segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Musica e BDSM


Tem gente que não conhece e pra essa galera posto hoje um clipe de uma banda que lançou esse “hit” no ano de 2001.
A musica (Madrugada e Meia) das Velhas Virgens é uma sessão de BDSM.
Se liga na letra e no clipe. Se puder, comente!


Madrugada e Meia

Ontem você acabou comigo
Quase não chego vivo em casa
Subi as escadas rastejando
Olhos vermelhos, lacrimejando
Todo cheio de porrada
Você mordeu meu pescoço
Encheu meus ouvidos de saliva
Comeu a carne e roeu o osso
Café da manhã, jantar, almoço
Não sobrou nada de mim
As algemas marcaram meus pulsos
Você chupou meus mamilos
Pingou vela no meu umbigo
Nos limites do perigo
Literalmente você me comeu
Mulher maluca, de onde você saiu
Eu vou fazer o que você mandar
Entro no clima, mas não sou viado
E dedo no meu cu você não vai enfiar
Tô aqui lembrando e rindo
Madrugada e meia de amor
Creme de leite, maionese
Pastel de cabelo à vinagrete
Caipirinha de suor
Você me deu um nó de perna
Chupou debaixo do meu saco
Minhas costas, meu sovaco
Me senti uma azeitona
Triturada na sua boca
E no final foi porra pra todo lado
Urros e gritos desafinados
Que putaria baby
Só que eu quero tudo outra vez...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Espaço Amador – Havaianas


Dizem que bunda é a preferência nacional, mas engana-se quem pensa que essa parte sensual do corpo feminino reina absoluta, sem concorrência, porque as brasileiríssimas sandálias havaianas fazem à cabeça da mulherada que usa e abusa e dos marmanjos que babam por elas.
Seguindo a sugestão de receber dos amigos e amigas imagens ou histórias que me ajudem a fazer desse blog um verdadeiro jornal do mundo do fetiche, a leitora Juliana de Minas Gerais envia fotos de seus pés calçados com as legitimas, como são conhecidas essas sandálias.
Não é de hoje que recebo várias mensagens da galera que é louca por havaianas pedindo vídeos ou fotos das modelos do Bound Brazil calçando-as nas cenas, mas nem sempre os roteiros nos permitem apresentar esse fetiche, embora em alguns ensaios fotográficos e vídeos existam essas imagens em arquivo.
Só que não são publicas, é preciso ser assinante para ver essas gatinhas e suas sandálias, mas aqui vale a cortesia, a lambuja que os próprios freqüentadores do blog podem dividir com os amigos e, ao mesmo tempo admirar a beleza em conjunto.

Imagino que a Juliana esteja orgulhosa ao ver seus pés e suas havaianas postadas aqui, de frente e num belo “dangling” exibindo suas solas. Puro exercício de podolatria para quem é fanático e uma linda imagem como uma obra de arte, para aqueles que somente apreciam.
Algumas informações relevantes aos podólatras de plantão: ela é morena, linda, tem 22 anos e calça 39. É pé que não acaba mais...
Mas o blog acolhe todos os fetiches e, portanto o espaço segue aberto e pronto para postar o seu fetiche, através de um belo texto, fotos ou vídeos desde que seja tipo “home made”. Fica por conta da iniciativa de cada um mostrar que na comunidade fetichista existem pessoas tão normais e sensatas como em qualquer segmento neste planeta.
Semana que vem tem mais uma postagem amadora aqui no nosso blog. Mande também a sua.

Anna e Jackie chegaram para uma visita, mas minha recepção não foi das mais agradáveis. Então, resolvi colocar as duas para descansar numa bela posição hogtied, com seus pulsos e tornozelos amarrados e interligados.
Mas como não paravam de tagarelar, serviu-lhes como uma luva a eficiente mordaça com fita silver tape que abafaram as conversas e, ao mesmo tempo, colocaram para rodar aquela melodia que todo bondagista é alucinado: mumphnnnnn!
E ali ficaram horas, imobilizadas e desconfortáveis como castigo pelos altíssimos decibéis que meus ouvidos suportaram.
Resolvi condensar essas cenas em 12 minutos de vídeo e decidi apresentar aos assinantes do Bound Brazil nessa noite de Sexta. Portanto, Grils in Hogtied é um presente aos membros do site que terão o prazer de assistir essas princesas lutando contra as cordas sem descanso.
Para completar a “maldade”, saquei sessenta fotos durante a filmagem que estarão também na noite de atualização do Bound Brazil. Aproveitem e curtam esse raro momento...
Um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um por Todos e Todos por Um


No nosso caso, o passado nos absolve e jamais condenaria.
Porque nos conhecemos há tempos e juntos construímos uma história espalhada pela internet de todas as formas possíveis.
Talvez o interesse por desejos parecidos tenha sido a mola propulsora que nos levou a uma aproximação, porém é inegável que a persistência seja responsável direta por nossa sobrevivência.
Todo fetichista tem antes de qualquer coisa o instinto farejador do cão Perdigueiro, e de tanto fuçar acaba descobrindo caminhos que levam a pessoas com o mesmo interesse que objetivou a busca.
E foi assim, percebendo que a UOL abriu as portas para que anônimos criassem fotologs, essa galera passou a publicar coisas interessantes que aconteciam na rede. Era o prazer de mostrar a quem por lá passava um pouco daquilo que representava o desejo de cada um, ainda que através de fotos com pequenas linhas explicando o porquê de tudo aquilo. Estamos falando de bondage.
Costumo dizer que a convergência existe onde há o interesse imediato, como um amor à primeira vista pela ousadia de alguns e a insistência de outros.
Nessa época romântica postei meus primeiros ensaios solitários num fotolog que logo foi censurado por razões inexplicáveis, questões de conteúdo, ou, simplesmente porque não era o objetivo daquele canal.
Dali apareceu o MRZ com sua escrava Paola exibindo um rosto coberto por máscaras diversas, atendendo a pedidos dos alucinados freqüentadores que duvidavam do realismo das fotos. Hoje, com seus domínios expandidos, outras Paolas desfilam em seu Blog Escravas Brasileiras (http://www.escravasbrasileiras.blogspot.com/) em produções elaboradas com cuidado que ainda realizam os desejos dos freqüentadores, mais crédulos em seu trabalho real e perfeito.
Logo depois apareceu o Carlos com as mulheres amordaçadas, colhendo imagens de garotas capturadas através de fotografias tiradas de sites internacionais, desfilando sua imensa coleção de vídeos e fotos, propondo trocas e parcerias. Talvez dali tenha surgindo nossa parceria que resiste aos anos e a cada dia fica mais sólida.
Quase ao mesmo tempo um sujeito chamado VH Carioca criou vários blogs com textos e imagens educativas, procurou desmistificar bondage através de um estilo bem pessoal que ele mesmo batizou como soft-light. Arrebatou pessoas, criou grupos, garimpou fotos, vídeos, idealizou competições, enfim, ofereceu aos bondagistas um selo próprio, uma marca registrada que nos dias de hoje é parada obrigatória para quem deseja aprender sobre o fetiche.
Mas faltava alguém na festa e o ultimo mosqueteiro a se apresentar no salão veio com muita coragem. Bolou produções independentes que logo chamaram a atenção de norte a sul.
Quando fui apresentado ao Nauticus e seu trabalho no blog do VH de imediato achei um parceiro que abraçou minha causa e fez dela a nossa luta, assim como os demais espadachins que um dia terão o devido reconhecimento, pelo que fizeram, fazem e, ainda farão para levar a toda essa gente que gosta de bondage a melhor maneira de entender que aquilo que se trás do berço pode virar uma bandeira, e se empunhada por todos pode representar uma conquista que jamais se imaginou alcançar.
Nossas trajetórias se cruzaram um dia e segue por caminhos distintos cercados de muito respeito pela opinião de cada um.
Ninguém busca uma estátua e sequer projeta ficar milionário com tais atitudes, porque o mais importante é achar que sempre valerá a pena lutar por alguma coisa que se tem a consciência que é plenamente possível.
Fotos:
Acima, meu primeiro ensaio no Fotolog Amarradinhas em 2004
Abaixo, a escrava Raiane na sacada de um motel (por MRZ)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Razão da História


