quinta-feira, 31 de julho de 2008

Medo


Muitas coisas em comum do nosso dia a dia podem estar relacionadas ao fetiche. Ter medo, sentir a sensação do perigo iminente será um fetiche? Muita gente acha que sim e várias situações podem ser relacionadas a algumas fantasias. Por exemplo, em um jogo de bondage, bem feito, a pessoa que está imobilizada pode sentir-se ameaçada por quem a fez prisioneira e ter no medo preliminar o desfecho num orgasmo prolongado. Porém, se a pessoa a qual estou me referindo não souber lidar com isso podem acontecer duas coisas: primeiro, criará uma fobia de cordas e nunca mais se deixará imobilizar, ou em sabendo que o desfecho será prazeroso não deixará que o medo momentâneo lhe tome por inteira e aparentará ao parceiro o epílogo de uma grande obra teatral. A sensação de medo postada nessa matéria nada tem a ver com fobia, porque seria um tema patológico demais para ser analisado por um leigo no assunto. O medo referido é a sensação do que está por acontecer, um pânico momentâneo, que se desfaz no desfecho benigno do caso. Se mudarmos de panorama e deixarmos o fetiche de lado, podemos chegar a alguns casos muito mais corriqueiros e citar pessoas que têm melhores resultados de prazer quando praticam sexo em escadas de prédio, no carro, na escuridão de uma rua deserta, porque a idéia de que alguém pode aparecer e melar tudo, provoca-lhes um “medo gostoso” da exposição de sua intimidade, o que acaba contribuindo para um resultado muito mais satisfatório. Fantasias sexuais são excelentes quando vividas por inteiro, sem limites muito rasos, claro que dentro de um principio totalmente consensual. Conheço casos de pessoas que só admitem uma relação de bondage se ameaçadas por armas brancas, e querem ter a plena sensação de estarem sendo submetidas contra a vontade. Conseguem, neste caso, viver cada momento da fantasia e assim fica mais fácil sair do mundo real para a imaginação num piscar de olhos, retornando vitoriosas com o que foi realizado. Reparem que na maioria dos trabalhos de bondage quando há garotas em perigo, o olhar do medo e angústia é muito mais aparente do que uma aparência submissa. O medo inexiste numa relação pré-estabelecida e demasiadamente combinada
porque deixa de existir o tal momento em que a máquina dispara o gatilho. Uma relação S&M pode misturar medo e sofrimento num mesmo pacote e vai desde o começo até o fim, dependendo do grau de castigo o qual o submisso está pré-disposto a consentir. Imagine uma pessoa presa a uma Cruz de Santo André e que tenha tendências submissas e masoquistas. Quantas sensações interligadas essa experiência pode trazer?
Pensando nisso, o medo dever ser relacionado ao fetiche, seja ele extremo ou não, sempre deixando bem claro que esse medo deve andar de mãos dadas com o limite de cada um que pratica a fantasia, ou então, deve ficar restrito aos vídeos e fotos que os mais variados sites da internet podem mostrar. Para que algo saia do mundo virtual para o real deve haver uma consciência plena de quem está praticando, porque ninguém realiza fantasia alguma sozinho, e por isso, todo cuidado é pouco com quem está sendo levado a esse mundo através das mãos de quem tem a habilidade necessária para conduzir a relação. Então é hora de praticar uma bela fantasia sexual num quarto escuro, numa cama de Motel, enfim, em qualquer lugar sem “medo” de ser feliz.
(Foto de Riley Evans - bondageorgasms.com)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Page Not Found


Alguém falou no Sábado que a galera do BDSM quando se reúne adora fazer pré-julgamento de tudo, deslizar na onda do certo e do errado sem a menor cerimônia. Uns acham “cult” o que pra muitos está totalmente em desuso e por aí vai...
Pessoas às vezes falam sem ter a menor noção a que estão se referindo, pessoas apenas sentam o sarrafo em alguém porque “escutaram dizer” alguma coisa a respeito, na verdade, dá a impressão que ninguém gosta de ninguém. Mas por que gostar de alguém? Gosta-se porque todo mundo gosta, porque é popular, porque é chique. Deixa-se de gostar porque ninguém suporta, porque é impopular, é antipático, porque é brega. Gostar é gostar, pronto e acabou. Cada um sabe de quem gosta e é o que vale.
Opinião é legal e todo mundo pode e deve ter. Não, não e não. Isso não é uma critica a ninguém ou a nada, apenas deixar claro que esse blog é um meio público e que reflete a opinião de quem escreve. Mas se é público, deveria haver espaço pra quem quer expor a opinião a respeito do que é escrito aqui, e pra isso existem os comentários de cada matéria publicada. Vale a bronca, a espanada, só não vale mau humor e palavrão. Isso não, porque há de haver respeito, pelos que aqui me dão à honra e o prazer de ler o que escrevo e compartilhar comigo algumas idéias, que muitas vezes podem ser erradas, apesar de serem só idéias. Não sou sádico e muito menos masoquista, nem por isso vou meter o malho em quem aprecia, porque é fetiche e isso é ponto comum na apresentação desse espaço. Gosto de bondage e sei que alguns Sadomasoquistas não gostam só de bondage, entretanto, eles aparecem por aqui principalmente porque são respeitados. Assisti uma cena de sutura na festa do Dominna entre Walkiria Schneider, Mistress Bela e Tâmara, coisa bem hard. Vi nos olhos da Tâmara que sua alegria superava qualquer dor que pudesse estar havendo naquele momento (e deve doer pra burro!).
Nunca fui à Ásia, mas quando vi a cena do Senhor WZ praticando shibari com bambus parecia uma viagem ao tempo dos Samurais, coisa linda, esteticamente perfeita, tudo feito com muito requinte e material de primeiríssima linha. Você deve estar curioso em saber qual das duas cenas mais me atraiu: as duas, sem a menor intenção de ficar em cima do muro. A habilidade do Senhor WZ e a categoria de Walkiria Schneider e Mistress Bela são homogêneas e embora pareçam totalmente diferentes, rumam no mesmo sentido na busca do prazer, o verdadeiro ponto comum de tudo que se fala e discute aqui. Falei esse monte de coisas pra chegar a um determinado ponto: novamente o que importa é o que nos dá prazer, seja de que forma for o prazer é fundamental. Então, pra que discutir se fulano ou beltrano foi isso ou é aquilo? Como sabiamente dizem os portugueses, “está tudo em águas de bacalhau”...
O BDSM precisa muito mais de amor do que de ódio, de união do que afastamento seja em que cidade for ou em qual grupo for, porque tudo é farinha do mesmo saco. Ninguém deve furar o olho de alguém só porque o fetiche daquele ou daquela não é do seu agrado, porque ambos buscam o mesmo destino. Desarmem-se, busquem o ponto de cisão e como Mistress Bela, costure tudo que estiver rasgado, faça da melhor maneira o que deve ser feito e esqueça o que pra muitos parece mal feito.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Carta a Mestre Attila Eitzel: Os Dinossauros nunca morrem


