutos de duração será exibido hoje pelo Bound Brazil aos seus assinantes, acompanhado de um photoset com as melhores imagens, inclusive com tomadas em close de hot foot.
É ou não é de tirar o fôlego?
Será que elas assoprarão a tempo?

Um ótimo fim de semana a todos!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Num dia qualquer


Às vezes eu fico imaginando coisas e me vejo pensando por que.
Não pensem que estou ficando maluco ou andei sonhando com um disco voador. Falo de fatos e histórias que a vida nos reserva, principalmente quando há um envolvimento comunitário em que se relacionar com outras pessoas é uma condição fundamental.
Daí você topa de cara com alguém, com quatro ou cinco anos a mais na carcaça e descobre que aquele sujeito que vive lá onde as guitarras ainda tocam num pátio vazio, viveu os mesmos sonhos e trilhou os caminhos que te levaram a estar num mesmo lugar algumas décadas depois.
A vida é assim, sem fronteiras quando o desejo e o sonho se misturam como se fossem um som, saídos de um canto qualquer, num dia qualquer. Se o fetiche nasce com a gente e nos acompanha por toda a existência, é bem melhor acreditar que o tempo vence barreiras e une como os nós de uma linda cena de bondage.
E por que não? Afinal, se alguém coloca em seu perfil que encontrou o fetiche numa mesma imagem que há tempos te seduziu, dá pra deduzir que ocupamos um mesmo espaço na cadeia alimentar de idéias apesar de termos vivido distantes. É brother, o fetiche tem dessas coisas...
Aproxima, constrói e amplia horizontes. Faz nascer amizades sinceras, como se fossem uma soma de esforços em busca do mesmo ideal. Podem me chamar de louco, mas sigo acreditando nisso.
Todos ambicionam saber que não estão sozinhos. É como estar em Moscou, sem entender nada do que se passa ao redor e dar de cara com alguém que fala a sua língua e te mostra aonde ir. Na minha visão, os encontros casuais trazidos pela onda fetichista, têm uma atmosfera singular como à energia de enxergar outro “eu” no mesmo espelho.
Impulsos diferentes não impelem co-relação de pensamentos. Deve haver respeito pela forma de mostrar o fetiche que vem de outros, mesmo que seja possível imaginar que poderia ser concebido de forma diferente. O que penso eu mostro, e cabe a quem vê gostar ou não, mas criticar ou achar que poderia ser melhor é falta de respeito com quem se propõe a exibir sua arte numa galeria onde milhões têm acesso grátis.

Por isso é muito importante valorizar iniciativas que só contribuem para o aprimoramento de quem quer evoluir dentro do mundo fetichista. Quem já possui sua própria técnica e vive bem com ela, deve olhar com bons olhos o que parceiros de jornada proporcionam sempre procurando entender as razões pelas quais pessoas adeptas do mesmo segmento se apegam a determinados aspectos.
Se tenho hoje uma condição privilegiada de exibir o que aprendi – sim, porque ninguém nasce sabendo – é minha obrigação estender a quem queira a oportunidade de apresentar uma forma diferente do mesmo fetiche.
É muito legal receber de um bondagista elogios para uma cena postada, mas o que mais me agrada é a possibilidade de poder repartir e compartir com novos e velhos amigos a mesma mesa.
Gosto de ouvir e saber do universo que habita a mente fetichista alheia.
Divido as emoções com quem apresenta um trabalho bonito.


Acho importante essa integração entre “riggers” (bondagistas em Inglês), através da troca constante de idéias, ainda que elas aconteçam de forma virtual.
Não vivo num clube fechado. Minha visão é ampla e alcança todos que comunguem da mesma maneira, mostrando ou falando sobre o fetiche com harmonia, respeito e sinceridade.

Essa matéria de hoje é dedicada a todos os bondagistas espalhados pelos quatro cantos do mundo e, em especial a dois amigos: Adie (Sabrebound) do site http://www.britdamsels.com/ e NJKidnapper, um artista que expõe sua obra irretocável de forma amadora.

Foto1: Yolanda Moretti, estréia em breve no Bound Brazil
Foto2: Badass por Adie
Foto3: Bella por NJKidnapper

quarta-feira, 17 de março de 2010

All About My Fetlife


Uma amostra do que as minhas amigas do Fetlife andam postando por lá.
Pra conferir, vale criar um perfil e simplesmente adicionar.
Te espero por lá.

Addie Juniper


Chalky Skyline


Claudia Rylie

Isobel Wren


terça-feira, 16 de março de 2010

Fetiches: como disfarçar?


Ontem, numa conversa super agradável com um velho conhecido fetichista, surgiram grandes gargalhadas quando abordamos um assunto pra lá de interessante: a famosa “bandeira”.
O que é “dar bandeira”?
Em meio a um punhado de definições, escolhi uma tremenda bandeira daquelas quase impossíveis de disfarçar. Digo quase, sempre acreditando que pra tudo existe uma solução, ainda que tardia.
Vamos lá. O cara é podólatra, daqueles que não resistem a uma cena involuntária de dangling ou sentar ao lado de uma mulher de pernas cruzadas calçando uma linda sandália num coletivo. Tudo isso acontece e o “cara de pau” está fingindo ler um jornal e ao se distrair a perna relaxa e encosta “acidentalmente” nos pés da passageira ao seu lado.
De tanto ter os olhos grudados ao entra e sai do sapato fechado nos pés a sua frente, ao mesmo tempo esbarrando a perna nos pés de sua vizinha de banco, a inevitável excitação ganha corpo e, ato continuo, surge a ereção.
É chegada a hora do disfarce, da dissimulação descarada. Pegar a mochila ou a pasta de documentos para colocar sobre o colo evitando que a ereção tome corpo e fique aparente.
Assim como esse exemplo de um amigo louco por pés, outros casos chamam a atenção pela criatividade na hora de evitar que alguém descubra o tesão iminente.
O convicto bondagista alucinado por cenas tipo Damsels in Distress se acomoda no cinema ao lado da namorada que ainda não tem total conhecimento de seus desejos. A mulher inocente, recém apresentada ao fetiche, imagina cenas entre ambos envoltos em lençóis de cetim, lingerie no corpo esbelto e cordas macias.
De repente, numa cena de pavor na parte final do filme, a protagonista aparece amarrada num local imundo, tipo armazém abandonado. Cercada de poeira, presa por cordas velhas e esfarrapadas de sisal com um pedaço de pano de uma camiseta velha por dentro da boca. A heroína do filme está prestes a sofrer conseqüências inimagináveis e nesse momento a namorada nervosa, rezando para que alguém apareça em socorro da atriz, coloca as mãos nas pernas de seu parceiro e descobre que ele está com a atenção voltada para a tela e se encontra em crise total de paudurecencia aguda.
Que bandeira Mané! Como sair dessa?
Até explicar que focinho de porco não é tomada lá se foi à melhor parte do filme. O tempo fecha e ela já não sabe se está ao lado de um cara com um fetiche gostoso de praticar, ou de um psicopata alucinado que obtém prazer ao ver uma mulher em perigo num filme de ação e suspense.
Prepare a saliva, porque a tarefa será das mais ingratas a ser concluída.
Por mais que eu diga aqui que o melhor é abrir o jogo e contar tudo sobre seu fetiche à sua parceira, nem sempre a banda toca nesse ritmo e abrir o jogo demais pode dar zebra.
Melhor ir falando aos poucos e torcer pra não acontecer um fato que estrague a ordem que você elaborou na cabeça.