Toda história tem sua razão de existir.
Então, começo pela história e no final explico a razão.
Local: Lagoa Rodrigo de Feitas, cartão postal da cidade do Rio de Janeiro.
Eduarda está voltando de uma caminhada matinal pela orla da lagoa e é observada por Carlos que espreita seus passos escondido entre as árvores. Seguida até a porta de casa, é surpreendida pela presença do vilão e pouco pode fazer para evitar que seu apartamento seja invadido. Suas mãos e seus pés são amarrados e tem a boca amordaçada enquanto tenta desesperadamente se livrar das amarras e avisar sua amiga Nana que está no banheiro.
Mas o malicioso Carlos planejou toda a ação e se esconde no apartamento até que Nana apareça na sala deparando com Eduarda em apuros. Ato continuo, Nana é imobilizada junto com a amiga e imediatamente o intruso liga para suas comparsas Scarlet e Korva que pacientemente aguardam o desfecho da captura.
Com tudo previamente calculado, as duas garotas são conduzidas ao seu próprio carro na garagem do edifício e levadas a um local ermo, no meio da floresta da Tijuca. Torturadas pelas malvadas Scarlet e Korva para entregar a senha do cartão de crédito, Nana é levada a um caixa automático por Carlos para que o assalto seja consumado enquanto Eduarda é mantida em cativeiro por Scarlet que lhe impõe uma série de ameaças caso seus dois comparsas não obtenham êxito em sua empreitada.
Assustada, sucumbe aos desejos de Scarlet e se acha impossibilitada de qualquer reação.
E a trama segue com muita ação. Nana retorna com Carlos e Korva depois de entregar todo o dinheiro sacado do banco e é amarrada na mesma árvore que Eduarda, recebe os mesmos castigos de Scarlet antes de serem deixadas a sua própria sorte, ou até que alguém apareça e as liberte das cordas.
Satisfeitos com o desfecho do plano, a quadrilha se reúne mais adiante na mesma floresta para dividir os lucros do roubo, porém a insatisfação de Scarlet com a partilha fica evidente quando reivindica a maior parte por ter dado a dica das garotas e cobra dos comparsas a autoria intelectual da ação.
Com o conflito instaurado, Carlos e Korva se unem e resolvem dar a Scarlet o mesmo tratamento dispensado as duas vitimas inocentes do plano ardiloso.

Bom, essa é a sinopse de uma trama que servirá de roteiro para o primeiro longa metragem de bondage que começa a ser produzido a partir do próximo Sábado e em breve estará disponível no link “vault” do site Bound Brazil.
Claro que essa não é uma crônica do filme e muito menos uma apresentação da obra para os amantes de bondage, é apenas o cumprimento da promessa que fiz há algum tempo atrás de antes de qualquer passo em direção a esse evento, divulgá-lo aos amigos aqui do blog.
O trailer do filme estará também aqui, em primeira mão.
E não há a necessidade de ser assinante do site para obter o vídeo através de download, pois basta acessar o vault e adquirir a primeira produção brasileira mostrando o fetiche de bondage e damsels in distress.
Não há patrocínio, não há apoio, não existe ninguém por trás pendurado nessa idéia, somente a nossa vontade de mostrar que também podemos, que temos capacidade, que nosso idioma combina com o fetiche.
Como diria Nélson Rodrigues: “já é hora de deixarmos pra trás nosso complexo de vira-latas”.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Descobrindo Bondage


Pois é, a fila andou...
Procuro falar de vários fetiches e basta percorrer as publicações do blog que fica evidente, assim como admito que bondage fala mais alto por aqui. Por mim, pelo Bound Brazil, por minha própria história.
Mas o que me surpreende é o interesse que esse fetiche vem despertando em vários segmentos distintos. De revistas masculinas ou especializadas a trabalhos universitários, todo dia recebo pedidos de entrevista para explicar o que é bondage. E não adianta apenas falar sobre o significado do fetiche, porque todos querem saber um algo mais e, principalmente, de onde vem esse desejo, essa manifestação esquisita que ultimamente provoca ensaios fotográficos de modelos famosas e povoa as mentes misteriosas de pessoas identificadas com tudo isso.
Salvo algumas opiniões contrárias o fetiche de bondage avança e a cada dia acolhe novos adeptos. A leitura atrai e causa frisson porque todo mundo imagina que também pode praticar sem maiores conseqüências, afinal qual a dificuldade de aceitar uma fantasia sexual tão inocente?
Bondage começa de forma singular e dependendo do que se combine pode atingir o grau que a imaginação alcançar. Simples, porque não deixa de ser uma brincadeira entre adultos, um jogo sexual em que os praticantes determinam as regras e os limites.
Como praticante eu devo defender a minha visão de bondage, mas tenho por obrigação admitir as diversas formas como as pessoas entendem o fetiche. Se escrevo num lugar público é minha obrigação aceitar todas as opiniões, embora eu tenha a minha, por isso não vejo nada demais quando alguém tem uma proposta diferente da que gosto para a prática de bondage.
Encontrar duas pessoas que pratiquem o fetiche de forma totalmente idêntica é muito difícil, por isso existe o principio consensual, onde é possível haver uma adaptação entre as tendências.
Portanto, voltando às entrevistas fica evidente a intenção de saber o que penso sobre o assunto, o que me levou a criar um site especializado, mas, além disso, buscam uma definição abrangente sobre o fetiche. Não me considero escapista, mas nessas horas tem que pesar o que eu penso e a opinião de Fulano ou Beltrano, porque não sou o dono da verdade, não inventei o fetiche e nem vivo no mundo da Lua.

De cada dez pedidos que o Bound Brazil recebe de seus membros espalhados pelo mundo as coincidências são inexistentes, por incrível que pareça. Cada um gosta de um jeito e olha que estou falando de uma visão planetária do fetiche, se reduzimos isso a um país o universo fica ainda menor.
Não é nenhuma novidade que tenho grandes amigos que me ajudam na produção do site e se até entre nós que estamos do lado de cá da tela existe conflito de idéias, imagine quando isso é multiplicado por cem?
Concluindo, não existe uma receita que se possa publicar para definir a prática de bondage, assim como as perguntas que me são enviadas, que embora tenham uma conotação diferente caminham na mesma direção.
O que é bondage todos já sabem, mas cada um cria suas histórias da forma que lhe é conveniente. Essa é a minha opinião.


Fotos:
Nicole em “Love Bondage” no Bound Brazil.
Captura, Damsels in Distress (Paragon Vídeos – Hand Gag)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Preaching to the Perverted (Clube do Fetiche, 1997)


A história se passa em Londres.
Um político conservador inicia uma cruzada para fechar os clubes noturnos onde existem práticas de BDSM.
Para tanto, contrata um assistente especialista em computadores que tem a missão de infiltrar-se na noite e conseguir material suficiente para as ambições eleitorais do Ministro.
A trama começa quando o contratado Peter (Christien Anholt), chega ao clube de uma dominadora chamada Tanya Cheex (Guinevere Turner) tentando levantar as tais pistas que possam garantir as provas que o Ministro está à procura.
Só que ele se sente atraído pela proprietária, cai no jogo de sedução criado por ela e acaba aderindo às noitadas. A situação pode mudar o jogo na hora do julgamento do caso.
Uma bizarra história de amor começa a se desenhar entre os dois protagonistas com o envolvimento cada vez mais intenso entre Peter e as práticas fetichistas do clube.
E por que bizarra? Porque ela acontece na hora errada, quando todos esperavam de Peter uma atuação contrária à posição que ele toma ao envolver-se com o clube de Tanya Cheex.
O filme tem tomadas interessantes e uma ótima fotografia que retrata bem o clima festivo dos clubes fetichistas europeus. Sensualidade, cenas montadas com muito cuidado para mostrar os bastidores do lugar.
A seguir, os links para baixar o filme na íntegra em seis partes.
Um pouco de paciência não é muito para ter essa obra fetichista em sua coleção.

http://rapidshare.com/files/67158143/PREACHING_TO_THE_PERVERTED.part1.rar
http://rapidshare.com/files/67162228/PREACHING_TO_THE_PERVERTED.part2.rar
http://rapidshare.com/files/67181252/PREACHING_TO_THE_PERVERTED.part3.rar
http://rapidshare.com/files/67202187/PREACHING_TO_THE_PERVERTED.part4.rar
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http://rapidshare.com/files/67215602/PREACHING_TO_THE_PERVERTED.part6.rar

De lambuja um trailer original do filme.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Quem Paga?


