quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Em 2011...


Podia começar desejando tudo de bom a todos os amigos e amigas.
Podia ser mais um entre tantos a dizer que no próximo ano que começa em dois dias, tudo será maravilhoso sem nuvens negras ou topadas inesperadas, seguindo o que dizem os especialistas, mas sem baralhos mágicos ou bola de cristal fica difícil.
Então o melhor a fazer é desejar que todos encontrem maneiras de tornar tudo bem simples, e que essa simplicidade seja refletida em atos, em comportamento e atitudes. Que a humildade seja essencial e que através de pequenos momentos todos nós possamos construir um ano pleno de satisfação e alegria sem uma gota de arrependimento.
Que a felicidade habite nossos corações para que jamais se sintam vazios.
Que saibamos plantar e que a colheita seja farta e sadia.
Que a sinceridade seja nossa característica principal.
Que cada um possa ser o que quer ser, que ninguém interceda e que aos poucos toda incompreensão e preconceito sejam perdoados. Que tenhamos confiança e coragem pra viver num mundo melhor, e que ele seja nosso, que não sejamos apenas inquilinos ou passageiros de carona num planeta que não nos pertença.
Que os fetichistas encontrem suas almas gêmeas e aqueles que já as possuem possam mantê-las vivendo em harmonia e progresso.
Que nossa “causa” seja cada vez mais justa e que saibamos conviver com defeitos e virtudes num mesmo patamar, e que o discernimento seja uma característica, assim estaremos capacitados a distinguir o certo e o errado.
Que eu amarre mais mulheres.
Que você beije muitos pés.
Que você castigue, que outros sejam castigados. Que haja posse com a entrega devida.
Que qualquer dor seja apenas sinônimo de sexo, fetiche e satisfação.
Recomece, recrie, reinvente.
Faça de tudo para que seus dias sejam repletos de prazer. Discuta em paz, reflita, renegue e aceite com a mesma fidalguia.
Não existe uma receita para a felicidade, mas mesmo assim nós podemos ser felizes. Só depende de nós, sempre.
Aprender com a tristeza e acreditar que amanhã será sempre muito melhor.
Que nossa loucura seja compreendida.
Que a vergonha não exista.
Que a timidez se transforme em ousadia.
Que nunca exista a incerteza.
Que façamos sempre por merecer o que nos for concedido.
Enfim, que o ano de 2011 seja apenas o começo de mais uma década de luta, paixão e prazer.

Muito obrigado a todos que durante esse ano dedicaram um pouco de seu tempo a ler o que tive o imenso prazer de escrever.

FELIZ 2011, 2012, 2013...

Hoje no Bound Brazil o vídeo "Erotic Bondage Game" primeira parte.
Uma jóia de presente para terminar o ano em grande estilo.
Confiram!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Penúltima Aventura


Ela nunca tinha experimentado algo além de uma trepada comportada.
Dizia que quando alcançou o primeiro orgasmo (depois de dois anos num casamento à beira da falência) foi como assistir a Disney Parade aos doze anos.
O novo namorado, a primeira relação pós-separação, que começou intensa e cercada de coisas estranhas. O cara não era formal. Não guardava os mesmos hábitos de seu antecessor, apresentava-se sem subterfúgios e não dava a mínima para métodos ou manias.
Ainda que disposta a viver uma segunda chance, ela trazia aos vinte e três anos muitos vícios adquiridos na relação anterior. Era natural que buscasse alguns traços do que um dia foi sua principal razão de existir.
Entretanto, a ousadia do novato a ajudava a vencer todo o medo que sentia diante de uma nova entrega. As mulheres são assim, jovens ou maduras, elas sempre deixam alguma reserva ao alcance pra ajudar na reconstrução em caso de perda.
O tempo foi passando, o tesão se multiplicando e ela se viu pensando sempre na próxima vez , como se as loucuras e fantasias vividas durante uma noite, significassem sempre a penúltima aventura.
A primeira discussão gerou seu momento inesquecível.
Em meio a doses de adrenalina, ele a jogou na cama, arrancou-lhe a roupa com força, segurou seus braços acima da cabeça e lhe sugou a vagina com vontade. Ela entrou em transe, sentiu a primeira mixagem de amor e ódio rompendo seus preceitos. Prestes a explodir num orgasmo cósmico o sentiu parar. Ele largou suas mãos, a agarrou pelos cabelos e a colocou entre as pernas como num estupro obrigando-a a engolir seu membro. Sua blusa fina serviu para que ele atasse suas mãos e a jogasse de volta na cama. Seguiu controlando seu orgasmo e a crueldade a excitava tanto que quase implorava para que o relógio parasse ali, naqueles intermináveis minutos. Enfiou-lhe um dedo na vagina, dois, até que ela se sentiu preenchida por alguma coisa enorme que a fez perder os sentidos, tamanho o volume do gozo.
Bondage e Fisting. Dois fetiches que a levaram ao paraíso.
Ela jamais imaginou que tais fantasias existissem na face da terra. E o que importava além de pensar em repetir, uma, duas, infinitas vezes?
Um ano e meio depois o sonho acabou.
As diferenças de pensamentos e algumas atitudes impensadas de ambos acabaram com a festa. Durante o tempo em que estiveram juntos muitas fantasias e aventuras preencheram uma relação de energia e cumplicidade.
Podiam ter apostado mais, segurado a barra e tentado mais uma vez.
Mas eram jovens demais para seguir empurrando um carro ladeira acima enfrentando o pavor de enterrarem anos de juventude por uma relação que no fundo sabiam que não daria certo.
Lamentaram a separação por longos meses, quase um ano.
Tentaram a sorte aqui e ali sem conseguir esquecer dias tão intensos que até hoje insistem em se manter vivos, ainda que num cantinho da memória. Como se fosse uma cicatriz tatuada no corpo essas coisas vira e mexe aparecem do nada pra lembrar o quanto foi bom viver aqueles dias.

Encontrei com ela muito tempo depois numa tarde de Outono. Uma praça cheia de árvores, talvez o lugar perfeito pra um passeio de fim de semana. Trazia consigo uma menina quase adolescente, linda como ela, fruto de um segundo casamento que terminou tão sem graça quanto o primeiro. Falamos pouco, sorrimos muito.
Tivemos destinos parecidos e nada a lamentar. A vida passou, ficamos mais velhos e guardamos lembranças. E foram tão bons momentos que conseguiram apagar alguns dias que se perderam no vazio, os quais não vale à pena saber se existiram ou não.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Perfeita Perversão


Papai Noel não me deixou um saco cheio de presentes. Poderia ter me deixado alguns metros de corda de juta ou cânhamo, alguns lenços de seda, mas ficou pra próxima.
Por outro lado, deixou para os amigos submissos um belo presente que tenho a honra de entregar.
O nome dela: Ashlee Chambers.
Essa texana fisiculturista sabe tudo sobre BDSM e é uma Dominatrix por excelência.
Amiga dentro e fora do mundo virtual, blogueira e, acima de tudo, amante do que faz, é o sonho de consumo da galera que daria qualquer coisa para estar em suas mãos por apenas uma noite.
Quer saber mais? Se liga no que ela diz.

Sim, eu pareço com minhas fotos!
Sou uma pessoa com traços dominantes. Uma linda mulher “busty” por natureza, portanto, assumir o papel com autoridade feminina é muito natural para mim. Como Dominatrix experiente, tenho muitos seguidores que apreciam minha beleza e intransigente superioridade. Meus olhos verdes são hipnóticos, minha beleza assombra, e meu corpo muito bem torneado e atlético é muito provocante.
Eu sou capaz de me expressar através de vários papéis de forma convincente. Tenho experiência em muitos aspectos de S & M. A dominação profissional surgiu como uma progressão natural para mim o que me torna capaz de manipular homens e transformá-los em escravos desde a minha adolescência. Nessa idade fui atraída pelo estilo de vida BDSM o qual abracei com entusiasmo e, por isso, escolhi trabalhar como Dominatrix Profissional em várias cidades dos EUA.
Ter um escravo de joelhos, implorando para ser violado (sorriso) é um verdadeiro tesão pra mim. Não existe uma "sessão típica". Cada cliente é único e, portanto, assim são todas as sessões. Cada encontro é um trabalho, uma arte, onde eu domino desde a mente escrava do corpo com uma gama completa de técnicas disciplinares à minha disposição. Um bom cliente vai se abrir para mim, confessando suas perversões, fetiches e desejos sombrios. Eu vou levá-lo para onde eu quero o que, naturalmente, acaba por ser o lugar que ele queria ir o tempo todo!
Eu também levo minha profissão a sério. É a diferença entre o artesão e o artista. Qualquer um pode empunhar um “flogger”, mas é preciso fazer prevalecer à arte para cativar o corpo, mente e espírito de um homem.