Como diz meu amigão Vagalume: chegar diante de uma mulher e dizer que gosta de chulé é agressivo pra cacete, embora um dia ela venha a descobrir.
Mas como quem está na chuva está arriscado a se molhar, a coisa certa a fazer é viver o fetiche da maneira que for possível, e assim como os caras na escola jogavam a caneta no chão pra ver as calcinhas das mulheres subindo as escadas, porque não perdoar um podólatra que atira um objeto ao lado dos pés de uma mulher pra ver de perto tudo que lhe faz bem?
Toda manifestação fetichista deve ser preservada, jamais condenada.
Impossível imaginar que alguém torça o nariz a um homem que fique excitado com uma cena de um filme no cinema e achar graça dos caras que tiram sarro em ônibus lotado.
Tente disfarçar, mas se não der jeito, empunhe a bandeira e saia por aí feliz, afinal ficar excitado faz muito bem à saúde.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Drooling


Alguns tipos de mordaças utilizadas em cenas fetichistas causam um efeito conhecido como “drooling”. Para quem ainda não foi apresentado a este fetiche vale uma explicação: drooling é o excesso de salivação que a boca produz quando fica muito tempo aberta ou sem movimentos, a famosa “baba”.
As ballgags (bolas de plástico ou couro presas por uma tira na nuca), as bitgags (pequenos pedaços de madeira ou couro em tira presos por presilhas na nuca) ou cordas amarradas entre os lábios, são os maiores responsáveis pelo aparecimento do drooling.
Dominadores e alguns bondagistas adoram cenas em que as garotas ficam amordaçadas de tal forma que sequer conseguem conter a baba que escorre pela boca. É uma forma de expressar total controle sob a pessoa que está submetida pelas amarrações.
Como em toda manifestação fetichista, existe os que têm certo nojo de assistir uma mulher babando sem controle, mas como eu sempre digo aqui, o respeito ao prazer alheio deve permanecer acima de qualquer impressão pessoal.
Pedidos chegam aos montes de parte dos assinantes do Bound Brazil para cenas de drooling, e às vezes, conseguimos elaborar situações perfeitas como estes exemplos que eu coloco nas fotos tiradas de dentro do site. Vanessa e Flávia conseguiram demonstrar o fetiche com perfeição para os loucos por mulheres babando em intermináveis trilhas.
Mas engana-se quem pensa que o drooling tem somente o aspecto visual.
Fetichistas praticantes usam a saliva que escorre da boca de suas parceiras involuntariamente como lubrificante para penetrações durante a fantasia. Segundo relatos, o chamado “fio de baba” é aparado diretamente pelo pênis substituindo lubrificantes artificiais.
Algumas dicas para quem deseja obter o drooling durante uma sessão de bondage: procure colocar a mordaça preferida, segundo os exemplos que eu citei no começo do artigo, de forma segura, sem deixar espaço para que a saliva seja engolida por quem está amordaçada. De uma forma geral, cordas apertadas na boca mantendo os lábios abertos produzem um efeito rápido e prolongado.

Custom Videos & Pictures

Por falar em pedidos de assinantes do Bound Brazil, tem feito um enorme sucesso o nosso bondage delivery. O membro do site solicita o tipo de fetiche que gostaria de assistir e nós produzimos, desde que obedeça a linha que o site se propõe a exibir.
Este tipo de encomenda funciona como dicas de nossos amigos para futuros trabalhos.
Por mais que exista uma direção a seguir, onde o fetiche de Love Bondage seja exibido em detalhes, sempre falta algum pormenor que com a ajuda de nossos sócios podemos produzir.
Normalmente pedimos um prazo de trinta dias para exibir o pedido, porque realizamos nosso trabalho com a antecedência devida para atender a nossa própria demanda.
Mas tudo tem caminhado dentro do previsto e as produções conseguem alcançar o objetivo.
Acostumados a este tipo de relação com sites mais antigos, os norte-americanos além de figurarem como a maioria esmagadora de assinantes, são os campeões de pedidos.