Qual o valor de uma sessão fetichista?
Na Internet, dominadoras e submissas espalham-se pelos quatro cantos do planeta comprovando que o fetiche também pode ser um bom negócio.
Nada contra, aliás, muito pelo contrário, porque não existe um muro que possa separar opiniões, por isso, de cara eu deixo aqui registrado o que penso sobre o assunto.
Muitos fatores contribuem para que algumas pessoas com tendências fetichistas recorram a práticas pré-estabelecidas com profissionais do ramo. Os que sofrem com a timidez excessiva são os maiores beneficiados pela existência desse filão, outros pela falta de sorte em encontrar a pessoa desejada também terminam por optar pelo mesmo caminho.
Mas nem sempre é assim, porque há também aqueles que por razões pessoais não aceitam um envolvimento mais íntimo, enfim a adesão a essa prática coexiste com estes e outros aspectos.
A pergunta que fica no ar é: essas (esses) profissionais estariam preparadas para exercer tal atividade? Aqui reside um problema que muitas vezes fica camuflado em roupas, locais luxuosos e muito glamour, que é a falta total de doutrina ou como preferem chamar os mais ortodoxos, liturgia fetichista no aprendizado de algumas pessoas que apregoam essas virtudes em sua propaganda pessoal.
Lidar com o ser humano e seus desejos proibidos requer muito mais que uma simples simpatia, achar as roupas e assessórios interessantes, ou ainda, ter um contato superficial com os fetiches através do vasto material fotográfico que a Internet oferece.
É preciso leitura, aprendizado, se familiarizar com a didática das práticas, saber como executar um ato de dominação ou se entregar a uma sessão de sadomasoquismo como submissa.
É comum ver em sites que oferecem garotas de programa, diversas propagandas de algumas meninas com a seguinte frase: “faço dominação”. Vá lá que ela saiba o que é podolatria, consiga realizar um “trampling”, mas empunhar um chicote, saber utilizar as palavras como instrumento de humilhação, ou até mesmo ter a noção exata do limite consensual e seguro de quem a ela se entrega é um pouco mais complicado.
Outro dia numa conversa com a Nefer e a Morrigan falamos na necessidade de ser criada uma escola de práticas, que pelo andar da carruagem está muito próximo de se tornar realidade. Talvez, esse fosse o melhor caminho para quem deseja levar a sério essa atividade com competência total para se apresentar com conhecimento de causa.
Existe, porém, um oceano de diferença entre uma dominadora profissional e uma garota de programa, porque não é necessário se prostituir através de contato sexual para exercer uma atividade desse tipo. Esse assunto merece ser revisto, principalmente por quem coloca todos os ovos num só cesto.
Portanto, antes de sucumbir ao seu próprio desejo procure a informação como ponto de partida e veja qual o caminho a seguir. Há um mundo de ofertas, mas existe também um universo inteiro de problemas difíceis de superar após um passo em falso.
Alguns links com serviços fetichistas profissionais:
Pelo mundo: http://www.professionalmistress.com/
No Brasil: http://www.fetixefunhouse.com/

A VOLTA DO CHACAL

The Return of the Jackal aparece hoje na tela do Bound Brazil.
No Segundo episódio, Carlos (The Jackal) volta à empresa onde trabalhava a procura de Jackie que no vídeo anterior foi vitima do vilão e o teria denunciado. Porém, ele não tem sorte, mas mesmo assim amarra e amordaça Eduarda, colega de trabalho em busca de alguma informação sobre o paradeiro de Jackie.
Bem ao estilo “Damsels in Distress” o vídeo mostra ótimas cenas de captura, amarrações perfeitas em posições variadas, além de mordaças OTM e Cleaved Gag, e excelente atuação dos protagonistas.
Na atualização fotográfica desta Sexta, um set inédito de Jessy realizado com critério e competência por Mistress Korva. (Foto)

Um bom fim de semana a todos!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

No Elevador


Rodrigo era alucinado por cenas perigosas. Seu sonho era viver no fio da navalha, inventava as transas mais absurdas e sonhava um dia realizar suas fantasias.
Foi apresentado ao mundo fetichista por um amigo e logo se declarou um switcher, tinha atração pelas duas faces da moeda.
Num dos encontros conheceu uma dominadora muito louca que ao saber de seus devaneios achou o máximo, passando a contar os dias para viver uma nova aventura.
Aos poucos foram criando sua lenda e toda vez que se encontravam faziam planos que nunca chegavam a se tornar realidade.
Um dia voltando de uma noitada com os amigos depararam com um prédio em reforma numa rua pouco iluminada no Centro da Cidade. Trocaram olhares libidinosos e seus pensamentos entraram imediatamente em sintonia. Tentaram a porta e não foi preciso fazer força porque nem tranca havia. Se embrenharam na escuridão e só a chama do isqueiro iluminava seus passos.
Entre entulhos e restos de fios descobriram um elevador antigo, de porta pantográfica enferrujada, coberto de poeira por todos os lados. O lugar perfeito, a aventura sem limites no escuro sem saber se alguém viria para estragar a festa.
Tomaram coragem e resolveram tirar o fetiche da imaginação.
Ela atirou-lhe contra a parede suja, colocou-o de costas, tirou-lhe o cinto, suas calças caíram e com um violento tapa mostrou quem iria comandar a cena.
Catou pedaços de fios elétricos espalhados pelo chão e amarrou-lhe as mãos para o alto no que havia sobrado da porta em estilo sanfona, usou a gravata como mordaça e o fez implorar com gemidos abafados por sua mão forte.
Usou-o como seu objeto, o fez de gato e sapato, Rodrigo tremeu na base sem precisar pedir nada, cada passo que seguia era a realização plena de sua fantasia. Ela fez florescer todo seu instinto dominante e o invadiu com seus dedos antes de explodirem num gozo profundo, duradouro e indecente.

Vestiram-se depressa quando escutaram ruídos de alguém, talvez atraído pela volúpia dos gemidos e das ordens humilhantes em voz firme e tom elevado. Escaparam como crianças arteiras com um sorriso maroto na face, sorrindo do “crime” cometido com requintes de crueldade.
A partir daquele dia nasceu uma paixão desenfreada e Rodrigo e Elena nunca mais se separaram. Tentaram outras aventuras perigosas em outros lugares, porém foi impossível reviver aquela noite que permanece em suas lembranças como se fosse à única, um começo de tudo.
Hoje, casados e felizes, esperam pelo segundo filho vivendo uma união estável e tranqüila, entretanto, sem deixar de realizar suas fantasias fetichistas.
Rodrigo não vive mais no fio da navalha e Elena domina e é dominada com naturalidade, criaram uma mística com ritos próprios e até arriscam fantasias mais ousadas com terceiras pessoas bem longe de casa.
Todas as vezes que a vida me leva a Buenos Aires faço uma visita a meus dois amigos, leitores assíduos aqui deste Blog, de quem ouço grandes histórias e a quem dedico estas linhas, mesmo em Português.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Espaço Amador


A partir de agora quem quiser pode mostrar aqui no blog seu talento fetichista.
Está aberta a sessão Espaço Amador.
E o que pode rolar nesse espaço, quais são as regras e quando vai acontecer?
Assim: uma vez por semana, o blog vai dedicar um dia para exibir sua história, fotos ou vídeos, da forma que você leitor ou leitora quiser mostrar suas aventuras.
Da mesma forma que a Mariana Delavecchia mandou a foto de seus pés e foi motivo de uma matéria aqui, as suas também são bem vindas, mas envie junto com elas alguma história ou um porque da realização da sua cena.
A intenção é criar um espaço comunitário, onde cada um possa participar e dividir entre pessoas que entendem a vida da mesma maneira um pouco daquilo que aprendeu e faz parte da própria tendência fetichista.
Entendo que um blog pode ser também uma rede social e essa idéia é oferecer essas páginas a quem queira difundir o fetiche e sua amplitude.
Vários amigos podolatras colecionam as fotos que são exibidas aqui na ilustração das postagens, e por conta disso acredito que seria interessante mostrar à comunidade fetichista detalhes de suas práticas e todos poderiam criar as suas próprias coleções.
Ninguém precisa mostrar o rosto, não é necessário sair do anonimato, porque o que se busca é a iniciativa, o aprendizado, a exposição do que cada um entende como forma de se relacionar com o fetiche.
Só não vale pornografia explicita, não que eu seja contrário, mas o que viso é a essência fetichista, embora se saiba que em cem por cento dos casos tudo caminha para o mesmo final.
Algumas vezes recebi pedidos para exibição de imagens do Bound Brazil em blogs parceiros e procurei atender, mas sempre e quando obtive a autorização devida de quem está em evidencia na fotografia. Cumprida essa parte, alguns blogs exibem fotografias que são propriedade exclusiva do site sem o menor problema.
É aquela velha história: o combinado não é caro e nem barato, apenas o combinado.