O que ela faz?
Anotem:

Body Worship / Leg Worship/Bondage / Restraint - Rope / Leather / Duct-Tape/Ball Busting
Cock / Ball / Nipple Titillation & Torture/Discipline / Corporal Punishment/Electrical Play/ Fantasy Role Play / Psychodrama/Foot Fetish / Trampling / Shoe Fetish/Humiliation - Verbal / Physical / Financial/Rubber / Leather / Lingerie / Tight Office Suites/Sensation Play - Hot Candle Wax / Ice / Menthol/Sensory Deprivation/Sensual Teasing/Sissy / Cross Dressing / Feminization / Transformation/Smothering / Face Sitting/Spanking / Whipping / Caning / Flogging/Tease & Denial / Chastity/Trampling/Zippering

Taxas: 300 $ 1 Hora - 500 $ 2 Horas - 800 $ 3 Horas

Agora, basta checar os vôos para Dallas e embarcar nessa grande aventura.
Para quem quiser saber mais detalhes dessa Deusa com intenções perversas e um coração cheio de alegria e simpatia, é só seguir os links abaixo, caprichar no Inglês e marcar a sessão:


O site: http://www.ashleechambers.com/
O blog: http://ashleechambersblog.com/

Importante: ela também topa um troca-troca. A gata é switcher!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que os homens querem ver


A tribuna é livre e cada um pode arriscar um palpite.
Quer uma dica? Duas mulheres juntas, se agarrando, se tocando, se amarrando.
É pule de dez. Pode apostar que é barbada.
Já vi marmanjo perder a cabeça, o juízo e o casamento por conta dessa fantasia. Já vi caras perdendo até a mulher por causa disso. Alguém acha um absurdo? As pessoas às vezes escondem certas coisas e deixam trancadas a sete chaves. Jamais se imaginam sucumbindo a um sonho que vem de longe. De repente, em casa, surge uma idéia capaz de fazer reacender coisas guardadas e o caldo entorna. O sujeito gasta dias, meses e até anos de saliva tentando convencer sua parceira a participar de um encontro com ele e mais uma, daí... A mulher se encontra com seu desejo e vai atrás de sua lenda deixando o cidadão plantado a ver navios.
Bonito... Lindo... Nada disso, é a pior dor de corno que existe na face da terra.
Mas deixando de lado relações, amores e outros mais, a fantasia de assistir duas mulheres está acima disso tudo, porque pode sair da imaginação para se tornar realidade sem causar estragos, ou pode até existir sem ter conseqüências mais graves. Explico: fora do âmbito conjugal.
Vou levar pedrada das mulheres...
Calma senhoras. Pode estar num belo filme... (saída pela porta dos fundos...)
Ninguém aqui (em sã consciência é claro) está querendo convencer seus digníssimos parceiros a pular a cerca, mas que essa fantasia é boa demais também não posso esconder. Basta perguntar por aí, fazer uma pesquisa, um levantamento via IBGE que ela vai ganhar fácil.
O certo é tentar realizar a fantasia antes de pensar num envolvimento mais sério, efetivo, assim não há riscos que possam alterar o rumo da relação, ou tramitar o desejo em meio a uma relação de extrema cumplicidade e confiança, onde ambos aceitem na boa, sem questionamentos ou revanchismos.
Uma amiga me disse que consegue realizar a fantasia com seu parceiro sem problemas. Freqüentam casas de swing onde procuram uma mulher interessada. Não aceitam o sexo pago e muito menos a participação de outro macho, ainda que essa mulher tente introduzir um companheiro na cena. Garimpam, são habitués de salas de bate papo e se arriscam. Sim, porque sem correr riscos de encontros mal sucedidos dificilmente a fantasia acontece.
Todos os riscos. Baixos, médios e altos.
O negócio é sério e corre pelo mundo afora.
Oito em cada dez pedidos de assinantes do site Bound Brazil falam em cenas de mulheres dominando mulheres. Os detalhes soam como requintes de crueldade. O pior é montar a cena, rodar e gravar tudo sem direito a ser parte dela... Nessas horas, me sinto como um ginecologista ou porteiro de boate: trabalhando onde os outros se divertem. Fazer o que?
A fantasia de estar com duas mulheres na mesma cama é tão séria que já recebi emails de leitores aficionados com idéias insanas de reunir à atual e a ex-mulher numa parceria. Dá pra acreditar? Já foi motivo de artigo aqui no blog. É muita loucura num simples desejo.
Alguns poderiam argumentar: dentro do BDSM não é incomum encontrar submissas que dividem o mesmo dono ou escravos que dividam a mesma senhora. Só que aqui é outra conversa.

Há um conjunto de regras que são aceitas previamente ou não, como um contrato bilateral. E mesmo que em alguns casos existam submissas que dividam as cenas, normalmente essa entrega acontece de forma isolada, embora haja conhecimento de ambas as partes.
Como fetiche ou fantasia apenas, o desejo de ver ou estar com duas mulheres acontece sem que práticas de BDSM interfiram no contexto. Pode rolar um bondage, pode rolar sadomasoquismo ou pode ser apenas sexo e nada mais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Histórias Fetichistas (3) – O Awards


Ainda me lembro daquela manhã de inverno.
Me deu um estalo e assim que saí do banho fui correndo ao laptop pra conferir a premiação.
Quando olhei o resultado foi tanta satisfação que a ficha demorou a cair.
Mas essa história do Bondage Awards começou um ano antes. O site engatinhava e apesar do vasto material que se acumulava eram somente seis meses de atividade. Algo impensável diante da importância de uma premiação. E por que não tentar? Resolvi inscrever o site.
De repente alguém foi lá deu um voto aqui e outro ali o que serviu para passarmos de fase até receber uma menção, uma citação entre os trezentos melhores. Achei interessante e agradeci aos que nos deram esse voto de confiança.
O que esperar além disso? Divulgar o trabalho e fazer as pessoas acreditarem era o principal objetivo.
Só que entre 2009 e 2010 havia uma lacuna. Um espaço a ser desenvolvido em busca do crescimento. Procurei interagir com gente de peso da indústria fetichista, revi conceitos para entender como conviver com um portal de vendas. O site cresceu. Novos assinantes brotavam todos os dias aumentando a responsabilidade cada vez que se pensava em alguma coisa nova.
Veio a primeira tentativa de produzir algo diferente, que pudesse reescrever nos dias de hoje o fetiche que era produzido no passado. O filme “Conspiracy” foi um embrião e valeu como balão de ensaio e me fez aprender com as falhas.
Aquela velha teoria de sair por aí com um bando de garotas, uma idéia na cabeça e uma câmera na mão não surtiu o efeito desejado, e pior, o site tomou ares amadores demais junto aos concorrentes e a crítica. Levei pau nas primeiras avaliações dos portais especializados e aprendi mais uma vez. Era o momento de mudar tudo ou começar a aceitar a idéia de que fora do hemisfério norte nada daria certo em matéria de fetiches.
Foi o momento da virada. Como se eu tivesse mandado confeccionar uma bandeira onde aparecia em letras garrafais: “essa porra tem que dar certo!”
O ano começou com mudanças radicais. Passei a produzir um clipe e um vídeo por semana. Encurtei a metragem apostando numa velocidade maior de download. Garimpei espaço junto ao provedor, banquei equipamentos de primeira e o site ganhou identidade e decolou.
E tudo isso passou pela minha cabeça quando naquela mesma manhã fria o resultado do Bondage Awards 2010 me sorriu. Oitavo melhor site entre tantos, uma honra, a alma lavada. E se é verdade que toda ousadia será recompensada, ali estava meu pote de ouro no final do arco-íris.
Embora reconheça que alguns produtores constroem páginas a luz e semelhança de seu próprio fetiche, eu posso assegurar que essa nunca foi a minha idéia. O site Bound Brazil tem sim um pouco de mim, afinal seria como um artista negar a sua própria aptidão, se comparado, mas eu aceito o fetiche de forma coletiva na boa, desde que esteja dentro de uma linha traçada quando do lançamento da página.
É o que faz com que quem assina tenha assiduidade, porque sabem que haverá uma continuidade do que ele gosta de ver. Um site não é pra todos, busca um segmento e nele espera se sedimentar e evoluir.

Costumo dizer aos amigos aqui e lá fora que a premiação do Bondage Awards foi um divisor de águas. Abriu uma brecha e por ela o Bound Brazil penetrou pra achar seu espaço entre gigantes com mais de dez anos de existência e de lá nunca mais sair. Isso só depende de mim, de nós, e será o resultado de tudo que fazemos e ainda vamos fazer.
Quando o filme “The Resort” foi lançado todos acharam o máximo. Muitos duvidaram que uma produção com cuidados extremos fosse oriunda de um site que ainda usava fraldas, mas a cama já estava feita. O site já tinha uma medalha pra mostrar.
Foi o que faltava pra escrever de vez o nome do Bound Brazil na história do fetiche.
A todos os amigos e amigas o desejo de um Feliz Natal!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Histórias Fetichistas (2)


Comecei a escrever este blog em Junho de 2008. De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Promessas que fiz a mim mesmo ou a alguns fetichistas foram cumpridas, a construção do Bound Brazil, os filmes fetichistas de longa metragem, enfim, tudo está aqui registrado e guardado.
Muitas vezes me leio, me critico, me gosto e em alguns casos me odeio.
Mas neste ano que vai chegando ao fim o que mais me chamou a atenção foi à participação direta dos leitores. O senso comunitário deu as caras e o espaço mostrou-se capaz de gerar o que dele se espera.
Pessoas anônimas, comuns, iguais as que a gente vê todos os dias nas ruas, mandaram mensagens diretas, contaram suas aventuras sem medo na esperança de ver publicado, dando asas ao insano desejo de contar ao mundo de forma indireta alguns dos seus pecados.
Doces pecados, deslizes deliciosos de ler.
Homens e mulheres me enviaram seus dramas e dúvidas. Compartilharam segredos, ouviram opiniões, minhas e de tantos outros anônimos iguais que se transportaram pro âmago de cada uma dessas fantasias reveladas, realizadas ou não, mas que pouco importa, uma vez que na verdade elas apenas refletem pensamentos.
Relatei histórias felizes e tristes com a mesma paixão. O errado que deu certo o certo que deu errado. Como o sujeito que chegou pra amarrar a garota, acabou sendo amarrado e saiu todo feliz como se tivesse encontrado as chaves do paraíso. Fantasias que acabaram engordando a conta bancária de cafetinas e prostitutas. Podólatras tímidos e audazes, traições e arrependimentos, o perdão pré-concebido, coisas bizarras lógicas e ilógicas.
Submissas apaixonadas e dominadores de coração duro. Ou vice e versa.
Sádicos, masoquistas e vorazes switchers indecisos. Tudo isso aconteceu, ainda acontece e vira um caso a ser contado.
Essas pessoas, passageiros desse trem chamado fetiche, me ajudaram a encher essas páginas para alcançar um número o qual jamais imaginei chegar: 633 artigos!
E o trem está pronto pra recarregar as baterias e seguir seu rumo.
Como um bom exagerado eu quero mais. Quero mais vocês. Amigos e amigas virtuais de ontem, de hoje e os que ainda virão. Por que escrever com duas mãos se com mais é melhor? Quando abro minha caixa de emails e encontro uma mensagem trazendo uma história ou estória fetichista meus olhos brilham, e como um choque de energia na veia a chama acende e me dá a impressão de que jamais vai se apagar. Isso é fetiche brother!
Quem dera a vida fosse só isso e nada mais...
Seria injusto escolher um relato e afirmar: esse mexeu comigo, me deu tesão!
Foram tantos que até a escolha é complicada. Cada qual gerou um misto de vontade de fazer, medo de tentar e uma razão pra jamais querer. Seria uma extrema dose de egoísmo escrever só pra mim a respeito de coisas que só a mim interessam. E como diz um grande amigo de quem eu tenho muita saudade: “se esse mundo fosse meu todas as mulheres iriam dar pra mim”.