Portanto, para customizar um trabalho de bondage com a modelo preferida, basta assinar o Bound Brazil e enviar seu pedido, lembrando sempre que este privilégio alcança apenas os membros do site, uma vez que não atendemos aos pedidos externos de não assinantes.
Como todo fetichista adora os detalhes, um dia publico aqui a wish list de nossos amigos.
É de dar inveja...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Se Pedir com Jeitinho…


Normalmente as minhas Sextas tem cara de filme de Hitchcock.
O couro come aqui na empresa e se estende pela noite com o trabalho do Bound Brazil.
No meio desse roteiro de suspense vendo o ponteiro do relógio avançar sem pena, deparei com o fetiche por todos os lados, mais cotidiano impossível.
Comecei a tarde gravando uma entrevista para o novo programa do Canal GNT (Vai e Vem) da Preta Gil, falando e mostrando bondage de cara limpa, e quando voltei por volta das seis, de bandeja rolou a matéria onde a Nana Gouveia brinda os bondagistas de plantão com um ensaio fotográfico amarrada a uma árvore.
Conclusão: o blog virou um diário.
Mas o que mais me chama a atenção é a declaração da bela modelo: "Nunca fui amarrada nem entre quatro paredes. Juro! Não é muito a minha praia. Gosto de ter as mãos livres pra brincar bastante. Mas não me recusaria, se meu namorado pedisse com jeitinho. Pode me amarrar, mas com carinho"
Precisa falar mais alguma coisa?
Se “pedir com jeitinho” resolve o problema está feito o convite, de cara e com muito carinho, sem pensar duas vezes, e quanto a “não ser a praia dessa Deusa” só posso lamentar profundamente o fato dela não ter experimentado, ainda.
E se alguém ainda tem dúvida, confira na foto o efeito maravilhoso que as cordas produzem num corpo perfeito. A árvore passa a ser um mero detalhe.
Para ver a matéria e as outras fotos acessem: http://tinyurl.com/yjapubj
Porém, outro aspecto importante na declaração da Nana foi o famoso “Hands free” ou no nosso idioma “mãos livres”.
De fato que ninguém está proibido de dar ou receber um carinho gostoso na hora certa, mas pensando com cuidado, se a fantasia de Love Bondage é amarrar uma mulher para cobri-la de todas as carícias possíveis e imaginárias, ter as mãos livres num momento como esse torna-se desnecessário.
Basta colocar a imaginação na frente e criar diversas situações onde o carinho pode ser feito sem a necessidade do uso das mãos. Acho que nem preciso falar em exemplos...
Alguns amigos parceiros de fetiche podem reclamar a falta da mordaça, mas há que se ter em conta que a ploriferação do fetiche é o mais importante nesse momento, quando as pessoas dessa Terra Brasilis começam a descobrir o bondage e suas delícias.
Bons ventos impulsionem esse barco na direção certa.
É o que há tempos estamos esperando.

UM DESAFIO

A adaptação desse roteiro deu liga.
Um amigo buzinou a trama e resolvi filmar. Um casal de namorados acostumado a brincadeiras de bondage, discute sobre o fetiche pela simples razão: ela gostaria de ver outra mulher amarrada por ele diante de seus olhos. Ele aceita o desafio e parte em busca de uma segunda parceira para aumentar os efeitos da fantasia.
Esse é o enredo do vídeo “Bondage Challenge” que o site Bound Brazil exibe aos seus assinantes na noite de hoje. Carlos, Miuky e a novata Tess, protagonizam cenas excitantes de Love Bondage esbanjando energia e sensualidade.
Imagens de restrições com duct tape (fita adesiva), algemas plásticas americanas e muita corda dão um tom de variedade a essa produção de dezessete minutos.

Como sempre, as melhores cenas estão num photoset de mais de sessenta imagens.
Irresistível.

Um ótimo fim de semana a todos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Gemidos


Quem não gosta?
Não é preciso ser um fetichista de carteirinha pra ter loucura por gemidos femininos na hora do “vamos ver”, mas se esses gemidos vierem inseridos numa boa fantasia sexual até o Diabo esfrega as mãos.
Podia falar aqui dos urros masculinos nesses momentos, porém é preferível que esse assunto seja devidamente tratado nos inúmeros blogs das minhas amigas (com link ou não), verdadeiras especialistas no quesito.
Detalhe: perco a linha quando o gemido de uma fêmea sai detrás de uma mordaça...
Diria até que é fundamental, afinal a audição é um combustível fetichista dos mais interessantes que existem. E para os que preferem que elas falem, se derramem, peçam, sem problemas, desde que seja dividido em partes iguais com o velho e conhecido tom abafado que as meninas usam deliberadamente para nos torturar.
Algumas começam tímidas e aos poucos vão se especializando em sons que funcionam como um canto de sereia no ouvido de Ulisses. De um modo geral, as mulheres mesmo em posição sexual submissa, descobrem as armas da sedução rapidamente e sabem a hora certa de usar com a plena consciência da condução da fantasia.
A mulher que usa uma roupa ou um par de sapatos sabendo que aquilo te deixaria sem chão, é a mesma que seduz com pequenos gemidos que aumentam de acordo com o compasso do sexo.
Falando de Love Bondage, esses gemidos têm preferências incríveis. Quer saber?
Os que gostam de uma mulher amordaçada com um pano ou fita cobrindo a boca, a chamada OTM Gag (Mordaça “Over the Mounth” – por cima da boca), e os que preferem as mordaças por entre os lábios, as “Cleavegags” ou “Ballgags”.
As diferenças são visuais e de sons: visual porque cada fetichista tem a sua mania, e por conseqüência, admiram a beleza da mordaça, mesmo que ela exista para limitar o som emitido pela boca. Quanto ao efeito sonoro, a mordaça OTM produz um som mais abafado, enquanto as do tipo “cleave” geram um som mais aberto, onde é quase possível ouvir algumas palavras entre os dentes.
Se mudarmos de cenário e de tipo de fetiche, encontramos um panorama diferente.
Em alguns praticantes de BDSM, gritos e gemidos em tom elevado produzem um efeito bomba capaz de abalar estruturas. É comum encontrar dominadores e dominadoras que não utilizam mordaças em seus parceiros, primando por escutar apelos e frases pedindo o castigo, a humilhação, ou ainda, afirmando a devoção.
Neste caso, o estalar do chicote mixa com ordens em tom duro e gemidos submissos.
Passando de um pólo ao outro, ainda no mesmo tema, produzir gemidos fora de contexto é uma tarefa tão complicada quanto encher um balde d’água a conta gotas.
Mas como? E por quê?
Quando se produz um filme fetichista onde as cenas não são reais, senão fantasias de fantasias, a mulherada precisa estar atenta e treinada para promover uma orgia de sons sensuais dentro de um estúdio, com pessoas em volta, duas câmeras e luzes incandescentes que funcionam como um corta tesão da pior espécie.