Muitas meninas gostariam de exibir os pés, seios, ou outras partes do corpo e se sentirão privilegiadas por serem as estrelas de uma companhia que a cada dia que passa ganha novos admiradores, afinal são mais de duzentas mil páginas lidas aqui, cento e vinte mil acessos e uma média diária de quinhentas visitas.
Parece pouco, mas para um blog que só trata de fetiches é uma vitória a ser analisada com carinho e nada melhor que dividir imagens e filmes com os muitos amigos conhecidos ou anônimos que gostariam de se sentir em comunidade, para que tenham a noção exata de que esse espaço é nosso, feito por nós, a milhares de mãos.
Portanto deixe a vergonha no armário, pegue uma câmera de foto ou vídeo use a imaginação e crie sua cena.
Existem várias maneiras de entender o fetiche, só falta exibir.
Nas fotos que ilustram essa matéria duas lindas gatas do Bound Brazil (Jackie e Eduarda), com um par de algemas criaram uma pequena amostra do que pode pintar aqui no espaço.
E já que a onda é presentear, aqui vai de lambuja o link para baixar na integra o filme “A Secretária”, dublado e sem cortes. Aproveite.

http://www.megaupload.com/?d=7B7N0Y0R

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um Presente


Hoje existe uma razão para comemorar.
Esta postagem é a de número 300 em um ano e dois meses de atividades do Blog e neste mesmo dia o site Bound Brazil chegou a mais de 10.000 fotos publicadas em dez meses de existência.
Então, acho que mereço o presente que recebi essa manhã no Twitter da minha amiga Delavecchia que com muito carinho me ofereceu publicamente a foto de seus pés. Detalhe, tirada hoje como ela fez questão de deixar claro.
Algumas considerações: os pés são muito bonitos e bem cuidados e, apesar de não ser um podólatra autêntico gosto muito dos pés e acho que quando inseridos num bondage bem feito fazem um efeito mágico. Por isso é uma pena que esses belos pés da Delavecchia não sejam exibidos bem amarradinhos como em minha opinião deveriam estar, mas essa imagem que divido com meus amigos da podolatria vale o registro.
Portanto, anotem aí o nome da dona dos pés da foto: DELAVECCHIA.
Para conseguir outras fotos exclusivas da Delavecchia e demais amigas que adicionaram na nossa comunidade no Twitter, basta clicar no link à esquerda do Blog para usufruir das boas notas, matérias, fotos e links fetichistas que diariamente circulam por lá.

Por falar em fotografia, o ensaio que faz parte da atualização de hoje do Bound Brazil é responsável por ultrapassar a marca inédita de dez mil fotos que o site apresenta, e trás a estréia de Eduarda no casting de modelos brasileiríssimas que fazem à alegria dos assinantes do nosso portal.
Cenas de “chair bondage” e “hogtied” com a utilização de mordaça OTM marcam esse set de sessenta fotos inéditas que a bela Eduarda brinda os membros da comunidade de love bondage do Bound Brazil. A exata noção do fetiche, com eficiência e beleza da simetria dos nós numa noite de rara inspiração do amigo aqui.

Fiquem com as belas fotos que a matéria de hoje mostra e amanhã falaremos de um fetiche muito interessante. Meu agradecimento a todos que fizeram desse Blog uma realidade.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fetiche por Axilas


Você pode achar sinistro, inusitado, mas gostar de axilas suadas é um fetiche até comum. Normalmente mantido em anonimato e cercado de mistérios e segredos, o fetiche por axilas é um exercício de excitação pra muita gente.
As pessoas têm por costume esconder seus fetiches e alguns mais bizarros não escapam ao sigilo, principalmente para fugir de atos preconceituosos. Pois é, sempre o preconceito, o maldito preconceito.
O “underarm fetish” não é muito difundido em sites especializados, talvez por ter um pequeno numero de adeptos assumidos e por conta disso não desperta interesses comerciais. Se houver um paralelo comparativo o fetiche por axilas suadas atrai muito mais as mulheres, e algumas chegam a perder o equilíbrio em transportes públicos quando deparam com um sujeito com fortes odores.
Em alguns paises da Europa é comum ver algumas mulheres que apresentam axilas cabeludas, muitas por questões culturais e outras para despertar interesse em homens que têm atração por axilas que além de suadas devem estar peludas.
A razão cientifica para as atrações por odores é chamada de olfatofilia, que é uma espécie de comunicação que atrai os seres humanos. São os feromônios, que influenciam os gostos e por sua vez detectam uma ligação entre a pessoa e os odores misturados ao ar.
Da mesma forma, esses feromônios que são produzidos pelo próprio organismo se tornam um pólo de atração com o sexo oposto, ou em alguns casos a pessoas do mesmo sexo quando há tendências homossexuais. Hoje existem pesquisas para a produção de essências que podem gerar perfumes com alguns desses odores.
Cheiro e sabor são sentidos muito parecidos, e da mesma forma que o cheiro atrai, a vontade de sentir o sabor aumenta consideravelmente. É fato comum no fetiche por axilas generosas lambidas que levam praticantes ao delírio extremo.
Junte-se ao fetiche o “sweaty fantasy” que é a atração por pessoas que apresentam a roupa marcada pelo suor nas axilas. Existem sites especializados em fotografar celebridades flagradas com aquelas rodelas de suor ao redor do sovaco.

Mas o problema acontece quando é a hora de confessar, de dizer a parceira ou ao parceiro onde está o tesão. Sei de casos de algumas pessoas que vão aos poucos, procuram a hora certa, inventam razões para transar após uma longa caminhada, uma manhã de exercícios, coisas do gênero, daí literalmente tiram suas “casquinhas”.
Porém, ao serem “percebidos” preferem não assumir o gosto e por vergonha terminam desistindo, deixando o relacionamento acabar e desaparecem sem deixar rastros.
Por isso insisto na mesma tecla e acho que nessas horas a vergonha tem que entrar na gaveta e deixar à mostra toda a obscenidade que deve imperar entre quatro paredes.
Se for necessário expor o desejo que seja feito no ato, sem temor, porque se o trem sair do trilho que seja no começo da viagem, assim não haverá conseqüências maiores.
Ninguém precisa assumir publicamente o fetiche por axilas suadas, mas na intimidade é melhor morrer tentando do que se arrepender de nunca ter dito.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Bofetada