Tem coisas que acontecem na vida da gente que não damos conta, mas quando tempos depois somos lembrados, muitas vezes vem à certeza do dever cumprido, de ter feito o melhor, uma mescla de orgulho e prazer. Se existe uma pessoa a qual respeito profundamente no mundo bondage, essa pessoa chama-se Attila Eitzel, não só pelo que representa na cena nacional, mas por sua simpatia e humildade. Sim, acredite, até os grandes mestres devem ser humildes porque a humildade é uma virtude suprema de um ser humano. Esse senhor dos grandes nós, tem a capacidade ímpar de criar inimagináveis desenhos e trata o shibari com a intimidade que os grandes artífices dedicam à sua obra.
Há anos percorrendo o caminho, Attila me fez lembrar que aprendeu os primeiros passos e imaginou os nós pela primeira vez num workshop ministrado por mim na antiga livraria futuro infinito de São Paulo. Me conta que tomou a lição naquela tarde e que até ali, fazia os nós com a inconseqüência dos principiantes e não tinha idéia de como era importante tratar bondage como uma arte. Sentados numa mesa sábado passado no Dominna, apreciamos muita gente nova dar as caras, apresentar cenas impecáveis. Entre copos de vinho chegamos à conclusão de que naquele planeta nós éramos os Dinossauros. Passa um filme estranho na cabeça ao saber que o tempo passou, mas da mesma forma temos a impressão de que esse tempo foi bom demais, porque nos fez mais experientes e com a capacidade de enxergar quem serão os herdeiros desse fardo, que um dia como nós sentarão numa mesa e terão a lucidez que hoje nos pertence de descobrir entre tantos seus verdadeiros sucessores.
Falar aqui sobre o que representa Attila Eitzel no desenvolvimento de bondage e shibari no Brasil é chover no molhado, é negar o próprio discernimento. Nesses anos, Attila adquiriu a cultura necessária para incrementar a sua capacidade de criação, enfrentou críticas, lidou bem com elas e fez tudo isso virar uma grande lição. Meu caro Attila, somente os idiotas sentem-se ultrapassados, porque mesmo que exímios praticantes apareçam, tenha a absoluta certeza de que eles um dia aprenderam conosco e se hoje sabem muito bem cada passo a ser dado, é porque um dia caminhamos para que eles estivessem aqui. Você é como um ídolo que tem lugar cativo na calçada da fama do mundo do fetiche, portanto, esmorecer agora é deixar a alma empobrecida, é deixar que escorra através dos seus dedos uma coisa que é sua e que ninguém lhe pode tirar.
Jamais volte a falar em abandono (pelo menos na minha frente!) porque quem lhe conhece e teve o prazer dessa convivência, jamais lhe abandonará. Grandes mestres têm seu lugar marcado e devem administrar o tempo junto com a sabedoria. Seus nós continuam firmes assim como você (vide seu trabalho no ultimo sábado) e saiba que pra mim foi uma honra começar um trabalho terminado pelo meu amigo e parceiro. Não importa se seus conceitos mudaram e o que era delicioso tornou-se monótono, porque em qualquer lugar a sua arte é singular e sua assinatura só é vista por quem conhece a fundo o assunto. Queria que você soubesse que cada palavra aqui tem a verdade entre cada ponto e vírgula e que qualquer elogio não é exacerbado ou inconseqüente, porque eles são pequenos capítulos de uma longa história que algumas vezes, por obra e graça do destino, tivemos a sorte de escrever juntos. Assim como os Dinossauros, sua arte jamais haverá de morrer.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Cantinho da Phoenix


Pode-se definir uma pessoa por vários aspectos.
Pode-se compreender essa pessoa pelo idioma que pratica, por sua inteligência, pelo poder de expressão e pode-se gostar dessa pessoa simplesmente pelo que ela é. Phoenix é um ponto comum em tudo isso que foi dito e seu blog é leitura obrigatória para quem quer deliciar-se com pequenas doses de BDSM entre pedaços de poesias e conhecimento de causa.
A Phoenix não precisa de definição porque é única e verdadeira, não acredita em dogmas sem sentido e brinca com eles sem qualquer tipo de tabu. Ela percorre as dependências do Clube Dominna e assiste a cada cena com a sabedoria de quem entende o que está sendo realizado sem nenhum preconceito. Tudo isso ela relata no que é publicado em seu cantinho, seu blog, que fica a apenas alguns centímetros do lado esquerdo da tela. Éramos amigos sem nos conhecermos porque eu já admirava cada linha do que era publicado em seu diário. Flertou com o fetiche e iniciou-se num tempo em que me afastei, por isso temos tantos pontos em comum. Foi introduzida na cena por Mestre Klaus e Bárbara Reine, que outro resultado poderia haver?
Uma confidência, uma indecência, uma inocência... Assim ela dá as boas vindas a quem visita seu espaço, quão melhor podia ser?
Phoenix é um pouco de cada trecho das poesias que inundam seu blog e reflete em seu sorriso a competência de saber do que está falando, tem o fetiche na alma e a certeza absoluta que nasceu com ele e nunca o abandonará.
Entregou a mim e ao Mestre Attila a honra de usá-la em nossa apresentação conjunta. Portou-se como poucas e foi mais importante que muitas.
À Phoenix um enorme agradecimento dentro de uma singela homenagem.

Papo com Mestre Klaus


Essa semana será inteiramente dedicada ao evento do último final de semana no Clube Dominna em São Paulo. Dia a dia vou postar um pouco do muito que rolou por lá e que eu pude constatar, até porque não foi fácil acompanhar cenas e palestras que praticamente aconteceram ao mesmo tempo. Algumas fotos serão publicadas ao longo das matérias. Mas vamos ao que interessa. Primeiro um agradecimento mais que especial à Bela e toda a direção do Dominna por me convidar a fazer parte dessa festa.
A presença de Mestre Klaus no clube já é razão para que o evento tenha a nota máxima. Sua palestra sobre consensualidade foi muito mais um papo entre velhos e novos amigos do que todo um relato litúrgico sobre o assunto, aliás, como é o estilo desse Mestre do BDSM. Fazia mais ou menos uns seis anos que não nos víamos, desde a época da derrocada do Grupo Somos (ele foi um dos idealizadores), o que me fazia uma falta enorme, por sua maneira normalíssima de encarar o fetiche e falar sobre diversos assuntos sem uma gota de preconceito. Klaus vem por essa estrada desde os tempos de Cosam Atsidas (primeiro incentivador do BDSM no Brasil) e é uma enciclopédia a ser consultada por qualquer um que queira saber sobre os fetiches de A a Z. Conhece como poucos os parâmetros de uma relação e definiu em sua palestra a palavra consenso de uma das melhores maneiras que já vi: consenso é igual a bom senso. Parece fácil, mas para chegar ao termo às vezes é preciso ter a experiência de vida necessária para não escorregar nas armadilhas da matéria. Mas Klaus é um sábio e como poucos sabe chegar ao âmbito de cada um. Conviver com o fetiche não é nada fácil e muito menos ainda é uma vida a dois numa relação fetichista. Ele nunca acreditou em uma relação 24/2 e acha terrivelmente cansativo, também com irreverência afirma que 24/7 “é uma coisa de doido”. Usando as palavras do Mestre chegamos à conclusão de que é preciso ter bom senso antes de falar em consenso, porque ninguém consente nada que não tenha o menor senso de existir. No fetiche não pode haver teatro, porque ninguém finge tanto e tão bem a ponto de não ser percebido. Klaus falou ainda do fim do Somos, de seu afastamento da cena e relembrou aos presentes grandes momentos que pra sempre ficarão guardados. Sua forte opinião e visão extremamente sensível sobre BDSM ficaram marcadas em cada palavra proferida e que podia ter a participação de todos os presentes. Foi uma aula grátis, ministrada com muito respeito à causa e carinho com os que estavam na turma do gargarejo sugando um pouco do que aqueles olhos viram e continuam vendo ao longo de todos esses anos, mesmo que tenham ficado um pouco mais "libertinos".
Esse blog hoje presta uma homenagem a um baluarte do BDSM no Brasil, torcendo para que Mestre Klaus continue a abrilhantar qualquer evento com suas palavras e seu inigualável conhecimento.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tudo ao Vivo


Sábado começa a maratona dos vários fetiches no clube Dominna em São Paulo. Como já foi dito aqui antes, é a festa do dia Internacional do BDSM e como há espaço de sobra para bondage, estarei lá para uma palestra seguida de um workshop, fazendo ao vivo o que nosso fotoblog mostra semanalmente.
Pra quem mora por lá fica aqui o convite e parte da programação segue abaixo, no que é referente à nossa apresentação. Para quem sai daqui do Rio de Janeiro (como eu!) ou vem de outros lugares, fica aberto o convite para esse evento que é único no Brasil.
Semana que vem vou postar alguns fatos e fotos daquilo que rolar por lá.
Confira a programação:

Dungeon de Shibari - 30 lugares

Das 14:30 às 19h - Dungeon Liberado para Cenas sob Supervisão
Das 19h às 20h - Attila Eitzel - "Apresentação Avançada de Shibari"
Das 20h às 21h - Walkiria Schneider, Mistress Bela e Tâmara - "Cena de Sutura"
Das 21h às 22:30h - Senhor WZ - "Demonstrações de Shibari com bambu"
Das 22:30h às 23:30h - ACM/RJ - Workshop e Demonstrações: Tudo sobre Bondage Americano"
Das 23:30h à 00:30h - Senhor Sorg e akemi - "Demonstração de Suspensão"
Da 00:30 às 1h - Rosa Vermelha e {Deusa} KL - Cena de spanking com rosas e utilizalçao de velas
Da 1h às 2h - BDSM sem Culpa - "Cenas com Técnicas Diversas"
A partir das 2h - Dungeon Liberado para Cenas sob Supervisão

See you there!