Pois é brother, produzir e dirigir um vídeo fetichista pode ser comparado a uma missão das mais difíceis que se tem noticia. Não bastasse ter que criar um clima totalmente diferente do que se apresenta naquele instante, ver, ouvir e não poder tocar é um verdadeiro Suplício de Tântalo ("tão perto e, ainda assim, tão longe") .
Mas assim mesmo elas gemem, e levam pra casa um pouco do que encontram em nosso mundo que pode servir de aprendizado para uma noite de pouca inspiração.
Pra finalizar uma frase de um grande parceiro bondagista:
Melhor que um bom gemido de uma mulher amordaçada, somente aquela velha frase que todo fetichista que é louco por Love Bondage gostaria de ouvir: “me amarra, vai”?
Pode ser...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Te animas?


Vem chegando o Outono. Aqui no Rio de Janeiro nem quente e tão pouco frio, talvez o ideal.
Pois que voltem as calças jeans e sapatos fechados, porque a moda da estação é ditada sempre por elas.
Hora de trocar o chope por um bom vinho, sentir aquele friozinho de noite sem nuvens no céu. Gosto pra cacete dessa época do ano nessa cidade tropical e acho que desperto mais fetichista do que nunca nas manhãs de março e abril. É hora de gastar saliva, das cantadas ao pé do ouvido e praticar o fetiche sob a luz da lua. Dizem que vem por aí um calendário fetichista fixo aqui no Rio, é esperar pra ver.
Mas, por enquanto, vale sair por aí a procura do par ideal. Usar os canais de relacionamento social, fazer amizades e trocar a lista de desejos, aliás, saber preencher a sua wishlist é condição fundamental para começar qualquer relação fetichista.
Imagine se você topa com uma dominadora e não se confessa um submisso? Na hora que a chibata começar a cantar não dá tempo de correr brother, e você vai entrar direto numa grande furada. Acredite.
É muito complicado supor que uma relação fetichista tem algo de parecido com uma relação – digamos – convencional, onde as coisas se “ajeitam”. Nada disso, aqui o buraco é literalmente mais embaixo. É bola ou bulica, e você tem apenas um tiro pra ser disparado, portanto, trate de acertar o alvo ou as chances de sair chamuscado só irão aumentar.
Num mundo onde as pessoas que habitam colocam o desejo e a fantasia em primeiro plano, a adaptação só é possível quando existe convergência de idéias. Por exemplo: você gosta de amarrar a garota na hora da transa, mas não vê com bons olhos o uso de instrumentos e brinquedos que provoquem dor. Por outro lado, ela topa as cordas, algemas, mas não fica satisfeita se não houver uns tapinhas, pingos de vela e etc.
Se você for radical não entre nessa e esqueça a possibilidade de ter essa mulher como fonte principal de seu desejo, porque ela não ficará realizada apenas em brincar com a sua fantasia, o seu tesão. Ela também possui uma lista elaborada e sonha da mesma maneira.
Para haver uma adaptação é necessário concordância em aceitar praticar o que vem de lá e ela se submeter ao que vem daí. É o chamado mar de rosas, ouro sobre azul ou no mais popular, juntar a fome com a vontade de comer.
Existem, porém, os casos atípicos, aqueles que ninguém aposta que pode dar certo e, de repente, a letra se funde com a canção.

Houve um tempo em que tive uma relação longa com uma dominadora. Quem pensa que ela me descia à lenha se enganou.
Tínhamos um trato: ela praticava com outros e outras e eu saciava meus desejos noutra freguesia. Muitos vão achar que isso não passa de uma conversa de bêbado, mas esse fato existiu por um bom tempo e há testemunhas vivas e presentes para reconhecer a firma.
Claro que não é fácil aceitar e conviver com isso, mas se vale o ditado de que o combinado não é caro ou barato, senão somente o combinado, pode ser possível.
Basta ter a cabeça no lugar, uma grande dose de confiança que chega a ser divertido, afinal, fetiche nada mais é que uma fantasia.
Portanto, animem-se e entrem na roda para guardar o lugar na fila.
Preparem-se e deixem rolar suas virtudes e conhecimentos. O ano começa agora. Acabaram as férias e o Carnaval só volta ano que vem. Tire a roupa preta do armário, muna-se de acessórios e entre nessa festa.
Lembre-se que a fila anda e você não vai querer ficar com a vela na mão ou ser o “marraio”.
O mundo é todo seu, basta saber viver e aproveitar.

(Foto ao lado: Sarah Blake - Parceira no Fetlife e "Sonho de Consumo")

terça-feira, 9 de março de 2010

A Intransigência


Deu na Revista Época.
Numa matéria assinada por Fernanda Colavitti e Rodrigo Turrer com o sugestivo titulo (o que é sexo normal?), um assunto importante é abordado: a Associação de Psiquiatria Americana (APA), a entidade responsável pela elaboração do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais (DSM), classifica todas as práticas relacionadas com BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo) como distúrbio psiquiátrico.
Publicado em 1952 e atualizado pela quarta e última vez em 1994 (houve apenas uma revisão de texto em 2000), o documento de 943 páginas, que descreve cerca de 300 distúrbios psiquiátricos, entre eles os sexuais, está sendo reformulado. O DSM-5 será publicado em 2013, mas a lista com as propostas dos comportamentos que passam a ser considerados anormais, os que deixam de ser e os que se mantêm foi divulgada em fevereiro.
Se você não concorda com a permanência das práticas de BDSM no manual, como está sendo proposto, ou com qualquer outro item da lista, poderá se manifestar. O rascunho ficará disponível na internet (http://www.dsm5.org) até abril.
Embora eu não seja psicólogo, sexólogo ou possua embasamento cientifico para tratar do assunto, como fetichista e praticante tenho o direito de dar a minha opinião. Acho que juntar o inofensivo e o prejudicial num mesmo rol é pura intransigência.
Quando existe uma relação sexual entre duas pessoas o normal é pressupor que há conivência de ambos para tal. Posso ter até um impulso fetichista, me apaixonar por uma imagem, delirar com uma mulher por horas a fio, mas se tenho um comportamento normal e total respeito aos preceitos sociais e legais, não posso ser considerado um doente mental.
Um fetichista compulsivo pode até ser considerado “um chato”, mas jamais um demente.
Segundo a mesma matéria, podemos ler que os profissionais que estudam a mente humana dizem que comportamentos sexuais só precisam ser tratados quando afetam negativamente a vida do indivíduo ou dos que se relacionam com ele. “Se a pessoa não sofrer e não prejudicar terceiros, não é uma patologia”, diz Ronaldo Pamplona, psiquiatra e sexólogo, autor do livro “Os 11 sexos, as múltiplas faces da sexualidade humana”.
Resumindo a ópera, creio que esse assunto deveria obrigatoriamente passar por uma discussão ampla, envolvendo os praticantes dos fetiches e seus segmentos. Com o apoio da mídia, esses “guetos” seriam ampliados e a sociedade poderia enfim conhecer o chamado submundo onde somos relegados.
Onde não existe doença não há contágio, portanto, é hora de sair da toca e dar a cara a tapa. Só assim seria possível exigir da sociedade um mínimo de respeito por práticas sexuais não convencionais, que hoje, infelizmente, são tratadas como patologia.