Era pra ser um encontro entre amigos, todos fetichistas praticantes.
A casa estava impecável, tudo preparado com um cuidado extremo para criar conforto e bom ambiente a todos que atenderam ao chamado.
Mas nem sempre acontece o que se espera e como toda festa tem o seu penetra, os anfitriões tiveram que engolir a presença de uma “simpatizante” no recinto. A curiosa foi parar na festa convidada por um participante que meio sem graça sacou aquela famosa frase: “eu a convidei pra que ela conheça nosso mundinho”.
Embora saiba que essa conversa é do tempo de Dom João Charuto, o cara acaba arrastando alguém que ele está afim de pegar, vem cantando há muito tempo e vislumbra a oportunidade de mostrar ao vivo tudo que ele ao longo desse tempo cochichou no pé do ouvido. Tá legal, se for em festa aberta fetichista não tem nada demais, mas numa reunião fechada, na casa dos outros, é prenuncio de cagada.
E não deu outra Zé.
A festa foi esquentando e os convidados começaram a exibir seus dotes, abrindo o leque e apresentando suas armas. Chibatas, cordas, correntes e companhia despertaram ainda mais a curiosidade daquela garota com cara de espanto.
Perguntava tudo, queria saber de todos os detalhes, pegava em chicotes querendo saber de que era fabricado, ficava admirada ao ver homens se curvando aos pés de suas donas, achava tudo novo e, principalmente, engraçado.
Cada vez mais a vontade, começou a despertar irritação em alguns convidados que foram se mostrando incomodados com as atitudes daquela mulher. Imaginem a cena, porque a pessoa vai se tornando inconveniente e nem percebe, e o pior é que o convidado responsável por sua presença perdoa as gafes e encara a importunação com a maior cara de pau achando que todos os presentes estão obrigados a agir da mesma forma.
Porém, a maionese começou a azedar quando a dona da casa, e da festa, uma dominadora tipo “sargentão”, passou a exibir uma mistura de sorriso amarelo e olhar 43. Cutucou o responsável pela presença da dama alegre sem a menor cerimônia dando-lhe um esporro na presença de todos e sequer se preocupou em chamá-lo num canto reservado, tamanha era sua indignação. Mas a convidada não se fez de rogada e achou que a bronca era a senha para participar.
Escolheu um submisso que havia participado de algumas cenas, ordenou que se colocasse de joelhos na sua frente e desferiu-lhe uma bofetada de estalar os ouvidos dos atônitos presentes mediante a fúria aplicada. O pobre coitado foi jogado violentamente para o lado com a potencia do tapa e bateu com a cabeça no braço da poltrona.
O tempo fechou. Enquanto alguns convidados acudiam o cidadão com um “galo” na testa devido à queda, outros reprimiram com veemência a atitude intempestiva da mulher que passava a impressão de não entender o que estava acontecendo. Sem nenhuma noção, conhecimento ou contato prévio com o tema da festa agrediu uma pessoa justamente por não ter a capacidade de distinguir um ato insano de uma prática fetichista.
A dona da festa contida pelos amigos aos berros expulsou a penetra e seu acompanhante. O cidadão saiu sem graça tentando se desculpar por ter perturbado o ambiente, ao mesmo tempo em que dezenas de convidados tomaram seus rumos e a festa foi pro saco!
Ficou o consolo de não ter havido conseqüência mais grave com o rapaz agredido e a certeza de nunca mais aceitar a presença de pessoas estranhas ao fetiche.
É Zé, foi o preço da bofetada...

BECKY EM SELF-BONDAGE

Amarrar uma mulher bonita é bom demais, entretanto para alguns fetichistas ver essa mulher se auto amarrando é melhor ainda. Estamos falando de “Self-Bondage”.
Com extrema elegância Becky realiza esse desejo de muitos bondagistas no vídeo de hoje do Bound Brazil.
Numa seqüência de tirar o chapéu, ela começa pelos tornozelos e termina colocando nos pulsos um par de algemas.
Self-Bondage é a prova incontestável de que as mulheres pelo tempo de prática do fetiche aprendem a forma como a corda deve ser utilizada. Se não se mostram maestrinas de bondage ainda, passam identificação total com a cena.
Junto com o vídeo um Bônus Mix com quatro mulheres lindas mostrando cenas inéditas de seus sets que não foram publicadas.
Clara e Scarlet (Foto), Jessy, Anna e Perolla (BBW) que tiveram seus ensaios postados há bem pouco tempo aparecem em fotos inéditas aos assinantes do Bound Brazil.
Bom demais!

Um excelente fim de semana a todos!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bondage e os Bondagistas


Gosto e opinião, esses são os preceitos básicos para elaborar um quadro com as preferências dos praticantes de bondage.
Não tenho o conhecimento de alguma manifestação de bondage nova, por isso afirmo que existem três formas diferentes relacionadas com o fetiche.

Os que gostam de love bondage, por exemplo, preferem amarrar sua parceira ou parceiro e praticar as delicias que o sexo permite, e vão de caricias preliminares a tórridas relações sexuais nas quais quem está submetido pelas cordas fica impossibilitado de retribuir, sendo seus gemidos ou apelos o clímax de quem está impondo. E os parceiros imobilizados devem aproveitar cada segundo dessa relação, afinal às queixas sobre “sexo só pra mim” são tão comuns hoje em dia que lotam os consultórios de psicanálise. Cenas de podolatria dominante, alinhamento dos nós e posições de amarrações são comuns em práticas de love bondage.

Um segundo grupo de bondagistas prefere viver o que costuma ser chamado de “bondage adventure” ou “damsels in distress” que são fantasias consentidas de raptos pré-combinados, mas que só atingem seu objetivo se os participantes desses jogos tiverem a disposição de viver cem por cento o fetiche. Aqui não se aplica a necessidade de existir amarrações perfeitas com determinados tipos de cordas, porque basta imobilizar com qualquer tira de pano, fio elétrico, fita adesiva, algemas, enfim, instrumentos que se encaixem no ambiente em que a fantasia é realizada.

Por último, o fetiche de bondage que carrega com ele as demais siglas da expressão BDSM. Aqui existem dois aspectos fundamentais: os grandes mestres, principalmente que praticam o shibari, que dão ênfase ao alinhamento das cordas e as utilizam como parte de castigos, e os dominadores ou dominadoras que através de correntes, grilhões, cangas e simples ou elaboradas amarrações imprimem diversos tipos de torturas físicas e psicológicas em submissos com tendências a ficarem imobilizados. É a dominação, o sadomasoquismo, que permite a quem está no comando infringir dor e punição a quem consensualmente se entrega em suas mãos.

Considerações à parte, essa é a singela opinião do escriba aqui que por ter percorrido um longo caminho pelas estradas desse fetiche tem essa visão de bondage.
Pessoas costumam misturar estações e apregoam teses descabidas quando se deparam com alguma cena em que alguém se apresenta amarrado, quando deveriam buscar conhecer as diversas formas de como o fetiche se manifesta.
É uma questão de tendência e tesão, nenhum outro predicado é capaz de ditar uma regra ou conceito a respeito de bondage que esteja distante das práticas, porque para significar um fetiche é preciso acima de tudo que os praticantes tenham plena consciência do que gostam e vai ocorrer na vida em comum, entre quatro paredes.
Para perder a condição de reação é preciso haver confiança entre quem se entrega ao fetiche, desde as primeiras conversas até os efeitos maravilhosos que essa prática produz.
Deixando de lado a teoria, como toda regra o fetiche de bondage também apresenta as suas exceções, por isso não é impossível encontrar praticantes que por algumas vezes, ou em certos casos, utilizaram duas ou três vertentes numa só relação.
Bondage é isso, e o que vier além fica por conta da imaginação de cada um.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nas Próximas Férias


Já decidiu o que fazer nas próximas férias?
Aqui vai uma excelente dica.
Se a grana estiver sobrando, que tal uma esticada até a Itália?
Vários são os roteiros possíveis e em qualquer agencia de viagens é fácil conseguir descontos.
Mas calma, afinal aqui é um blog fetichista e por que eu estaria falando de viagem de férias?
Simples, porque a matéria de hoje se refere à CasacariSMa, assim mesmo, com S&M maiúsculos. Muito mais que um SPA, a CasacariSMa localizada na Riviera Italiana a poucos quilômetros da maravilhosa cidade de San Remo, reúne todas as condições que um fetichista deseja para viver dias inesquecíveis.
Com um estilo que lembra as antigas fazendas Italianas, oferece todo o conforto a pessoas que buscam realizar suas fantasias num lugar mágico e perfeitamente adaptado ao contexto BDSM. Quartos em estilo de cela preparados para cenários inimagináveis e soluções externas para satisfazer o mais exigente dos fetichistas.

Além de todas essas facilidades, os proprietários garantem que qualquer traje é aceitável e todas as áreas internas e externas estão disponíveis para práticas, filmagens e fotos. Mas o melhor é que todos os funcionários da CasacariSMa são treinados a atender e aceitar toda e qualquer manifestação fetichista sem nenhum preconceito. E detalhe, os donos também freqüentam o lado de cá da banda.
Até a cozinha está disponível para os hóspedes mais exigentes que gostam de preparar as iguarias de suas donas, ou donos.
As regras fetichistas são impostas por quem pratica, diferente de locais como o OWK onde a supremacia feminina é um estatuto. Não existe vizinhança curiosa capaz de atrapalhar seus planos, pois a CasacariSMa está localizada a 500 metros acima do nível do mar e a 10km da praia mais próxima, o ambiente perfeito para qualquer um que tem o fetiche na entranha e sonha viver suas aventuras.