Bondage & Sexo Tântrico


Primeiro coloque uma venda em seus olhos, amarre suas mãos suavemente na frente deixando-a bem à vontade. Pegue uma sexta de frutas com morangos bem vermelhos e maduros, cerejas, framboesas (prefira as frutas vermelhas, elas embalam o clima de tesão), e bem devagar provoque-a passando cada fruta lentamente em seus lábios sem permitir que ela morda. Mantendo sempre a venda em seus olhos, comece a beijá-la pedaço a pedaço pela parte que lhe for mais prazerosa. Viaje por todo seu corpo, da cabeça aos pés, mordiscando cada dedinho. Deixe esse ritual fluir por mais ou menos uma hora antes de fazer qualquer concessão mesmo que ela lhe implore para ser penetrada ou tenha seu sexo tocado. Passado esse tempo, fique a vontade e faça um pouco de suas vontades, deixando-a livre ou não, dependendo do que for pré-estabelecido. Pronto, acaba de realizar uma gostosa seção de sexo tântrico, sendo que acompanhada de generosas doses de bondage.
Qualquer sexóloga ou especialista em sexo tântrico ficaria impressionada e iria divagar se perguntando por que não havia pensado nisso antes. Sexo tântrico não é fetiche, mas pode ser praticado junto com um fetiche, seja ele por vestimentas, sapatos, pés, cordas, qualquer um, sem nenhuma discriminação. Praticar o sexo tântrico é um rito e se tem noticia de ter ajudado a preservar muitas relações ao longo dos anos. É recomendado por muita gente que estuda o sexo e ministra terapias de casais, mas em minhas leituras sobre o assunto jamais escutei falar em sua pratica simultaneamente com algum fetiche.
O sexo tântrico ajuda a estender uma relação sexual e evita que caia em uma monótona rotina que irá destruí-la pelos anos seguintes. Sexólogos entendem o fetiche, porém sinto certo preconceito quando leio algum artigo relacionado com esse assunto. Antes de tentar falar sobre os fetiches esses especialistas deveriam saber sobre o tema colhendo informações com pessoas que os praticam. A equação tem um resultado quando existe no final do túnel o prazer na sua melhor expressão e a inevitável vontade de fazer outra vez. Muita gente pratica o sexo tântrico sem saber que está fazendo, principalmente quando há o fetiche coligado até o final do ato sexual. Então, deixem as idéias brotarem desde o começo e procurem realizar a fantasia como um ritual, sem importar se é tântrico ou não, mas que seja pleno e que não haja um tempo determinado para que algo tão bom chegue ao final.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Scarf Fetish e a arte de amarrar com lenços


O melhor dos jogos de bondage é quando a situação vai evoluindo até chegar ao ponto de ebulição. Normalmente esses jogos entre amantes começam através de pequenas fantasias sexuais e o ato de amarrar quando feito através de lenços não causa um impacto tão grande no início. Quando o fetiche é sugerido no começo de uma relação a dois, um lenço amarrado nos pulsos e nos tornozelos tem uma aceitação bem maior do que cordas e algemas, talvez porque a pessoa que está sendo submetida a ficar sem movimentos imagine que seja mais fácil desatar-se quando para essa amarração sejam utilizados os frágeis lenços. Não é uma questão de achar a amarração com lenço simplória, mas nem sempre o tamanho dos lenços permite um desenvolvimento perfeito dos nós. Visualmente é muito bonito e chega a ser eficiente quando se tem uma cama onde os extremos da parceira (o) podem ser atados, mas o scarf bondage deve ser apreciado antes de qualquer dúvida como um fetiche singular.
Há pessoas que não admitem a imobilização dentro de uma relação sexual senão a feita através dos lenços, que podem variar em cores, tipos de tecido, enfim, existem diversas vertentes relacionadas ao scarf bondage que são particularidades dos praticantes como qualquer outro fetiche.
Para ilustrar essa conversa, vou indicar aqui sites onde essa forma de fetiche pode ser vista de maneiras diferentes. No site (http://www.boundbybhowani.com/) a utilização de lenços de seda para mordaça é muito comum e é marca registrada do portal. Entretanto, as imobilizações são efetuadas com cordas, que embora feitas de seda não significam o scarf bondage em pessoa. Porém, vale a pena dar uma olhada, principalmente na beleza das modelos, excelente fotografia e total simetria dos nós.
Mas se você quer viajar pelo mundo do scarf, anote aí a dica: (http://www.scarfetish.com/home.html). Nessa página você vai encontrar o fetiche em sua forma correta e tradicional, inclusive o próprio site tem o título de scarf fetish (a arte do scarf bondage). De entrada há um vídeo preview com um clipe do que rola dentro da página e é importante colocar aqui que os criadores do site fazem questão de deixar bem claro que scarf bondage nada tem a ver com BDSM. Outro cantinho onde os amantes dos lenços podem se esparramar é o (http://www.knottysilkscarf.com/videos2.htm), com boa qualidade de foto e vídeo e uma aula de como amarrar com lenços e cordas. Nos moldes do bhowani, o site mistura um pouco os fetiches, mas você pode ver também os “didcaps” que já foi assunto aqui no blog (com mordaças de lenços) e muita coisa legal. Um pouco fora da linha Anglo-Americana, você encontra no site russo (http://russcarfbondage.org/) um espaço totalmente voltado ao scarf bondage, sem a intromissão das cordas e feito de puro lenço de seda. Só tem um problema: há que ir com muita calma e paciência porque o conteúdo é totalmente em russo e você pode parar no site da Disney logo de cara.
Poderia citar aqui outras páginas de scarf bondage, mas digitando as palavras no google você vai navegar por vários caminhos dentro do fetiche inclusive com pequenos vídeos no youtube.
Resumindo, pra quem nunca teve contato com o scarf bondage, essa é a hora de saber que amarrar com lenços não significa apenas uma forma rápida de jogar bondage e sim um fetiche excelente de ser praticado.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Vintage Bondage: O fetiche como nos velhos tempos


Quem não gosta de relembrar ao passado através de uma boa música, fotografias e até o cheiro de um perfume? Pois com o fetiche acontece à mesma coisa.
O modo como evoluiu através dos anos é impressionante, nas formas, na qualidade de imagem e vídeo, até mesmo na necessidade de criar uma identidade própria de quem se aventura em um trabalho a ser apreciado por outras pessoas. Tem gente que ainda se lembra das antigas revistas e do visual das modelos que acompanhou cada década até a que vivemos nos dias de hoje. Nesse filão, existem sites especializados em mostrar o fetiche como era antigamente, nos velhos tempos mesmo, desde os cílios enormes nos olhos das modelos até a forma desordenada dos nós e amarrações.
Começo pelo (http://vintagebondage.info/) no ar desde outubro de 2007, esse site com cara de blog mostra até na diagramação o bondage desenvolvido no passado distante e recente. Viaja desde a conhecida Betty Page até a podolatria dos anos oitenta. Pra quem prefere a coisa mais apimentada, mais “hard” vale a dica do (http://www.vintagebdsm.com/) com cenas de dominação e doses de spanking à moda antiga, sem fugir do mesmo aspecto retro na apresentação site e no material de conteúdo. Com mais de mil fotos a viagem começa em 1870 e termina em 1969, assim prometem os seus criadores. Para os amantes e colecionadores, aqui vai uma importante indicação para quem apenas deseja comprar um photset de vintage bondage e não quer entrar para membro de nenhum website. No endereço eletrônico (http://beautyindarkness.blog.ca/2008/07/10/vintage-bondage-photo-sets-4430156) podem-se adquirir somente as fotos escolhidas, uma a uma, sem a obrigação do pacote inteiro que normalmente é oferecido pelos sites de uma forma geral.
Importante nessa viagem ao passado é conferir o desenvolvimento do fetiche pela ótica de quem admira a obra. Bondage não é somente o ato de amarrar alguém, significa a arte concernente a essas amarrações, tanto no aspecto visual como na questão eficiência.
Assim como o material fotográfico evoluiu tecnologicamente, há que perceber que no campo visual o fetiche tomou outros rumos e hoje aparece com uma aposta completamente diferente da que era apresentada num passado recente, em alguns casos com uma cara de super produção.
Concluindo, é sempre bom buscar no tempo um pouco da história em cada segmento da vida e com o fetiche nunca poderia ser diferente.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um Russo de ideías nada geladas


