sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Cor do Fetiche


Qual é a cor do fetiche?
Negra? Roxa? Vermelha?
Pensando assim, nota-se que as cores fechadas são as preferidas.
Mas como explicar que na Holanda, um local onde o fetiche é cultura, no dia da Rainha celebrado todo 30 de Abril, as pessoas usam roupas claras, normalmente em tom laranja, e se divertem noite adentro na Queens Night de Den Haag? Bebem todas que vêem pelo caminho, colocam os fetiches na mesa pra cair na gandaia até o mês de maio?
A cor do fetiche é uma questão de moda, prazer e cenário.
Que digam os fetichistas que se esbaldam em cenas de dominação e submissão, normalmente atraídos por uma atmosfera dark para servir de palco para suas práticas. Ninguém imagina uma rainha dominatrix com um vestidinho estampado e florido numa festa fetichista com a chibata na mão ou comandando um dungeon.
Já os bondagistas de uma forma geral admiram heroínas indefesas em trajes do dia-a-dia, as chamadas “girls next door”, uniformes colegiais ou até fantasias de super-heroínas famosas. Alguns combinam cores de cordas, sapatos, vestidos, e há aqueles que buscam tons escuros, reforçando a tese da preferência pelo cenário.
Podólatras não submissos, sim porque aqui há que existir um parêntese, uma vez que há podos dominadores, submissos e outros que simplesmente gostam dos pés e nada mais além. Estes são mais chegados às cores dos esmaltes que enfeitam as unhas ou das sandálias e sapatos do que às próprias vestimentas.
Quando as responsáveis pelo guarda-roupa do site Bound Brazil me perguntam que tipo de traje as meninas vão usar pra filmar costumo dizer: short e blusa de alça, vestido estampado, às vezes preto, porque os pedidos de assinantes do site sempre circulam por essa linha. Daí a minha opinião quanto às preferências dos bondagistas.
Seria possível imaginar infantilistas de fraldas negras? Nem pensar, certo?
E os furries com fantasias de bichos de pelúcia roxa? Pode até conter alguns traços em cor escura, mas bicho de pelúcia preto só gato, cachorro ou pantera, mesmo assim os focinhos e patas levam um contraste com o branco. Qual das inúmeras representantes do sexo feminino que me ajudam a escrever essas páginas não tem ou nunca teve um bichinho desses em casa?
Resumo da ópera: a cor escura combina com o lado underground e todo fetichista se sente em casa nesse tipo de ambiente. Embora os flyers de festas e as cores que decoram o ambiente tenham um tom crepuscular, o dress code também é bem vindo e é norma de conduta nesses eventos. Até porque enfermeira de preto não dá brother!
Pra mim tanto faz.
Prefiro “embrulhada” pra presente. E como esse tipo de pacote normalmente tem um aspecto colorido, pode mandar que eu aceito e ainda agradeço!

THE PERILS OF DIANA

Prestem atenção nessa moça.
Na forma como exibe o fetiche de bondage. No jeito de menina seqüestrada e, principalmente, como seu corpo aceita as cordas. Trata-se de uma bondagette por excelência.
Infelizmente a imagem é imóvel e só é possível observar detalhes sem uma leitura dos movimentos.
Mas para os assinantes do site Bound Brazil, ela estará em tela cheia, em HD, mostrando o fetiche de bondage com todas as letras.

Os Apuros de Diana (The Perils of Diana) será exibido hoje com Diana Vidal e Luana Vlazak no Bound Brazil. Doze minutos de ação e bondage.
Imperdível!

A Foto de cima no texto é um trabalho impecável de bondage do meu amigo Seether (Shadow Play)

Um ótimo final de semana a todos!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sem Preconceito