Claro que para nós, que vivemos em terras latinoamericanas passar férias na Itália custa mais que um simples desejo, mas se levarmos em conta que às vezes gastamos demais para ir a muitos lugares onde não nos sentimos e sequer temos a chance de realizar nossas fantasias, vale a pena começar a pensar com calma e planejar melhor nosso objetivo.
Portanto, antes de pensar em visitar o Pato Donald e sua turma na Flórida ou viajar pelas paradisíacas praias do Caribe, imagine um mundo que só cabe em nossos desejos mais íntimos e comece a unir o útil ao agradável.
Inclua o fetiche em seu próximo roteiro de viagem.
Para maiores informações sobre a CasacariSMa acesse o site: http://www.casacarisma.it/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Do lado de fora


Dizem que algumas pessoas preferem correr certos riscos quando protagonizam cenas mais tórridas. Talvez o medo do desconhecido desperte um algo mais, ou quem sabe a possibilidade de estar sendo observado seja uma simples razão.
Por mais tímidos que possamos parecer há sempre um pouco de exibicionismo dentro de nós a procura de um voyeur de plantão para vigiar nossos passos fetichistas.
É aquela velha história do sexo ficando mais gostoso quando é praticado na escada do prédio, no banco de trás do carro, ou seja, em qualquer lugar que represente uma ameaça constante e a garantia de que generosas doses de adrenalina vão fazer o sangue borbulhar.
Claro que existem os especialistas nesse tipo de comportamento, os verdadeiros exibicionistas, que se atrevem a realizar as mais loucas fantasias e ficam mais excitados se têm a certeza de contar com alguém à espreita.
E onde existe o fetiche sempre haverá alguém buscando povoar nossa mente com idéias que possam traduzir um pouco do que sentimos, ou do que queremos estar interados.
Então vamos à cena.
Pode não parecer inédito porque vários sites pela internet apresentam um conteúdo comumente chamado de “bondage outdoor”. Mas a idéia de apresentar cenas de bondage em lugares públicos e fora dos muros surgiu numa das muitas conversas que tenho com o Nauticus sobre o trabalho do site.
E foi dele a cena, desde o planejamento, a escolha da modelo e a produção.
A foto que ilustra essa matéria é uma das sessenta que o Bound Brazil mostra hoje em primeira mão aos seus assinantes, com a belíssima Nany se apresentando numa seqüência de enlouquecer qualquer praticante ou simpatizante de bondage.
O cenário é perfeito, as cenas foram captadas num belo dia ensolarado e tem como fundo a grama verde e bem conservada. Nany aparece de camiseta, short e sandálias havaianas, outro delírio diretamente ligado ao fetiche.
Toda apresentação de bondage em fotos ou vídeos é acima de tudo uma sugestão para a prática do fetiche, por isso não custa nada tentar elaborar a mesma cena da forma que for mais conveniente.

Como foi dito aqui, outros sites espalhados pela Internet apresentam em seu conteúdo somente encenação externa, como é o caso do Public Disgrace do grupo Kinky. Embora pareçam inacreditáveis as fotos e vídeos são autenticas e traduzem o respeito que existe em paises evoluídos por manifestações fetichistas.
O site, assim como todos do grupo Kinky, explora pornografia misturada ao fetiche e as cenas que sugerem relações sexuais são encenadas em locais fechados, como bares, clubes e até galpões, com audiência de várias pessoas que possuem conhecimento prévio do que vai ser exibido.
Não existe sexo em praça publica.
Mas as cenas de mulheres amarradas levadas por avenidas em meio aos transeuntes são totalmente reais e, as pessoas que parecem impressionadas com as cenas e sacam fotos, soam como figurantes em produções montadas.
Diferente, inovador, o Public Disgrace aborda esses aspectos e avança sustentado por uma propaganda em massa como todos os produtos do Kinky, porém passa uma impressão de espanto e algumas vezes cômica, quando deveria mostrar o exibicionismo em seu conteúdo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Velas


Elas sobrevieram à modernidade e jamais perderam sua importância com o passar dos anos. Nenhum jantar é mais sedutor do que a luz de velas...
Decorativas, artesanais, religiosas, as velas seguem presentes em vários segmentos nesse mundo de hoje e nenhuma energia é capaz de tirar seu encanto.
Se os cenários de tempos atrás inspiraram o Marques de Sade em seus contos proibidos, também foi fonte de criatividade aos que naquela época nutriram relações de dominação e submissão, justamente quando só havia as luzes de velas, por isso, são venerados utensílios fetichistas.
Mas não imaginem que o poder das velas está ligado a castigos com sua cera quente somente, porque adornam cenas de vários fetiches que não sublimam a dor em seu conteúdo. É muito comum a montagem de cenas com apurado senso de sexualidade com castiçais antigos ou pedaços de velas coloridas.
As velas representam um fetiche, porque independente de ser uma cena de BDSM ou não várias pessoas associam a vela ao sexo por um infinidade de razões. E uma dessas razões é o inegável poder de sedução que elas guardam, transmitem e exalam.
Já assisti cenas de S&M de elegância impar através do uso correto do Wax Fetish. A cera quente deve ser usada com categoria e no momento certo, sem abusos e muito menos fora de contexto.
A vela deve estar inserida no cenário montado para uma sessão de BDSM, com um belo suporte, mas não deve ser tirada do bolso e aparecer do nada, por encanto das mãos de quem é dominante. Garanto que perde pelo menos cinqüenta por cento do efeito, embora nem todos prestem atenção a esse detalhe. E o fetiche habita os detalhes.
Uma dica para quem quer praticar bondage e não deseja impor dolorosos castigos a quem se submete: vende os olhos, amarre bem e passe a vela suavemente através do corpo sem deixar pingar ou encostar a chama na pele. É infalível!

Vários praticantes de BDSM são especialistas no uso de velas, principalmente os muitos amantes do fogo como instrumento fetichista. Porém, antes de se atrever a essas práticas, procure os cursos disponíveis e bastante leitura porque as conseqüências podem ser desastrosas.
E por que não falar da importância de uma boa depilação quando o submisso exposto a castigos com cera quente for cabeludo? Todo o cuidado é pouco, principalmente quanto à remoção da cera após a cena. Segundo a “Fetish Alliance” a pele recém depilada pode aumentar a sensibilidade à cera quente, principalmente na região pubiana, mas essa não é uma condição sine-qua-non porque alguns masoquistas são adeptos de castigos extremos e prefeririam ter seus pelos arrancados pela cera enrijecida. Porém, para os iniciantes a retirada menos dolorosa da cera pode ser feita penteando os pelos em linha reta ou com aplicação de óleo de bebes.
Concluindo, as velas podem ser classificadas como preferência absoluta entre os praticantes de fetiches mais apimentados e também pertencem ao cardápio de pessoas tidas a práticas suaves. Estão presentes nas fantasias eróticas dos que imaginam desde masmorras escuras e tenebrosas a banheiras enfeitadas por velas vermelhas e pétalas de rosas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fetish Fever


Pois é, viramos moda.
Fetiche agora é coisa chique e com a globalização espalha-se pelos continentes de tal forma avassaladora que está presente até em comerciais de televisão em determinados lugares.
Avança no mundo da moda e os criadores já batizam roupas com o nome de bondage.
É isso mesmo, porque chamam de bondage o estilo inspirado em um fetiche que significa roupas muito apertadas ao corpo em couro ou tecido preto lustroso, ou roupas muito detonadas.
Embora de certeza absoluta tenhamos o conhecimento de que bondage não significa nada disso, melhor deixar que falem ou entendam desse jeito, quem sabe diminui um pouco o preconceito?
E estar na vitrine tem as suas vantagens.
Muitas mulheres imaginam que a mente dos homens é povoada de sonhos eróticos com gostosonas em roupa de couro, empunhando chibatas com longas botas. De alguns pode ser, mas o fetiche é bem mais amplo e esses sonhos masculinos às vezes passeiam por cenas mais ousadas e, por que não dizer, menos “pré-fabricadas”.
Dessa tese algumas “Tiazinhas” foram criadas e nesse novo milênio o fetiche vem alcançando índices de popularidade bem maior que em tempos de outrora. Não perdemos o rotulo de pervertidos apesar de ganharmos de presente a palavra “kinky”, que lá fora significa algo entre a perversão e sexualidade acentuada. É, é mais ou menos isso.
Nos últimos eventos que pude estar presente e que aconteceram aqui na Região Sudeste, o dia Internacional de BDSM 24/7 no Dominna e a Festa Fetixe que rolou ontem aqui no Rio, pude ver pessoas que chegam tentando uma identificação com a cena. Essa renovação dá a certeza da continuidade necessária para esse segmento, e foram eventos muito bem planejados e executados com maestria.
Essa nova onda trás modelos e atrizes fotografadas em cenas de bondage, amarradas e amordaçadas, da mesma forma que muitas mulheres lindas e anônimas apresentam-se em sites especializados. Quando argüidas sobre as fotos “estranhas” elas admitem que já se realizaram em fantasias sexuais idênticas.
Se é clichê ou não pouco importa.
Melhor pensar pelo lado positivo e ver que cada dia que passa estamos chegando e qualquer um pode vir junto, afinal não somos doentes e o único contágio que o fetiche pode representar é o prazer.