Não sei falar russo como a maioria dos brasileiros, mas tem certas vezes que imagens falam muito mais que palavras. Em 2004 conheci o trabalho de Alexander Lightspear através de seu blog (ele não havia lançado seu site ainda) e pude conferir lindas fotos e idéias muito parecidas com as que eu praticava na época e ainda pratico. Nos comunicamos por email (ele fala e escreve bom Inglês) e chegamos a tentar alguma parceria, porém sua entrada na Net era através de um provedor russo e ficava difícil alcançar o mercado mundial porque os provedores de lá fogem um pouco a regra de publicações e quase nenhum site de busca aceita portais com terminações “ru”.
Mas Alexander foi persistente e venceu várias barreiras publicando seu trabalho em um website que poderia ter uma divulgação abrangente, e hoje o bound-feet.com tem milhares de fotos e dezenas de vídeos de bondage, onde todas as modelos (sem exceção) são russas.
Mesmo com o sucesso de seu trabalho reconhecido pelas diversas assinaturas de seu site, Alexander jamais abandonou seu blog onde publica alguns ensaios de seus trabalhos que figuram no bound-feet, e de alguns amigos russos e alemães, que ainda não conseguiram expor suas fotos. Vale muito a pena conferir o trabalho dele ao longo desses quatro anos no endereço: http://www.lightspear.ru/indexe.shtml.
Para entender e navegar melhor, procure na parte de cima (English) e todo uma arquivo irá expor parte daquilo que agora é comentado nessa matéria. Suas produções são simples e objetivas, nada de cenário mirabolante e fotoshop desmedido, mas pode-se notar pela tapeçaria e mobiliário que as fotos não são produzidas em outro local senão nos arredores de Moscou.
Alexander procura mostrar bondage com muita simetria de nós e colorido de cordas de algodão, amarrações firmes e desenhos meticulosos. Algumas sandálias de cordões podem ser visualizadas em seu blog, através de trabalhos realizados no começo e que foi deixado de lado tão logo a coisa evoluiu para o lado profissional. A mordaça é pouco utilizada (vejam que ele passa a mostrar o rosto das modelos somente do ano passado pra cá) e em vários sets de fotos as modelos estão sempre sorrindo. Talvez por buscar uma marca registrada, não sei bem ao certo, mas a preferência por modelos satisfeitas pode ter conotação ambígua, ou seja, ao mesmo tempo em que passa a idéia de que o trabalho nada tem a ver com o rapto, tem-se a impressão que as meninas estão adorando cada corda que lhes amarra.
Por tudo isso, fica aqui essa dica muito legal de ver um trabalho mais para o lado de lá do mundo que um dia ficou fechado dentro de uma cortina de ferro, e que hoje temos total acesso para ver o que passa entre quatro paredes no inverno quentíssimo da Rússia.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fotoblog Amarradinhas: 30.000 acessos


Não é qualquer marca que se comemora ou se festeja por algum motivo sem graça. Nosso fotoblog All Tied Up ou apenas amarradinhas, alcançou nesta data mais de trinta mil acessos. Sem nenhuma propaganda excessiva, porque a idéia é só mostrar o aperitivo de um trabalho que em breve estará oficializado em um site apropriado, o fotoblog conta sempre com a presença daqueles que hoje considero uma legião de amigos, pelas palavras de incentivo, pelas idéias e dicas, até mesmo pelas críticas, que às vezes passam longe de ser construtivas. Começamos no mês de abril e nesse espaço de tempo já existe tanta gente pra lá de especial que guarda o endereço do fotoblog entre seus favoritos. Isso enche de orgulho e força pra seguir adiante e tentar vôos mais altos.
No começo as meninas foram chegando, tiravam as fotos meio desconfiadas, achavam mesmo estranha a idéia de deitarem amarradas e serem fotografadas em várias posições diferentes. Do interesse em se ver numa página de internet vieram às opiniões de como ficavam mais bonitas, de como podia ser feito para aproveitar o melhor de sua aparência, os cabelos cuidados e os pés delicadamente preparados antes de cada seção de fotos. Hoje, esse número passa de trinta modelos e tantas outras querem entrar na lente da Lucia Sanny, uma amiga e fotógrafa que aprendeu muito sobre bondage nos últimos dias. Se o tempo me permitisse as atualizações seriam mais a miúdo, porém, o trabalho me impede de dar a atenção devida que todos vocês, meus companheiros de fetiche merecem. Cada semana o comprometimento aumenta um grauzinho a mais e a responsabilidade cresce junto com ele para levar a todos que me dão a honra e o prazer de partilhar esses momentos que as lentes captaram, o melhor que eu possa fazer pra mostrar ao mundo todo num futuro mais breve do que possa parecer, que brasileiros também sabem (e muito) fazer bondage. Pena que não criamos o nome, mas podemos deixar uma marca. Citar nomes aqui nessa matéria seria leviano, porque não caberia espaço pra tanta gente que me ajuda e divulga esse trabalho, tanto no Brasil quanto em Portugal. Aliás, a malta do além mar vai merecer um artigo especial aqui no Blog, pela intensa contribuição e presença diária na apreciação dessas linhas.
Na vida buscamos realizar os sonhos, alguns se tornam possíveis e muitos outros deixamos pelo caminho, por desistência ou até por impossibilidade. Essa luta começou há quatro anos atrás, se arrastou em cada sonho e hoje está muito perto de tornar-se realidade. O fotoblog vai seguir em frente mesmo depois do lançamento do site, porque nem todos podem pagar para ter o acesso. Quem conheceu o trabalho ainda de fraldas terá esse espaço tombado pelo nosso patrimônio fetichista e garanto que sempre estará aberto a todos, enquanto o provedor deixá-lo existir.
Agradeço mesmo, do fundo do coração pelos acessos e espero que sigam sendo postadas aqui as muitas opiniões que recebo e as novas amizades (virtuais e não virtuais) que estão começando.

Tickle (o Fetiche por cócegas)


Um amigo nosso através de um comentário mencionou sua preferência por fazer cócegas, um fetiche pra lá de interessante. E como na grande maioria das vezes a pessoa que sofre com as cócegas precisa estar amarrada, bondage entra direto nesse assunto sem pedir licença. Com sofisticadas algemas de pulso e pescoço ou apenas um pedaço de corda, pode-se começar uma seção de tickling imobilizando a parceira para que não escape do tormento. Existem pessoas com muita sensibilidade às cócegas na sola dos pés, na parte inferior da barriga, nas axilas, pescoço e até nos joelhos. Mas a parte do corpo que mais sofre com as cócegas é mesmo o pé. Existem diversos sites onde é possível encontrar excelentes vídeos on-line e dvd’s. Um dos melhores é o ticklehell.com da FM Concepts. Lindas modelos com pés muito bem cuidados são torturadas pelas cócegas ao extremo e leva a uma viagem super gostosa até mesmo para a galera que gosta de podolatria. Apesar de serem feitas cócegas em várias partes do corpo, os pés estão sempre em primeiro plano mesmo que as cócegas não cheguem a eles. No fetiche por cócegas quanto mais a parceira implorar para parar, mais tesão provoca em quem está aplicando o castigo. Jogos de bondage podem passar pelas cócegas antes de terminar em sexo, dependendo da vontade de quem está jogando.
Num jogo de tickle se quem está fazendo cócegas consegue que a pessoa amarrada urine nas calças marca um golaço e é a plenitude da satisfação. Pode até parecer estranho aos olhos de quem nunca imaginou fazer, mas o fetiche por cócegas é o nirvana de muita gente bacana. A questão é física e psicológica, e a noção de domínio e total controle de quem impõe as cócegas a quem está imobilizado e nada pode fazer, é a filosofia desse fetiche. Tenho uma amiga que adora que lhe façam pequenas cócegas na sola dos pés com a ponta dos dedos, bem devagar, aos poucos ela entra na atmosfera e parte para o ataque sem eira nem beira.
Outros endereços interessantes para cócegas são o dungeonmaidens.com (nos moldes do site citado anteriormente) e o nosso velho e o conhecido youtube, bastando digitar na busca a palavra tickle e bondage. Se bondage não estiver escrita em conjunto aparecerão diversos vídeos com brincadeiras de cócegas, trotes estudantis e outros que nada têm a ver com o fetiche. Boas gargalhadas e momentos de pura diversão e prazer, é o que lhe reserva o mundo das cócegas. Ta servido?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Fetish Con


