quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Colecionador de William Wyler (1965)


A primeira vez que assisti a esse filme ainda era adolescente lá pelos anos setenta, e bateu direto na minha janela todos aqueles desejos carregados pela infância inteira, sem saber muito bem do que se tratava.
Quando vi a linda Samantha Eggar no papel de Miranda Grey ser seqüestrada e amarrada dentro de um furgão, me saltou nas veias que aquilo era a paixão que me queimava por dentro e que não sabia explicar sequer a mim mesmo.
Claro que ninguém pode aqui achar que seqüestrar uma mulher e ter com ela seja lá que tipo de relacionamento for, possa ser desejo de alguém que tenha sã consciência. Falo do aspecto fetiche, de ver uma mulher amarrada e querer loucamente, pelo menos naquele momento, estar no lugar do ator Terence Stamp.
Quem assiste a um filme sem se transportar pra dentro da história não consegue assimilar a mensagem deixada pelo autor da obra.
O Colecionador tenta passar a idéia de um funcionário público que tem sérios problemas de relacionamento com os colegas de repartição, que ao ganhar um prêmio de loteria resolve por em prática todo o seu desejo por uma mulher que ele admira a distancia e, que sua timidez impede que ele se aproxime para qualquer tipo de relação que possa haver.
Ao ter a sua disposição o dinheiro necessário para fazer o que bem entenda, ele resolve raptar sua amada e fonte de todos os seus desejos para tentar uma aproximação e fazê-la ter por ele todo o sentimento que lhe corresponda.
O nome dado ao filme é resultado de um link que o autor faz entre o protagonista ser um colecionador de borboletas e o fato do seqüestro de Miranda ser mais um objeto de sua obsessiva coleção. Mas as cenas que levam uma pessoa com fetiche por bondage delirar, são as que a mulher aprisionada mostra ao espectador estar em poder de seu algoz, negociando com ele até mesmo a mudança de posição dos braços amarrados e a utilização ou não da mordaça. Ressalte-se que nessa época o acesso a filmes de bondage era inexistente fazendo com que essa obra fosse o único laço entre o fetiche e o praticante.
Ninguém pode deixar de admitir que essa produção seja épica, porque ganhou diversos prêmios quando de seu lançamento pela força do roteiro e capacidade de direção e elenco..
A atuação de Samantha Eggar enche os olhos do admirador de bondage e, principalmente, quem curte “damsels in distress” (Garotas em perigo). O grande momento, em minha opinião, é quando ela está na banheira e um vizinho vem à porta. Samantha é amarrada por Terence debatendo-se todo o tempo, tentando com os pés acionar a torneira fazendo com que a água transborde para chamar a atenção.
Claro que o final é totalmente infeliz e uma história como essa, trazida para o lado real da vida jamais acabaria bem. Miranda Grey morre por ter sido deixada amarrada sozinha enquanto seu raptor buscava auxilio médico para curar-se de uma pancada desferida por ela na tentativa de fuga.
Esse fato induz o autor a deixar a mensagem na última cena que a coleção de Franklin (Terence Stamp) não pararia por ali, quando o mesmo sai em busca de uma próxima vitima de sua coleção. Porém, ficam as cenas de bondage gravadas na memória, fazendo com que esse filme seja marcante para quem viveu essa época e que tinha muita limitação para conseguir algo que mostrasse o fetiche da forma desejada.

Pra colecionador nenhum botar defeito, segue o link do filme inteiro com legendas em Português.