Mas já que o mundo não me pertence é legal fazer parte de uma fatia onde se congrega pensamentos e é possível reunir e reler amigos. Por isso, amanhã já tem outra história e depois outra e mais uma. E pra ler a sua é só escrever. Simples, nada demais. Quem sabe como um sapato usado e confortável ela caiba em alguém?
O acaso não existe!
Apesar de ter escrito um pouco das minhas próprias histórias, acho que já é hora de sair de dentro do armário e colocar pra fora algumas que ainda tenho guardadas.


Prometo dizer a verdade, nada mais que a verdade, nada além da verdade...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sonhos Reais


Admito que sonhar é bom, faz bem pra mente, ajuda a estabelecer objetivos. Isso todo mundo sabe, caso contrário, basta perguntar ao primeiro psicólogo que encontrar pelo caminho.
Mas sonhar com o impossível nunca dá certo. Nada é impossível? Ok, sem problemas, mas prefiro o sonho – digamos – viável.
E se existe um segmento que reúne pessoas que adoram sonhar, o universo fetichista aparece em primeiro na lista. Quando há os chamados sonhos palpáveis, a roleta emperra no cruzamento de pensamentos. Querem exemplos?
Fetichista vem com o cardápio decorado para o banquete. Sabe o que quer e ninguém lhe tira da cabeça seus anseios e, principalmente, sonhos. Não passa recibo. O sujeito gosta de amarrar, ela aceita, sem problemas, afinal também quer. Mas engana-se quem pensa que o paraíso é logo ali.
O cara, bondagista por natureza e convicção, gosta de ver sua parceira em apuros. Seu maior grau de excitação acontece quando ele a amarra na mala do próprio carro e ruma para um motel. Lá, ele desenvolve sua tara. Deixa sua parceira amarrada por longos minutos, intermináveis, até que sua faísca faça o devido contato e ele exploda num tesão cósmico capaz de causar uma descarga elétrica.
Só que sua parceira tem outros sonhos.
Romântica, ela sonha com uma bela cena de bondage em lençóis de seda pura, adornados por velas aromáticas, meia luz e musica suave. Quer ser amarrada com cordas de puro algodão, escrever um poema depois e postar no blog como registro da noite perfeita. E aí brother?
Como justificar que ela vai ficar toda cagada de graxa e poeira depois de viver um seqüestro quase real? Você não vai bater nela, não é seu fetiche, mas a condução da cena é totalmente diferente ainda que a ela seja dado o mesmo nome: bondage.
O fetiche que os faz aproximar torna-se determinante quando é hora de se afastar. Perdem os dois, porque mesmo que haja uma divisão de desejos, ou seja, um dia pra cada um, chega uma hora em que a máquina pára, que se torna impossível continuar ainda que ambos sejam considerados apaixonados por um fetiche com o mesmo significado.
Este é apenas um dos vários exemplos de conflito de sonhos e idéias fetichistas.
Existem contra-argumentos. A questão da submissão e entrega deve ser considerada. Concordo, há casos em que a entrega é tamanha que algumas pessoas se anulam em detrimento dos sonhos e fantasias de outrem, ou ainda, mulheres e homens não fetichistas que aceitam realizar as fantasias alheias em troca da continuidade da relação.
Há casos, sim há casos.
Os tais “que sejam infinitos enquanto durem”.
Por exemplo, colocar mulher baunilha numa cena fetichista cria uma relação de dependência absoluta. Enquanto ela se doa para realizar a fantasia tudo corre bem, mas basta um dia de pouca paciência ou algum desentendimento pra entornar o caldo: “hoje não”.
Fetichista odeia a palavra “não” e a carruagem vira uma abóbora.
Quem nunca passou por isso?

Não sou um derrotista. Carrego o otimismo comigo vinte e quatro horas por dia, sem exageros como manda o figurino, mas num cinqüentenário de vida fetichista já vi muita água rolando por debaixo da ponte. Vivi dependências e me ferrei, troquei fantasias e acabei chamuscado, por isso, tento conduzir o barco de acordo com o vento e com a maré, sem procurar alterar o rumo de forma drástica.
Já sonhei no verão e acordei com frio. Já sonhei pouco e recebi além do que esperava.



Hoje, sigo a procura da noite perfeita, aquela que ainda está por vir. Não esnobo as que tive, mas quero sempre a conjugação exata, mesmo que eu não tenha sonhado com ela ainda.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cherry Velvet (Entrevista)


Ela é daquelas mulheres maduras que qualquer bondagista gostaria de ver em sua cena.
Ainda que tenha sido apresentada ao fetiche um pouco tarde, ela revela total intimidade com a indústria nesse curto período e promete novidades em breve para quem é louco por bondage.
Resolvi entrevistar a Cherry e postar hoje aqui por dois motivos: por ser ela uma mulher a conhecer o fetiche depois de anos sem saber da existência desse tipo de fantasia sexual, e também, por sua atividade intensa depois desse descobrimento.
Alguns poderiam me questionar sobre a escolha, afinal, conheço tantas e, inclusive, mais famosas. Mas acho que minha curiosidade ilustra esse tópico, o qual tenho o prazer de dividir com todos.

Vamos lá:

1. Cherry, qual a sua visão do fetiche de bondage?
- Eu amo o que faço, o que pratico e, principalmente, o resultado das cenas. Jamais me identifiquei tanto com outra atividade como acontece com esta.
2. Como você lida com os comentários sobre seu trabalho no Fetlife?
- Na grande maioria me deixa feliz e faz com que eu tenha vontade de produzir sempre novas imagens. Na verdade não há muita crítica, construtiva ou não, principalmente pela própria postura de quem tem um perfil numa rede social voltada exclusivamente para o fetiche, mas ainda assim, funcionam como uma espécie de combustível para buscar sempre o melhor.
3. Você se considera uma atriz ou uma fetichista quando realiza um trabalho?
- Eu me considero mais fetichista do que atriz e mesmo que tenha a certeza de que estou atuando num filme, eu garanto que me dá muita alegria e prazer em fazer.
4. Como você sabe, muitos praticantes de bondage têm fetiche por pés. Você pratica foot fetish?
- Sim, pratico de verdade. Gosto de levar pra meu dia a dia, aliás, pratico bondage e podolatria de forma natural, não somente como modelo.
5. Quando você conheceu o fetiche nunca achou estranho que alguém gostasse de te ver amarrada e amordaçada? Em perigo?
- Eu nunca tive essa visão. Talvez por me apaixonar por tudo isso ficou mais fácil de entender.
6. Você já pode se considerar uma musa da indústria fetichista?
- Talvez um dia eu venha a ser... Quem sabe?
7. Como tudo começou?
- Começou há um atrás quando Mr.B454 (aqui ela evita divulgar seu incentivador e coloca o numero do Fetlife) me falou sobre esta rede social. Então encontrei Mr. Wolfg com quem realizei meu primeiro trabalho, minhas primeiras fotografias amarrada. Daí em diante, conheci vários riggers (bondagistas) o que me fez gostar desse universo maravilhoso.
8. Pode passar seu endereço no Fetlife e uma mensagem aos amantes do fetiche no Brasil e futuros fãs?
- Claro ACM. Diga a todos que em breve terei meu próprio website (CherryVelvet.net), mas que jamais vou abrir mão desse espaço que aprendi a gostar e me fez evoluir (o Fetlife). Peça a eles que conheçam minha página aqui, que comentem e postem sugestões sobre meu trabalho. Estarei sempre feliz em atender a todos.

Ela encerra assim: Thank you so much for this...hopes your well and chat soon...

Alguma frase tinha que ser em seu idioma nativo…

Pra conhecer a Cherry e seu trabalho acesse: http://fetlife.com/users/295337
É só criar um perfil. Vale à pena.