Desde 2001 acontece nos Estados Unidos a festa Fetish Con.
O evento reúne gente de todos os lados do país (eles costumam chamar “coast to coast”) que gosta de bondage e não importa tendência, gosto, aparência, se é bom ou ruim, nada, o importante é o fetiche.
Sempre realizada nos meses de verão, a festa acontece esse ano na cidade de Tampa, na Florida entre os dias 13 e 17 de Agosto.
Produtores de vídeos, cinema B, fotógrafos e modelos se reúnem e trocam idéias e, principalmente, cartões de visita. Novos talentos do mundo do fetiche são descobertos nesse encontro anual e grandes mestres ministram palestras e workhops.
Através do site (www.fetishcon.com) é possível saber tudo sobre o evento e inscrever-se nas play-parties desde que seja maior de dezoito anos. Um espaço para estande custa de 450 a 1500 dólares e tudo rola das dez da manhã até altas horas da noite.
O mestre de cerimônia esse ano será George Perez que apresentará as modelos devidamente amarradas e amordaçadas para apreciação dos presentes. A Fetish Con é considerada a apresentação mais importante do fetiche mundial e qualquer um que esteja inscrito e participando do evento, pode fotografar a modelo preferida quantas vezes sejam necessárias, sem limites, pois tudo fica dentro do pacote.
Esse ano a Fetish Con faz uma menção especial ao site maidensinmayhen.com considerado pela crítica como o maior destaque na categoria bondage no ano passado.
Para quem está do lado de cá dos trilhos, o que resta é tentar pescar no site do youtube alguns momentos dessa festa, que inevitavelmente serão postados pelos aficionados freqüentadores. Porém, quem tiver alguma intenção de passear pela Florida nesse verão Americano, não custa nada dar uma olhada no site e se inscrever para participar.
Com a presença confirmadíssima de gente como Vesta, Mistress Starlight, Dante Posh,. Jim Weathers e Bond Dave, a Fetish Con traz esse ano uma apresentação especial de “scarf”e “sari bondage” (pra quem ainda não conhece, é a amarração feita com lenços de seda). Portanto, noves fora a preferência de cada um, a feira é um tremendo sucesso e bondage é o prato principal.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Novo Clube Dominna


Outro dia li no fórum do Grupo BDSM de Portugal que era desejo de todos os nossos irmãos de além mar que um dia as terras Lusitanas abrigassem um clube como o Dominna. Pois pasmem, estamos falando de um País Europeu, primeiro mundo, que não conta com a possibilidade dos amantes do BDSM terem um lugar como o Dominna.
Não é fácil colocar em prática uma idéia, ainda mais quando conta com um público extremamente seleto e segmentado. Por mais que o clube ofereça um bar bem transado com pista de dança, gente ligada ao fetiche é que freqüenta e dá a audiência necessária.
Ter uma sede própria já é um grande desafio, entretanto há que buscar atrações, eventos, ou seja, quem fica à frente de um clube da grandeza do Dominna tem que ter uma dedicação quase que 24 horas à empreitada. Nem todas as pessoas que gostam de fetiche estão em São Paulo (apesar de reconhecer que grande parte da galera que dá a cara e participa ativamente vive na cidade ou nos arredores), e por isso dificulta muito a integração que só é possível em grandes eventos quando todos tomam o rumo de Sampa e se abrigam na casa que desenvolve e abriga o fetiche de muita gente.
O Dominna tem um canto pra cada um e não é necessário gostar de SM pra freqüentar, porque sempre haverá lugar pra todos nas dependências e no coração do clube.
Que tal praticar bondage e shibari numa sala especialmente montada pra isso? Pois o Dominna tem e está sempre de braços abertos te esperando, na hora que for ou no dia em que houver evento marcado. Pra ficar ligado nas atrações, basta olhar no canto esquerdo aqui do Blog e acessar o link do clube, garanto que não falta atrativo que vão desde as festas podólatras até as sessões sado-maso numa masmorra apropriada pra isso.
Na frente de tudo está a Bela e sua incrível capacidade de agrupar pessoas, corações e mentes. Pessoa de brilho intenso e conhecimento total da doutrina BDSM, Bela leva adiante essa idéia e carrega com muita autoridade o fardo de cuidar de um imenso rebanho. Quem a conhece admira, porque é impossível estar avesso ao seu carisma e atitudes, principalmente quando defende o fetiche de unhas e dentes e de maneira incondicional (vide sua participação ano passado no programa Saia Justa do GNT).
Nessa longa caminhada pelo “mondo fetishe” tenho conhecido pessoas e pessoas e muito se ouve falar a respeito do Clube Dominna. Pois dia 24 de Julho, daqui a menos de dez dias, todo mundo tem a chance de ver de perto tudo que se fala e escreve do clube na festa de comemoração do dia internacional do BDSM. Pelo quinto ano consecutivo, o Dominna abre as portas pra esse evento e na certa estarei por lá tentando sugar um pouco dessa festa e vou tentar passar um pouco do muito que acontece aqui nesse espaço após o evento. Quem sabe não consigo convencer a Bela a atravessar o oceano Atlântico e abrir um Dominna em Portugal? Tem gente boa demais por lá e que leva o assunto muito a sério. Pena que não estamos mais perto...
Finalizo com o slogan do clube que tenho uma tremenda inveja de não tê-lo criado um dia: Clube Dominna: “Onde o normal é ser diferente”.

terça-feira, 15 de julho de 2008

DiD Cap: fanáticos por filmes de heroínas


O Americano tem uma incrível mania de inventar siglas e abreviar tudo dentro de seu idioma e do dia-a-dia. O termo DiD (assim mesmo, duas maiúsculas e uma minúscula) significa “damsels in distress” ou melhor, em bom português donzelas em perigo. Neste contexto a palavra donzela pode ser sinônimo de heroína, aquelas mesmas dos filmes do cinema e da televisão que nos acostumamos a ver em intenso perigo. Seqüestradas, sempre imobilizadas, elas povoaram a nossa fantasia desde os tempos dos desenhos animados e estenderam-se nos seriados de TV e grandes produções do cinema.
Quais as suas preferidas? Ainda se lembra? Pois mesmo que sua lembrança falhe um pouquinho, esses episódios, filmes ou até mesmo cartoons e quadrinhos podem ser relembrados no site http://www.geocities.com/hollywood/set/3937/#movbond. Indo passo a passo pode-se eleger entre fotos e vídeos o que for de sua preferência. Claro que o inglês é fundamental para navegar e o melhor, é de graça.
Pra quem quer um pouco mais de ação e pode pagar por um lugar mais qualificado, o site italiano http://www.pantydidcap.com/Framesetprinc.htm oferece o que há de melhor no gênero na internet. Um DVD com o episódio de um seriado ou um filme completo sai por 27 dólares ou 19 Euros. Tem algum preview onde se pode ter uma idéia do que se adquire antes de fechar o pacote. Existem algumas produções italianas que poucas vezes vimos por aqui e que valem muito a pena pra quem gosta de cenas de bondage quase reais. Outra dica interessante no mercado nacional, principalmente no tocante a novelas brasileiras, pode ser encontrada no Blog do meu amigo VH Carioca. Basta clicar no link “me amarro nesses blogs” na coluna à esquerda e viajar pelas fotos e trechos de novelas que ele sempre atualiza em sua página.
O canal de vídeos youtube (www.youtube.com) é outro caminho onde com muita paciência pode-se achar bons momentos de filmes e seriados de nossas heroínas. Basta digitar a palavra kidnap na busca ou o nome correto (em Inglês) do filme de preferência e escolher o melhor. É possível achar bons trechos do filme O Colecionador (The Collector – 1966) com a belíssima Samantha Eggar ganhadora do globo de ouro do mesmo ano sendo seqüestrada pelo algoz Terence Stamp. Dirigido por William Wyler o filme conta a história de um timido colecionador de borboletas que ganha na loteria e resolve sequestrar a sua musa e tentar de todas as maneiras a conquista, mesmo dentro de um porão de uma mansão na Inglaterra.
Portanto, não faltam dicas pra ver uma mulher em perigo sendo seqüestrada e amarrada por um vilão qualquer em alguma parte do planeta, seja nos dias de hoje ou há algum tempo atrás. Então, mãos a obra e boa caçada.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nos tempos da Harmony Concepts