As pessoas fetichistas pautam por um convívio social dentro da normalidade, trabalham, estudam, têm família como qualquer pessoa que pratique o sexo chamado convencional, apenas com uma forma diferente de desejo.
E desse imbróglio todo se chega a uma única conclusão: desde que meu fetiche não perturbe a minha convivência com o mundo ao meu redor, não me considero uma persona non grata a sociedade que habito.
Então, se no coração do primeiro mundo as práticas fetichistas são consideradas distúrbios mentais dignos de tratamento, aqui no Brasil seria caso de internação na primeira clinica psiquiátrica disponível.
Culpa da intransigência de pessoas que se negam a ouvir o outro lado da história, mesmo que essa face tenha um sabor e uma postura diferente.
Faça valer seus direitos de cidadão e deixe sua opinião na lista.
Só assim você será respeitado.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Elas e Delas


Havia assuntos fetichistas pra começar a semana blogando.
Mas resolvi seguir a grande maioria e apostar no tema do dia dedicado as mulheres.
Semana passada já me rendia a elas, exaltei as qualidades de todas sem distinção, aliás, quem resiste a uma fêmea?
Baunilhas, fetichistas, simpatizantes, pouco importa, basta ser mulher para ser musa, ter ares de Deusa, receber todos os elogios que esse irretocável ser humano merece.
Parafraseando o poeta: “nem só de cama vive a mulher”... Portanto, nada melhor que exaltar todas essas qualidades que existem antes e depois do prazer, porque durante, elas sabem exatamente onde ligar o motor de arranque.
Pode parecer redundante, mas qual francês não gostaria de ter descoberto dentre todas as fragrâncias o cheiro da fêmea?
Houve uma vez, faz tempo, uma pessoa muito especial a quem me reservo a preservar o nome, me disse que gostaria de experimentar um estupro consentido. Explico: para as pessoas não fetichistas que vem até aqui, um estupro consentido nada mais é que um fetiche, realizado entre duas pessoas com consentimento prévio, onde a mulher vive a fantasia de estar sendo violada pela pessoa que escolhe.
E ela escolheu os detalhes da fantasia de forma meticulosa, diria até ardilosa, pois a idéia era sair totalmente da realidade para mergulhar no imaginário, mas para que tal coisa funcione na prática, deve existir aquiescência tanto de quem comete o ato quanto de quem é acometido, caso contrário o tiro sai pela culatra.
Como conceber uma fantasia onde um homem estupra uma mulher, mesmo de brincadeira, se não houver um ambiente de realidade entre ambos? Uma gargalhada, um pedido de desculpas por qualquer deslize, estraga tudo, no ato, sem retorno.
Como bom espadachim não fugi ao combate, vesti uma carapuça de facínora e tratei de realizar a fantasia daquela mulher.
Horas depois, no momento em que o carinho é fundamental – sim, porque o homem que não dá a atenção devida a sua parceira após o sexo é irracional – tratei de me desculpar por qualquer exagero durante a realização daquela fantasia, quando ela com toda a doçura que a mulher tem de peculiar, me disse que melhor que viver o que mais desejava era a certeza de estar fazendo com a pessoa certa.
Naquele instante me senti o melhor de todos os homens na face da terra, simplesmente por estar diante de uma grande mulher.
Acho que esse exemplo comprova a tese de que a grandeza está nos mínimos detalhes, na concepção que somente a mulher com toda a sensibilidade que lhe cabe é capaz de transmitir, num gesto, numa frase ou apenas num olhar.
Um homem só consegue sentir a sua própria importância ao lado de uma mulher.
Aprendi isso cedo e procuro praticar hoje em dia, assim como me serviu de legado por toda a vida.
Hoje, no dia instituído como o Dia Internacional da Mulher, queria desejar a todas as mulheres do mundo um jardim de alegria, realizações e felicidades. Que todas mereçam o reconhecimento que por justiça alcançaram, que contra todas nunca lhes toque o preconceito ou a barbárie e que elas continuem sendo a cereja do bolo, a árvore frutífera em nossos sonhos e desejos.
Esse artigo é dedicado a todas as minhas amigas e a minha MULHER.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu me Rendo