Thank you Cherry!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Histórias Fetichistas


Vai chegando o fim do ano e é comum ler sobre fatos e acontecimentos que ao longo de doze meses tiveram a sua importância. Aqui nessas páginas fala-se de fetiche, por isso, resolvi dividir alguns desses bons momentos que conversamos por aqui.
De forma diferente, falando sobre curiosidades de histórias contadas no blog.
Com certeza, uma das coisas mais marcantes pra mim, para meu arquivo fetichista, foi a gravação do filme “The Resort”. E dentro desse cenário gostoso, alguns fatos valem ser divididos.
Quando o orçamento aperta, tudo deve ser resolvido da forma mais rápida possível. E produzir o filme foi uma aventura. Dois dias de hotel alugado custou uma grana preta. Transporte, produção, equipamentos, atrizes, enfim, tudo tinha que caber dentro de uma previsão estabelecida.
E toma apressar daqui e dali com um único objetivo: filmar duas horas em dois dias.
Um recorde, afinal ninguém estava li para filmar belas paisagens apenas. Tinha fetiche brother, o tempo todo, sem parar.
Porém, o melhor veio no final. As meninas que iam terminando seus trabalhos ficavam liberadas, com um resort inteirinho ao dispor. Só que dois malucos os quais prefiro não revelar os nomes, decidiram comprar garrafas de Vodka e latas de energéticos, além de toda a bebida disponível no bar do hotel.
Não deu outra. Teve mulher chamando urubu de meu louro. Alguém irá dizer: era de se esperar, afinal, depois de horas sem parar de trabalho, estresse, nada melhor que um drinque para relaxar... Se fosse só pra relaxar tudo bem, mas as gurias meteram o pé na jaca.
E na medida em que as demais se juntavam as que já descansavam a única imagem possível de se ver eram garotas rindo até de fratura exposta... As marcas das cordas, das filmagens, eram um simples detalhe. E quem assistiu ao filme sabe muito bem que a barra foi pesada, as cenas de BDSM foram longas e reais.
Passava das duas da madrugada, um frio de rachar, e as garotas encharcadas de álcool mergulhavam na piscina e voltavam enroladas num roupão para novas doses. Haja disposição!
Foi quando deparei com garrafas de saquê e tequila chegando pra festa. Embolou geral.
Dei mole com a mochila de cordas e elas começaram a querer amarrar umas as outras, tudo na base da sacanagem. E pra piorar a situação, as que ficavam aprisionadas eram “jogadas” nas banheiras de hidromassagem das suítes. Sem contar as brincadeiras de dar tapa e experimentar fetiche por agulhas. Era o momento de segurar a onda.
Um cenário de fazer bondagista babar? Nada disso, o bicho ficou perigoso. Teve garota quase se afogando e batendo com a cabeça na borda da hidro.
Quando as coisas se acalmaram e conseguimos dividi-las por duplas nas suítes, o som das banheiras ligadas e da televisão que só pegava a Band e a Record com um pastor berrando a noite toda fizeram com que seu amigo escriba aqui não pregasse o olho.
Conclusão: durante o café da manhã (quase ao meio dia) óculos escuros escondiam as marcas da noite de aventura fetichista daquelas garotas maravilhosas num dia de festa.
Passados seis meses essas cenas não me saem da lembrança. Mas quer saber? Nem quero esquecer. Foi bom demais!

Daphne Perils

No vídeo de hoje do Bound Brazil, uma das protagonistas do filme “The Resort” (Daphne) vive todos os perigos de uma menina em apuros nas mãos de Carlos, o chacal. Para os loucos por Damsels in Distress, o vídeo vale cada minuto.
Um incrível photoset com as melhores cenas também está à disposição dos assinantes.

Um bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cotidiano


Fetichista é mesmo bicho esquisito.
Basta ser um fetichista para reconhecer alguém com parentesco de instintos. É só observar.
Hoje durante o almoço com dois amigos aqui no Centro do Rio, aliás, um deles fetichista de carteirinha, notei um cidadão que sequer se dava conta do caminho que o alimento fazia entre o prato e a sua boca, tamanha era a disposição do indivíduo em olhar para os pés de uma garota numa mesa ao lado da minha.
E bota olhada nisso brother!
Aquele olhar tipo a nega é minha ninguém tasca, manja? Aos desavisados, o cara parecia com um olhar perdido, como se estivesse viajando noutra galáxia, mas meu “fetichômetro” pegou-o com a boca na botija, grudado como um chiclete na imagem a sua frente. A comida era um mero detalhe.
É fácil perceber um podólatra. Metrô, ônibus, onde quer que seja ele está sempre com a luneta em punho. Com outros fetiches fica mais complicado, mas ainda assim dá pra pescar certas atrações. Quer um exemplo?
Bondagista é doido, alucinado por “hands behind their back”. O que é isso? Tradução literal: mãos pra trás.
Isso mesmo. Mulheres com os braços cruzados às costas, sem nada a prendê-los é um prato cheio, diria um banquete, para qualquer bondagista que se preze. Pode conferir.
Já vi caras coçando o queixo, procurando rimas, disfarces, sem tirar o olho de uma mulher de pé conversando com as mãos cruzadas às costas.
É o tipo de imagem que diz tudo. Aquela que te cutuca por dentro e mexe com os princípios do fetiche. Está ali, doida pra ser amarrada. Esse é o pensamento. Claro que a garota nem percebe que está sendo o alvo das taras de um sujeito comum, que a observa com o desejo a flor da pele. Talvez se algumas delas soubessem, usariam este artifício para conquistar um de nós. Por que não?
Mulher com lápis ou caneta entre os dentes, mordendo lenço, para um louco por bondage é coisa do capeta. Diz que não?
A olhada certeira é o momento da prática do voyeurismo escondido em cada um de nós.
Nem sempre essas mulheres estão dando sopa na rua. Mas em desfiles de moda, concurso de miss, elas via-de-regra nos oferecem esse visual atrativo e sedutor.
Outro dia li no blog “baunilha é gelo” um pedido de presente de Natal diferente: um emprego numa sapataria feminina. Precisa dizer qual é o fetiche do cara?
Nenhum podólatra passa impune pela porta de uma sapataria lotada de mulheres num shopping. Nessa época do ano então... Ele sempre dá uma paquerada no visual, mesmo à espreita, ao lado da namorada ou de quem quer que seja consegue até disfarçar, mas não tira o olho da cena.
É a famosa bandeira!

O pior disso tudo é saber que os caras que passam na rua babando pelas bundas das mulheres o fazem sem receio, sem críticas, na maior cara de pau. O povo acha normal, a mídia acha natural e todo mundo, até as mulheres, vê com bons olhos. “O cara gosta de bunda. Legal, coisa de macho”.
Porra nenhuma! Então pra ser macho é preciso gostar de bunda? Pra mim, bondagista confesso, pernólatra por natureza e convicção, bunda só serve pra fazer aquilo que dela se espera... Precisa ser mais específico?
Portanto, olhem, babem, façam tudo que seu subconsciente mandar ao cruzar com uma imagem que balança sua estrutura, que lhe traz o fetiche num segundo. Se alguém meter o malho, mande lamber sabão, passear ou ver se você está na esquina.
Se não quiser dizer por que está olhando invente alguma coisa, desde um detalhe no piso até uma desculpa esfarrapada qualquer. Mas faça, seus sonhos agradecem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dúvidas e Desabafo


Oi ACM, tudo bem?
Queria te contar uma coisa e ao mesmo tempo te pedir uns conselhos. Sinta-se livre para usar a história no Blog se quiser:
Casado há muitos anos, com filhos e sem chance de abrir meus desejos de bondage com minha esposa (bom, eu tenho 95% de certeza que ela não iria topar e mesmo que aceitasse 5% não valeria o risco de tudo que está em jogo) eu tinha que achar um jeito de fazer o negócio na prática, pois até então, só sites e vídeos.
Minha primeira tentativa foi numa viagem a negócios e tentei convencer a uma garota de programa, que ficou muito cheia de medos e não deu muito certo. A segunda vez, a menina até que deixou tudo mesmo. Depois disso, eu tentei muito, mas era difícil achar garotas de programa que topassem. Por fim, encontrei uma agencia de modelos sob medida.
Aqui tudo funcionou a contento, embora tivesse que pagar uma taxa chamada de “segurança” para a primeira vez e levou um tempo até que eu ganhasse confiança com a dona de lá. Eu pago o dobro da taxa normal, e mesmo que realmente não sejam as gatas que aparentam nas fotos, topam o que eu quiser no bondage.
Perguntas para você:
1 - Colocando a questão moral de traição de lado (porque acho que isso é comigo e minha consciência), você acha errado eu preferir isso a me expor publicamente para garotas no meu meio social, com o receio de que amanhã possam sair falando e me por a fama de pervertido?
2 - Estive pensando em divulgar o nome desse site, dado que é o único lugar que achei que fornece esse serviço e uma referencia das meninas que me atenderam. Será que isso é legal ou pode pegar criminalmente para mim ou algo do gênero? Aliás, talvez as tais meninas se interessem em posar para seus filmes...
3 - Me fale um pouco de como você vê a sociedade de hoje com relação ao fetiche. Sei que você defende a posição de que as pessoas devem assumir o que são, mas hoje eu vejo fetiches de SM muito mais discriminados do que era o homossexualismo nos anos 50. Tipo, se um pai de uma criança em um colégio fosse identificado, com certeza nenhuma criança iria às festas dos filhos dele, por exemplo... E vai por ai...
Joguei a bomba agora é contigo...

Meus Comentários:
Em primeiro lugar um fato deve ficar claro. Eu não costumo dizer que todos devem assumir o fetiche. No meu caso, devido ao trabalho comercial em função do Bound Brazil, tive que por a cara a tapa. Um site sem dono é como cão vadio na madrugada. Um avatar, neste caso, faria com que tudo fosse fantasia, quando a fantasia deve pertencer somente aos filmes e fotos que se produz.

Teu relato emociona por duas vias. Por dividir comigo e com todos um problema que não afeta só a você, o que me faz sentir útil e importante, principalmente pra mim. Recorrer a garotas de programa não é exclusividade sua, muitos já o fizeram e fazem. Já falei disso aqui e acho válido. No seu caso (que me desculpem as mulheres baunilhas) soa como uma doce traição, algo que por decisão própria você resolveu manter afastado de sua vida social.
Daí só há um jeito: ou recorre às meninas de vida horizontal ou definha sem rumo.
Encontrou um cantinho especial depois de muita garimpagem, deu sorte, conseguiu o que muitos ainda não tiveram a chance. Dividir o tal portal não é crime, desde que não saia empunhando a bandeira por aí...
Com relação ao fetiche na sociedade e a discriminação que se sofre, fica claro em sua própria carta: ninguém luta, todos aceitam. Então é fácil encontrar a exclusão.