Quando voltei de Amsterdam lá pelos idos de noventa e três, trouxe na bagagem além do que havia ido buscar naquela terra gelada (Meu Mestrado, Ufa!), muito mais compreensão do verdadeiro significado de bondage e incontáveis revistas de Harmony Concepts. Quando um ano depois estava escrito na mala direta, recebia mensalmente seus folders com os lançamentos dos vídeos e revistas que ainda guardo até hoje. A Harmony era uma distribuidora e apenas postava trabalhos de produtores que não tinham uma mala direta de clientes para divulgar seus vídeos e fotos. Assim começou tudo.
Depois, em meados dos anos noventa quando a modelo Star Chandler assumiu a direção artística, a Harmony Concepts começou a produzir seus próprios trabalhos. Gente como Simone Devon, John Woods, Eric Holman e Isaac W. tiveram a concorrência interna dentro do seu próprio distribuidor. Desde então, uma receita que dava certo passou a ficar amarga e com a chegada da internet houve uma debandada geral. Cada um buscou seu espaço e criou seu próprio site (vide entrevista com Isaac W. aqui mesmo no blog). Alguns seguiram a carreira solo alcançando um sucesso maior do que na época da Harmony, outros nunca mais se ouviu falar. O mais bem sucedido de todos foi Eric Holman que saiu da falida e suposta concorrente Close-up Concepts (Pra onde se transferiu depois da decisão da Harmony) para criar tempos depois a FM Concepts e virar uma lenda do fetiche mundial.
Meu primeiro contato com a Harmony aconteceu na época que Star Chandler era a manda-chuva e gostou de um trabalho super amador que lhe mandei por correio. Como eu era alguém engatinhando no assunto e vinha da América do Sul (eles sequer sabiam onde ficava) e tinha um conteúdo parecido com a série EE de Eric Holman (Podolatria e Bondage) nunca tive o reconhecimento devido, mas dos vídeos que mandei alguns renderam certo lucro, apesar de serem mal dublados e muito mal editados, com cortes de mais de trinta minutos. Mas Eric quis saber quem era esse cara que vinha lá do sul e que fazia coisas parecidas com as dele. Viramos amigos, tipo “pen friends” porque a internet sequer havia começado.
Mas a Harmony Concepts ainda pulsa e se pode acessar o site para comprar algumas pérolas daquele tempo, porque os arquivos por força de contrato ficaram com eles (inclusive os meus). Os melhores e mais pedidos são comercializados até hoje em versão DVD ou podem ser adquiridos para serem vistos on-line. Excelentes trabalhos com modelos lindíssimas e ex-heroínas como Andréa Neal, Eve Ellis, Tori Sinclair, Pia Sands e outras, podem ser comprados por preços bem menores do que os praticados na Net. Portanto, para os admiradores e colecionadores de fotos e vídeos de bondage fica aqui essa dica quentíssima para aquecer as noites de inverno, mas vá correndo porque o último a sair por aquelas bandas na certa vai apagar a luz.

SOBRE O TÓPICO PASSADO UMA DICA: Pra quem curte algemas não deixe de ver os seguintes fotologs com ótimas fotos: http://www.fotolog.com/algemadas &
http://www.fotolog.com/as_detidas. Vale muito a pena!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma paixão por algemas


Keith Underhill é proprietário de um site e nele demonstra toda sua paixão por algemas.
Nada é ensaiado, nenhuma cena é feita em estúdio e todas as mulheres (não há modelos por excelência) posam em festas, em casa, onde quer que seja, usando algemas e são captadas por sua lente.
Existem diversos sites que trocam as cordas por algemas quando falam e encenam bondage, mas Keith procura passar uma idéia diferente, e na base da brincadeira curte seu fetiche.
As mulheres, digamos mais atrevidas, colocam uma mordaça, deitam-se e mostram os pés descalços, mas em boa parte das fotos não há preocupação com um ângulo melhor, nenhuma posição especial é sugerida e, fica a idéia de que o fetiche pode mesmo começar através de uma simples brincadeira.
O site é totalmente grátis e basta clicar na palavra “bondage” que o cardápio é servido por inteiro sem nenhum “preview”.
O interessante nas fotos apresentadas é que existe sempre uma impressão de que tudo é realizado num clima de festa, ou que esse cara é um tremendo arroz de festa e o convidado especial num universo de pessoas felizes.
Bondage nem sempre deve passar a idéia de desconforto e isso acontece quando se passa a impressão de rapto, onde se conta uma estória que é traduzida pelas fotos, o soft-bondage, tema principal do fotoblog e do site boundbrazil.com que vem por aí.
Diversas brincadeiras com algemas, desde que não sejam essas de baixa qualidade que são comumente adquiridas em sex-shops e que sequer têm fechadura, contam apenas com uma travinha chamada “trava de segurança” (qualquer um pode abrir com as próprias mãos algemadas) podem funcionar como um fetiche sim. Quem nunca aproveitou as brincadeiras de adolescentes para imobilizar uma amiga e ficar cheio de tesão depois? Pois é, a coisa começa cedo e vamos apenas desenvolvendo a fantasia dentro de cada um de nós, e quando o tempo passa e nos tornamos donos do nosso nariz, damos seguimento e aperfeiçoamento fazendo a brincadeira virar realidade dentro da fantasia entre quatro paredes.
Mas voltando a Keith Underhill, podemos procurar entender através do que as fotos nos mostra que o tema em si já demonstra um fetiche, porque o desejo de cada um não precisa ser igual ao do outro. Coincidências existem e muitos desejos são exatamente iguais, mas nem sempre o rio termina no mesmo oceano.
Então, pra quem é um apaixonado por algemas, faça um click abaixo e veja as inúmeras fotos de Keith Underhill.

http://www.keithunder.com/

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pauline Réage e sua Historie d’O

Pouca gente tem conhecimento, mas esta senhora foi a autora do épico Historie d’O escrito no ano de 1953. Nascida no sul da França, em Roquefort no ano de 1907, Pauline Réage viveu quase noventa e um anos e contrariou o pensamento do Marques de Sade que afirmava ser uma mulher incapaz de escrever um romance erótico. Seu livro foi adaptado ao cinema no ano de 1975 tornando-se um clássico erótico cultuado em todo o mundo até os dias de hoje com a bela Corinne Clery no papel de O. O filme conta a história de uma bela fotógrafa que é conduzida por seu amante à linda mansão de Rossy para educar-se como escrava sexual. Depois de abandonar o castelo, ela conhece um amigo de seu amante e, com a sua permissão, começa a manter com ele uma relação de dominação e submissão. Dirigido por Just Jaeckin, o mesmo diretor do clássico “Emannuelle” um outro fenômeno francês nos anos setenta, é considerado uma produção do cinema soft-core, principalmente porque mostra uma relação de entrega amorosa incondicional através de uma relação de submissão e doses de lesbianismo. Tudo isso deve ser interpretado como crítica à obra literária e cinematográfica. Não reflete, porém, a ótica do fetiche erótico que foi a intenção de transmitir ao espectador. Para o público que de uma forma geral assistiu ao filme em meados dos anos setenta quando tudo relacionado ao fetiche era visto pelo olhar do escândalo, talvez não tenha entendido a mensagem passada pelos seus criadores, daí ter se tornado um verdadeiro “cult”, exibido em seções privadas e festas tipo “play-parties” até os dias de hoje pelo mundo afora. Se olharmos pelo ponto de vista de que essa história foi concebida ainda nos anos cinqüenta, o estrago social causado deve ter sido muito maior. Muita gente se escondia e ainda se esconde quando o assunto é expor seus desejos mais íntimos. Mas o estudo do tema deve ser muito mais abrangente do que possa parecer e é necessário esclarecer que dentro do enredo existem vários aspectos eróticos do que um simples fetiche. Entretanto, devemos estar atentos ao detalhe de quando, como e por quem essa obra foi desenvolvida. Uma mulher teve a coragem de desafiar conceitos absurdos, romper barreiras numa época super conservadora e brindar o mundo com uma obra que na certa abriu caminho para outras tantas que vieram a reboque. Que todas as pessoas saibam que um dia Pauline Réage criou uma história que foi mal compreendida por diversos segmentos da sociedade e, ao mesmo tempo, conglomera uma leva de seguidores que admiram cada palavra toda vez que abrem as páginas do livro.