Se toda loucura será perdoada meu mundo insano é perfeito.
Pra muitos, pode não ser o ideal, pode existir incompreensão, discriminação, enfim, mesmo sabendo que a unanimidade é burra de qualquer maneira eu me rendo ao que me faz feliz.
Me rendo a beleza que uma imagem fetichista transmite aos meus olhos, a leveza de uma mulher envolta em cordas tentando me dizer que aquela brincadeira é a mais gostosa que ousou experimentar.
O que parece um suplício a tanta gente é a dose certa da felicidade de muitos.
O fetiche não tem idade, raça e ou cor. A marquise é extensa e abriga todos sem distinção.
E dentro dos meus sonhos indecentes há lugar para todas essas mulheres amarradas e seu jeito sedutor. Irresistíveis, desde as ilusões da juventude a clareza da mulher de Balzac.
Um amigo aos dezoito anos sonhava com um ônibus lotado de mulheres. De repente, ele lançaria uma bomba com um gás invisível que faria com que todas desmaiassem e daí, estariam prontas a ser escolhidas pelo jovem cidadão. Claro que eu jamais o considerei um fetichista com essas idéias desconcertadas, mas fica valendo como exemplo o momento em que seguíamos com a conversa idiota num coletivo lotado onde uma a uma, aquelas belas mulheres passavam em nosso crivo, ainda que num sonho impossível.
Nessa época, as mulheres acima dos trinta já pertenciam ao meu rol de desejos e fetiches, e seguem até hoje fazendo parte desse planeta que tenho girando no pensamento.
Esse lapso de tempo entre a juventude e a maturidade é responsável por muitas descobertas pessoais de cada um, porque enquanto algumas pessoas sabem o que toca seu íntimo logo ao atingir a maioridade, outras demoram mais tempo, esperam o amadurecimento ou trocam de opção com a experiência adquirida.
Embora eu tenha tido um desejo cartesiano, sem alteração de rota, admito que me rendo também as mulheres com voz firme e mão forte, ainda que jamais tenha experimentado ficar na ponta de seus chicotes. Mas elas são únicas, decididas, humanas e sensíveis.
Claro que uma mulher pode ser forte sem empunhar uma chibata, pode ser decisiva e soberana mesmo tendo tendências masoquistas, porque fetiche jamais deve ser ligado à personalidade ou comportamento social. Nossas taras são sexuais, ninguém aqui é louco ou pervertido a ponto de ignorar o que é certo e legitimo.
Dessa salada de frutas, desse samba do Crioulo Doido, fica uma simples mensagem: ninguém é jovem demais para não aprender e ninguém é maduro demais para deixar de ensinar.
Todo mundo sonha, todo mundo deseja e não importa em que fase da vida esses sonhos aparecem, porque o que importa é apenas o dia seguinte e os demais que virão para todos.
Resumindo, me rendo à imagem de uma mulher amarrada, seja ela jovem ou madura, desde que transmita no olhar aquilo que minha imaginação queira enxergar.

The Maid’s Revenge

Um dia filmei “A Vingança de Rosemary”. Já falei dessa história aqui, foi meu primeiro longa metragem há treze anos atrás.
Mas esse tema da vingança da empregada explorada e maltratada é gostoso de realizar pela chance de vingança que produz. Reunir num mesmo vídeo modelos como a Terps, Daniela e a novata Vanessa Lima, é como tirar na sorte grande. Basta passar o roteiro e elas dão conta do recado sem pestanejar.
Intriga, sedução, desejo, tudo isso misturado numa mesma coqueteleira cria um drinque de altíssima qualidade e ousadia. Cordas, mordaças, uniforme de empregada doméstica, lingeries e sensualidade habitam esse filme de dezoito minutos onde a magia do fetiche de bondage é o cardápio principal.

“The Maid’s Revenge” é o vídeo exibido pelo site Bound Brazil a seus assinantes nessa noite de Sexta, e de brinde um photoset com as melhores imagens. Imperdível!
Um ótimo final de semana a todos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Escolhas, Bondage e Saudade...


Quinta-Feira, o fim de semana batendo na porta. É hora de uma difícil escolha: tirar quatro modelos entre umas quinze gostosas para a gravação no Sábado.
Diz um amigo que essa é a melhor escolha do mundo e que qualquer um gostaria de ter esse problema pra resolver. Pode ser, mas sempre bate a dúvida de ter feito a coisa certa.
Mas existem alguns detalhes que sobrepõem a simples escolha por si só. Há que se levar em conta o desempenho para determinado trabalho, atender aos assinantes que às vezes elegem a preferida, enfim, no final tudo se ajeita.
O próximo passo é arrematar o roteiro que já foi discutido e aprovado, pensar nos desenhos de nós, material a ser utilizado, etc.
Pensando daqui e de lá, voltei no tempo e me lembrei de uma época em que me preparava para os workshops em São Paulo. Bons tempos aqueles, gente amiga e sincera do lado. Corações a mil e irmanados por um sentimento que batia forte no peito de toda aquela gente.
Chegava a dar frio na barriga, não pela falta de experiência, mas sim pela vontade de fazer bem feito, sem deslizes ou enganos. Por mais cascudo que se pudesse ser, realizar um workshop sempre é diferente.
Já tinha perdido as contas das play-parties que havia freqüentado, aqui e lá fora, principalmente, onde se expõe o trabalho aos olhos alheios. Mas, diga-se de passagem, dentro de uma festa fechada existe um público escolhido a dedo, que geralmente está acostumado a ver esse tipo de fetiche, enquanto numa apresentação didática como um workshop outros aspectos precisam ser levados em conta, como por exemplo, a possível presença de novatos ou curiosos que nunca tiveram contato com o assunto.
Acredito que na maioria das vezes dei conta do recado e pude ajudar a escrever uma pequena parte da história do bondage por essas bandas.
Desse tempo pra cá, a evolução alcançada pela divulgação do fetiche trouxe para dentro do ninho pessoas que buscavam alguma coisa nesse sentido, entretanto essa mesma condição cibernética tratou de espalhar pelos quatro cantos esta mesma gente, que ficou refém de uma tela de computador.
Com um simples toque no navegador tudo fica mais perto, o fetiche se apresenta em roupa de gala em sites, blogs ou canais de relacionamento, impelindo o corpo a corpo, a velha, mas encantadora magia de ver de perto, de sentir o cheiro dessa atmosfera única.
A gente se via mais vezes, sabia o que os olhos transmitiam num breve piscar, conhecia os gostos e perfumes de cada um que sorria ao se reencontrar.
Hoje, faço e refaço os nós nas modelos do site antes das câmeras acenderem a luz vermelha.
Planejo da mesma forma, vibro ainda como há tempos atrás, porém, sem a mesma intensidade, talvez por conta da ausência da assistência devida ou da falta da pele fetichista real do meu lado. Sei que posso recomeçar se estiver errado, mas tento ser eu mesmo procurando a fórmula perfeita por uma razão pessoal difícil de explicar, mas fácil de perceber.