Filme: http://www.megaupload.com/?d=HNFX9OUT
Legenda: http://www.megaupload.com/?d=XJ4TZPVW

Este artigo é um re-link do original, publicado em Agosto de 2008.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Escravidão e suas Conseqüências


Por várias razões você admite a escravidão.
Ora por conta do trabalho ou por compromissos que sejam considerados imprescindíveis, não é difícil se achar escravo de alguma coisa na vida. Mas se esse assunto invade o campo das fantasias sexuais, do fetiche, a escravidão passa a ser por alguém ou até por algo em especial.
E já que é pra passar o rodo, nada melhor que cortar na própria pele.
Apesar de admitir que muitos são escravos de seu próprio fetiche, eu não me considero neste grupo. Embora apresente práticas fetichistas em um site comercial, costumo organizar as atividades de tal forma que elas não representem um ciclo vicioso, uma obrigação que se torne um pé no saco.
Gosto, muito, pratico sempre que posso, mas fico por aí.
Uma amiga me contou que deixou de ser apenas submissa para se tornar escrava de alguém. Pode isso? Não é a mesma coisa?
Não, o fato de ser submissa dentro de uma relação sexual fetichista não significa que necessariamente a entrega durante as práticas se transforme em escravidão. Se estiver errado o espaço é livre pra sentarem o sarrafo!
Bom, assim é meu ponto de vista.
E pra fazer valer a fantasia de ser escrava ou escravo sexual de alguém quando o assunto é fetiche, o conhecimento de causa é o aspecto mais importante. Os dois precisam estar afinados, conscientes e, acima de tudo, felizes com essa condição.
É preciso saber dar ordens, assim como obedecer.
Uma relação a esse nível requer uma escolha sábia de ambas as partes, sem importar o papel que está em jogo representar. Estude o parceiro ou a parceira pra mais tarde não se arrepender. Já escutei frases assim: fiz merda, me tornei escrava de um cara tão galinha que sua principal virtude era arranjar mulher na minha fuça, sem que eu tivesse o direito de reclamar.
Êpa! Assim eu também quero brother! Imagine, o negócio é ser um Sultão, ter um harém, coisas desse tipo. Certo?
E a outra metade, como é que fica?
Já li uma penca desses contratos pseudo litúrgicos BDSM de escravidão total e eterna, mas nunca observei esse tipo de, digamos, “artigo”.
E como tudo que sobe também desce é bom estar preparado para a reviravolta, porque deve ser levado em conta que uma fantasia sexual é um jogo, fetichista é verdade, mas é uma brincadeira de adultos conscientes do que estão praticando. O tempo da escravidão sem consentimento acabou faz tempo e todo mundo sabe disso.
Evitar as conseqüências desagradáveis provenientes de uma má escolha é a questão.
Toda relação a dois é assim, não importa se é fetichista ou não.
O cara diz assim: olha sou casado, mas minha mulher nem sabe das minhas peripécias e andanças pelo universo BDSM. Se souber estou fodido! Mas quero ser seu escravo, realizar todas as vontades e desejos da minha rainha.
É pegar ou largar. A escolha é sua...
E vice-versa.

Agora me respondam com total sinceridade: é possível viver a tal relação 24/7 (vinte e quatro horas durante sete dias da semana) dessa forma? Impossível, um dos dois terá que voltar pra casa, esconder as possíveis marcas e esperar pela próxima “bobeada”.
Não sou moralista, muito menos hipócrita pra não admitir que já pulei tanto muro na vida que os tombos doeram. Mas quando o assunto foi sério, fetichista ou não, botei minhas barbas de molho.
Talvez por isso eu nunca tenha tido uma escrava.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quem dá mais?


Senhores podólatras, façam seus lances.
O que vai a leilão talvez justifique a sua sagacidade.
Não é novidade por aqui, algumas meninas fazem esse tipo de oferta pela Internet e nos Estados Unidos as grandes musas da cena fetichista utilizam objetos pessoais para leiloar aos seus fãs.
Tal e qual o fetiche de Burusera no Japão, a Rainha Scarlet resolveu dar aos podólatras a chance única de conquistar o direito de adquirir suas meias usadas por três dias. Ela posta um vídeo mostrando aos interessados o objeto do desejo, ou da cobiça, e quem sabe do prazer.
Basta enviar um email para a Scarlet (o endereço eletrônico está no final do artigo de hoje) e fazer o lance.
Claro que essas meias dessa linda rainha atende aos anseios dos adoradores de pés com tesão por odores de pés femininos, afinal Scarlet tira o sapato e a meia como pode ser comprovado através do pequeno clipe que dá veracidade ao leilão.
Brother, a coisa estava feia mesmo... No bom sentido, é lógico!
Então façam suas ofertas aqui: domme.scarlet@gmail.com