ASSISTA AO TRAILER ORIGINAL DO FILME DE 1975

video

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O que vem por aí

Bom, resolvi postar um trailer dos videos que estão sendo produzidos e que estarão disponíveis em versão na íntegra no novo website. Como disse antes, o boundbrazil.com, assim mesmo, sem tracinho, tem previsão para estar ativo ainda este mês. Será o primeiro site de bondage com garotas genuinamente brasileiras e assim que a data estiver confirmada, aviso por aqui. Até mesmo porque não pretendo de forma alguma abandonar tanto o Blog quanto o Fotoblog, sempre trazendo pequenas gotas do que rola pelo site e seguir com as matérias que vêm sendo publicadas neste espaço. No mais preciso da opinião de vocês. Obrigado

video

terça-feira, 8 de julho de 2008

O que a galera anda falando


Resolvi publicar algumas mensagens de incentivo tanto aqui no Blog quanto no Fotoblog. Isso só aumenta a vontade de melhorar cada vez mais. Obrigado de coração a todos pela força...

SÓ VENHO A PARABENIZAR PELO BELO TRABALHO QUE VEM FAZENDO EM ABRIR UM ESPAÇO AOS SIMPATIZANTES DESSE FETICHE. PARABENS E ESTAREI SEMPRE CONFERINDO AS NOVAS PUBLICAÇÕES. eSPERO FUTURAMENTE PODER CONTRIBUIR COM ALGO MAIS VALEU,,,, ALEX

08/07/2008 10:58 | ALEX | alex.xxx.123@hotmail.com


depois dessas ultimas fotos o blog e o fotoblog viraram parada obrigatoria nas minhas "fuçadas" na internet! muito bom! e tá melhorando! parabéns! abraços!

04/07/2008 07:54 | Unnamed.man Bondage


Oi ficou bem legal não tive tempo de ler porque estou numa lan house mas assim que eu chegar em casa vou ler.Muito interessante é muito bom para que todos possam conhecer os significados.Quando puder apareça para nos contar as novas Beijos.

02/07/2008 04:02 | Ana Paula


Parabéns pelas fotos. sou um apaixonado por soft bondage. sou colecionador de fotos e videos tb. Moro no RJ, tenho 42 anos e gostaria muito de manter contato com vc para trocarmos ideias e material de bondage.

10/07/2008 09:00 | Carlos Alberto | sr.bondage.rj@hotmail.com

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Imperdível!


Recebi essa mensagem de uma leitora do Blog.
Para quem tem interesse em saber da opinião feminina a respeito do fetiche não deixe passar essa oportunidade, vale a pena. Ela postou em seu blog essa matéria que publico a seguir.

Ai, genteeeeeemmmmmm!!!!!! Tem coisa mais gostosa do que uma corda bem apertada na hora H?
Tá, eu sei que tem um monte de gente que vai dizer que tem, mas como eu não vou ouvir e o blog é meu, não, não tem! Ai, sabe, descobri essa vocação na vida: ser amarrada! Eu simplesmente a-do-ro! Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ser pendurada no teto (sonho de consumo), mas um dia eu chego lá.
Sim, sou fã de bondage! De todos os tipos, se tiver um tapinha, um chicotinho, então… ui! Claro que tudo tem que ser intercalado com beijinhos e carinhos, mas um nozinho bem apertado nos pulsos para deixar uma mulher bem submissa e vulnerável é tudo na vida!
Não venha me dizer que Freud explica, porque Freud e todos os outros que tentam analisar o sexo ficam bem de fora do meu quarto nos momentos mais caliente! Eu comecei que nem todo mundo, um lencinho pra amarrar as mãos, um lencinho pra mão e outro para os olhos, um para mão, um para os olhos e outro para as pernas e quando vi estava parecendo uma minhoca!
Depois que você se permite amarrar ao gosto do freguês (sim, meninas, hã que se ter alguma intimidade!), é um caminho sem volta. Claro que você ainda vai gostar daquela rapidinha em pé no banheiro da balada, mas o bondage sempre vai ter gostinho de quero mais.
Na última vez eu fui amarrada com as pernas dobradas (de joelho) abertas e com as mãos para trás. Acho que não poderia ficar mais vulnerável. As cordas estavam bem apertadas e quanto mais eu tentava me mexer, mais marcas elas deixavam em mim. Claro que (sim, depende da habilidade do parceiro) chega um momento que você simplesmente não consegue deixar de se mexer, daí é que o bicho pega!
Além da submissão (e, acredite, gata, cuidado para não se asfixiar no seu parceiro ou parceira) tem aquela parte boa que o nosso lado preguiça adooooora: você tá amarrada, né? É óbvio que o companheiro ou companheira vai ter que se empenhar bastante. Mas, não se preocupe com isso, para quem vir você dessa maneira, toda amarrada, vai ser um prazer venerar a forma que o seu corpo pode tomar.
Muita yoga, uma boa corda (de algodão se você for iniciante, de cânhamo ou sisal se quiser marcar lindas, porém doloridas e uma tesoura, para o caso de qualquer emergência. Com esse arsenal, o mínimo de habilidade e alguma imaginação, fica minha receita para uma noite pra lá de quente!
Spicy

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Shibari


O Shibari é um verbo japonês que significa literalmente amarrar ou ligar e é usado no Japão para descrever o uso artístico na amarração de objetos ou pacotes. Kinbaku é a palavra japonesa para bondage ou ainda Kinbaku-bi que significa "o bondage bonito". Kinbaku (ou Sokubaku) é um estilo japonês de amarração sexual que envolve desde técnicas simples até as mais complicadas de nós, geralmente com várias peças de cordas (em geral de 6mm ou 8mm) e que podem ser de materiais diferentes, sendo a tradicional corda japonesa utilizada para o Shibari, a de Câmhamo (que pode ser vista em sites americanos com o nome de Hemp Rope, ou em português como Cannabis). A palavra Shibari tornou-se comum no ocidente em meados dos anos 90 para denominar a arte de amarração chamada Kinbaku.
Pode ser que algumas pessoas utilizem a corda de sisal para amarrações de shibari, porém, é recomendado que esse sisal seja envelhecido e, ao mesmo tempo amolecido para facilitar a utilização para esse fim, porque trata-se de cordas de pouca flexibilidade e, de uma forma geral provocam assaduras após a retirada dos nós.
O mais importante é explicar que o shibari tem toda uma liturgia e mostra sempre o aspecto de dominação e submissão quando é praticado. Como exemplo disso podemos citar a Dorei, que significa a serva, a submissa que entende o shibari como uma forma de entregar-se ao seu mestre e através da arte com os nós.
Se considerarmos a importância histórica do shibari podemos chegar ao tempo das guerras, dos Samurais, mas o aspecto a ser observado aqui é a aplicação dessa técnica em jogos de bondage, na imobilização de caráter sexual.
Sei de mulheres que amam essa técnica e também conheço mestres na arte do shibari que são verdadeiros artífices quando tecem os nós. Conseguem com muita categoria atar um pulso em um tornozelo sem causar prejuízos musculares em suas parceiras.
Amarrações através do shibari precisam ter um apelo visual muito eficiente e, para tornar-se um mestre nessa arte é necessário muito estudo do assunto e prática constante até estar capacitado para assumir esse tipo de tarefa.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Arte ou prazer?