BATH BONDAGE

Um numero para ser comemorado.
O vídeo de hoje do Bound Brazil representa minha quadragésima produção.
Bath Bondage mostra Mistress Korva castigando Sarah Moon dentro de um pequeno banheiro. Mas não é tão simples assim.
As duas disputam uma camiseta que daria o direito a participar de uma feira. Para tomar o ingresso da amiga, Korva realiza um rapto com ótimas resoluções de bondage, toda feita ao vivo no vídeo, rasgando a blusa de Sarah que passa a ser utilizada como mordaça e a impede definitivamente de ir ao evento.
Acompanha a postagem do filme numero 40 do Bound Brazil um photoset com as melhores cenas do vídeo.
Um ótimo final de semana a todos com muito fetiche, de preferência!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Minhas Relíquias II


As play-parties em Amsterdam são eventos privados. Diversos grupos organizam suas plays e as mais concorridas são aquelas que acontecem depois de grandes festas, como a Wasteland que resiste ao tempo e até hoje em dia é parte do calendário fetichista mundial.
A galera se esbalda, se conhece, e depois se junta em ambiente fechado cercado de regras e, principalmente disciplina.
A vida era dura naquela época e toda a grana que ganhava como DJ se dividia entre pagar meu mestrado e enviar ao Brasil, afinal meus compromissos aqui não terminaram depois que parti. Por isso, arranjar roupas pretas adequadas ao dress code tinha um custo alto que meu bolso não alcançava. Nas duas primeiras vezes que fui a play-party usei uma camiseta negra com a propaganda da boate que eu trabalhava, debaixo de um blazer azul marinho e calça jeans.
Três dominadoras comandavam a play com mão de ferro, distribuíam as cenas de acordo com os praticantes e estavam atentas a tudo e a todos. Uma delas me deu um toque sobre a roupa e disse que se eu quisesse trilhar por aquele caminho tinha que me apresentar como tal. Me senti pequeno, pobre, fudido, mais brasileiro do que nunca numa terra de gente bem sucedida, mas jurei que na próxima viria mais elegante que o Príncipe de Gales.
E chegou a minha vez. A pouca experiência que havia acumulado em bondage de nada me serviria naquele momento, apenas meu feeling foi capaz de me fazer sentir a vontade quando aquele cara troncudo de pele morena, fato raro por ali, tirou de uma pequena mala um arsenal de cordas de fazer inveja. Manuseava-as como um artista, com tamanha classe e habilidade que meu queixo caiu.
Hirsh era um cara paciente e notou que eu tinha apenas o fetiche na veia, noções de imobilização e muito imput tirado de fotos e filmes de bondage americano, através de contatos recentes nos sex shops espalhados pelas vielas e poucas práticas acumuladas sem as noções básicas. Me mostrou os cortes exatos, e com a precisão de um cirurgião começou a trançar as cordas no corpo de uma loira magrela trazida pela coleira das mãos de um sujeito com a cara do Zé do Caixão.
Reparei que as cordas sempre terminavam com duas pontas de 15 centímetros para o nó derradeiro, sem importar o desenho tatuado no corpo daquela mulher. Passei a festa toda auxiliando o mestre e captando seus ensinamentos atento a detalhes que a muitos podiam parecer idiotas.

Aceitei todos os conselhos, comprei minhas cordas no local certo, preparei os cortes, aprendi o manuseio e parti resoluto em busca de práticas sem sua presença.
Tinha um pequeno namoro com uma recepcionista do hotel onde eu morava e Esther passou a ser minha modelo favorita, mesmo sendo a única. Ela topou me ajudar, embora levasse uma vida quase baunilha, aturando minhas repetições que se sucediam centenas de vezes. De início errava no começo, depois passei a falhar no meio da amarração, mas o que mais me tirava do sério era quando o erro acontecia no final. Nestas ocasiões minha namoradinha Holandesa passou a conhecer o significado da palavra merda.
Depois de tanto tentar e insistir em criar minha própria seqüência de bondage, finalmente cheguei as tais pontas de 15 centímetros e assim que finalizai os nós perguntei a Esther como se sentia. Ela me disse: “me sinto toda amarrada”.
A alegria foi tanta que resultou na melhor trepada de mil novecentos e noventa!

Meus dias de aprendiz tinham acabado e diante das feras mostrei meu talento pela primeira vez numa play-party Holandesa seis meses após ter colocado meus pés naquela casa da Herenstraat.
Montei minha primeira cena com a escrava de uma das rainhas.
Ela trajava um corset que lhe deixava os seios à mostra e me possibilitava ousar num bondage de seios que ficavam expostos assim que seus cotovelos eram amarrados às costas.
Sujeitada pelas cordas que lhe prendiam de forma inescapável, derramei-lhe uma garrafa de Prosecco por todo o corpo e bebi as gotas que lhe escorriam.
Já como um Mestre em Bondage vivi muitas outras cenas incríveis na Herenstraat e noutras plays durante os quase três anos que fiquei em Amsterdam até voltar ao Brasil e começar uma outra história.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Minhas Relíquias


Costumamos chamar de relíquia alguns objetos que guardamos pra lembrar ou porque nos apegamos a pequenas coisas que fizeram parte da nossa vida. No fundo achamos que é uma forma de eternizar a nossa existência. Cada um tem uma maneira particular de juntar esses souvenires e as minhas relíquias são minhas lembranças.
Basta colocar uma musica pra tocar e logo a memória me leva de volta a lugares, pessoas, épocas, coisas que ficaram marcadas e tiveram a sua importância. Talvez um dia escreva essas memórias e daí tenha um livro para ser guardado, ao mesmo tempo imagino que o interesse é muito pessoal para ser dividido.
Algumas dessas lembranças, porém, valem ser relatadas por aqui, principalmente as fetichistas porque é uma forma de expor fatos que podem ser do interesse de quem quer começar uma vida nesse mundo particular onde o tempo não modifica sentimentos ou razões.
Pra começar essa séria série vou falar da minha primeira Play-Party.
Quis o destino que toda minha ansiedade fosse saciada justamente no olho do furacão, onde tudo acontece da forma mais natural possível e, pensando bem, devo ter tirado dessa experiência esse caráter libertino que tanto apavora a quem me conhece.
Descolar o convite foi uma barra. Amsterdam é uma cidade diferente, porque ao mesmo tempo em que te dá a plena noção do conceito de liberdade total, tem seus dogmas preservados num clube fechado, onde os que aprendem à liberalidade ficam do lado de fora. Tudo é possível desde que não seja porta adentro.
Mas após superar a desconfiança dos que me achavam apenas mais um curioso, fui levado ao primeiro gueto pelas mãos de um casal de Mexicanos proprietários de um pequeno restaurante nos arredores da Dam Square, uma praça bem no coração da cidade.

O lugar era singular, tipo um sobradão de três andares na Herenstraat de frente para o canal e tinha a mesma aparência torta como todas as casas antigas de Amsterdam. As paredes cinza com janelas brancas desbotadas, pé direito alto o cheiro de velas queimando e um ar típico underground.
Na porta recebi um adesivo vermelho que me proibia de tentar qualquer prática e nem o contrato que se assina de responsabilidade por nossos atos dentro do recinto me foi apresentado. Estava ali não mais que pra olhar, aprender, o que na visão daquelas pessoas já seria um motivo de orgulho pra mim.
Tive que me virar sozinho quando meus amigos se embrenharam no meio da play e partiram para fazer o que tinha de ser feito. Ao meu lado notei uma meia dúzia de pessoas que como eu também possuía o adesivo vermelho e pensei: achei minha turma, aqui é meu mundo e com eles tenho que encostar.
Atentos e evitando alguns comentários mais agudos, assistimos a castigos impossíveis de imaginar antes de estar ali. Me vi na pele daqueles submissos e agradeci por não ter aquele tesão. Que me perdoem os amigos e amigas que gostam, mas por mais que respeite foi difícil encaixar ao vivo pela primeira vez. E tanto outros atos que minha mente gravou de tal forma que somente conseguiria descrever se inventassem uma máquina que salvasse meus registros de memória.
Impressionado, atônito, perplexo, invente o adjetivo que quiser, pois foi assim que nem notei as horas passarem e só me dei conta que era uma Segunda-Feira quando o dia estava clareando. Nem me importei com meus amigos, já estava entrosado o suficiente para andar com minhas próprias pernas.