Não há o odor de velas queimando, a música mística tocando e dos perfumes já nem me lembro mais. A evolução, a renovação e o tempo são responsáveis pelo afastamento que nos relegamos por simplesmente deixar de querer.
Não me venham dizer que a cada três meses existe uma festa pra ir, um evento anual, quando na verdade nada é pelo menos parecido.
Talvez eu tenha despertado melancólico, ou foi essa chuva sem graça que me encheu de lembranças, sei lá, alguma coisa me fez sentir saudades de tudo e de todos. Nós somos assim, com nossas virtudes e defeitos e, por isso, penso sempre nas minhas escolhas ontem, hoje e sempre.
Saudades de você Barbara Reine...

Na foto acima, a modelo Vivian apresenta meu trabalho de bondage no site Bound Brazil.
A foto à esquerda é um flyer de divulgação de um Workshop realizado em 2000, na cidade de São Paulo, livraria Futuro Infinito, pelo Grupo Somos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cotidiano, Fetiche e Homossexualidade


Chovia muito, aliás, pra cacete!
Já é uma merda ter que comprar remédio, gastar grana com drogas, coisas do gênero, mas pior era a fila e a má vontade da funcionária que atendia o público. Se eu pudesse a mandaria direto pra masmorra dos meus amigos dominadores, essa turma que embebe o chicote e desce a lenha.
Com uma sacola na mão e ares de sobrevivente, apertei o passo desviando das poças tentando caminhar debaixo das marquises, onde camelôs e pedestres munidos de guarda-chuvas dividem o espaço.
Deu pra ter uma noção do estresse.
Final de expediente, ninguém mais para encher a paciência, sentei para escrever a matéria de ontem aqui do blog, meu exercício diário anti-monotonia e combustível para uma vida melhor.
Como sempre faço, abro minha caixa de emails e deparo com a seguinte mensagem:
“Olá ACM, meu nome é Felipe. Claro que este é um nome fantasia como, aliás, tem sido minha vida até aqui. Tenho vinte e quatro anos, moro com uma irmã e meus pais. Trabalho numa loja de marcas conhecida em um Shopping Center, enfim, minha vida em família e profissional está bem esquematizada.
Desde a adolescência descobri meu lado homossexual, e quando conheci o fetiche minha vida sexual ficou muito mais interessante e ativa. Assumi por tendência a submissão, naveguei pela Internet onde encontrei diversas dominadoras a quem servi como escravo, experimentando a feminização e a inversão. Meu rosto feminino atraía essas rainhas já no primeiro contato, mas os alvos de minhas investidas na Net, os homens, nunca tocaram no assunto ou me deram a mínima chance. [...]
Poderia buscar esses encontros em lugares comuns ao homossexualismo, mas preferi te mandar esse email pela forma como você encara tudo e todos da mesma maneira. Sua matéria de um ano atrás (o lado B) me serviu de estimulo para alcançar meus objetivos.
Talvez não existam homens dominadores em seu ciclo de amizades com desejos de ter uma pessoa do mesmo sexo debaixo de seu domínio, mas se puder divulgar a minha mensagem, ficarei com uma gratidão guardada maior que a minha vontade de seguir fetichista. Meu email: felipe-2424@hotmail.com
Nessas horas dá até pra sentir certa importância, afinal se alguém confia nas tuas idéias e vê num espaço público a chance de alcançar um objetivo, acho que fiz a coisa como tinha de ser.
Na matéria citada pelo Felipe, que hoje completa um ano exato, procurei falar da relação entre travestis e fetiche, de pessoas heterossexuais que têm relação com transexuais sem o menor preconceito. É mesmo uma questão de preferência. Confira: http://tinyurl.com/ydeomyz
Fico feliz que esse artigo tenha atingido o objetivo nas palavras do leitor.
Já era tarde e o estomago reclamava por um alimento qualquer pra aplacar a sua rouquidão insistente. Era o cotidiano que voltava com toda a força.
Mas antes de desligar tudo e trancar a porta pra ir embora, pensei nessa gente toda que aguarda o fetiche como um Moisés no alto de uma colina.

Nada é fácil e muito menos encontrar a pessoa certa que possa preencher tudo que se espera para o encaixe perfeito.
Por isso, a fila é extensa e abriga heterossexuais e homossexuais sem distinção, exatamente como deveria ser em qualquer segmento social. Mudam os gostos, os desejos, o tesão, mas a vontade de ser fetichista é idêntica e única.
Assim eu vou tocando esse barco, postando todos os dias úteis como se cumprisse uma promessa que fiz há um ano e meio atrás, esperando que outros Felipes, Joanas ou quem quer que seja, encontrem aquilo que procuram, desde uma leitura satisfatória até o par perfeito.
Para que escrever um blog fetichista se não houvesse este objetivo?
Amanhã tem mais...
See you!

terça-feira, 2 de março de 2010

Blindfold (Olhos Vendados)