Tudo que você fizer, que realizar, ainda que esconda contra os riscos, deve pesar quando você estiver em pleno exercício de consciência, no sentido de que seus sonhos e desejos, ainda que na clandestinidade, jamais se esfumacem com o tempo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os Efeitos do Nylon


Meias de nylon…
Um fetiche, um objeto de desejo extremo, de sedução ou elegância?
Um acessório que é idolatrado por podólatras, bondagistas, sadomasoquistas, enfim, alcança vários segmentos de todas as formas possíveis e imaginárias.
Como os amantes dos pés lidam com o nylon? Alguns adeptos do sweat foot fetish (experimente digitar essas palavras no Google), enlouquecem quando as meias de nylon atuam retendo o suor nos pés das meninas. O efeito para esse grupo é bombástico. Quanto mais molhados os pés maior o tesão. Mas há casos de podólatras que gostam da beleza que as meias de nylon produzem quando apresentam combinações com os calçados. Estes ignoram os efeitos do suor e do cheiro e se esbaldam com a imagem sedutora da mulher.
Outra combinação interessante diz respeito à bondage e nylon.
Parte desses fetichistas é alucinada por mulher amarrada trajando meias de nylon. A viagem vai desde lingeries tipo sete oitavos a meia calça. Existem sites especializados nos quais a imagem de uma mulher descalça ou sem as meias é quase impossível, mesmo que inseridas num contexto de mais de quinze mil fotografias.
Claro que existe uma ligação intensa entre o fetiche de bondage e podolatria. É inegável essa proximidade, e porque não dizer, parentesco. O tesão por mulheres amarradas com meias de nylon vai desde a utilização das meias como ligadura, ou seja, como elemento imobilizador, até imagens onde as meninas aparecem apenas trajando as meias. Nem calcinhas são permitidas.
Daí o “ritual” segue de acordo com a imaginação de cada fetichista. Uns optam por fitas adesivas, outros por cordas, tiras de couro, enfim, tudo que possa criar uma imagem que dê vida as meias cor de pele. Assim como os podólatras, alguns bondagistas colecionam as meias de nylon utilizadas durante uma cena.
Mas não pára por aí.
Esse objeto de desejo de fetichistas também faz parte de sessões de sadomasoquismo. Não é difícil conseguir imagens de mulheres sendo flageladas com as meias de nylon rasgadas durante cenas em calabouços ou masmorras.
Normalmente, nestes casos, o interessante é conseguir acabar com a elegância da mulher aos poucos, despindo à força, peça por peça, até que sobrem apenas as meias de nylon semi destruídas.
Em sites de sadomasoquismo é comum a associação das meias de nylon com cordas de sisal. A união desses materiais se encarrega de causar o impacto que a cena necessita. As meias vão se deteriorando aos poucos até serem rasgadas com violência pelos praticantes.
Não podem ser ignorados os sites especializados em exibir mulheres colocando e retirando essas meias e lingeries. Há vários, alguns com cenas de bondage também, mas o foco central é por este material sintético.
Como dizem por aí, a mulher já nasce sabendo seduzir um marmanjo.
Tanto é verdade que as que sequer se imaginam fetichistas, utilizam lingeries para encantar seus pares. Flertam com o fetiche sem admitir qualquer proximidade. Coisas da vida...
Os efeitos do nylon em atividades fetichistas ou até baunilhas são intensos.

O prazer obtido com estes objetos enquanto estimulantes sexuais por determinado grupo de pessoas é muito grande, o que faz com que a matéria seja relevante.
Ainda que podólatras, bondagistas e sadomasoquistas tenham preferência por pés descalços um belo par de meias provocantes é sempre um fator interessante e sedutor.
Sobram questionamentos: você, amiga e freqüentadora desse espaço, em algum momento admitiria usar meias de nylon para provocar suor em seus pés a pedido de seu parceiro?

Com a palavra, as moças.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Que é Demais…


Não pensem que essa é uma conversa de bêbado, muito menos que me mudei para o mundo da lua. Nada disso. A idéia é apenas perguntar: o que é demais enjoa?
Discutia com um amigo no sábado a esse respeito.
Porque conheço gente que sonha com determinadas coisas e depois que as têm simplesmente as ignora, como se jamais tivesse sido algo inimaginável, o supremo a ser alcançado.
É como o sujeito que sempre sonhou em ter um automóvel de certa marca, e quando consegue seu objetivo, passado algum tempo o deixa de lado e olha como se fosse um fruto cobiçado que perdeu o sabor.
Seria possível que o objeto do desejo, o fetiche, tenha o mesmo significado para alguns?
O cara passa a vida flertando com imagens e não as tem. Nem supõe que um dia haverá uma rede internacional de computadores capaz de interligar o planeta. É louco por mulheres em apuros, amarradas e amordaçadas. Passa noites garimpando um filme de ação para saborear um, dois ou no máximo cinco minutos de uma moçinha em perigo. Sente-se realizado ao topar com uma cena que jamais esquecerá pelo resto dos seus dias.
O tempo passa, o futuro chega.
Ele acessa o fetiche favorito na Internet e tudo está ao seu alcance.
Não é preciso mais perder horas de blá, blá, blá para ver sua heroína. Ele agora tem aos montes, de todas as formas. Como ele encara tudo isso?
Torna-se um colecionador e um dia repassa todas as cenas ou não liga tanto assim? O fetiche ficou tão “vulgar” que para esse sujeito virou uma paisagem que ele observa, com bons olhos, claro, todas as vezes que sai de casa, ou o fetiche é, ainda, parte da sua vida, capaz de fazer com que algumas horas do dia sejam concedidas a ele?
Muita gente deve estar atrás dessa resposta.
Acho que é válido um momento de reflexão. É bom notar que estou me referindo ao fetiche quanto ao impulso, a imagens, nada a ver com o fetiche enquanto prática, apesar de não haver distinção, pois esse fenômeno pode ocorrer nas duas vias.
Nem é bom pensar que isso é um fator exclusivo de bondagistas, incapaz de ocorrer em outros segmentos. O fetiche é igual pra todos, mudam somente os gostos e tendências.
Assim como um podólatra começa a engatinhar no fetiche olhando para um pé, o bondagista tem seus primeiros contatos com o fetiche nos filmes, durante a fase adolescente. Os sadomasoquistas idem, e assim por diante.
Quando esses aspectos são transportados para o lado comercial a balança pesa brother, e muito. Daí eu corto na própria carne, aliás, como o fiz aqui, faz umas duas semanas, quando falei em reciclagem.
Sábado passado entrei em estúdio e mudei alguns conceitos. Pensei em coisas novas e o resultado me agradou. Porém, há que analisar uma diferença importante: o site, o Bound Brazil, comercializa o fetiche de bondage apenas num aspecto: damsels in distress. Pronto.
Não há love bondage. Porque não existe sexo nas cenas, apenas meninas em apuros.
Eu não gosto de classificar como love bondage o jeito suave de apresentar o fetiche, a não violência. Embora respeite o conceito de alguns fetichistas, pra mim love bondage envolve sexo, paixão e tesão. Deve ser praticado entre fetichistas que querem viver essa fantasia durante o ato sexual.

Mas alguém pode dizer: os sites, desse segmento, mostram o que pode ser um começo. Concordo, sempre, afinal tudo pode começar numa brincadeira de rapto.
O efeito fetiche não me causa enjôo. Jamais me passou pela cabeça tal reação. Gosto de observar, de buscar a perfeição, de analisar o que as pessoas querem ver e, principalmente, o que gosto de fazer. Dentro e fora do site, da mesma forma.


Mas fica valendo refletir. Às vezes o que parece um lugar comum, é apenas um indício de que as coisas precisam ser revisitadas como as imagens que ilustram esse artigo. Duas preferências. Basta optar por uma delas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Catfight Fetish


Nada de cordas, algemas, correntes, ou outros acessórios BDSM.
O tesão que rola nessa conversa tem a ver com luta corporal entre duas gatas. Pouco difundido no Brasil, o Catfight Fetish tira onda na terra do Tio Sam.
Existem até espetáculos fora do circuito da Internet, mas é na grande rede que ele faz um sucesso alarmante. Assim como o bondage, o Catfight Fetish produz suas musas e centenas de sites faturam com esse segmento.
As cenas vão desde roupas rasgadas até espetáculos de luta livre.
Os lugares onde essas cenas acontecem são totalmente diferentes. Tudo pode ocorrer numa sala, no quarto, num escritório ou num ringue de lutas, onde até luvas de boxe são utilizadas. Mas não é um “vale tudo”. Socos e pontapés são proibidos, pois a intenção é subjugar através de golpes estratégicos, como estrangulamentos, chaves de pernas ou de braços.
Alguns portais conseguem inovar e chegam a exibir cenas com amarrações de silver tape, utilizadas pelas vencedoras após a façanha de derrubar a oponente, assim como podolatria e o trampling. Quem perde pode terminar imobilizada, ser obrigada a beijar os pés da vencedora ou até mesmo ter o corpo pisoteado.
Aqui vale a lei da mais forte.
Também não é incomum encontrar alguns sites de Catfight Fetish explorando roupas eróticas. Saltos e meias de seda fazem parte da cena e muitos adeptos do fetiche deliram quando essas peças são rasgadas. Outras vestimentas como camisetas molhadas e blusas de seda destruídas estão em destaque.
As lutas também rolam na lama, em piscinas de gel ou de água ensaboada. É como nos antigos empórios: tem de tudo, pra todos os gostos. Lindas mulheres de biquíni ou totalmente nuas fazem a festa da marmanjada na fila do gargarejo.
Confesso que nunca fui ligado em assistir a esse tipo de fetiche, mas outro dia navegando por indicação de uma modelo de bondage que eu considero de primeira linha, a Velvet, encontrei boas cenas de Catfight Fetish no site Lady Fist. O uso da fita adesiva imobilizando as meninas perdedoras no final da luta aparece muito pouco, porém, para os bondagistas que curtem expressões de sofrimento e desconforto é recomendável. Ainda que o esforço físico de lutar seja forjado, as meninas sentem os efeitos da batalha inegavelmente, e ao estarem “entregues” às oponentes, demonstram ótimas imagens imobilizadas e rendidas.
Talvez todos já tenham conhecimento desse fetiche e dos sites espalhados na Internet com essa temática, mas fica aqui a dica para quem ainda não foi devidamente apresentado ao Catfight Fetish e uma matéria sobre um assunto que alguém gostaria de ler.