Mas havia ainda a derradeira cena que me fez sentir um gelado no peito quando uma das rainhas presentes me chamou. Pensei, vai querer me encher de porrada e vou embora no ato!
Aquela mulher esguia e elegante envolta em Látex me tratou com tanto carinho quando me aproximei que me fez ter a definitiva certeza de que aquele era meu lugar.
Me perguntou se eu havia gostado, quis saber da minha visão fetichista e quando falei de bondage ela disse: “você não acha que vai vir aqui só pra amarrar? Tem que fazer mais...”
E assim ganhei meu adesivo verde a partir da terceira Play e aprendi a fazer meus primeiros nós.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quinta de Fetiches na “Festa Fetixe”


A parada é a vera!
Nessa Quinta, dia 6 a partir das 8 da noite no Heavy Rock na Lapa, Rio de Janeiro, tem a Fetixe Feet Party. Imperdível.
Para quem não sabe onde fica o Heavy Rock anote o endereço: Rua do Riachuelo 18.
A Festa Fetixe tem sempre uma atração especial em cada edição, e nessa agora acontece o Feet Party, onde os podólatras podem se atirar aos pés de suas Deusas num espaço especial preparado pelas mãos competentes da Nefer e da Lucia.
Mas a Fetixe não é só podolatria e cenas diversas não faltam com vários fetiches realizados de forma competente pela plêiade Carioca.
E vamos a eles: spanking, poney play, wax, crushing, trampling, e uma infinidade de práticas que se transforma numa verdadeira play-party.
Assim é a Festa Fetixe que ao longo de seus seis anos de existência conseguiu agrupar muita gente e servir de aprendizado para diversos fetichistas. Mas a missão nunca foi fácil e só quem está deste lado da trincheira sabe o quanto é complicado reunir, criar um grupo, vencer desavenças, enfim, assumir a responsabilidade que nem sempre é reconhecida.
Pra muita gente as portas se abrem numa festa como essa e jamais se fecham, para outros, porém, termina num divã de psicanalista ou em conversas num bar de esquina e ninguém acredita.
Realizar uma festa temática fetichista como várias que de um tempo pra cá começaram a proliferar, afinal a mídia adora certas cosias “esquisitas”, é muito fácil: coloca-se uns três ou quatro atores num palco e realizam-se cenas ensaiadas e de resolução pífia.
Mas vai tentar criar uma festa de verdade, onde as práticas são reais e os personagens autênticos como uma caixa de charuto cubano? Aí tem que saber pular a amarelinha até a última casa e não vale escorregar!
Para isso exige-se dedicação e entrega, conviver com todos como se fossem únicos, fechar os olhos a preconceitos, ser o curinga de um jogo de cartas que chega para resolver todos os problemas do mundo sem se importar com descontentes.
Não existe nenhum meio mais preconceituoso que o mundo fetichista, por incrível que pareça, porque justamente onde tanto se reclama desse mal horroroso volta e meia alguém solta uma bomba contra alguma prática, roupa, cena, ou seja, o meu é o que presta e o dos outros é tão medíocre quanto o da pessoa ali do lado esquerdo.

Mas a Nefer tira isso de letra e por isso sua festa resiste ao tempo e cada vez fica mais linda, atraente e cheia. Aliás, é a festa que reúne o maior numero de podólatras por metro quadrado!
Alguns irão dizer que falo com o coração, pela amizade que tenho por ela e por sua gente, mas como iria falar o contrário de um lugar onde me sinto tão a vontade que é difícil ir embora?
É simples como dois mais dois: se estiver em São Paulo vou ao Dominna e se estiver no Rio vou a Fetixe. Vou porque gosto, porque quero, porque é bom pra cacete!
E para que você leitor do blog tenha a oportunidade de ganhar um passaporte grátis para a Fetixe de Quinta-Feira, basta comentar na matéria de hoje e irei escolher dentre todos os dois melhores, os quais terão direito à entrada grátis nesse super evento.
O tempo é curto e se rolar um clima para ir a Fetixe faça rápido, porque os convites estão quase esgotados e pra descolar esses dois com a Nefer quase fui parar no X.
Vejo vocês por lá e vou fazer um numero especial de bondage com a Jackie do Bound Brazil. Me aguardem!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Dama da Zona


Era uma cidade do interior e bem perto da estrada que levava rumo à capital havia uma Zona de Meretrício.
Três amigos resolveram um dia afogar as mágoas no bordel, mas antes pararam num boteco para tomar uma cerveja já que o preço era dobrado no destino final. Daí conversa vai, conversa vem um deles, visitante, vindo da capital com novas idéias se declarou fetichista.
Risos, perplexidade, a isso seguiram perguntas inevitáveis que o fetichista, já declarado, nem pestanejou em responder. “Você vai pagar cinqüenta pratas pra levar uns tapas e beijar os pés da mulher? “.
Se houvesse a possibilidade não sobrava duvidas de que pagaria até o dobro ou mais, porém restava a incerteza cruel e incomoda de achar um bom fetiche naquele casebre de beira de estrada. Partiram.
Cada bordel tem sua peculiaridade, mas o ambiente escuro, quase sempre com um tom avermelhado é de praxe. Na jukebox baladas românticas que fazem as meninas lembrar de amores perdidos, viajar na melodia a procura de sonhos impossíveis, bebidas, pouca roupa e meia dúzia de caminhoneiros famintos. Aliás, por que caminhoneiro gosta tanto de bordel?
Seus dois amigos anfitriões mostravam-se conhecidos naquela Zona e logo buscaram deixar o fetichista embaraçado quando a primeira mulher sentou à mesa para dar as boas vindas. De cara, o fetichista foi devidamente enquadrado como aberração e passou a ter o desdenho da moça antes solícita.
“Tem a Daisy, ela já comentou comigo algumas coisas desse tipo, mas só falando com ela”. Sorriu e se foi...
Daisy era uma mulher madura na casa dos quarenta. Longos cabelos loiros fabricados pela farmácia mais próxima, unhas compridas pintadas em tom forte e com mais de vinte anos de experiência atestados em casas de tolerância.
A mulher chegou e não causou tanto entusiasmo no fetichista, afinal se vestia como as outras e se comportava igual, bebendo, sorrindo, beijando todos os homens como velhos amigos sem demonstrar-se a tão esperada rainha de copas que o cara ansiava.
Uma vez a sós, tocou-lhe de leve o braço e em tom forte perguntou sobre o que ele estava procurando naquele lugar. Desajeitado e com medo de se expor ainda mais ao ridículo, o sujeito comeu pelas beiradas deixando escapar pequenas gotas de um assunto que deveria ser direto.

Mas aquela Dama era experiente e sentiu que o gelo no olhar e o ar cabisbaixo queriam perguntar coisas estranhas àquele mundo onde ele estava de passagem. Tomou-lhe pela mão, o fez pagar o programa e subiu através de uma escada de madeira e estreita para um quarto de pouco conforto com apenas uma pia pequena para higiene.
A música vinha do salão em baixo. O local era limpo, porém com aspecto nebuloso devido a pouca luz. Nada além de uma cama com um colchão imperfeito e uma velha cadeira onde a roupa foi estendida.
Ela pediu licença, mandou que tirasse a roupa enquanto iria se trocar.
Foram longos e intermináveis minutos até que a mulher voltou trajando uma lingerie negra que lhe cabia bem, batom vermelho nos lábios, perfume forte e um belo salto.
O cara tremeu na base quando ela sentou na beira da cama, bem em frente à cadeira onde o fetichista incrédulo assistia a tudo passivo e espantado com a proximidade de realizar sua fantasia onde sequer havia sonhado.
Ordenado a ficar de joelhos perante sua rainha, chegou bem próximo a ela que com voz firme ordenou:
“Acenda meu cigarro!”.