Confesso que a princípio relutei assim que recebi um email com mais uma solicitação de entrevista. Em meio a tantos que chegam à minha caixa de correio eletrônico, achei que se tratava de mais uma daquelas abobrinhas tipo assim: “como você se sente quando pratica bondage? É fácil conviver com o médico e o mostro dentro de você?”.
Esse blá blá blá irrita, satura, e embora causasse horas de aborrecimento no começo, hoje simplesmente ignoro e não dou resposta.
Mas assim mesmo resolvi responder as perguntas de uma jornalista que mostrou desde o primeiro email ter bom senso, lucidez, provando que estava entrando no nosso planeta fetiche em busca de realizar uma matéria para a sua revista, e ao mesmo tempo, passar aos seus leitores uma idéia geral de como as coisas acontecem do lado de cá dos trilhos.
Sem preconceito, sem comentários jocosos ou patrulhamento social excessivo, o artigo com o titulo de “Prazer Sem Limite” é uma viagem pelo mundo BDSM e seus personagens. O olhar fetichista sempre voltado para o prazer.
O resultado desse trabalho está na edição desse mês da Revista Viver Brasil de Minas Gerais.
Pra quem não mora na terra das alterosas aqui vai o link onde é possível ler a matéria totalmente grátis na edição eletrônica: http://www.revistaviverbrasil.com.br. No menu de opções basta clicar na palavra sexo.
Além de ter excelente conteúdo, a matéria toma o depoimento de vários praticantes de todas as vertentes que compõem a sigla BDSM. Fetichistas de renome como meus amigos Senhor Verdugo, Yago e outros mais, são o foco da reportagem e contam nas entrelinhas um pouco de suas experiências.
O aspecto histórico do BDSM é retratado em detalhes e serve como base para principiantes que almejam participar desse universo de fantasias.
A Raquel Ayres contou o que rola por trás de relacionamentos BDSM de forma correta, sem rompantes de elogios ou criticas. Baseou-se em depoimentos reais para sedimentar a sua reportagem buscando opiniões de especialistas que compreendem essas manifestações como sadias. Não tocou em parafilia ou algolagnia e fez prevalecer o prazer de praticantes que primam por seguir regras rígidas, sem sair dos trilhos.
O BDSM não precisa da mídia. Precisa que haja respeito a todos que se dedicam a criar esse tipo de fantasia erótica dentro de suas relações sexuais. E neste quesito, a Raquel e sua revista estiveram perfeitas, sem pular a faixa ou o degrau.
Talvez a matéria da Revista Viver Brasil traga benefícios a possíveis interessados nessas fantasias, uma vez que acostumados a criticas desmedidas claudicam em aceitar desejos diferentes que os acompanham por longo tempo, e por essa razão, preferem deixar de lado, esquecido, ao invés de compartilhar com alguém que também os aceite. Quem sabe, tenha também o poder de elucidar aos chamados baunilhas para que entendam que dentro de nós nunca morou um demônio que se alimenta de dor e violência sem sentido.

O BDSM necessita ser retratado da forma como ele é de verdade, mas isso só é possível quando pessoas que têm discernimento e espaço na mídia se dispõem a realizar reportagens transcrevendo o prazer em lugar da demência.
Se esse blog tem como objetivo o debate e, acima de tudo, explicar que nossas gostosas brincadeiras de adulto não passam de simples fantasias, reverencio essa menina, jornalista por excelência e inteligente por vocação.
Valeu Raquel!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

For Your Eyes Only


Não vou escrever sobre o famoso filme do James Bond.
As imagens que podem ser vistas por seus olhos retratam as próximas atrações do site Bound Brazil no mês de Setembro.
Várias estréias e uma BBW e suas curvas.
Para quem reclamava da falta de gordinhas no elenco do site é hora de se lambuzar.
Portanto, preparem-se pra noites de insônia porque essas garotas vão pegar pesado e perturbar o juízo da marmanjada.
Somente para os seus olhos, no Bound Brazil.




terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dando Vida aos Personagens