Boa sorte!

video

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pra sua Proteção


Aconteceu Sábado durante o 24/7 no Dominna em São Paulo.
Ao longo da semana vamos falando sobre o encontro desse ano, mas hoje vale escrever sobre esse gancho que é saudável e, digamos, diferente.
Nada mais estranho ao ninho que pessoas “baunilhas” em festa fetichista. E olha que esse termo, embora pareça pejorativo, soa agradável, já que um sorvete de baunilha é saboroso. Assim como é saboroso ver uma pessoa de fora do contexto querendo tomar todas as informações possíveis sobre o que está havendo.
Tudo é estranho nesse mundo novo, principalmente quando é visto olho no olho, ao vivo, porque de uma forma geral essas pessoas só tiveram ou têm acesso pela internet.
Bom, lá pras tantas ao ver o Marco Claro, amigão e fotógrafo fetichista dos melhores, gastando toda a saliva possível tentando ser o cicerone desse mundo novo a essas meninas deslocadas de seu rumo, os drinques fizeram efeito e soltei tanta bomba no ouvido delas que deu pra notar os olhos esbugalhados das moças.
Não que eu tenha perdido a paciência com tantas perguntas, pelo contrário, porque se existe uma coisa que me fascina é tentar passar as pessoas uma imagem positiva dos que gostam de fetiches e práticas BDSM. Aliás, o blog é a prova latente dessa vontade.
Mas como se sabe, o álcool e o desembaraço andam de mãos dadas e de repente me lembrei daquele cantor Wando, o obsceno, e disse às garotas: “Deus te proteja de mim...”
Claro que no mundo BDSM a regra é clara: não há prática sem consenso. E dentro desse princípio, as meninas podiam estar tranqüilas e calmas, pois ninguém de chibata em punho as levaria a um pelourinho sem que houvesse a devida permissão e, lógico, vontade.
Porém, se a regra proíbe por um lado também permite por outro, e minha intenção não era trazê-las para serem envolvidas por minhas cordas, a idéia era fazê-las compreender a coisa como um todo e explicar a razão pela qual todas aquelas pessoas estavam ali, vivendo um dia de festa, revendo amigos e celebrando a sua própria fantasia como se fosse o dia da Graça.
Se elas um dia vão incorporar alguns hábitos do que viram às suas vidas ou experimentar alguma das tantas novidades a que foram apresentadas, é uma incógnita, somente elas poderão dizer ou fazer.
O fato de estar ali em busca do conhecimento, desde que seja com respeito aos que em casa assumem sua faceta pessoal já é um passo enorme, afinal a curiosidade leva o gato a cometer as maiores loucuras em vida felina.
A descoberta do fetiche como mola propulsora sexual em determinada fase da vida, continua sendo o xis da questão. É incrível observar algumas pessoas que nunca possuíram um impulso natural por fetiches ao longo da vida, desembarcar nesse porto com tamanha desenvoltura a ponto de não desgrudar mais daquele cais.
Fica então a teoria do “vivendo e aprendendo”. Desafiando todas as regras e suposições fazendo valer aquela velha retórica que sempre digo: quando a vida sexual não anda bem, experimente levar um fetichista pra cima da sua cama. Garanto que as coisas nunca mais serão da mesma forma.