Sweet Revenge

Numa cena de bondage, nada melhor que uma doce vingança.
Duas garotas bonitas brigando por um espaço em seu local de trabalho. A vítima resolve agir da mesma forma e faz com a colega o mesmo que foi feito com ela.
Deu pra sacar? Claro, parece coisa de novela. Mas não é não. Trata-se de um vídeo de bondage, aliás, de dois vídeos de bondage. Porque para entender o vídeo que o Bound Brazil exibe hoje aos seus assinantes, é preciso

ter assistido ao clipe da Terça-Feira passada.
O enredo ganha sentido e tudo tem lógica e razão de existir.
Duas gatas: Ellys e Nikki. Estreando no site, praticando bondage pela primeira vez.
Na primeira parte apenas um castigo, na segunda, um jogo de sedução erótico.
Claro, belas fotos compõem um photoset das melhores cenas.
Imperdível, ou imperdíveis!

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pregnofilia


Milhares de homens têm fetiche por mulher grávida (Pregnofilia). Até aí nada de anormal, afinal é um fetiche muito conhecido, mas em se tratando de práticas de bondage com mulheres grávidas, existem regras de segurança que devem ser seguidas à risca.
Vamos tentar colocar algumas questões para a galera que gosta de bondage e que não quer se afastar do fetiche caso a parceira fique grávida.
A mulher durante o período de gestação produz o hormônio conhecido como Relaxin, que permite a expansão da pelve para o nascimento do bebê, e por conseqüência suas funções corporais ganham muito mais flexibilidade permitindo que ela consiga mover os ombros, os cotovelos, os quadris e os joelhos de uma forma que jamais conseguiria sem estar grávida. Entretanto, na parte do dorso essa flexibilidade por razões óbvias fica restrita, mas nos membros na medida em que o período de gestação vai aumentando fica mais acentuada.
Amarrações de bondage devem ser aplicadas nessas regiões do corpo onde há a expansão, jamais na parte abdominal.
Deve-se evitar cordas apertadas ao redor dos seios e nos tornozelos, no primeiro devido às glândulas que incham para a futura amamentação e no segundo pelo inchaço normal que ocorre nessa zona corpórea.
Existem sites especializados que mostram fotografias e vídeos de mulheres grávidas em posições de bondage, mas é preciso ter muito cuidado ao tentar reproduzir o que é exibido nesses portais, principalmente quando se trata de hard bondage, um fetiche com tendências totalmente sadomasoquistas que ultrapassa todos os riscos que estamos falando nessa matéria.
Muitas dessas cenas são montadas (fakes) e não expressam a realidade, por isso devem ser muito bem analisadas por quem pratica o fetiche para não expor a parceira e o bebê a riscos descabidos.
E por falar em risco, a realização de bondage com suspensão em mulheres grávidas é totalmente inadequada e fora de contexto, devendo ser evitado durante essa época para que problemas graves possam aparecer.
A gravidez é um momento único e muito desejado por toda mulher, e porque não dizer dos futuros papais também, portanto, todo cuidado é pouco para que haja uma relação sadia e prazerosa dentro do princípio consensual.

Nós mais frouxos, tipos de cordas suaves ou scarf (amarração com lenços de seda) são possibilidades que permitem ótimos resultados para ambos durante a gestação e podem ser praticados sem susto pelos amantes do fetiche de bondage.
Mesmo que os praticantes tenham uma tendência mais sadomasoquista o respeito ao momento delicado deve prevalecer, sempre.
(Na foto ao lado, a posição perfeita para a prática de bondage com mulheres grávidas)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Semelhanças e Coincidências


Há dias em que o carro pega no tranco. As coisas quando não funcionam bem e o melhor é partir em busca de algo que mude um pouco a prosa e cause um vazio, para que dentro dele seja possível compor um novo enredo.
Sempre analisei a vida através de compassos. E tem dado certo, ou pelo menos, há meio século dá certo.
E em meio a essas escapadas em busca de ar fresco, as conversas com amigos sempre surtiram um belo efeito. Os papos atraem pensamentos e nessas horas é legal cruzar com semelhanças e coincidências. Nada refresca melhor minha cabeça que fetiche. Não é uma questão única de prazer, há outros, é sim, um exercício de satisfação. Ora, a coisa é prática: não se deve encostar em árvore que não dá sombra, por isso, nada melhor que chegar perto da felicidade para se sentir bem.
Pois se alguém está feliz já é um bom começo.
Então, é hora de achar semelhança naquilo que faz a felicidade de quem está perto para reencontrar o caminho, o sorriso. É legal ter amigos. Artigo que não se compra, ainda mais os que estão distantes.
Daí alguém te envia a fotografia de um trabalho e você depara com uma incrível coincidência. Daquelas de cair o queixo, onde cada detalhe tem o mesmo significado do que você imagina. O astral levanta, a veia pulsa forte e você sucumbe ao que seus olhos carregam pra dentro do pensamento. “Eu também faria o mesmo”.
Claro que existem outras indagações, pequenas observações que atuam como uma marca própria, mas num cômputo geral, o que importa é a ótica, o feeling, o abstrato que se torna real ao ser exibido. O fetiche faz mesmo a diferença pra quem gosta dele.
Há cenas que eu gostaria de ter criado, isso é fato. Por um lapso em algum momento escapou, mas quando vejo o trabalho de um parceiro de uma forma que eu acho perfeito, tenho duas escolhas: procuro fazer igual ou tento aperfeiçoar ao meu gosto. Isto não significa que encontrei qualquer imperfeição no que foi visto, admirado, pelo contrário, porque ainda que o trabalho sirva como um ponto de partida, mesmo assim vou considerá-lo intocável.
Já ouvi muita gente dizer por aí que fetichista é chato, aliás, todo detalhista é um chato mesmo. Jamais renegaria tal condição, porém, mantenho minha chatice dentro do meu próprio ego. Evito extravasar pra não me tornar um pela saco.
Por isso, é legal buscar a conversa onde há quorum.
Escrevo para muitos fetichistas, não faço distinção, embora tenha as minhas convicções. E dentro do fetiche de bondage me encarrego de ter as minhas preferências de forma discreta, procuro o diálogo com quem pensa parecido, já que dessa maneira fico com a impressão de que não estou enchendo o saco de ninguém.
Pior seria sair por aí pregando em praça pública em cima de um caixote...
Outro dia dois amigos podólatras conversavam sobre preferências. É engraçado, porque consegui ver tanta semelhança e diferença que nem eles perceberam, tamanha era a vontade de simplesmente falar do fetiche.
De volta à vaca fria, toda essa retórica serve pra ressaltar o trabalho amador. Pessoas que expõem suas práticas.

Nesse aspecto é de ressaltar a utilidade das redes sociais, tanto para a troca de idéias e impressões como para a exposição do novo, aquilo que ainda não foi comercializado por pura falta de oportunidade.
As fotos que ilustram esse artigo foram cedidas por um amigo. Tão anônimo como qualquer um que vista o blog, lê os textos e depois navega para outro lado. Vale apreciar o fetiche de uma forma singular, que pode ser muito eficiente e visualmente perfeito pra mim, mas nem tanto para outros que pensam o bondage de uma maneira totalmente diferente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fetishes (1996)