Muita gente me pergunta se para praticar bondage é necessário ter plena noção de simetria dos nós ou, simplesmente, pode-se atar uma pessoa e praticar com ela o ato sexual.
De uma forma geral, essa dúvida vem sempre de pessoas que têm o primeiro contato com assunto e são pouco informadas a respeito.
De fato, imobilizar uma pessoa para o ato sexual, preliminares, ou o que possa ser denominado, não necessariamente significa que os nós sejam delineados ou algumas posições tenham obrigatoriamente que estar em um estilo correto. A simetria dos nós tem um aspecto muito mais visual do que prazeroso.
Ninguém amarraria as pernas de uma mulher se quisesse alcançar seu órgão sexual com facilidade, porém, uma pessoa atada somente pelas mãos e pelos pés em posição reta, jamais teria um aspecto visual chamativo.
Pessoas que gostam de admirar a parceira sem nenhuma chance de reação devem preferir os nós bem dados, desde que nunca sejam nós cegos, e sim de fácil desenlace quando necessário. O fetiche é amplo e não permite crítica a uma ou outra opinião, apenas respeito.
Nessas horas, o que deve funcionar sob condição sine qua non é a imaginação de cada um e o único aspecto que deve ser observado é o prazer. Cada qual com seu cada um, isso é lógico e definitivo.
O apelo visual dos nós simétricos de bondage revela um pouco de voyeurismo em quem admira a parceira imóvel, sem defesa, seja antes, durante ou até mesmo depois do ato sexual. Existem pessoas que só conseguem atingir o orgasmo numa relação de bondage, ao ver o desenho que os nós provocam na pele da pessoa imobilizada. Os cursos para iniciantes da prática de bondage são diversos e basta uma olhadinha na internet para saber por onde andar. Recomendo que a prática seja sempre acompanhada de um bom conhecimento do assunto, principalmente, por tratar-se de um fetiche que envolve imobilização total da pessoa submetida.
Certa vez, ao começar a amarrar uma parceira para uma seção de bondage, escutei bem baixinho ela dizer que aquilo a estava deixando “molhada”, mesmo antes de qualquer carícia sexual. Essa pessoa nunca tinha tido qualquer contato com fetiche, senão em filmes quando via cenas reais de imobilização que nada se relacionava com sexo.
Por outro lado, já vi comentários de muita gente que se impressiona com a paciência que se deve ter para gastar tempo imobilizando uma mulher e só depois começar qualquer tipo de contato sexual com ela. Nesse caso, por que não atar somente as mãos à cabeceira da cama e começar a festa? Certo, se bondage não fosse um fetiche talvez essa idéia realmente fizesse sentido. Pergunte a um podolatra o porquê de gostar de uma mulher calçada em cima da cama quando ela poderia já estar descalça.
Ser fetichista é ser diferente e ser diferente é muito melhor do que ser igual.
A conclusão que se chega é de que sem importar a posição, a forma, a beleza, a simplicidade, bom mesmo é deixar rolar cada gota do que possa ser bebido do néctar de simplesmente gostar de tudo isso.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Women in Charge


Jogos de bondage entre casais em alguns casos remontam a uma relação switcher, onde ambos tomam o controle da situação e impõem ao (a) parceiro (a) a imobilização na hora do ato.
Quando o homem assume esse controle, pode buscar idéias nas diversas imagens dos sites que dão conta desse fetiche, enquanto que para as mulheres os canais são bem mais estreitos e raramente se consegue acesso. É muito comum mulheres procurarem por cenas de bondage em sites de sadomasoquismo, onde a dominação feminina fica sempre em exposição. Contudo, voltamos ao velho jargão de que bondage nada tem a ver com sadomaso e o caminho torna-se mais curto.
Na última matéria mencionei para as meninas o site http://www.meninbondage.com/ da FM Concepts por ter belas imagens, um bom padrão de amarrações e um conteúdo inteligente, sem recorrer ao sexo explícito, apesar de mostrar um tema adulto.
Em verdade, para cada dez sites de bondage com mulheres amarradas, existirá um site de bondage masculino, com a mulher no comando.
Para o público GLS o universo se alarga e apresenta diversos canais de bondage sem sexo. O mais recomendado é Bondage Brasil o prazer sem preconceitos, totalmente nacional com ótimas fotos, boa estrutura e didática apropriada. Para o gay feminino o lugar ideal é Atlanta Bondage, em português com excelentes fotos de mulheres x mulheres (http://amantedasimagens.wordpress.com/2007/12/12/atlanta-bondage/).
Casais em perigo são a temática de captured couples (http://couples.fmconcepts.us) onde os casais poderão viajar na fantasia de serem os dois amarrados. Claro que isso exigiria muito mais que uma simples relação a dois, porém, dentro do mundo do fetiche tudo é possível de sair de dentro de quatro paredes e alçar vôos mais distantes, sempre e quando o princípio da consensualidade seja respeitado.
Normalmente quando a mulher tem o fetiche na veia fica mais fácil especificar o lado da tendência dentro da relação, e, por outro lado, o homem padece sempre mais um pouquinho quando o assunto fica mais picante.
Disso fica a pergunta: o que fazer tendo um homem amarrado em sua cama? Será que a maioria das mulheres, mesmo sem ter a ótica do fetiche desde os primórdios, nunca pensou no assunto? Seria importante para a mulher ver um homem debatendo-se entre cordas ou algemas e bem amordaçado?
Os homens querem saber. Com a palavra as meninas que freqüentam esse espaço.
Publicarei aqui os comentários, claro que preservando qualquer email que possa vir junto com ele.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O gosto de cada um


Tudo na vida é uma questão de gosto e com o fetiche não pode ser diferente.
Tenho recebido mensagens e emails referente ao trabalho, às fotos, as matérias, enfim, a tudo que é desenvolvido aqui no Blog e no Fotoblog com comentários altamente construtivos onde fica claro a preferência de cada um.
Que bondage é o fetiche de amarrar uma mulher, ou vice e versa, ninguém ainda duvida, mas qual seria a forma ideal dentro do gosto de cada um?
Começamos pelos diversos tipos de fetiche que complementam Bondage.
Decidi, por uma questão simples e lógica, abdicar do nu nas fotografias, buscando apresentar o fetiche com modelos em trajes comuns, do dia-a-dia. Queria que cada um tivesse na imaginação, a continuidade da fantasia sexual, o “despir” cada modelo dentro do próprio imaginário.
Procurei unir bondage e podolatria num mesmo quadro, expondo pés descalços e calçados em sapatos fechados, belas sandálias ou até mesmo em longas botas.
Dentro desse parâmetro, na medida em que os comentários vão aparecendo, procuro atender aos pedidos daqueles que junto comigo começam essa empreitada e, de uma forma geral, as coisas tem caminhado dentro de uma meta e com certo êxito.
Cada fetiche pode variar por diferentes vertentes e bondage não foge a regra.
Outro dia, recebi uma mensagem de uma pessoa que respeito e que tem grandes idéias e conceitos formados nesse âmbito, que me fez refletir sobre alguns pontos e ao mesmo tempo em que volto a frisar a necessidade de separar bondage de SM. Primeiro deixar claro que no meu conceito não é necessária uma relação de dominação entre ambos pra que a prática de bondage exista. A expressão dono e escravo escapa do dicionário dentro da definição de bondage. Embora presente no conceito da expressão BDSM, bondage pode e deve ser utilizado em uma seção de disciplina, o que não significa que disciplina deva ser utilizada na prática de bondage.
Segundo não é necessário gostar de pés, seja descalços ou calçados para estar no universo de bondage, embora muitos gostem de ver e praticar o chamado “bound-feet”. Diversos sites exploram esse aspecto tornando cada vez mais comum a exposição dos pés em apresentações de bondage. Já foi mencionado aqui Franco Saudelli, Helpless Heroines, Bound-Hotties e diversos outros que abordam esse tema. Outros como Restrained Elegance buscam em lindas sandálias sua marca registrada. Porém, sempre os pés são parte de exposição desses canais. Para as mulheres que gostariam de ver homens amarrados, ou até mesmo aqueles que querem ser amarrados por suas parceiras, recomendo uma passada em meninbondage.com, com excelente material e conteúdo inteligente.
Simplificando, todas essas variantes são deliciosas e motivo de debate aqui neste espaço, inclusive quanto ao material utilizado na realização do fetiche. Uns optam por cordas, enquanto outros utilizam e preferem as algemas. Na minha modesta opinião, bondage tem tudo a ver com o trabalho e design dos nós, apesar de saber que uma algema ou um fitilho bem aplicado, contribui tanto na forma visual quanto no efeito de imobilizar a quem se deseja.
Portanto, trocar idéias, por em prática, tudo isso é parte de muito do que tem que ser discutido aqui, porque é essa interação que faz com que valha a pena cada vez mais ter um lugar onde se possa expressar aquilo que se pensa, e que contribuirá para quem ainda quer se informar sobre assunto a ter uma opinião formada a respeito.