Um personagem não precisa de certidão de nascimento ou carteira de identidade para ter vida, basta nascer da imaginação de cada um que o cria. A relação dos criadores com alguns personagens chega a ser tão intensa fazendo com que eles tenham vida própria e sua história particular.
Esses “amigos imaginários” não passam de seres criados a imagem e semelhança de pessoas que gostariam ser como eles, de viver o papel desenhado para eles e vez por outra assumir o lugar desses supostos indivíduos.
Alguém pode estar pensando que fiquei maluco da noite para o dia ou entrei em definitivo estado de demência absoluta. Calma brother, não fumei nada além de um simples cigarro da Souza Cruz.
Fetichistas têm o hábito de criar personagens.
Convivem com eles algumas horas do dia e os deixam guardados em local seguro até que a próxima festa apareça e os faça reviver. Outros, porém, assumem uma dupla personalidade impressionante e caminham com ela, lado a lado, pela vida afora e se sentem felizes dessa maneira.
Há, também, os que às vezes renegam personagens criados e flertam com eles somente diante de um grupo de outras pessoas que compreendam a sua existência. Você esbarra com o sujeito na rua e tenta tocar no assunto do fetiche. O cara disfarça, olha em todas as direções possíveis e te diz: “tá maluco brother, aqui não dá pra falar, alguém pode ouvir e ferrou.”
Nem tanto ao mar e nem tanto a terra, o ideal é conviver com o personagem fetichista de forma relax, sem exigir muito, sem ter que dar satisfações e nenhum dos mundos.
Apesar de por a cara no perfil do blog não ando por aí com uma bandeira na mão defendendo o fetiche e seus praticantes como se fosse um revolucionário. Trabalho normalmente dez horas por dia, e após os compromissos escrevo os artigos aqui sem levar em conta essa questão. Meu personagem resume-se a sigla do meu próprio nome.
A intenção de escrever essa matéria visa desmistificar o universo fetichista e seus tabus.
Se um dia o famoso escritor Sérgio Porto usou o pseudônimo de Stanislaw Pontepreta e ninguém achou estranho, porque criticar alguém por criar seu próprio personagem fetichista?
Acho até que essa conversa de amigo oculto e imaginário andando do lado, invisível, é meio esquisita, e dá pinta de que o criador pode em determinado momento estar ligado a alguma coisas sem sentido, mas um personagem definido, com característica própria, principalmente quando visa à manutenção do anonimato, é perfeitamente aceitável, em todos os aspectos.
Cada um tem seus motivos. É a lógica.
E a receita só começa a desandar quando o fetichista cria mais de um personagem. O chamado fake do fake, aquele que inexiste e chega depois do que sequer existe. Porra, que doideira...
Mas é isso mesmo. Algumas vezes nascem personagens de alguns que foram criados anteriormente e, talvez por se sentirem sozinhos no planeta imaginário, arranjam espaço para um terceiro habitante da mesma mente criadora.
A essa altura todos podem pensar que estou bêbado escrevendo esse artigo dentro de um boteco em Copacabana. Explica-se: aqui no Rio, em toda a orla de Copa o sinal da internet é 0800.

É sério, conheço muita gente que embarcou nessa e atravessou o samba. Criou um dominador ou dominadora e na falta de um submisso ou submissa, deu luz a um novo ser com tais característica, pra não precisar de ninguém além dele mesmo e assim realizar suas práticas.
Politicamente correto brother, é o princípio de auto-sustentabilidade.
Quer saber, melhor deixar que meus amigos e minhas amigas postem nos comentários as suas impressões, afinal assim como eu, também criaram os seus próprios personagens.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quando Dividir é Tudo


Outro dia alguém comentou que a vergonha é o abismo do fetiche.
A questão não é concordar ou discordar, mas descobrir onde a vergonha exerce esse poder diante do fetichista. Ter vergonha de seus atos ou vergonha de exibir seus dotes publicamente?
São caminhos opostos como paralelas que nem no infinito se acham.
Porque o sujeito pode ter vergonha de se expor, aos amigos, à família, ou por qualquer outra razão. Isso é compreensível, afinal cada um sabe como cuidar de si mesmo.
O que não é aceitável é dizer que as pessoas deveriam ter vergonha de ser fetichistas.
Aí o bicho pega e funciona como um pisão em unha encravada. Justamente porque cada um tem que tomar conta de sua própria vida, meter o nariz no que lhe diz respeito e aos seus atos, sem se importar se o vizinho almoça e janta ou lava as mãos depois de fazer as suas necessidades.
O fetiche tem um senso de coletividade, comunitário às vezes, porque engloba pessoas com o mesmo prazer por fantasiar seus atos sexuais, ainda que essas fantasias sejam diferentes.
Eu poderia levantar o dedo e dizer: meu fetiche é transar com roupa de marinheiro. Por mais ridículo que possa parecer para alguns há que haver respeito, embora ninguém esteja obrigado a ver essa minha suposta cena grotesca.
O que dizer dos infantilistas? Não confundir com pedofilia, porque trata-se de pessoas adultas que se vestem de bebês para se relacionar sexualmente. Normalmente, pessoas desavisadas a respeito desse fetiche achariam graça, teceriam comentários ridicularizando e coisas piores.
Nesse universo paralelo, nada é absurdo, porque habita o imaginário de cada um que gosta de criar uma fantasia para ter prazer.
Como os dominadores que expõem suas submissas em blogs ou nas páginas do Fetlife. Os rostos são preservados, por questões sociais e morais, mas o prazer pulsa em cada comentário que recebem elogiando tal atitude.
Eu sou um destes comentaristas. Elogio a coragem e, principalmente, o aspecto coletividade, porque dividem com os demais as imagens que colhem entre quatro paredes. Divulgam o fetiche aos que amam e ainda não tiveram a oportunidade de viver essa fantasia.
Dividem o que lhes satisfaz plenamente, sem remendos, sem retoques, inteiramente grátis, por puro amor a arte e ao fetiche.
Hoje, me entristeceu a notícia que recebi do próprio MrZ dono do blog Escravas Brasileiras de que havia chegado a hora de encerrar as atividades. Nem por curiosidade procurei saber a razão, porque ainda tenho esperança de que isso seja apenas passageiro e a sentença dada por ele mesmo seja reformada.
MrZ é um espadachim do fetiche. Mostra sua escrava Raiane (foto acima) das formas mais exóticas, sempre pronta a revelar um segredo do fetiche que faz desse cara um expert na arte de encantar platéias. Ao vivo num Motel de Brasília ou nos vídeos que ele posta em seu blog. Quer dar uma olhada? Acesse: http://tinyurl.com/2vprn55
Quem sabe ajudamos esse cara simpático a mudar de idéia?