Fetiches é um filme do documentarista Nick Broomfield. Filmado em 1996 na famosa casa fetichista Pandora’s Box, em Manhattan, NY, ele enfoca o olhar da sociedade diante de uma casa de dominação. Guiado por Mistress Raven - que tem uma semelhança impressionante com a atriz Cher - Pandora’s Box é o lugar que acolhe as elites tanto para clientes do sexo masculino como feminino.
O documentário começa com imagens em preto e branco de arquivo de um filme Bettie Page. Somos então apresentados ao estabelecimento - o quinto andar de um prédio ocupado no centro de Manhattan. A casa atende a todos os gostos, desde submissas que pagam até US $ 1.000 para uma única sessão (em 1996) a dominadores. Um estabelecimento funcionando legalmente no meio de uma cidade movimentada é de causar surpresa (porém, a legalidade não permite sexo no local).
As dominadoras do clube são uma contradição em termos. No início, tentam fazer crer que elas estão no controle, fornecendo um serviço muito necessário. Mas num piscar de olhos, parecem vulneráveis. Natasha é tida como o mais resistente das dominadoras. Com um elegante rabo de cavalo, criada numa escola cristã fundamentalista, tem um iguana de estimação chamado Spike com quem ela dorme. Orgulha-se de frisar que mantém os homens à distância. Numa cena ela dá um tapa na cabeça de um cliente e depois se vira para olhar tristemente para a câmera, dizendo: “sim, eu gostaria de casar e ter filhos algum dia”. Em outra cena, ela está lidando com um cliente do sexo masculino praticante de infantilismo e está vestida como uma menina. Natasha escova os cabelos e torna-se bastante violenta ao começar a gritar com ele como manda o fetiche.
As outras mulheres são igualmente interessantes e contraditórias. Dalila foi educada na Escola Americana de Balé e trabalha com pesquisa em sua atividade fora do Pandora’s Box. Ela lida com as sessões mais sensuais.
Katherine é chamada a mais sádica e é uma especialista com chicotes. A ruiva muito etérea comenta que é "apenas um tipo de atitude capaz de domar alguém de vez em quando”, mas mais tarde, em seu apartamento (para onde ela se mudou após o divórcio) afirma: "Eu posso ter uma relação muito saudável e normal com um homem". Beatrice é a gerente de negócios, uma francesa com um forte sotaque que eles, naturalmente, são obrigados a auxiliar para evitar mal entendidos.
O estabelecimento foi concebido para atender a qualquer fantasia. Não é um calabouço francês com guilhotina, mas exibe gaiolas e todo tipo de formas primitivas de tortura. Há a sala médica, que é muito estéril e iluminada. Todo tipo de equipamento médico que faz você se contorcer de medo está lá para ser usado. Uma série de outros quartos estão disponíveis, embora nem todos tenham sido mostrados pelas câmeras. No entanto, para quem tem o desejo da submissão tudo pode ser arranjado.
O filme não tem um enredo, muito menos leva um aspecto de drama. É um documentário muito bem elaborado que mostra em detalhes como um clube fetichista funciona, seus freqüentadores, segredos e, principalmente, retrata a vida de seus protagonistas dentro e fora do clube.
O Pandora’s Box está ainda em funcionamento, embora tenha se movido, pois agora tem suas instalações alojadas num porão no bairro de Chelsea em Manhattan. Ele também se fundiu com outro estúdio de dominação.
Vale assistir ao filme e fazer uma viagem por um lugar que se tornou uma lenda do BDSM.
Abaixo o trailer, os links para download e a senha.
Good trip!



Download:
http://rapidshare.com/files/262373091/fetishes_nick_broomfield.part1.rar
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A (Boa) Polêmica do Jonas


Eu respondi o comentário do meu parceiro Jonas, ou Jonas Bond, um apaixonado por bondage assim como muitos que freqüentam este espaço.
Porém, observei, e cheguei à conclusão que o assunto vale um artigo. Porque ao chamar de “antibucetário” um fetichista com claras tendências a não se importar com o órgão sexual feminino, o papo cruzou a linha e veio parar onde não devia.
Mea culpa. Deveria ter explicado melhor. Poderia ter deixado mais evidente o tema, porque naquele caso existia uma aversão confessa no tocante à vagina, mas que de nenhuma maneira afeta outras possibilidades de obtenção de prazer sem a penetração. O Jonas está certo quando enfoca as cenas em que o bondagista imobiliza a parceira com as pernas fechadas. Claro que dificulta a penetração, é óbvio. Nem sempre o bondage funciona na posição de sexo tradicional, ou seja, mãos e pés atados aos quatro cantos da cama. Então fica complicado até a visualização da “perseguida”.
E como resolver o problema?
Claro que cada um tem a sua receita, aliás, quem sou eu pra me meter na vida alheia?
Muitos acabam encontrando a saída ao seu modo. E vale o esforço, mesmo que o Zé Mané fique desconfortável por alguns momentos. Espreme daqui e dali, recorre ao auxílio de um lubrificante, qualquer medida é válida, desde que o prazer seja mutuo.
Tenho um amigo que antes de amarrar as pernas da parceira introduz brinquedinhos sexuais, consolos pequeninos que caibam em lugares de difícil acesso. Garante que é tira e queda, que nunca ficou a desejar. Depois é só resolver de que forma você vai terminar com a festa, ou seja, como e quando ocorrerá a sua satisfação.
Pode corrigir se eu estiver enganado, mas entre sessenta e setenta por cento dos bondagistas terminam as cenas com boas masturbações ao lado da parceira imobilizada. Porque a imagem do trabalho de restrição realizado é o nirvana, e como bem disse o Jonas, se a cena for desfeita para que no final haja a cópula, grande parte do tesão arrecadado ao longo da fantasia corre o sério risco de escapar.
Outra dica infalível: procure imobilizar aos poucos e deixe as pernas por último. Dessa maneira fica mais fácil levar prazer à parceira enquanto você busca o seu. Porque se sua tara for por uma bela posição hogtie, e com isso, sua parceira deve estar deitada de bruços com os pulsos ligados aos tornozelos, nem que a vaca tussa será possível pensar em penetração. Nem se o bondagista for um contorcionista brother...
Resumo da ópera: dicas são importantes, assim como o prazer é imprescindível. Tudo é válido. Poderia escrever várias fórmulas de coisas imaginadas e de algumas realizadas ao largo de uma convivência longa com o fetiche, mas cada qual deve analisar o fetiche sobre o seu próprio ponto de vista. E mesmo que a penetração não seja seu objetivo pra buscar o prazer pleno, não significa que exista aversão ao órgão sexual da mulher, desde que haja interação, plena participação de ambos para que a relação possa ser duradoura e agradável aos dois lados.
Fica o convite para que os bondagistas participem e escrevam a esse respeito.

É importante que exista essa troca de informação e que sirva de parâmetro a quem pensa que este tipo de problema só existe dentro das suas fantasias.
Se convencer uma mulher a participar das nossas aventuras já é uma dificuldade danada, imaginem tentar convencê-la a aceitar um mero papel de coadjuvante sem direito a ter um dia de estrelato?

Vale pensar a respeito.
Jonas, brother, valeu demais seu comentário.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Atração do Suor


Essa matéria é tão extensa que já resultou em estudos e teoria suficiente para publicar uma enciclopédia cientifica. Fala-se em testes sobre os odores, sexuais ou não, entretanto, quando o assunto é fetiche há detalhes que também exemplificam a atração pelo suor.
O “sweat fetish”, por exemplo. Existem diversos sites americanos especializados em fotografar celebridades com aquela manchinha redonda tatuada na roupa debaixo do braço que flagra a pessoa suando. Alguns dariam um castelo para chegar próximo a estas pessoas famosas e sentir de perto o odor do suor. Talvez o sabor...
Parece estranho?
Quem nunca escutou mulheres se denunciando em conversas sobre o desejo incontido de ter um homem totalmente suado em sua cama? Muitas sonham com estivadores de corpos perfeitos, bombeiros, enfim, trabalhadores em pleno exercício de sua profissão.
A maioria dos fetichistas que gostam de axilas são mulheres. Há algumas que tiram “casquinha” em condução lotada, quando imperceptíveis se aproximam de homens com os braços estendidos para guardar o cheiro como recordação. Muitas levam esse aroma pra casa e conseguem boas masturbações horas depois.
Ainda acha esquisito?
O que dizer de homens, adoradores de pés, que cultuam o suor nos pés de suas parceiras? Quanto mais suados melhor o resultado final. Outros gostam de mãos suadas, daquelas que chegam a pingar gotas diante de uma situação de nervosismo extremo. Eu conheço um cara que é tão viciado em mão de mulher suada que se nega a cumprimentar alguma garota que acaba de conhecer com beijinhos. No caso, um simples aperto de mão pode ser o início de uma grande e duradoura aventura.
Especialistas afirmam que a mulher, por ter os sentidos mais aguçados, consegue distinguir as intenções do homem pelo odor do suor. Se ele está diante de um filme que o agrade sexualmente o cheiro do suor é diferente de quando ele realiza uma tarefa física. Quem sabe de tanto praticar, algumas dessas moças acabam por sucumbir à mania de ter um homem suado ao redor. O fetiche começa assim.
Só as mulheres são atraídas pelo suor?
Não, o mesmo acontece com os homens. Alguns chegam a pedir que a mulher passe o dia trabalhando e o espere sem tomar banho. Aí vale tudo brother, desde axila suada e com odor forte até o famoso cheiro de bacalhau!
Em resumo, o fetiche por suor não segue uma cartilha. Cada qual escolhe uma parte do corpo da parceira ou do parceiro que lhe seja conveniente. Desde o pescoço até a sola dos pés.
Vale ressaltar que os adeptos deste fetiche via-de-regra preferem o anonimato. Por se tratar de um tema bastante particular, até a aproximação para a introdução numa relação carece de tempo e preparo para acontecer.

Patty

Mulher gordinha é um caso sério. Quando amarrada numa bela cena de bondage então...
Descobri a Patty por acaso, mas não foi por acaso que apostei no sucesso dessa carioca com ares do sul que hoje está em destaque no Bound Brazil.
O filme tem um enredo simples: Patty Bound and Gagged.
Assim, de forma bem simples, ela aparece e enche a tela para o delírio de centenas de bondagistas que são alucinados por amarrar uma

mulher com curvas acentuadas.
As fotos com o capricho da Lucia são pra guardar a sete chaves.
Pode conferir.