Qual o sentido que desperta uma venda nos olhos durante um ato sexual?
São dois rumos distintos, para quem tapa os olhos e para quem tem os olhos vendados.
Um fetiche simples, praticado por tanta gente que chega a ter a conotação da normalidade. Muitos já levaram essa “brincadeira” pra cima da cama.
Quem coloca a venda perde cinqüenta por cento da timidez durante o ato, realiza certas coisas que diante de olhos atentos jamais ousaria. Quem tem a visão anulada, caminha num mundo de escuridão absoluta, não tem noção do próximo passo e fica à deriva, substituindo o medo inicial pelas sensações que tomam corpo após o primeiro beijo, o primeiro toque.
O fetiche é assim, singular como cada prática consentida, um amplificador de emoções que nem a imaginação mais fértil é capaz de supor, e a venda nos olhos talvez seja o mais poderoso atrativo para começar a agir de forma diferente na hora de transar.
E o que nos leva a ter essas emoções?
Diria que o conhecimento total do corpo da parceira ou parceiro, saber onde cada toque pode desencadear uma avalanche de tesão, e através de pequenos estímulos provocar a falta absoluta de controle que só é possível mediante o orgasmo.
Nessas horas vale a criatividade e a entrega de ambas as partes. Nenhum aprendizado prévio consegue dirigir uma cena desse tipo.
Minha sugestão é a utilização de utensílios que possibilitem a imobilização da parceira, é claro. Jamais me furtaria como bom bondagista a emitir minha preferência nesse momento e como malandro é o gato, nada como puxar a brasa para a minha sardinha.
Mas há quem não abra mão das carícias da parceira durante o ato. Para essa galera as cordas, lenços ou algemas devem ficar distantes.
A venda nos olhos em si já significa uma imobilização, não de movimentos, mas a caracterização da perda de um sentido gera uma restrição de quem está na posição passiva.
Pra pensar, rápido: de que lado é melhor estar? Vendado ou vendando?
Nessas horas o sentimento switcher leva uma grande vantagem e, pensando bem, porque não gostar dos dois lados?
O problema da fantasia sexual é quando passa a ser parte presente na relação, ou seja, realizar sempre, sem pestanejar. É lógico que o fetichista não vive longe do fetiche, mas todo exagero tem as suas conseqüências.
Um amigo gay me confessou que desde que inseriu o fetiche em suas relações com o parceiro, já não consegue atingir o mesmo grau de prazer quando vai pelo lado convencional.
Nesses casos, o melhor é variar o próprio fetiche criando situações diferentes evitando que o remédio contra a monotonia deixe de ser a cura.
Procure planejar a relação, mesmo sendo casado nada melhor que ir pensando em novas fórmulas no caminho do trabalho pra casa. Além de ajudar a criar a atmosfera desejada, aumenta consideravelmente o próprio estimulo, e quando a parceira ou parceiro está bem defronte já existe um quilo de pecados em seu pensamento prontos a explodir.

“A Princess by Day, Slut by Night”.
Traduzindo seria mais ou menos como uma princesa durante o dia uma cadela à noite.
Quem não quer?
Portanto, começar com uma tira de pano negro e macio cobrindo os olhos, é o prenuncio de uma noite de entrar para a história pessoal de cada um que tenha vibração suficiente para tirar desse detalhe uma imensidão de desejos.
Basta ter a certeza de que só existem duas pessoas presentes e ninguém, nem mesmo a parceira, está vendo, apesar de sentir.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Elas Querem Amarrar


O assunto por pouco não figurou como enquete aqui no blog.
Certo é que, conversa vai e conversa vem, achei legal saber de que lado fica o por do sol e, por conta de comentários e emails que chegam por aqui, botei fé na dezena e dei início a uma pesquisa interessante.
O assunto é o seguinte: elas gostam de amarrar ou ser amarradas numa fantasia sexual de bondage? Mas não é tão simples assim, afinal não vale somente respostas de mulheres fetichistas e seus dotes conhecidos, o negócio foi buscar a opinião de quem está do lado de fora do círculo, e entre curiosas ou principiantes a coisa muda totalmente.
Pra começar perguntei as que estão mais próximas. Amigas consideradas baunilhas.
Claro que sempre existe a galera que fica em cima do muro, mas deu pra ter uma idéia geral. Dentre as modelos do site que por força do trabalho convivem diretamente com o assunto, o resultado chega a ser alarmante.
É hora dos marmanjos colocarem as barbas de molho, porque nada menos que oitenta por cento das donzelas que vivem situações de perigo nos trabalhos do Bound Brazil e, estão devidamente acostumadas a serem seguidamente amarradas em fotos e vídeos, preferem ver seu príncipe consorte amarrado numa cama coberta por lençóis de cetim.
E como se não fosse o bastante, ainda são capazes de contar em detalhes o que fariam com os namorados. Aliás, verdade seja dita, nenhuma delas ficou indecisa, respondeu no ato depois de alguns segundos de reflexão.
É brother, a coisa ta feia...
Pelo visto, vai ser preciso gastar muita saliva pra tentar virar esse jogo. Claro que entre quatro paredes tudo pode acontecer, mas pelo andar da carruagem e tomando pela disposição e alegria das meninas diante da resposta, acho que é melhor mudar alguns conceitos.
E de onde vem esse feeling feminino? Da sensação de poder durante o ato sexual? Uma resposta a uma sociedade ainda impregnada de machismo por todos os lados?
Talvez, mas ainda fico com a impressão de que fetiche sexual nada tem a ver com vida social, poder ou outro caminho qualquer.
Uma das meninas no Sábado passado que assumiu seu lado “ficar amarrada”, garante que a maioria gosta de se auto-afirmar, que na hora do “vamos ver” elas gostam mesmo de ficar indefesas nas mãos dos seus respectivos parceiros, porém há discordâncias, porque o contato com determinado fetiche desperta um interesse que algum dia habitou o pensamento e, por uma razão qualquer, ficou esquecido.
Pensando bem, elas ficam manejando as cordas com um olhar tão desejoso que dá uma vontade “passageira” de deitar naquela cama com lençol de cetim.
Como essa pesquisa pessoal está apenas começando, quem sabe alguma amiga aqui do blog cria coragem e ajuda a esse fetichista curioso e suas intermináveis indagações com sua opinião sincera e valiosa... (gastei!)

Basta postar aqui um comentário, ainda que anônimo, e auxiliar a construir esse painel.
As fetichistas estão da mesma forma convidadas a participar, claro que com a devida justificação, afinal nós já temos conhecimento de seus impulsos.
Por enquanto, fica valendo o resultado prévio da minha enquete pessoal, ou seja, a grande maioria das mulheres gosta de amarrar o parceiro e ter com ele as mais tórridas orgias sexuais possíveis e permitidas entre quatro paredes.
Pena que elas ficaram me devendo os "últimos detalhes”...
Pode ser que eles aparecem por aqui e, então, desperte seu desejo de ficar indefeso nas mãos de uma mulher.
Os amigos também podem deixar suas opiniões.