Pra finalizar, deixar o registro da minha alegria de ter mais uma vez participado desse evento maravilhoso, realizado com tamanho carinho por mãos competentes como a galera do Dominna.
A Bela, a Loba, e o staff mereceram receber toda aquela gente exibindo com um orgulho irretocável seus dotes e conceitos fetichistas sem medo ou vergonha de ser como são.
Durante a semana rola um papo com os amigos e deliciosas entrevistas com essa gente bronzeada do sul do Equador.
Ave Dominna!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Cultura do Silêncio


Saem de cena os gemidos, gritos e sussurros sensuais.
Em seu lugar reina o silêncio. Absoluto.
Senhoras e senhores apresento-lhes mais uma fantasia sexual, um fetiche: o silêncio.
Pessoas têm verdadeiro fascínio por ter relações sexuais sem emitir sons. Alguns conseguem resultados incríveis com este fetiche, chegando ao ponto de não admitir o sexo de outra forma.
Não existe qualquer ligação com uma cena de bondage onde a parceira é amordaçada, porque neste caso a idéia é ouvir o famoso “muuuphmmm”.
Um amigo, praticante, me disse que passou a cultuar o silêncio por conta de uma relação dos tempos de adolescente, quando era obrigado a ficar mudo junto com uma namorada ao manter relações no quarto, assim as demais pessoas na casa não tinham idéia do que se passava lá dentro.
Outros, além do silêncio exigem que a parceira fique imóvel, como se estivesse dormindo. Dessa forma ele atinge o ápice. Bom, se pelo menos ele der conta de realizar os desejos da parceira antes, é até admissível que ela aceite praticar sua fantasia, caso contrário teria que ter os mesmos impulsos ou ficaria chupando o dedo...
Confesso que por necessidade extrema já passei por isso algumas vezes na vida, onde balbuciar um pequeno gemido representaria assinar uma confissão, ou caminhar para o cadafalso através de um casamento forçado. Velhos tempos...
Mas não fiquei viciado, pelo contrário, chegou a incomodar.
O fetiche é assim, singular. Capaz de despertar atração eterna em alguns e ser rejeitado por outros.
Agora, cá pra nós: já pensou experimentar a sensação de ter uma Deusa quietinha, sem dizer nada, sem reagir, imóvel e a seu inteiro dispor numa cama macia? Eu faria, pelo menos uma vez. Claro, com a devida concordância.
Já recebi emails de leitores do blog com as fantasias mais incríveis, testemunhas de que qualquer loucura deve ser perdoada.
Meninas loucas para experimentar o adormecimento por clorofórmio e só ficar sabendo do que se passou depois de despertar, o cidadão que implora por conhecer uma parceira que use um tênis All Star por uma semana, sem tirá-lo nem para o banho, e que ao final deixe que ele se delicie com o odor dos seus pés, e assim por diante...
Conclusão: nada é anormal desde que seja permitido e consentido.
Por isso, tentar uma transa numa madrugada dentro de um Hotel Fazenda no meio do nada é super normal. Claro, se houver tesão pra que isso seja possível.

TIED TOGETHER

Por falar em silêncio, essas duas meninas lindas que aparecem aqui na foto ao lado foram silenciadas na marra. Um pedaço de fita silver tape deu conta disso.
Amarradas juntinhas pelos pés, Bruninha e Lívia dão um show de bondage no vídeo em HD que o Bound Brazil exibe aos seus assinantes nesta Sexta.
Tied Together. Do início ao fim, treze minutos de bondage e ação pra ninguém botar defeito.


Um photoset com as melhores cenas do filme estará disponível para os felizardos amantes de bondage.

Berrando aos quatro cantos ou em silêncio, desejo a todos um ótimo fim de semana!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Look At


Já virou rotina.
De quinze em quinze dias um desfile de bondage e beleza pra galera ligada no blog e nas novidades do Bound Brazil.
Vale à pena conferir o que preparamos para os assinantes do site nos próximos dias.
Antes, deixe o juízo bem longe...

ALYNNE PIRES
Ptoho Clip


BRUNINHA & LIVIA
Video: Tied Together


BRUNINHA
Photo Clip


JAMYLLE FERRÃO & JANAINA FREITAS
Video: Back-to-Back