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Antibucetário


Dizem que é uma neurose.
Outros apostam em timidez, medo, traumas, coisas que as pessoas arrastam pela vida e eclode na idade adulta. É fundamental a exclusão dos homossexuais.
Estamos falando da famosa “xotofobia”, ou no popular “medo de buceta”.
Mas isso não é um fetiche. Claro que não, mas existem casos onde o fetiche também contribui. Quer um exemplo?
Manel é podólatra. Daqueles loucos, fascinados por pés. Detalhista, chega a ser uma mala sem alça de tanto procurar uma perfeição que só existe dentro de seu próprio pensamento.
Se diz incapaz de esconder seus desejos perante a parceira e não mede esforços ou conseqüências para chegar ao objetivo. A sua cena perfeita é quando sua parceira usa sapatos fechados durante todo o dia, e ao chegar em casa, nem ouse em descalçá-los, porque ele faz absoluta questão de guardar as meias de nylon usadas dentro de um pequeno saco plástico para conservar o aroma dos sapatos.
Depois de retirados os sapatos, Manel pede que ela coloque uma linda sandália de salto tipo agulha para começar qualquer relação. Exigente ao extremo gosta de repetir o ritual diariamente e se mostra egoísta, sempre, pois realiza sua fantasia sem dar qualquer chance a sua parceira de ser coadjuvante.
Ele explica: “não divido o sexo. Costumo realizar o fetiche de foot job, ou seja, transo com seus pés. Beijo, adoro, faço carícias e cheiro até atingir o gozo. Contra a minha vontade, admito ter relações sexuais com ela ao menos uma vez por semana, e assim mesmo de forma obrigatória. O formato e o cheiro da vagina me causam desconforto”.
Este fetichista, um nobre cidadão respeitável, é um antibucetário.
Não costumo julgar, acho que cada um tem direito a ter seus próprios devaneios. No caso do Manel fica nítido que a fantasia não é compartilhada, ele coloca as cartas na mesa e ela aceita o jogo ou não, pelo menos é o que fica evidente neste relato. Quando ele diz que “aceita ter relações sexuais uma vez na semana” deixa claro que a vagina passa ao largo de sua preferência.
E vai além. Não suporta a introdução de qualquer outra manifestação fetichista em suas brincadeiras. Cordas, algemas, velas ou trampling, nada disso faz parte de sua fantasia. Ele gosta do desenho dos pés, do tratamento que a mulher dispensa para deixá-los sempre a seu gosto e de calçados. Faz questão absoluta de escolher tudo que a sua parceira usa para colocar nos pés.
Vivendo e aprendendo.
O universo fetichista é acima de tudo surpreendente. Quando se supõe saber de todas as taras e manias novos desejos aparecem do nada. E o Manel não é o primeiro que me fala sobre isso.

Tive um amigo que contratava prostitutas para fazer dangling à sua frente. Dangling é o movimento que a mulher realiza calçando e descalçando os sapatos. Jamais admitiu que elas tirassem uma peça do vestuário e sequer tocava-lhes nos pés. A masturbação era farta, não era solitária, e as mulheres em poses pré-contratadas apenas lhe provocavam com o balanço dos sapatos.
Confesso que há certa incoerência nestes fatos porque a inclusão do sexo oposto funciona somente como um objeto, uma figura inanimada sem direito a participar. Imaginar que alguém concorde com tais atitudes é difícil, porém não é impossível, já que na vida desses fetichistas existe sempre uma parceira.
Sou um fetichista confesso e assumido, mas dentre todas as minhas manias e preferência o órgão sexual feminino é parte importante e, sem ele, o fetiche não teria o menor sentido, afinal, como bem se diz por aí, tudo tem que acabar de maneira que agrade a gregos e “troianas”.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Notorious Bettie Page (2005)


Alguém comentou noutro dia sobre esse filme.
O drama de Mary Harron conta a história da vida de Bettie Page, talvez a primeira musa fetichista que o mundo conheceu. Falecida recentemente em 2008, e título de três artigos aqui mesmo no blog, a saga de Bettie deve ser analisada de vários ângulos distintos, por seu trabalho e desprendimento numa época cercada de preconceito por todos os lados, mas, sobretudo por sua contribuição para a obra de Irving Klaw.
O filme não enfoca apenas o fetiche na vida de Bettie. Ele conta toda a trajetória de uma garota que sonhou ser uma estrela de cinema, freqüentou aulas de teatro, e ganhou a vida com produções fetichistas até então proibidas e censuradas, flertando com o underground por achar divertido fazer.
“Não há nada de anormal no que faço. As pessoas se divertem, sorriem, e tudo não passa de simples encenação”. Ao tentar se justificar ao namorado sobre seu ganha pão, Bettie conheceu o preconceito de perto, vindo de alguém com quem dividia uma casa e uma cama.
Uma garota vinda do interior, após um casamento desfeito, com fortes influências religiosas e colecionando percalços no início da travessia entre o campo e a cidade grande. Conhece a fotografia por acaso que conspira degrau por degrau para que ela se torne uma estrela de um mundo que jamais pensou que existia.
A primeira parte do filme contada em flashback, utilizando o preto e branco com mesclas de cenas reais e produzidas, reflete um cuidado extremo com o figurino e ambiente capaz de captar o espectador.
Irving e sua irmã Paula descobrem em Bettie a musa fetichista que sempre andaram a procura. Os dois começaram a empreitada explorando o fetiche através de recortes de revistas e trechos de filmes onde mulheres em perigo entravam em cena. Se houver uma análise fria, este tipo de atividade é cultuada até os dias de hoje, em blogs, fotoblogs e outros. Os fetichistas não são os mesmos, o tempo passa, mas a essência permanece inalterada, apenas com total liberdade de expressão que os dias atuais nos concedem.
Navegando por este universo restrito, onde as produções eram concebidas como encomendas, o que acaba gerando todo o problema enfrentado por Klaw junto às autoridades, Bettie consegue viver uma vida dupla, deixando seu trabalho rentável na clandestinidade.
Segue tentando a sorte nas aulas de teatro enquanto realiza trabalhos paralelos ao fetiche, porque afinal, a indústria pornográfica embora não esteja diretamente ligada ao fetiche, sempre percorre por ramificações que levam essas retas a alcançar o mesmo destino.
A fama lhe toca por um lado imprevisto, com o qual ela não estava preparada para lidar.
Seus conflitos internos aumentam e nem as viagens para lugares paradisíacos a fazem quietar seu espírito.
No final, Bettie Page faz uma viagem de volta a sua própria vida.
Apesar de abraçar uma nova causa consegue enxergar a pureza no que viveu, e de longe assiste novas pin-ups retomarem um caminho que ela desbravou.

O filme serve de aprendizado a todo fetichista, porque conta em detalhes como tudo teve inicio, o preconceito social e a tentativa de desmoralização através de uma campanha sem sentido que para o bem de todos não passou de bravata de falsos moralistas.

Abaixo seguem os links para baixar o filme na íntegra com legendas em português.



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http://rapidshare.com/files/41301337/T1457N2056o3021B.Def.part2.rar
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legenda: http://tinyurl.com/32g2bwh

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reciclagem


Se admitir é uma virtude posso dizer com todas as letras que é hora de reciclar.
Reciclar conceitos, padrões e até mesmo idéias. Por que não? Acho digno pra cacete fazer uma análise do que você se dispõe a produzir e encontrar uma brecha onde você vislumbre que poderia estar melhor. Se tudo na vida é assim com o fetiche não é diferente.
Dois anos e meio produzindo fetiche ininterruptamente. Não há como deixar de existir um hiato, uma horrível sensação de que alguma coisa anda em falta.
A Internet não é uma caixa de surpresas. Quem navega tem em mente um destino e se você é o alvo deve estar preparado para ser um lugar onde tudo aconteça de modo a manter o território conquistado. O site Bound Brazil inegavelmente se transformou em dois anos de existência. No começo era uma idéia apenas, virou uma aposta e hoje está sólido, firme, com uma fluência de tráfico e assinantes superior às minhas próprias expectativas.
Mas o problema reside na busca, essa comichão incessante que um bom geminiano não descarta.
Influencias existem e o novo em algum momento é somente uma releitura do passado. Até gosto dessa idéia, porque admiro os conceitos dos antecessores da mesma forma que não descarto novas tendências. E por falar em tendência, na minha ótica aqui está o xis da questão.
O aparecimento das redes sociais criou um universo paralelo que aproximou as pessoas. Todos os segmentos sentiram esse efeito. Porém, ao invés de criar o debate estes nichos serviram como uma vitrine, um imenso painel onde cada um posta seu trabalho exibindo como uma pura propaganda gratuita.
Os sites de busca onde era possível enxergar o fetiche que era produzido na grande rede hoje está em desuso. O sujeito prefere criar uma página no Fetlife, no Facebook, para ter acesso às milhares de imagens que os produtores e modelos atualizam diariamente como forma de atrair consumidores. Em pequenos clipes ou simplesmente fotografias, o amante do fetiche é cobiçado de forma avassaladora. Existem produtores com mais de mil fotos postadas.
Ao mesmo tempo, criou-se uma disputa sem sentido onde somente a construção do fetiche está em voga.
Mas nesse caso nem só a beleza é fundamental. O fetiche é mais que simples amarrações simétricas, desenhos e espirais milimetricamente concebidos. O fetiche é ação, é interpretação e, principalmente, encenação.
Estamos falando especificamente de bondage. E bondage é um pouco mais que uma imagem em que a modelo aparece amarrada. Deve existir uma lógica para que a cena tenha sentido.
Confesso que andei desligado do meu próprio conceito fetichista e, por isso, esse artigo fale em reciclagem. Talvez me tenha escapado um pouco da inspiração, ou o lugar comum esteja sobrepondo meu próprio conceito.
Acho que o fato de reconhecer o deslize é o primeiro passo rumo à retomada.
Quando plantei a semente do Bound Brazil o fiz pensando em sair do trilho em busca da união entre o velho e o novo, entre o igual e o inusitado, ainda que alguém já tenha visto em algum lugar, mas de forma diferente.

Amarrar uma bela garota exibindo conhecimentos de nós perfeitos é uma virtude, mas que tende a ficar indiferente em meio a tanta coisa do mesmo gênero. O sucesso do filme “The Resort” me deixou uma lição: produzir um filme de longa duração em pleno século vinte e um num estilo “mainstream setentão” foi um desafio que deu resultado. Então é hora de mudar o que se faz semana a semana em busca de um elo que a repetição incontrolável simplesmente tratou de esconder.



O artigo de hoje embora possa parecer, não é apenas um desabafo. Serve para todos os fetichistas e seus conceitos, porque mesmo entre quatro paredes sempre é tempo de rever os conceitos do que fazemos, ainda que os espectadores sejam apenas você e mais alguém.