Portanto, opções não faltam pela internet para admirar o que esses intrépidos fetichistas disponibilizam na rede para aguçar corações e mentes que dormem pensando nesse tipo de fantasia.
Basta escolher, vasculhar e é fácil encontrar centenas de canais onde a coisa acontece em tempo real, sem cortes e muito menos vergonha de exibir a quem estiver interessado a sua própria visão do fetiche.
A foto que encerra esse artigo vem de outro grande amigo: Master_Mistery, mostrando os encantos de sua escrava Slave Love.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Sabiá Fetichista


Talvez eu precise mesmo de umas férias. Quem sabe esse dia a dia de puro estresse esteja causando embaralho em meu raciocínio. Pra acabar com qualquer nóia, o melhor é sair por aí tentando fazer alguma coisa diferente, fora do padrão, pra simplesmente deixar de lado a mesmice.
Então resolvi tentar encontrar pelo em ovo. Como um autêntico arqueólogo, parti para uma pesquisa pessoal na tentativa de saber de onde vêm os leitores do blog, ainda que pareça ridículo ou sem sentido para alguns, afinal sendo os textos em português teoricamente brasileiros e portugueses seriam a grande maioria.
Mas é aí que levei um escorregão e rolei escada abaixo.
Depois de pouco mais de dois anos de existência, esse espaço é freqüentado por leitores de todos os lugares. Os brasileiros respondem por cinqüenta e sete por cento da freqüência, e os outros quarenta e três por cento concentram dignos representantes de uma autêntica torre de babel, onde norte americanos, ingleses e alemães dividem a maior fatia do bolo, na ordem.
A malta de além mar que nos ensinou a falar o idioma soma cerca de quatro por cento dos leitores.
Conclusão: na terra onde canta o sabiá esse pássaro não é tão fetichista como deveria ser.
Das duas uma: ou o tradutor do Google é mesmo muito eficiente ou essa galera anda louca pra aprender português. Claro que fotos às vezes traduzem longos textos, mas se nós morremos de curiosidade de ler o que se escreve mundo afora, a equação aqui nessas páginas não é diferente.
Claro que dou as boas vindas a todos aqueles que utilizando essa ferramenta que cada dia que passa fica mais eficiente ajudando a globalizar, fazem desse blog um lugar pra espiar todos os dias, mas não baixo a guarda brother, e sigo na esperança de um dia ver os brazucas e os portugas comandando a festa por aqui.
A realidade é cruel, mas faz sentido. Nós começamos tarde, tanto aqui como em Portugal, Argentina, Espanha, e eles, os saxônicos, há tempos enxergaram uma luz que só agora brilha no nosso horizonte.
Só de pensar que muitos antes de nós deixaram o fetiche adormecer por pura falta de incentivo, ou até pela pouca oportunidade de encontrar reciprocidade desse lado do planeta, provoca um sentimento de perda profundo.
Porém, o tempo é agora pra quem está vivo.
E com essa frase estampada no pára-choque da frente da carreta o negócio é descer a ladeira e ver até onde nossos sonhos nos levam.
Acho que valeu a pesquisa. Sempre é bom aprender.
O trabalho de bondage da foto é do meu amigo Tony Korleone.

FUJA SE FOR CAPAZ

O titulo do vídeo de hoje do site Bound Brazil parece obra de pela saco.
Mas a idéia era essa mesmo. Amarrar duas mulheres e vê-las tentando escapar de todas as formas. Coisa de sádico!
E embora o sadismo não seja meu fetiche, às vezes é legal flertar com esse segmento, essa face do BDSM, porque deu gosto fazer as amarrações e ver as meninas tentando, tentando, e nada.



Então, pra quem quiser assistir esse colírio, basta assinar o Bound Brazil e ficar ligado na atração de hoje: “Scape if you can!” Com Jade Silva e Luíza Castro.
Um belíssimo photoset recheado de imagens maravilhosas faz parte do pacote de Sexta.

Um excelente final de semana a todos. Sem estresse!